2008/03/23

A Morte é uma Puta

O escritor surpreendeu os portugueses ao revelar numa crónica que tinha sido operado a um cancro no intestino. Não se coíbe de falar sobre o assunto, até porque a morte é palavra habitual nas páginas dos seus livros, mas comove-se ao relembrar aqueles dias e o pós-operatório. Uma coisa é certa, saiu deste susto um homem diferente e com vontade de ser mais sincero e de outro amar.

A porta que dá entrada na garagem onde escrevia naquela tarde fica no fundo de um beco. António Lobo Antunes enterra-se num sofá preto e pede para começar a entrevista com um certo ar de vamos cumprir o combinado. No fim, dirá que nem deu pelo tempo passar e encaminha-se para a "tasca" onde pede ao empregado o habitual. Desta vez, só deu duas entrevistas para ajudar o lançamento do novo livro - O Meu Nome é Legião. Está a trabalhar no próximo...
De vez em quando ameaça que só escreverá mais dois ou três livros. Perdeu a vontade?

Não só não é isso que eu tenho vontade como tão-pouco é uma ameaça. Está muito mais relacionado com o medo de não ser mais capaz de escrever. Aparece a cada livro que acabo e pergunto-me se serei capaz de fazer um próximo. Ninguém que escreva a sério vai poder dizer isso. Também é uma espécie de negociação com a morte, deixa-me escrever mais um, mais dois, mais três... Gostava de ter tempo para escrever outro e arredondar o trabalho, é um círculo que ainda não está completo.

Quantos livros faltam para fechar esse círculo. Só mais um?

Gostava que fossem mais porque o círculo vai aumentando sem nos darmos conta. Eu gostava de viver mais duzentos anos mas é improvável que os tenha.

Sofre muito ao escrever?

Há instantes de intensa felicidade - às vezes sinto as lágrimas a caírem-me pela cara - e momentos de grande irritação porque num dia consigo fazer meia página e no noutro só três linhas. O material resiste, as palavras não chegam, o livro não sai. Normalmente as primeiras duas, três horas são perdidas, os mecanismos sensórios ainda estão muito vivos. Então, quando começo a estar cansado, as coisas começam a articular-se com mais facilidade. É como quando estamos a dormir e de repente temos a sensação de termos descoberto os segredos da vida e do mundo, mas sabemos que estamos a dormir. Lutamos para acordar e quando chegamos à superfície não temos nada, diluiu-se enquanto fomos subindo. Quando consigo um estado próximo dos sonhos é muito mais fácil trabalhar e só o tenho estando fatigado.

Já experimentou algumas substâncias para atingir esse estado artificialmente?

Nunca tomei drogas, nunca apanhei uma bebedeira na vida. Não bebo café, não me dá prazer. Acho que o único vício que tenho é fumar.

Portanto, é bem comportado?

Não é uma questão de comportamento, em casa dos meus pais não havia vinho à mesa, só água. Eram muitos filhos...

É normal os filhos romperem hábitos!

Não havia vinho à mesa da mesma maneira que a roupa passava de uns para os outros. Os meus pais deram-nos uma educação de grande austeridade, não tinham muito dinheiro.

Quando faz o julgamento da convivência com a vida acha que ambos se dão bem?

Nunca me pus esse problema, tenho tentado viver o melhor que posso. Fiz certamente muitos erros e continuarei a fazer - espero que menos - mas nós não fomos feitos para a morte, fomos feitos para a vida e sempre me custou ver o sofrimento alheio. Quando fazia muita medicina, não era só o sofrimento que custava mas a minha impotência para com ele. Acho que as pessoas não foram feitas para a morte mas para a vida e para a alegria.

Mas não há escapatória para a morte!

É mais simples do que se pensa. Este ano, tive um problema de saúde e sofri isso na pele, acho que o problema está ultrapassado mas foi um ano duro. E a minha atitude era sobretudo de espanto, e a minha preocupação era ter uma atitude digna e não cobarde. Vi pessoas com uma coragem extraordinária e aprendi com elas lições de vida, coragem e dignidade. As pessoas comportavam-se como príncipes perante a situação e eu pensava estou aqui com pessoas que são melhores do que eu, com uma imensa dignidade no sofrimento. Isso foi uma coisa que me comoveu muito e fez pensar que vale a pena viver entre os homens e com eles. Todo o sofrimento é injusto... Em nome do quê é que uma criança de três anos morre com um cancro ou uma leucemia? É muito injusto, qual a razão disso? Sempre me intrigou a razão deste sofrimento porque o do interior tê-lo-emos sempre. Estamos carregados de dúvidas e certezas e as perguntas que nos fazemos ficam muitas vezes sem resposta. Porque vivo assim, em que falhei e magoamos pessoas sem darmos conta com uma frase que para nós é completamente anódina. Julgo que o segredo é estarmos atentos aos outros mas frequentemente não estamos e, sobretudo, não reparamos que são diferentes de nós. Daí o problema de escrever, como colocar em palavras coisas que por definição são anteriores às palavras? Como tentar cercá-las com palavras? Há zonas em mim que desconheço, portas que nunca abri e que, no entanto, aparecem nos livros e provocam-me uma certa perplexidade ao querer saber de onde é que isto vem, de que profundidades nossas, que todos temos.

Por isso resguarda tanto a vida privada?

Ela não tem importância nenhuma, só a mim me diz respeito. Quando fui operado escrevi essa crónica sobre o cancro porque já havia tanto jornalista e gente à volta do hospital que resolvi ser eu a dizer: Tenho um cancro no intestino. Não me deu prazer nenhum dizê-lo e garanto que não me deu prazer nenhum tê-lo. O pós-operatório foi horrível e duro, felizmente tive a sorte de ter um grande cirurgião e de todos os que lá trabalhavam serem de uma grande delicadeza. Só tenho gratidão.

O cancro está controlado?

Está controlado, neste momento o que faço são revisões periódicas. Claro que pode haver uma surpresa - pode haver sempre! - mas até agora tem estado tudo bem. É óbvio que na véspera de uma revisão estou tenso e fico assim até saber o resultado mas também sei que se houver um problema o Henrique (o cirurgião) vai lá e resolve-o. Preciso de tempo, preciso desse tempo, preciso ainda de trabalhar.

Está a lutar contra a morte apesar dela estar sempre presente nos seus livros...

Espero que a vida também! É inútil lutar contra a morte tal como é inútil lutar contra a vida. É inútil porque a morte é uma puta - desculpem o palavrão mas é a única palavra que encontro. Quando o meu pai morreu, o padre que foi rezar a missa disse que detestava aquilo porque nós não fomos feitos para a morte. De facto não fomos... Há pessoas de quem gostávamos e que já não podemos tocar e ver e cuja morte foi tão injusta. Ainda no sábado fui a enterrar um camarada da guerra que morreu num acidente de automóvel. Foi muito comovente ver aqueles homens duros, que fizeram a guerra, a chorar como crianças. Eu chorei também, gostava muito dele e agora quando nos reunirmos ele não vai lá estar. E não faz sentido que o Zé não esteja. Eu tenho que viver pelo meu pai, pelo Cardoso Pires, pelo Melo Antunes, estão dentro de mim até eu acabar.

Como contrariar a morte?

Ela corre mais depressa do que qualquer um de nós e a única coisa que posso fazer para contrariar é escrever, a única duração que posso ter é a que os livros tiverem. E aborrece-me que seja assim, é injusto que seja assim, embora haja momentos em que todos nós desejamos morrer, de desânimo e solidão. Há momentos em que quase temos inveja dos mortos porque a vida nem sempre é agradável e fácil mas, agora depois de ver as pessoas lutarem no hospital, senti que muitos pensamentos que tinha eram indignos perante tanta grandeza.

Isso alterou a sua forma de ser?

Eu agora jogo com as cartas para cima, está tudo à vista porque é a única maneira de viver. Demorei anos a perceber porque o conhecimento da vida chega sempre tarde e pensamos que ocultando conseguimos dar boa imagem aos outros. Agora é: eu sou assim! Peguem, larguem, não posso ser amado pelo mundo inteiro embora a sede de amor seja inextinguível. |

Qual é a sua atitude perante Deus?

Existe um velho provérbio húngaro que diz que na cova do lobo não há ateus, por isso julgo que não existe quem não acredite. O nada não existe na física ou na biologia e quando se lêem os grandes físicos entende-se como eram homens profundamente crentes, que chegaram a Deus através da física e da matemática e que falavam de Deus de uma maneira fascinante. A minha relação é a de um espírito naturalmente religioso, cada vez mais, não no sentido desta ou daquela igreja mas porque me parece que a ideia de Deus é óbvia. Cada vez mais o é para mim. É um bocado como diz Einstein, quando afirma que Deus não joga aos dados.

Como é essa relação?

É claro que me zango com Deus porque permite o sofrimento, mas talvez os seus desígnios tenham tais profundezas que não atinjo. O sofrimento sempre me foi incompreensível porque nascemos para a alegria. A minha atitude em relação à religião é essa, não estou a falar de igrejas, estou a falar em relação a Deus e não acredito quando as pessoas dizem que são agnósticas ou ateias. Não estou a dizer que a pessoa não esteja a ser sincera, mas dentro dela e em qualquer ponto há algo... Uma vez perguntaram ao Hemingway se acreditava em Deus e a resposta foi às vezes, à noite.

Então à noite também acredita?

Acredito sempre mas a dúvida e pôr constantemente em questão é próprio da fé. Muitas vezes pergunto-me será que existe? É óbvio que sim.

Recentemente foram reveladas as dúvidas de madre Teresa sobre a sua própria fé...

Todos os teólogos as tiveram, Sto. Ambrósio dizia "não busco compreender para crer, creio para compreender"; Sto. Agostinho esteve cheio de dúvidas toda a vida e o Sto. António... O mesmo se passa em relação aos livros, pergunto-me será que isto está bem feito? Não é esta palavra ainda, será que é possível fazer aquilo que eu quero fazer ou será demasiado ambicioso?

O título do seu último livro vem da Bíblia?

Estava a passear no Evangelho e apareceu-me. Foi a primeira vez que fui à Bíblia, não tinha título nenhum, não sabia como havia de o chamar e de repente tropeço naqueles versículos do Evangelho de São Lucas e pensei: é isto.

A sua formação em Psiquiatria não lhe dificulta a convivência consigo próprio?

Se os psiquiatras compreendem a mente humana? Não, isso é a vida que nos ensina a entender os outros. Algumas das pessoas mais cultas que conheci eram analfabetas e algumas das coisas mais profundas que ouvi foram ditas por pessoas de pouca instrução. Uma mulher disse-me uma vez 'quem não tem dinheiro não tem alma'.

Quando está a escrever nunca se sente como se estivesse no divã a tirar coisas de si?

Eu nunca deitei ninguém em nenhum divã e se o fiz ao longo da vida foi para me deitar lá também, não era para ficar a ouvi-la falar. A sensação que tenho é que estamos na idade da pedra do conhecimento, do entendimento humano e das emoções. Não sabemos nada, eu pelo menos sei muito pouco. Isto só tem a ver com a humildade, não sou vaidoso, apenas tenho orgulho. Sei mais ou menos qual é o meu lugar enquanto escritor e o resto da minha vida não é importante, falar da minha vida privada não tem importância nenhuma, os livros sim podem ser importantes mas eu até acho que todos deviam ser publicados anonimamente, sem nome de autor. Isso eliminaria imensos problemas. |
JOÃO CÉU E SILVA
NUNO FOX (imagem)

In DN 20 de Setembro de 2007

O Delito de Opinião I

O DELITO DE OPINIÃO


Existe em Portugal um delito de opinião para o qual uma pequena turba, que só parece grande porque é alimentada pelo silêncio de muitos, pede punição, censura, opróbrio, confissão pública do crime, rasgar de vestes. Esse delito de opinião é ter estado a favor da invasão do Iraque e é particularmente agravado nos casos raríssimos em que se continua a estar a favor, esses então de reincidência patológica que justificam prisão e banimento. Esta persistência no erro só pode mostrar tenebrosos defeitos de carácter e uma crueldade sem limites, que são apontados a dedo como devendo justificar o ostracismo e a incapacidade cívica. Como só se aplica a meia dúzia de pessoas, visto que a maioria dos apoiantes originais abjurou como Durão Barroso, ainda é mais fácil apontar o dedo. Se houvesse pelourinho na cidade, a turba lá nos levaria a mim e ao José Manuel Fernandes, que suporta nove décimos de ataques à sua direcção do Público por causa deste delito de opinião, para a humilhação pública.

Para essa turba que grita "crime" os factos interessam pouco, o conhecimento do que aconteceu fica confortado com meia dúzia de meias verdades, muitas falsidades, mas acima de tudo uma ignorância militante que não só não sabe como não quer aprender. Os factos não lhes interessam de todo. Olharem o Iraque em 2003, 2006, 2008 é a mesma coisa, só muda o número do final do ano. Têm uma tese e, aconteça o que acontecer, o que vale é a tese e essa tese é normalmente uma visão do mundo assente num único pilar, o anti americanismo militante por razões puramente ideológicas. Essas razões existem, mas raras vezes são enunciadas para não prejudicar o bater no peito moral com a suspeita de que a mão que bate o faz por uma política radical que não ousa mostrar-se. Desse ponto de vista, as críticas a Bush têm um precedente curioso, parecem as críticas a Churchill e a Reagan.

(Pax Americana vista pelo Berliner Illustrierte , Berlim - RDA, 3 de Março de 1951)

Sobre Churchill como "criminoso de guerra", visto pelos nazis; sobre a "imagem dos americanos como inimigos" construída pela República Democrática Alemã.


(Churchill como belicista num cartaz em Leipzig, RDA, 1954)



Representações dos Presidentes americanos como belicistas: Kennedy como "cão de guerra" ; Reagan como personagem do Dr. Strangelove e como cowboy conduzindo a América para a as "dark ages".


Há, como em todas as regras, meia dúzia de excepções de pessoas que foram contra a guerra e que o foram por razões mais sérias e que foram capazes de apontar erros reais da actuação dos americanos, em particular os que vinham quer da ignorância da dimensão daquilo em que se estavam a meter, quer da sua impreparação para o fazer e das suas erradas prioridades. Essas objecções sérias merecem ser discutidas e, nalguns casos, deve-se-lhes o reconhecimento da razão que tiveram antes do tempo. Mas, insisto, os interlocutores sérios são a excepção. Nesta matéria, quem faz a lei ideológica e tribunícia é o Bloco de Esquerda, muitas vezes secundado pela voz de Mário Soares. Todos falam com a linguagem, os slogans, os tiques, os excessos verbais, a arrogância moral e a pesporrência do Bloco de Esquerda e não querem saber de mais nada do que da condenação moral dos "responsáveis" por "muitas centenas de milhares de mortos". Os números são plásticos, podem ser exagerados porque são sempre números do "crime". Não lhes interessa Saddam, não lhes interessa a submissão dos xiitas, não lhes interessa a natureza de um regime que atacou aldeias curdas com armas químicas, não lhes interessa um ditador que provocou guerras, essas sim, com mais de um milhão de mortos, e que invadiu os países vizinhos. Nada mais lhes interessa.

Dito isto, vamos pois continuar a cometer o delito de opinião. A última coisa que direi é que, cinco anos depois, na operação iraquiana tudo correu bem, porque, em muitos aspectos, correu até bastante mal. Só que não é pelas mesmas razões, nem pelas mesmas causas, nem pelos mesmos motivos, dos que bradam ao crime e à "mentira". Mais adiante voltaremos aqui, mas comecemos pelo princípio.



Atentados de atribuição segura à Al-Qaida: Bali, Madrid, Tanzania, Argel.


Primeiro, há os pressupostos da decisão de invadir, tomada muito antes da invasão e não necessariamente pelas mesmas razões apresentadas publicamente para a justificar. A decisão de invadir tem pouco a ver com a existência de armas de destruição maciça, ou com a possibilidade de Saddam ser um apoiante da Al-Qaeda, que não era. A origem da decisão tem a ver com uma ideia mais global da resposta à crise suscitada pelo terrorismo apocalíptico que se verificou nas torres nova-iorquinas e no Pentágono, mas também nas embaixadas africanas dos EUA, nas discotecas de Bali, no metro de Londres, nos comboios suburbanos de Madrid e um pouco por todo o lado, da Índia à China, do Cáucaso aos Balcãs.

Na Administração americana surgiu a ideia de que, para combater a nova forma de guerra que é o terrorismo, não bastava erradicar as bases terroristas onde elas existiam (como no Afeganistão ou Sudão), o que era visto como um sintoma, mas ir à causa, à relação de forças que bloqueava todos os processos políticos que deveriam "distender" o Médio Oriente e permitir a resolução de conflitos antigos como o da Palestina. Esses conflitos não eram a causa do terrorismo da Al-Qaeda, de uma natureza diferente do Hezbollah ou do Hamas, mas, ao funcionarem como um irritante geral, bloqueavam as forças moderadas e moderadoras no mundo árabe-muçulmano e impediam a estabilização da região. A importância geoestratégica do Médio Oriente era crucial para o resto do mundo por causa da dependência do petróleo, líquido que tem a tendência natural para surgir só em sítios complicados.

Para que não se pense que estes argumentos são de agora, cito o que escrevi em Fevereiro de 2004:

"O 11 de Setembro revelava uma nova dimensão do terrorismo, que envolvia nações, grupos e indivíduos. Envolvia novas tecnologias de terror e toda uma série de novas tecnologias estavam (estão) na calha. Tinha um epicentro em parte do mundo muçulmano, tinha um epicentro dentro desse epicentro, o conflito israelo-palestiniano, envolvia nações como a Arábia Saudita, o Afganistão, o Paquistão, o Irão, a Síria, o Iraque , o Iémen, o Sudão, e algumas mais. Envolvia políticas que eram activamente prosseguidas por vários estados: o Afganistão servia de base a Bin Laden, mas o Iraque estava a tornar-se, junto com a Síria e o Irão, num dos principais desestabilizadores na Palestina.

Toda a panóplia de soluções diplomáticas tinha falhado em tornar a região mais segura. O conflito israelo-palestiniano parecia intratável, porque enquanto os grupos terroristas faziam explodir autocarros, os israelitas retaliavam em espécie. O crescimento do fundamentalismo muçulmano associava-se intimamente com as ditaduras da região. Os europeus e as Nações Unidas estavam mergulhadas numa política de manter a todo o custo o status quo. Restava aos americanos esperar outro atentado, a que se contava que reagissem outra vez pontualmente. Os americanos estavam a ser empurrados para um comportamento não muito diferente dos israelitas.

A admnistração Bush não aceitou esta passividade e fez uma coisa que já estava há muito esquecida pela passividade europeia e pelo politicamente correcto internacional: resolveu fazer uma política activa, de mudar brutalmente os dados da questão, que implicava acções militares preventivas sobre os estados que ou apoiassem grupos terroristas ou fossem fautores de políticas de desestabilização regionais. Esta politica resultou parcialmente na Síria e na Líbia, mas a sua prova dos nove teria que ser o Iraque. Por várias razões, o Iraque era o único país que tinha os meios e os recursos para prosseguir as políticas anti-americanas mais agressivas na região. Era também um país que se sabia disposto a tudo e com tradição de beligerância, um pária internacional que violava as resoluções das Nações Unidas todos os dias.

Estas eram as razões últimas da política americana e elas tem consistência. O que resta saber, e o episódio das ADM não é de bom augúrio, é se, sendo esta uma política arriscada, ousada e difícil, os americanos e os seus aliados tinham a capacidade militar e política para a levar a bom termo. Porque não é uma política de canhoneira, dão-se uns tiros e vão-se embora os barcos. Exige acções a longo prazo, persistência, e tem custos económicos e humanos consideráveis.

Ora, dito isto, preto no branco , eu partilho das razões porque Bush e Blair quiseram ir para a guerra, antes sequer de encontrarem o enganoso pretexto e legitimação nas AMD, e teria preferido que eles tivessem ficado pelas declarações de guerra do pós-11 de Setembro, que tinham uma clareza linear e disseram isto tudo: estamos em guerra e vamos onde for preciso para nos defendermos.

Na história do futuro o que julgará esta política é saber se a resposta global ao terrorismo teve ou não eficácia a longo prazo, se uma política activa, de resposta preventiva ao terrorismo. o travou, adiou ou minimizou como ameaça."
Se a discussão se centrar neste ponto, o da natureza da resposta americana e da sua razoabilidade, ela é frutuosa, porque contém um genuíno problema: o terrorismo fundamentalista e o modo de o defrontar. Para o discutir há que entrar em conta com os aspectos de maior complexidade que não só estão contidos no problema, como na suposta "solução" que estava implícita na invasão. E aqui é que existem as objecções mais sérias, como também muito do que correu mal no processo iraquiano e que podia ter sido evitado. Sim, porque nem tudo o que aconteceu no Iraque se deveu à invasão em si, nem aos pressupostos da invasão (alguns dos quais mostraram apontar no sentido correcto nos primeiros momentos), mas ao modo como foi efectuada a ocupação do Iraque. Ou seja, nem tudo o que aconteceu depois de 2003 se deve à invasão, nem é sua consequência necessária ou inevitável, nem a tem como pressuposto.

Muito do que aconteceu no Iraque deve-se a erros cometidos depois da invasão, uns inevitáveis devido ao modo ingénuo, ignorante e incompetente como foi previsto o período da ocupação, outros perfeitamente evitáveis e que se devem a erros clamorosos da Administração Bush.




(Ver no Abrupto a recensão do livro de Rajiv Chandrasekaran, Imperial Life in the Emerald City: Inside Iraq's Green Zone, 2006.)
Todas as críticas que salientam a imprudência e a impreparação americana para lidar com uma das áreas mais complexas do mundo, onde existe há muito tempo um nó górdio da política mundial, criado pelas potências europeias desde a divisão do império otomano e agravado por uma miríade de ideias ocidental como o marxismo, o nacionalismo e mesmo a forma moderna do fundamentalismo islâmico, têm razão de ser. Mas uma coisa é criticar os americanos pela sua ocupação do Iraque e outra é contestar a sua decisão de invadir e negar que nem todos os efeitos da invasão foram desastrosos e alguns foram conseguidos. Por detrás do fumo dos atentados em Bagdad, a única coisa que vemos na televisão, há muita coisa a mudar no Iraque e alguma no sentido desejado pelos americanos. Mas dizer isto parece que causa escândalo. Talvez por isso, fechar o que está a acontecer no Iraque debaixo de conclusões férreas, definidas de antemão desde 2003, e a que pouco interessa a realidade que não seja a dos atentados, é mais do domínio da propaganda do que da realidade.

Segundo, há a questão das "armas de destruição massivas". (Continua)

(Versão do Público, 22 de Março de 2008.)

2008/03/21

Underware

Espetaculo

Nomes

"Como chamar o órgão sexual masculino de acordo com o tempo:

Aos 3 anos chamas-lhe Pilinha
Aos 10 anos chamas-lhe Pirilau
Aos 20 anos chamas-lhe Cacete
Aos 25 anos chamas-lhe Piça
Aos 30 anos chamas-lhe Pau
Aos 35 anos chamas-lhe Mastro
Aos 40 anos chamas-lhe Caralho
Aos 50 anos chamas-lhe Pénis
Aos 60 anos chamas-lhe Membro
Após os 70 anos chamas…
chamas…
chamas…
chamas…
chamas…
chamas…
chamas…
e o filho da puta não responde!"

Life is Bowl full of Cherrys

2008/01/22

A questão do Kosovo

Partilho da opinião dos que defendem a inutilidade destas "Windependencias" idiotas e fúteis.
Para não deixar estas questões no esquecimento aqui vai um post e comentários do Abrupto.
A revisitar um dia destes.

LENDO
VENDO
OUVINDO
ÁTOMOS E BITS
de 21 de Janeiro de 2008

O Público tem hoje um título bizarro numa notícia sobre as eleições na Sérvia: "Sérvios do Kosovo votam contra Ocidente". Presumo que queriam dizer "contra a UE", porque contra o "Ocidente" só ignorando a história dos sérvios, e muito mais dos sérvios do Kosovo. Os sérvios do Kosovo consideram-se a última fronteira face ao Islão, o último baluarte do cristianismo e da "civilização" face à "barbárie" turca, representada hoje pelos albaneses. Consideram que foram eles a fronteira da Europa cristã e que pagaram um preço muito cruel por essa guarda avançada. Não lhes passa pela cabeça fazerem parte de um protectorado albanês, um país que pertence à Liga Islâmica. É verdade que consideram que a UE os abandonou, a própria UE que tão protectora é de outras minorias, e olham para Moscovo. Mas Moscovo para eles não é apenas um contra-poder dos EUA e da UE na Europa, é também a Santa Rússia, a mãe da ortodoxia, a Terceira Roma, protectora dos sérvios e dos búlgaros na luta contra os otomanos. A História ali conta demais, é por isso que dizer que votam contra o "Ocidente" não tem pés nem cabeça aplicado aos sérvios. Os sérvios são o "Ocidente".


*

Partilho da sua crítica ao título artigo do "Público" onde se diz que "Sérvios do Kosovo votam contra Ocidente". Infelizmente a questão do Kosovo e os problemas dos Balcãs em geral têm sido muito mal analisados pela nossa imprensa que, salvo algumas excepções honrosas, está notoriamente pouco preparada para retratar e analisar a complexidade desses conflitos. Mas o problema mais grave até nem é o da imprensa, mas o da classe política europeia e portuguesa, que parece ter, na melhor das hipóteses, algumas vagas ideias generalistas sobre o assunto. No meio da actual deriva europeia sobre a questão da independência do Kosovo, o artigo assinado pelo eurodeputado Mário David no "Expresso" desta semana, ("A armadilha do Kosovo e o Futuro da Europa") é uma invulgar voz de bom senso. O autor alerta para aquele que poderá ser "um gravíssimo precedente no âmbito do Direito Internacional" e para as consequências da actual política míope da União Europeia. Se a declaração de independência (unilateral) do Kosovo for reconhecida, interroga-se este, "que legitimidade haverá para obstaculizar que a República Serbsca não queira continuar na Bósnia Herzegovina? E a questão da Voivodina? Da Transnistria? ou da Transssilvânia? ou da Ossétia ou da Abcásia? Ou da Tchetchénia ou outras dezenas de repúblicas da zona que nunca ouvimos até agora falar? São nomes que não nos dizem quase nada? E quando o precedente for invocado pela Córsega, pela Flandres, pelo País Basco ou pela Catalunha? Aí já não vale?". Infelizmente tudo indica que esta União, que há vários anos está em dupla fuga para a frente - faz tratados e alargamentos alimentando uma ilusão de "Europa em movimento" -, vai optar pelo mais fácil: o reconhecimento da independência do Kosovo. Todavia, as consequências desta decisão aparecerão certamente mais à frente. Como este lembra, as futuras gerações europeias arriscam-se a ter de pagar a factura deste perigoso e irresponsável precedente, que abre caminho a "uma Europa atomizada de dezenas de regiões em permanente querela para a afirmação obsessiva das suas mini-identidades"! Quo vadis Europa?

(José Pedro Teixeira Fernandes)

*

O seu texto evocou-me um debate público sobre as embrulhadas balcânicas, vai para uma década, e onde uma intervenção que fiz sobre as motivações sérvias, próxima da sua argumentação, suscitou alguma desconfiança: arriar em Milosevic era mais digerível e descansativo... Se não considerarmos as heranças históricas e a forma como elas nos conferem um estatuto e nos posicionam no mundo, sempre nos irá escapar a razão maior para tantas reacções e alergias que pontuam o nosso contemporâneo; ganha a questão maior acuidade quando está em causa uma superfície de fricção entre duas civilizações. As leituras destes confrontos que se limitam ao campo do político acabam frequentemente por omitir o essencial: a forma como as sociedades se imaginam e se percepcionam, e como imaginam e percepcionam quem as avizinha... E isto será válido para os sérvios no Kosovo - mas também, e para me ficar por um só exemplo, para compreender a visceral aversão de húngaros ou polacos ao domínio russo-soviético.

(AERM)

2008/01/16

Play it Sam

R.G.A no BCP

Hoje deu-me uma de saudades do meu tempo de estudante. Das RGA's. Da sua preparação. Das reuniões prévias de preparação de propostas, etc. Das intervenções durante a RGA. Depois da célula do PS dos Banqueiros ter preparado a sua lista à direcção, veio a célula do PSD contrapropor outra depois de ter falado com a do CDS. E até há um sindicato que apoia uma das listas ! Deve ser dos amarelos ou nem desses há ? Ou será o PCP, que não tendo influência no sector dos banqueiros, instrumentalizou o sindicato ? Lamentável é o BE não ter implantação nos banqueiros. Que pena não poder ir à RGA do BCP ...e até sou accionista ! Não sou é já estudante e falta-me a paciência.

Com a devida vénia ao http://fim-de-semana-alucinante.blogspot.com/

Lei do Tabaco, Hitler e lei de Godwin

Estou sempre a aprender. Com as discussões sobre a Lei do Tabaco ( ou anti ) fiquei a conhecer a Lei de Godwin que diz :
" Se uma discussão na Internet se prolonga por algum tempo, a chance de aparecerem comparações envolvendo Hitler ou nazistas se aproxima de 100%."
Como pode ler aqui.

Em inglês a lei diz : "As an online discussion grows longer, the probability of comparison involving Nazis or Hitler approaches one."
Para quem saiba inglês aconselho esta leitura (clicar) que está bastante mais documentada do que a versão portuguesa.

Play it Sam, play As Time goes by

2008/01/13

Baloncesto in cilla con ruedas

Este fim de semna eu e o António fomos ver o pedro Goçalves jogar em Badajoz contra, diz ele,a melhor eqipa espanhola manted do Mideba.
A jornada foi magnifica, ganharem, o Pedro tem um espirito de luta incrivel para além dem ser tecnicamente muito bom.
Impressionante é o controlo da cadeira de rodas para além de uma perceentagem de conversão que faria envergonhar muitas equipas "normais".
Depois do jogo fomos para a parte velha de Badajoz onde no mais puro ambiente español jantamos. Fuma-se em todo o lado apesar da lei sermuito semelhante à nossa.
Hoje fomos a Olivença e Vilanueva del Fresno onde fomos vistar o Memorial de Humberto Delgado.
O estado de abandono mostra bem o desleixo com que as autoridades prtuguesas tratam coisas que representam marcos importantes da nossa liberdade.
Vou tentar espalhar este caso pela net nomeadamente na comunidade bloguista.

2008/01/06

A Tribo do "cacilho"

A propósito da lei do tabaco a forma como os cidadãos se estão a organizar na blogoesfera é algo que potencia o próprio meio.
Senão vejamos aqui com a devida vénia ao "A Origem das Espécies" como dinamizador.
Ainda estou para ver se o MST depois do artigo de ontem no Expresso dá alguma contribuição.
Adivinha-se que a lista se vai estender e que de aqui a algum tempo . ninguém liga nenhuma.
A ver vamos...

Guia de visitas.
[Em actualização]

Entretanto, fica aqui uma lista, mais ou menos organizada, de restaurantes e bares que não foram na cantiga proibicionista e mantêm zonas de fumadores nas suas salas, de acordo com a lei:

LISBOA: Snob, Café de São Bento, Procópio, Lamosa (R. Salitre), Blues Cafe, Bar do Bairro (sala própria), VirGula, Coccinella (Paço de Arcos), Finalmente, Lips (Os Balões), Galito (Carnide), Pinóquio, Papo Cheio, Cervejaria Trindade, Lábios de Vinho, Mercado do Peixe, Eclipse, Doca de Santo, Gambrinus, Delfim, Capricciosa, Portugália (Cais do Sodré e Almirante Reis), Pizaria Lucca, Olivier, Buddha Bar, Solar dos Presuntos, Stop do Bairro (Campo de Ourique) Restaurante Alfândega, Santo António de Alfama, Grande Elias, A Severa, República da Cerveja (Parque das Nações), Belém Bar Café, Pátio do Lenhador (Cascais), A Tasca do Careca, Piazza di Mare, Via Graça, City Café, Ladeira, The Taste Maker, Dois ao Quadrado (Sintra), Forno Velho, Fonte da Arcada, Chimarrão (Monsanto), Pastelaria Flor das Avenidas, Marisqueira O Nunes, O Cantinho dos Caracóis, Mata-Bicho (Carcavelos), Solar Pombalino, Mesón Andaluz (CascaisShopping), El Corte Inglés (restaurante do 7º piso), Culto da Tasca (Sintra), Café Astória (Parede), Suave, Peixe na Linha (Parede), Rodelas, Fox Trot, Brasileira do Chiado, People (Campo Pequeno).

PORTO: Cafeína, Quando Quando, Confeitaria Silva Porto, D. Gancho (Gaia), Shakesbeer, Canal 3, Brasserie de L’Entrecote, Paju, Solar do Pátio, Restaurante Campo Alegre, Franganito, Pinguin Café, Labirinto, Casa do Chocolate, J’Agora, 1/4 D' Águas (Leça), Boys'r'us, Moinho de Vento.

COIMBRA: Restaurante Viela (aceita fumadores), Bossa Nova, Café S. José, Via Lusitânia (sala própria), Taberna do Parque (sala própria), Velha Academia, Quinta das Lágrimas (área para fumadores), Café Samambaia (sala própria), Bar New on the Rocks (aceita fumadores), Irish Pub.

BRAGA: Artes e Sabores, Arcoense, Maximinos, D.ª Júlia, Migaitas, 053, Carpe Noctem, Sardinha Biba, Café Santos, Café Coelho, Casa das Artes.

SETÚBAL: A Torre (Samora Correia), Baco, Aldino, ADN, O Texugo, Sabor Mineiro, Café Planalto (Cova da Piedade), Café Remo (Sto. António da Caparica).

AVEIRO: Café Palácio, Bar 7. BEJA: Só Café, Pastelaria Paula, Café Adão, Shalom, Café Toninho, Pastelaria AlenDoce, Restaurante Tavernas, Karas. CASTELO BRANCO: A Muralha, Sical, Pick-Wick. ÉVORA: Café Alentejo, Pátio da Aldeia (Arraiolos), Time Out. FARO: Café Cidade Velha (área própria), Café Carminho (área própria), Centenário, La Reserve (S.J. Venda), Café Aliança. GUARDA: Colmeia, Dom Papão, Quinta do Rebelo, Café Central, Santo Vício, In Vistro Café. LEIRIA: Restaurante Casarão (área própria), Bar Alinhavar, Restaurante Tromba Rija (área própria), Sushi Club (Parceiros), Café Restaurante Lá Além. PORTALEGRE: Carpe Diem, República (sala própria), Ali Babá (sala própria). PORTIMÃO: A Quintinha (área própria), On the Rocks. SANTARÉM: Lagarto Bar (Sardoal), Boa Vida Bar (área própria), Adega do Bacalhau, Café Bogalho, em Alcanhões (aceita fumadores), Restaurante Adega do Bacalhau (área própria). VISEU: Obviamente, Grão Mestre, Forno da Mimi, Praia do Almargem.


Agradece-se o envio de mais informações ou correcções.

Categorias: vícios


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Comentários:
De Rui Afonso a 6 de Janeiro de 2008 às 07:04
Deixe-me acrescentar-lhe, em Braga, perto da Universidade, o restaurante 053, com sala para fumadores, e o muito concorrido "Carpe Noctem" que optou por clientes fumadores. Segundo o proprietário, "os não-fumadores continuarão a vir. E eu não abdico dos fumadores que sempre foram os meus clientes".
A bem da estabilidade tabágica... ;)


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De António Catarino a 6 de Janeiro de 2008 às 12:10
Acrescento o rstaurante People,Campo Pequeno, Lisboa


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De Isabela a 6 de Janeiro de 2008 às 12:46
Isto é subúrbio e não interessa a ninguém, mas acrescento, já agora, para bem dos fumadores: o café Planalto, nas Barrocas, Cova da Piedade, também é para fumadores. Só para fumadores, porque eu, sinceramente, não consigo lá entrar: nunca vi tanto fumo sair da porta de um estabelecimento. Ali todos juntinhos... a homenzada toda. E a beber bejecas, o felizes que eles são.


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De nuno f a 6 de Janeiro de 2008 às 12:53
CAFE REMO, SANTO ANTÒNIO DA CAPARICA, em frente ao futuro jardim urbano e ao pé da Orbitur


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De Isabel a 6 de Janeiro de 2008 às 14:40
Pois ..... Não vale a pena !!!!!! Tenho, ao longo da vida, sido apologista de que "Tudo vale a pena ....", mas, a verdade é que , com a idade, começo a optar por "Em Roma sê romano". Todos se vergam ao Poder da maioria e eu começo a ficar cansada. "O que há em mim é sobretudo cansaço ....". Ai ! Se Fernando Pessoa fosse vivo ...... Valha-nos o MST !!!!!


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De Permitido Fumar a 6 de Janeiro de 2008 às 15:26
Contribuam com os vossos comentários em www.locaispermitidofumar.blogspot.com ou por email para localivre@gmail.com para o guia que temos vindo a desenvolver


responder a comentário | discussão



De Local Livre a 6 de Janeiro de 2008 às 15:27
correcção: email locallivre@gmail.com


responder a comentário | início da discussão

2007/12/24

Lois Amstrong and Danny Kaye

When the Saints go marching in


2007/12/05

Nova ligações

Hoje iniciei a nova ligação wireless.
Funciona pelo menos em casa.

2007/10/14

João Paulo Bessa

Aqui se publicam textos de João paulo Bessa sobre o Mundial de Rugby

Respeito

Texto publicado na Caixa Fã


Respeito


“Depois de galhardamente ter defendido as suas cores, os Portugueses saíram do relvado de Guerland debaixo dos aplausos dos “All Blaks”.

Respeito meus senhores!”,

titulava o enviado especial do jornal L’Equipe ao jogo Nova Zelândia vs Portugal em Lyon no passado sábado.


Eu juntaria os 40 729 espectadores que enchiam por completo o Stade Guerland aplaudindo de pé a equipa portuguesa e exigindo uma volta ao estádio.


Jean-Claude Peyrin presidente da comissão médica da Liga nacional de Rugby de França temia pela integridade física dos portugueses ao afirmar que “á medida que o jogo fosse decorrendo, quando os níveis de descirnimento e auto defesa baixarem sabido que os Portugueses são generosos, poderão ultrapassar os limites da sua capacidade física, podendo, então, surgir lesões graves”.

Perante esta questão Jerry Collins, capitão dos All Blaks, respondia desta maneira. “Não vim aqui para levantar o pé, sou pago para jogar como jogo, não me vou retrair porque se fosse assim deixava de jogar Rugby. Isso não é respeitoso para com os portugueses.”


A equipa dos “All Blaks” que entrou em campo pesava mais 142 Kg que “Os Lobos.

No entanto a Nova Zelândia nunca utilizou o argumento peso. Nunca empurraram nem organizaram os seus temíveis “mauls dinâmicos”, tendo antes utilizado a técnica, a velocidade, e o jogo à mão, embelezando o espectáculo, embora sem nunca abdicar do seu rigor táctico.

Parafraseando um antigo jogador e treinador da selecção os All Blacks ganharam com elegância, classe e respeito.

A atitude, aliás, manteve-se depois do jogo com o convívio nas cabinas entre as duas equipas, uma “peladinha” com uma bola, desta vez redonda, que os portugueses ganham por 2-1 e um convite para jantar.


Falemos, então, de respeito.


Respeito dos jogadores pelos adversários e pelos árbitros, empenhando-se sempre ao máximo perante qualquer adversário e, em consequência não defraudar nem empobrecer o espectáculo e não contestando, em caso algum, as decisões da equipa de arbitragem.


Respeito dos árbitros pelos atletas ao exercer com eles um permanente diálogo pedagógico no decorrer do jogo, de modo a que o mesmo flua com o mínimo de interrupções e, ao mesmo tempo, punindo com rigor as violações às regras ou não pactuando com faltas grosseiras (faltas profissionais) que retiram beleza e movimento ao jogo.


Respeito da equipa de arbitragem pelo jogo e pelo espectáculo, ao solicitarem elementos externos de validação quanto existe a mais pequena dúvida sobre a validade de um “ensaio”, ao chamar ao diálogo os capitães de equipa chamando a atenção para a qualidade inferior do rugby praticado ou de jogadas consideradas mais violentas.


Respeito dos adeptos uns pelos outros e pelo jogo. Num estádio, os amantes de rugby misturam-se independentemente da equipa que apoiam. Os adeptos de rugby não assobiam o árbitro, não vaiam a outra equipa, aplaudem as boas jogadas independentemente de quem as faz e nas “ terceiras partes” convivem alegremente.

Pessoalmente, o momento mais arrepiante e emocionante da jornada, para além do inesquecível ensaio marcado por Rui Cordeiro foi assistir a um estádio completamente cheio, com todos os espectadores em pé e em silêncio, assistindo ao famoso “Haka” dos “AllBlacks”.


Em conclusão diria que o respeito é o ADN do Rugby.


Por tudo o que atrás foi escrito, sou FÃ incondicional do Rugby, d’Os Lobos e…dos All Blaks (rigorosamente por esta ordem).


Fernando Frazão

2007/10/06

O Fogareiro - Origem da Alcunha

Essa palavra «fogareiro»…

O meu sogro (João Ribeiro) foi chófer de praça em Lisboa nos velhos tempo em que se sabia sempre o preço de determinada corrida. Quando as camionetas chegavam todas vomitadas à Rua Cidade de Liverpool e o tejadilho estava cheio de cabazes de verga com os mimos da terra. Nascido em 1915, numa terra de profissionais do volante (Atalaia da Barroca – Sobreira Formosa), veio a falecer em 1983. Homem interessado nas palavras, chegou a participar com entusiasmo e algum dinheiro na compra de uma rotativa nova para o jornal «República».
Um dia perguntei-lhe a razão de ser da palavra fogareiro. Respondeu: «Sabe, isso chama a gente àqueles que andam sempre de fogo no rabo. O fogareiro precisa que a válvula seja puxada várias vezes para entrar ar e o petróleo subir. Pois a gente gosta de parar um bocado quando vai meter gasóleo na bomba ao lado da estação do Rossio e comer uma bifana no Beira Gare. Depois conversar um bocado e só depois voltar ao trabalho. Não somos fogareiros. Os fogareiros nunca páram para petiscar e só pensam na folha. Como diz o outro, não comem para não ir ao bacio. Fique-se com esta: todos os fogareiros são chóferes de praça, mas nem todos os chóferes de praça são fogareiros.»
É tudo uma questão de atitude perante a vida, concluo eu, tantos anos depois desta conversa dentro do seu velho Austin verde e preto, ali na Rua das Laranjeiras, ao pé do J. J. Gonçalves.

José do Carmo Francisco

posted by ms | 23:17
13.9.07

Um amigo leitor destas páginas, Fernando Frazão, enviou-me um mail que agradeço e tenho todo o gosto em publicar. Faz-me uma pergunta para a qual ainda não consegui resposta: a origem da palavra «fogareiro». Mas prometo investigar... Bem sei que o «jargão» não agrada a muitos taxistas. Pela minha parte não vejo qualquer conotação negativa e até já aqui escrevi um texto a este propósito, ao qual fui retirar a seguinte passagem: «Desculpem qualquer coisinha, alguns amigos que já fiz nas praças de Lisboa. Não gostam da palavra fogareiro? Paciência! Lido com ela há largos anos. É de família! Já aqui falei dos meus quatro tios fogareiros. Gente de primeira água. Gosto menos da palavra taxista. Não me soa bem. Mas à falta de melhor... Não me venham é com essa do técnico de condução... Por amor de deus!»

Em primeiro lugar quero dizer-lhe que muito aprecio o seu blogue. Tempos houve que, em conversa com amigos meus, se discutia se você era de facto um motorista de táxi. A qualidade dos textos não o indicaria (por razões, infelizmente, óbvias), mas a riqueza de pormenores das corridas apontava para que assim fosse na realidade. O tempo se encarregou de esclarecer a questão.
Escrevo-lhe em primeiro lugar para confirmar o post que tem o final em epígrafe [«E ainda dizem mal dos taxistas!»]. Viajo com frequência e nunca me aconteceu chegar ao aeroporto e encontrar taxistas mal encarados, mesmo quando, por vezes, a corrida é curta. Trabalho num banco relativamente perto e por vezes vou directo do aeroporto para lá.
Aconteceu ainda o ano passado que no regresso da Madeira, eu e a minha mulher tomámos um táxi do aeroporto para a nossa casa na Parede, tendo-me esquecido, no banco traseiro, de uma mala contendo a câmara de filmar e a máquina fotográfica. Alguns minutos depois, alguém começou a tocar nas campainhas do prédio. Obviamente que era o taxista tentando encontrar o casal que tinha transportado do aeroporto.
Fiquei tão espantado que nem esbocei o gesto de lhe tentar dar uma gratificação, nem identificá-lo, para mais tarde lhe agradecer. Aqui fica o reparo. Se lhe apetecer divulgue isto seu blogue.
Em segundo lugar gostaria de lhe perguntar se sabe de onde vem o «jargão» de fogareiro. Tenho 57 anos e sempre ouvi este designativo que muitos usam depreciativamente e outros, como você, com algum orgulho. Tenho procurado a origem do termo, mas até agora não encontrei qualquer explicação para a «alcunha».

Cumprimentos

Fernando Frazão

Andar de bicicleta

2007/09/12

Os Lobos - Missão Histórica

Não sei quem é o Pedro Manuel Nobre Freire.
No entanto, recebi este mail que subscrevo por completo.

Eu sabia que ia ser assim.

Eu sabia que me ia comover quando visse a Selecção Nacional de Rugby entrar em campo.

Eu sabia que o hino me ia arrepiar.

O que eu não sabia é que ia ver a imagem mais impressionante que alguma vez vi no que a Representar Portugal diz respeito.

Aquilo é que é cantar o hino. Aquilo é ter orgulho em vestir aquela camisola (já tenho uma encomendada!). Aquilo é que é entrar e sair de campo de cabeça erguida. Aquilo é que é ser homem! Ter aquele tamanho todo, aquela coragem toda, aqueles quilos todos, aquela raça toda e ainda assim não ter vergonha de mostrar o coração aberto a 34.162 pessoas e chorar ao cantar o hino do seu país com toda a força e a plenos pulmões. Para que todos ouvissem bem donde eles vieram.

O "homem-do-jogo" é nosso. É advogado. Chama-se Vasco Uva e é o nosso capitão.

No dia anterior, tinha visto a nossa Selecção Nacional de Futebol a perder estupida e infantilmente depois de trautear um hino tímido entredentes - isto os que o sabem, porque outros há que praticamente só fazem lálálás. Não terá sido só por isso, mas também, no final aquele empate soube-me a dupla derrota e a derrota no Rugby de ontem soube a Campeonato do Mundo ganho.

Há tantas diferenças na atitude, nas regras, no espírito dos dois desportos que ontem…

Para quem não viu…

2007/09/07

Os Lobos - Missão Histórica

Os Lobos vão defrontar para alem da Escócia de Itália e da Roménia a selecção do post anterior. "Apenas" os All Blacks.

All Blacks Haka (KAPA O PANGO)

No dia 15 de Setembro de 2007 vou assistir a isto ao vivo...



Ou a isto..

Rugby vs soccer

Forget about Soccer. Get into the real Game.

2007/08/28

Your de 2003- Etapa 9-Descida para Gap

Aqui está.
Vinokourov ataca na subida.
Apenas respodem Armstrong e Beloki.
Encetam, ambos, na descida, uma persegição infernal que haveria de acabar com fracturas do ombro e da anca para Beloki e um passeio "cross country" para Armstrong.
Vinokourov ganhou a etapa e Armstrong o Tour.
Beloki nunca mais foi nada.

2007/08/26

Tour de France.2003

Eu vi isto em directo.
Uma das mais espantosas demonstrações de desportivismo e capacidade atlética que jamais presenciei.
É pena não ter uma outra situação em que o Armstrong esperou pelo Ulrich depois dele ter caído.
Vou à procura de uma outra com o Beloki onde, numa descida fantástica atrás do Vonokourov, andou a "passear" num campo de trigo já cortado...

Internet Crash

Pode acontecer...

2007/08/25

Drubovnik-Croácia

Talvez um dia...

9h00
Dubrovnik pode ainda não ser uma cidade massificada pelo turismo, mas é muito procurada, sobretudo por visitantes que vêm ali passar uma horas ou o dia em tours organizados. Para aproveitar bem o centro histórico, sem muita gente, comece cedo o dia. Aliás, faça melhor e vá tomar um café, o melhor da cidade, no Festival (Stradun, www.cafefestival.com), uma paragem obrigatória e um ritual diário de muitos locais.

9h30
De café tomado, aproveite que está na principal artéria da cidade, a Placa (também conhecida como Stradun), para a percorrer. Pela manhã, a identidade desta rua é totalmente diferente da que encarna ao final da tarde, altura em que começa a movida local. Por agora, abra bem os olhos e delicie-se com a arquitectura.

10h00
Se caminhar na direcção Este vai dar a uma das principais praças da Cidade Velha, a Luˇza, onde ficam vários edifícios públicos a que vale a pena prestar atenção. A norte da praça está o Sponza, um palácio do século XVI em cujo átrio decorrem os concertos de Verão, no centro a estátua do guerreiro Orlando, a sul a igreja barroca de São Vlaho. O flanco oriental é fechado por uma loggia, a caserna e a Fonte do Onofre.

11h00
Vale a pena chegar antes do meio-dia à Gunduliceva Poljana, assim chamada em homenagem ao poeta Ivan Gundulic, pois nesta praça decorre um delicioso mercado de frutos e vegetais frescos, onde pode comprar figos e ameixas.

13h00
No centro histórico abundam os restaurantes turísticos. Nem todos são maus ou desvirtuados, mas siga o nosso conselho e opte por um que se destaca ente os demais pela qualidade das suas pastas caseiras e pelos grelhados de peixe e marisco. Estamos a falar do Rozarij (Zladarska, 4).

15h00
De volta a Placa, aproveite para se refugiar do calor estival no fresco do Mosteiro e Igreja dos Franciscanos. Com um estilo que varia entre o românico e o gótico, o complexo abriga o túmulo do poeta Divo Fran Dunduliæ, natural de Dubrovnik, vários instrumentos e peças de uma farmácia do século XIV e uma biblioteca com mais de 30 mil livros, 1500 manuscritos e 15 livros de coral ilustrados dos séculos XV e XVI.

17h00
Dubrovnik é uma cidade onde se vai cruzar com várias gerações de habitantes locais, dos jovens cosmopolitas aos velhos que não dispensam os seus cachimbos, que se misturam com todos os tipos de turistas. Mas existem pontos de encontro consensuais, como a Dolce Vita (Naljeskoviceva, 1), que possui gelados muito apreciados.

18h00
Aproveite o entardecer para ir até à principal entrada nas muralhas que rodeiam a Cidade Velha. Estamos a falar do Portão de Pile. Dali avista a imponente Fortaleza de Lovrijenac, construída num penhasco sobre o mar e reconstruída por várias vezes entre os séculos XV e XVI. Hoje é palco das peças de Verão, mas a espessura dos muros, nalguns casos superior a seis metros, atesta bem o seu passado bélico.

19h00
Para uma happy hour ao gosto dálmata, mas com um toque tropical, vá até ao Hemingway Cocktail Lounge (Pred Dvorom b.b.) para beber, fumar um charuto e ver quem passa na Cidade Velha. Música ambiente, bons sofás e cadeirões de verga.

20h30
Nunca é demais aproveitar a imagem de cartão postal proporcionada pela baía ladeada pelas muralhas de Bokovar e de Lovrijenac; logo, eleja para um jantar muito agradável a esplanada do Orhan (Od. Tabakarije, 1, www.restaurant-orhan.com), perto da principal entrada das muralhas, o Pile, que possui uma ementa variada, com grande destaque para os frutos do mar e o peixe muito frescos (prove os mexilhões e as ostras).

22h00
Para depois do jantar existem várias opções, mas se quer começar o serão com música jazz e muita animação, o Trubadur Hard Jazz Café (Buniceva Poljana, 2) é, a partir das 21h30, o lugar indicado, com serviço de esplanada.

00h00
Dubrovnik possui alguns clubes nocturnos, não muitos, onde é possível terminar a noite. Comecemos pelo Latino Clube Fuego (Brsalje, 11), que continua a ser uma discoteca de referência (fica perto do Pile) e uma das raras que se mantém animada depois da uma da manhã. Já o Eastwest Beach Club, que está na praia junto à Cidade Velha, é o lugar perfeito para ver e ser visto. Consta que terá novidades este Verão.

2007/08/21

Quadros Interactivos

este exemplo mostra bem o que como estes quadros podem ser um instrumento pedagógico fabuloso.

2007/08/19

THELONIOUS MONK QUARTET - 'ROUND MIDNIGHT

Eu gosto de Monk. Mais como compositor do que como pianista. Mas ninguem como ele para tocar o "seu" Round Midnight.

Neil Young - Heart of Gold

Eu gosto do Neil. com Crazy Horse ou sem. Com Crosby, Stills and Nash ou sem.
Há quem diga que Trasher do album Rust never Sleeps é do melhor. Talvez mas eu continuo a perferir Dejá Vu comos amigos já referidos.

Lou Reed - New York I love you

Spice MILFs

2007/08/12

Judy Garland

2007/08/05

Buga Bunny and Daffi Duck

http://www.youtube.com/watch?v=I9vw0QWCG28

2007/07/21

Yes prime Minister

A imprensa tal como ela é em Inglaterra...

2007/07/14

Dean Martin

Dean Martin, James Setwart e Orson Wells e outros amigos "Having Fun"

2007/06/30

Heater

Boa malha e aqui tambem

Uma Jornalista à altura

http://www.youtube.com/watch?v=6VdNcCcweL0&mode=related&search=#

Uma jornalista recusa, em directo, ler uma noticia sobre Paris Hilton...

2007/06/29

O 25 de Abril

Quarta-feira, Abril 25, 2007

ainda bem
aqui há 33 anos fui, como muito boa gente, um bocadolas romântico e irrealista e foi baita cool.... depois uns ficaram pragmáticos....outros ficaram cínicos.....outros apanharam a boleia e orientaram a vidinhazinhazinha....outros apanharam uma tosga.....outros ficaram lá há 30 e três anos e ainda não sairam de lá.....e outros ficaram simplesmente filhos da puta...... é a vida as usual.....mas todos puderam ser aquilo que desejaram.....
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25 de Abril

Quarta-feira, Abril 25, 2007

ainda bem
aqui há 33 anos fui, como muito boa gente, um bocadolas romântico e irrealista e foi baita cool.... depois uns ficaram pragmáticos....outros ficaram cínicos.....outros apanharam a boleia e orientaram a vidinhazinhazinha....outros apanharam uma tosga.....outros ficaram lá há 30 e três anos e ainda não sairam de lá.....e outros ficaram simplesmente filhos da puta...... é a vida as usual.....mas todos puderam ser aquilo que desejaram.....
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O homem bomba - gato fedorento

http://kachiba.blogspot.com/search/label/VIDEOS

O Tejo é mais belo...

http://cagalhoum.blogspot.com/2007/06/o-tejo-mais-belo.html

Ideias para Lisboa

Com a devida vénia ao Fogareiro:

Ideias para Lisboa
As manhãs de sábado são de pouco trabalho e muitas leituras. Não dispenso o semanário «SOL» e muito em especial as crónicas do seu director, José António Saraiva. A última foi dedicada a Lisboa, que vive momento eleitoral. Transcrevo-a, com a devida vénia, neste cantinho pessoal.Em lugar de falar dos candidatos, parece-me mais útil aproveitar esta época eleitoral para fazer sugestões para Lisboa.Já fiz algumas, no passado, sem quaisquer resultados.Uma delas foi a cobertura da Rua Garrett, da Rua do Carmo e da Rua Nova do Almada com uma grande clarabóia de vidro, à semelhança da galeria Victor Emanuel, em Milão, tornando o Chiado um grande centro comercial de lojas tradicionais.Outra foi a transferência da Feira do Livro para a zona do Rossio, Praça da Figueira e Martim Moniz, ligando as três praças, chamando mais gente para o centro da cidade e dando-lhe um ambiente de festa – ao mesmo tempo que a feira beneficiaria da presença de esplanadas e lojas à volta (abertas à noite), que a tornariam mais atractiva.E o facto de aquela zona ser abrigada e plana, ao contrário do Parque Eduardo VII, que é inclinado e ventoso, seria um factor de comodidade para os visitantes.Hoje vou defender outra ideia, não tão original, mas que mudaria a parte ocidental de Lisboa.Um dos problemas que esta zona tem é a difícil ligação ao rio.Embora se estenda ao longo do Tejo, a faixa que vai do Terreiro do Paço a Algés não tem praticamente contacto com ele.Porquê?Essencialmente, porque a linha férrea funciona como uma barreira de arame farpado que corta o acesso à zona ribeirinha dos lisboetas que moram nessa parte da cidade.Os pontos de ligação resumem-se a meia dúzia de passagens aéreas e dois túneis, o que além de pouco prático é ridículo numa frente tão extensa.Por isso, em algumas propostas para Lisboa, defendeu-se o desnivelamento da linha férrea naquele troço – investimento que se verificou, porém, ser pouco rentável para a companhia.E o problema foi-se arrastando sem solução à vista.Sucede que, agora, a solução está na cara.Só não a vê quem não quer.Quando a linha de Cascais foi construída, no princípio do século XX, a zona a Ocidente do Cais do Sodré não passava de «arrabaldes».Havia lá meia dúzia de palácios, outras tantas quintas, uns monumentos erguidos na praia em memória de tempos passados – como os Jerónimos – e pouco mais.Entretanto, Lisboa cresceu para aí.A Exposição do Mundo Português, em 1940, atraiu gente e serviços.Alcântara, Belém, Pedrouços e Algés encheram-se de vida.E hoje, 100 anos passados, não faz qualquer sentido aquela zona ser atravessada por uma linha de caminho-de-ferro.Tratando-se de uma zona urbana, tem de ser bem servida por transportes urbanos.Juntando 1+1, ou seja, a vantagem de «enterrar» a linha férrea e a necessidade de dotar a parte ocidental de transportes «de cidade», o que resulta?Obviamente, acabar com o comboio entre o Cais do Sodré e Algés, e prolongar até aqui o Metropolitano.Julgo que obra mais óbvia não existe em Lisboa.Com a vantagem de ser uma obra de futuro.Porque, ao contrário de certas áreas da cidade que estão relativamente estabilizadas, a parte ocidental está em constante evolução.A zona ribeirinha, mesmo com os actuais condicionamentos, vai-se desenvolvendo – como se vê pelos bares e restaurantes das docas em Alcântara, pela animação na área de Belém e pelas instalações previstas para o local da Docapesca.O turismo não pára todos os anos de aumentar – e em Belém situa-se parte importante da oferta turística lisboeta, como o Museu dos Coches, o Palácio de Belém, os Jerónimos, o CCB, a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, o Museu de Marinha, o Museu de Arqueologia e Etnografia, o Planetário. Finalmente, há projectos imobiliários de grande fôlego previstos para Alcântara, e novas urbanizações que têm surgido no lugar ocupado por antigas fábricas, no tempo em que ali era uma zona industrial.Saída do troço da linha da CP entre o Cais do Sodré e Algés, e sua substituição por uma linha de Metropolitano – aqui fica mais uma sugestão para Lisboa. Com poucas esperanças de que venha a ser aproveitada.

2007/06/28

A força do grupo

Selvagem como só Arica pode ser...


http://vizinho.blogspot.com/search/label/VideoZinhos

2007/06/26

Ferias 2007










Férias de Verão 2007
Por causa do PM Sócrates e do seu (des)governo, este ano o dinheiro ainda é mais curto para alugar casa de férias ou para fazer viagens de avião para férias no estrangeiro.Como as crianças precisam de praia e para não ficar mais uma vez na barraca decidi comprar um autocarro velho e com o pouco dinheirito que me restou, fiz-lhe meia dúzia de transformações, coisa pouca, como podem ver:- Atirei uns colchões lá para dentro;- Arranjei uma mesa de plástico e cadeiras de campismo;- Instalei uma caixa para colocar gelo;- Aparafusei ao chão um velho fogão a gás e fiz um buraco no tecto para sair o fumo.- Pendurei um rádio de pilhas;- Coloquei um balde e uma sanita na parte de trás, separado por uma cortina;- E fiz uma prateleira para transportar um pequeno veiculo utilitário para as pequenas deslocações e assim poupar algum gasóleo.O que a crise me obriga a fazer, mas férias são férias e as crianças não têm culpa disso !!!!Podem copiar a ideia à vontade, com os Vizinhos eu sou incapaz de fazer negócio com esta minha habilidade para improvisar. Postado por: Carlos CAté logo, vizinhos.Vou pra dentro.

Vai tomar no Cu...

É dedicado ao governo mas serve pra qualquer um...
http://vizinho.blogspot.com/search/label/%28Des%29Governo

Rio Bravo - My Rifle My Pony and me

Os grandes Dean martin e Ricky Nelson aqui na melhor "cauboiada" de sempre.

O Grande Depardieu - Cyrano de Bergerac

O grande poema, o grande texto ao nariz, o Cyrano de Rostand interpretado por Dupardieu. O Vasco Graça Moura fez uma excelente tradução desta tirade du nez , um momento central da carreira de qualquer actor e do teatro francês, com o texto original aqui para acompanhar o tour de force de Dupardieu


Ah ! non ! c'est un peu court, jeune homme !On pouvait dire... Oh ! Dieu !... Bien des choses en somme.En variant le ton, -par exemple, tenez :Agressif : "Moi, monsieur, si j'avais un tel nezIl faudrait sur-le-champ que je l'amputasse !"Amical : "Mais il doit tremper dans votre tasse :Pour boire, faites-vous fabriquer un Hanape !"Descriptif : "C'est un roc!... C'est un pic!... C'est un cap!...Que dis-je, c'est un cap?... C'est une péninsule!"Curieux : "De quoi sert cette oblongue capsule ?D'écritoire, monsieur, ou de boîte à ciseaux ?"Gracieux : "Aimez-vous à ce point les oiseauxQue paternellement vous vous préoccupâtesDe tendre ce perchoir à leurs petites pattes?"Truculent : "Ca, monsieur, lorsque vous pétunez,La vapeur du tabac vous sort-elle du nezSans qu'un voisin ne crie au feu de cheminée ?"Prévenant : "Gardez-vous, votre tête entraînéePar ce poids, de tomber en avant sur le sol !"Tendre : "Faites-lui faire un petit parasolDe peur que sa couleur au soleil ne se fane !"Pédant : "L'animal seul, monsieur, qu'AristophaneAppelle HippocampéléphantocamélosDut avoir sous le front tant de chair sur tant d'os !"Cavalier : "Quoi, l'ami, ce croc est à la mode?Pour pendre son chapeau, c'est vraiment très commode !"Emphatique : "Aucun vent ne peut, nez magistral,T'enrhumer tout entier, excepté le mistral !"Dramatique : "C'est la mer Rouge quand il saigne !"Admiratif : "Pour un parfumeur, qu'elle enseigne !"Lyrique : "Est-ce une conque, êtes-vous un triton ?"Naïf : "Ce monument, quand le visite-t-on ?"Respectueux : "Souffrez, monsieur, qu'on vous salue,C'est là ce qui s'appelle avoir pignon sur rue !"Campagnard : "Hé, ardé ! C'est-y un nez ? Nanain !c'est queuqu'navet géant ou ben queuqu'melon nain !"Militaire : "Pointez contre cavalerie !"Pratique : "Voulez-vous le mettre en loterie ?Assurément, monsieur, ce sera le gros lot !"Enfin parodiant Pyrame en un sanglot:"Le voilà donc ce nez qui des traits de son maîtreA détruit l'harmonie ! Il en rougit, le traître !"- Voila ce qu'à peu près, mon cher, vous m'auriez ditSi vous aviez un peu de lettres et d'esprit :Mais d'esprit, ô le plus lamentable des êtres,Vous n'en eûtes jamais un atome, et de lettreVous n'avez que les trois qui forment le mot : sot !Eussiez vous eu, d'ailleurs, l'invention qu'il fautPour pouvoir là, devant ces nobles galeries,Me servir toutes ces folles plaisanteries,Que vous n'en eussiez pas articulé le quartDe la moitié du commencement d'une, carJe me les sers moi-même, avec assez de verve,Mais je ne permet pas qu'un autre me les serve.

2007/06/10

A TAP

Impressionante


TAP inicia ligações para Brasília
A TAP inicia no dia 19 de Julho a operação de cinco voos por semana entre Lisboa e Brasília e torna-se a primeira companhia aérea a assegurar uma ligação internacional directa à capital federal do Brasil.
Com esta nova ligação, a TAP passa a voar para um destino em fase de grande crescimento que se assume já como a maior plataforma de distribuição de tráfego do Brasil a seguir a São Paulo, ao permitir as melhores ligações para o Norte e Oeste do país.
A TAP obteve também “luz verde” das autoridades brasileiras para aumentar a oferta noutras rotas, passando a operar a partir da mesma data mais cinco frequências semanais Lisboa – Rio de Janeiro e uma Lisboa – São Paulo.
Nesta última rota, a TAP tinha obtido recentemente autorização para outras duas frequências por semana, uma entretanto já iniciada e a outra com início em 18 de Julho.
Com os novos voos, a TAP passa a operar um total de 60 frequências semanais entre Portugal e o Brasil, reforçando a liderança absoluta no transporte de passageiros e carga entre a Europa e aquele país.
Com este reforço da operação, a TAP oferece voos diários para Fortaleza, Recife e Salvador e cinco frequências semanais para Natal e Brasília. Semanalmente, o Rio de Janeiro recebe 12 voos da companhia provenientes de Lisboa e três com partida do Porto. Para São Paulo, a TAP opera 11 frequências a partir de Lisboa e três do Porto.
No final do ano passado, a TAP operava 48 voos por semana para o Brasil, tendo transportado 846.151 passageiros no total das rotas, mais 20,3 por cento do que em 2005.

Polémica do João com o João Cesar das Neves

Comentário meu

O puto está a crescer intelectualmente de forma acelerada.


Antes deste está uma resposta do João das Neves que ainda não leste...anda para baixo...confesso que isto me dá um gozo do caraças

-----Original Message-----
From: João Frazão (DCM)
Sent: sexta-feira, 25 de Maio de 2007 15:15
To: 'Naohaalmocosgratis'
Subject: RE: A humildade continua nas minhas certezas
Esqueça o meu irmão até porque ele não está a ter acesso a esta discussão. Quanto á influência política ou não que a religião/Igreja teve em diversas sociedades ao longo dos tempos desde a sua formação parece-me irrefutável mas se diz o contrário agradeço que me esclareça. Até acho que os partidos ou líderes partidários adoptam ou não medidas conforme o eleitorado que têm, se o seu eleitorado for religioso( podendo ser pouco religioso ou fundamentalista) há medidas mais ou menos difíceis de tomar e pensar que estes não pensam nisso, nem se deixam influenciar pela possível perda de votos e nem tomam em conta estes factores parece-me ingénuo. Nesta lógica o referendo do aborto só foi possível pela perda de força e influência da igreja na nossa sociedade que aliás foi derrotada como você referiu. Aqui temos um exemplo actual da minha "simples e atraente" teoria.
"A realidade americana é de crescente influência da religião na política e mesmo na Europa se passa o mesmo", "Uma das coisas que esse autor também mostra é que a sua ideia de que antigamente a religião tinha grande influência na política é um erro". Não existe aqui uma contrariedade nas suas conclusões? Não me lembra de ter referido esta ideia de que antigamente a igreja tinha uma grande influencia na Política... mas já que o referiu permita-me...Segundo sei quando se dividiu a terra entre portugueses e Espanhóis o Papa foi quem deu o aval para tal acordo. Os Reis eram representantes de Deus na terra...a sociedade era dividida em três classes...Se me vai dizer que a religião e suas igrejas nunca tiveram influência na política ou medidas tomadas pelos líderes das sociedades então porque quiseram influenciar desta vez o referendo...foi uma excepção? Não me parece... existem muitos outros exemplos de líderes que fizeram e tomaram medidas conforme as religiões que adoravam.
Quanto á sua argumentação em relação á minha frase "A igreja...Precisa de ter uma atitude mais moderna?" Não me parece honesta, porque me parece que até está bem explicado. (se calhar sou vítima da palavra escolhida) Nem vou reforçar a ideia porque você foge á questão dando ênfase á modernidade e a sua relação com a modernidade ou pós modernidade e ainda conclui com "Deixe lá o preservativo descansado" que no mínimo será uma atitude irresponsável da sua parte. Mas já que dá exemplos para dizer que o moderno não quer dizer certo (concordo) Hitler e Marx foram certos e modernos no seu tempo e após décadas viu-se o quão errados estavam permita-me lembrá-lo que a igreja em alguns momentos também teve ideias e posturas que provocaram derramamentos de sangue e que se provaram errados e reprovados por todos. Inquisição...aqui permita-me ir buscar uma citação sua "Mesmo derrotada, a Igreja mostra sempre o caminho para a verdade e a vida." Isto não é verdade a igreja é conduzida por homens e como tal também erra. Já agora permita-me que lhe recomende( provavelmente já leu ou seguiu através dos jornais) um livro que foi editado que contém cartas trocadas entre D. José Policarpo e Eduardo Prado Coelho aí é bem explicado por D. José o que não permite a igreja aceitar certas coisas entre elas está o uso do preservativo. Pode sempre recorrer á net www.patriarcadolisboa.pt/documentacao/cartas.htm.
Quanto ao ponto 3: respondo á sua questão. Sim, Pode ser. MAS também digo: você pode entrar á minha frente ou primeiro porque seguiu a doutrina á risca de forma mais correcta que a minha mas eu também entro porque sou um bom ser humano e segundo o que me dizem que Deus não gosta que façamos eu estou "limpo". Exemplo: não acredito que Deus mesiricordioso não deixe entrar no seu reino uma criança (criança porque em princípio está livre de ser mau ser humano) que não tenha sido baptizada. Outro exemplo: Quem entrou a seguir a Jesus no seu reino Foi Dimas o bandido e ladrão arrependido. Por favor reze por mim porque se acredita que me ajuda na minha compreensão das coisas eu agradeço e nestes tempos sempre é preciso uma cunha ou outra. (desculpe o sentido de humor) Eu não ataco a religião só tenho as minhas dúvidas por favor não interprete este facto com ataques porque não o são de todo posso pôr em questão mas não ataco no sentido pejorativo e se o fizer agradeço que me chame atenção. Para mim pôr em causa é uma coisa atacar é outra...
"Eu procuro saber o que Igreja diz, e procuro seguir o que a a Igreja diz que Deus quer. Sempre é melhor que inventar eu próprio, como parece fazer. Limitei-me a tentar mostar a inconsistência da sua posição. Aliás mostra-o bem nesta mensagem:
O senhor, que não é praticante, acha que sabe o que é ser praticante. Acha que sabe o que é ser praticante melhor do que os que são praticantes. E até acha que é praticante sem ser praticante. Isso, que seria um enorme disparate em qualquer outra questão (ciência, música, política, etc), parece-lhe algo de razoável em religião. Assim passa a vida toda a atacar a religião e julga que está a ser mais religioso que os religiosos, desculpando-se com a hipocrisia e falsidade de alguns religiosos."
De facto praticar a doutrina de uma Religião não é o mesmo que praticar medicina porque neste e usando a sua analogia só pratica medicina os médicos só toca e praticam músicas os músicos e só faz política os políticos certo? Então só os padres praticam a religião Católica o resto não pratica. Os que tocam música tocam para quem os ouve e quem os ouve pode gostar ou não. Assim como a política temos direito de concordar ou discordar de certas ideias. Fazer comparação ou analogias entre ciência e religião é pura contradição.
4-"Relativamente à questão da relação entre as religiões, diz que lhe faz muita confusão que haja tantas religiões. Não percebo porque lhe faz confusão" não percebeu. Eu não me faz confusão que haja tantas religiões só quero perceber qual é a que está a falar a verdade. Para si parece-me óbvio que já chegou a essa conclusão mas eu não cheguei. Simplesmente acho todas plausíveis: Judaísmo, Islamismo(com várias variantes), Catolicismo depois dentro deste temos mais outras variantes, o Hinduísmo e não encontrei ao longo da minha vida quem me possa apresentar razões ou sinais que uma está certa e as outras não, é só isto. Diz que a minha questão é teórica e abstracta acho difícil não sê-lo quando ponho questões no domínio do esotérico.
Quanto ao hinduísmo vs Islamismo vs Catolicismo não me disse nada sobre o que lhe perguntei, arredondou a questão que não foi feita ao acaso penso que seria mais sincero da sua parte simplesmente dizer que estas religiões estão erradas porque tem uma forte convicção, que sente com todo o seu ser. Não é possível a ninguém afecto a uma religião aceitar que uma outra tenha espaço para existir (na sua pessoa não é no mundo e em outras pessoas) porque como você mesmo disse Deus é Absoluto. Poderá haver aceitação a nível de vivermos todos juntos numa sociedade com diferentes credos agora no coração de um crente não existe espaço para outros deuses nem a sua religião lhe permite aceitar que existem outros deuses.
Já li as suas respostas não duas vezes mas sim 4 ou 5 vezes agradeço que também o faça em relação ás minhas. Posso ser um desconhecido sem cara e mas tenho algum conteúdo não agradeço que me menosprezem o Dr. Não me conhece e eu conheço-o e sinto que este facto está a levá-la para uma postura de elevação em relação á minha pessoa não me parece pertinente mas vou reforçar o respeito que tenho por si. Eu não ataco a igreja, não quero que ela acabe, não sou contra a sua existência. Permita-me que lhe diga que já senti que pessoas que têm uma profunda religiosidade se ofendem quando pomos a sua religião em causa ou duvidamos de alguma palavra por ela proferida.
Apesar de eu nunca dizer que a razão afasta a religiosidade das pessoas (senão Einstein não seria profundamente religioso)mas continuo a pensar que causa alguns transtornos ou dificuldades de uma religião passar a sua palavra, mas enfim...(este referendo foi disso exemplo) a ciência veio dar muitas respostas que dantes era propriedade da igreja.
Já me ajudou a perceber que a razão e a ciência podem avançar e evoluírem o que quiserem que não existe uma relação inversamente proporcional á diminuição dos crentes pelo mundo fora. Nunca tinha afirmado isto mas...confesso que pensava que ajudava a diminuir um bocado e que a desgraça a pobreza a miséria levava as pessoas a refugiarem-se mais numa qualquer religião . Estava errado. Já nasceu desta discussão aquilo que eu pretendo, iluminação, eureka fez-se luz, com toda a sinceridade não discuto para ter razão não estamos a discutir matemática ou outra ciência exacta procuro apenas conhecer quem pensa de maneiras diferentes da minha, para assim compreender melhor o mundo e quem nele habita, não quero andar para aí a fazer forwards dos seus mails a gabar-me que lhe ganhei neste ou naquele ponto isso para mim é irrelevante e nada ético. Sendo você uma figura pública e de renome da nossa sociedade portuguesa merece todo o respeito e cuidado da minha parte. Agradeço-lhe a sua paciência sei que é uma pessoa com muito mais do que fazer mas eu também tenho as minhas responsabilidades diárias...que posso fazer sou curioso e á oportunidades de conhecer que eu não deixo escapar agradeço que me mande links, sugestões, leitura, filmes, etc...
Mais uma vez peço desculpa se sentiu desrespeitado na sua pessoa ou nas suas convicções, não sou mal educado, nem gosto de ser rude e muito menos arrogante agradeço a oportunidade que me está a dar, até porque depois desta conversa terminar vou recordar este momento de reflexão com carinho e também porque tenho algumas pequenas perguntas sobre economia que gostava que me esclarecesse e nesta matéria garanto-lhe que não vou pôr nada que venha de si em causa.
Respeitosamente os melhores cumprimentos desejo que se encontre de boa saúde e em paz.
Um abraço
João dos Santos Frazão
Direcção de Comunicação
ACM - 6 <>
Telf.: 217 905 735 - Fax: 217 905 053
Ext.: 555 675
joao.frazao@cgd.pt

-----Original Message-----
From: Naohaalmocosgratis [mailto:naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt]
Sent: quinta-feira, 24 de Maio de 2007 18:15
To: João Frazão (DCM)
Subject: Re: A humildade continua nas minhas certezas
Assim percebo melhor. Eu caí no meio de uma zanga, onde a maior parte dos
argumentos remetem para conversas entre irmãos desde há décadas. O senhor
não está a falar comigo, está a gritar com ele. Apenas alguns comentários à
sua longa prosa:
1- As suas observações sobre a realidade religiosa só estão correctas se
forem referidas ao século XIX. Não é verdade que hoje a religião tenha cada
vez menos influência. Aliás tem cada vez mais. A realidade americana é de
crescente influência da religião na política e mesmo na Europa se passa o
mesmo. Desde o 11 de Setembro (por razões más, é verdade) até se tornou
obcecante em certos campos. A Igreja tem mais influência nos EUA e na
Europa que em muitos países pobres. Pode-se criticar algumas das razões
porque isso acontece, mas não pode negar que tal aconteça.
A tese da secularização da sociedade, que suporta toda a sua posição, está
hoje abandonada pela ciência. Recomendo-lhe que leia o texto, já clássico,
de Stark, Rodney (1999) Secularization, R.I.P.(rest in peace), in Sociology
of Religion, Fall (encontra-o na internet em:
http://www.findarticles.com/cf_0/m0SOR/3_60/57533381/p1/article.jhtml?term=sociology+%2Breligion+%2Bresearch.)
que é hoje a referência na área. Uma das coisas que esse autor também
mostra é que a sua ideia de que antigamente a religião tinha grande
influência na política é um erro.
Quanto aos números, pode vê-l.os, por exemplo em Johnson, Todd (1995)
«Religious Projections for the Next 200 Years», The Encyclopedia of the
Future, edited by Graham T.T. Molitor, Macmillan.
http://www.wnrf.org/cms/next200.shtml Há outras fontes melhores mas de
acesso mais difícil (como lhe disse tenho números mais actualizados no meu
próximo livro sobre o tema, que ainda demora uns meses a sair).
Por tudo isto a sua posição é simplesmente preconceito e não tem bases
sérias. São ideias simples e atraentes, que podem funcionar nas suas
discussões com o seu irmão, mas não as pode usar em meios mais elaborados.
2- Quanto à crítica que a Igreja não pode ter uma atitude mais moderna,
apesar de querer andar com os tempos, aí revela que não percebe o que
entende «com andar com os tempos». «Moderno» nunca quis necessariamente
dizer certo. Já houve muitas décadas em que ser moderno queria fazer aquilo
que o futuro veio a mostrar que era errado (Marx e Hitler já foram muito
modernos). Hoje aliás é evidente que o que é «moderna» neste tempo (a
destruição da família, do casamento, da vida humana) facilmente cairá em
desgraça (até porque a população dessas zonas «modernas» tende a
desaparecer por isso mesmo). A Igreja pretende sempre seguir o seu Mestre,
não agradar ao momento. Mas para o seguir deve apresentar a sua fé em
linguagem que o tempo entenda. Só isso. Deixe lá o preservativo descansado.
3- Relativamente à parte em que pretende comparar o nosso conhecimentos do
que Deus quer, não vou entrar no duelo de insultos. Eu nunca disse que sei
o que Ele quer, nem falo em nome da Igreja (por favor, se não lê o que eu
escrevo, não assuma o que eu digo). Eu procuro saber o que Igreja diz, e
procuro seguir o que a a Igreja diz que Deus quer. Sempre é melhor que
inventar eu próprio, como parece fazer. Limitei-me a tentar mostar a
inconsistência da sua posição. Aliás mostra-o bem nesta mensagem:
O senhor, que não é praticante, acha que sabe o que é ser praticante. Acha
que sabe o que é ser praticante melhor do que os que são praticantes. E até
acha que é praticante sem ser praticante. Isso, que seria um enorme
disparate em qualquer outra questão (ciência, música, política, etc),
parece-lhe algo de razoável em religião. Assim passa a vida toda a atacar a
religião e julga que está a ser mais religioso que os religiosos,
desculpando-se com a hipocrisia e falsidade de alguns religiosos. Se não
quer ver a falácia evidente, só lhe posso dizer que então o senhor continue
nessa via, eu continuo na minha de tentar amar a Deus o melhor que posso e
sei, recusando a hipocrisia e a falsidade. Quando chegarmos lá acima
perguntamos-lhe o que é que Ele prefere. Pode ser?
4- Relativamente à questão da relação entre as religiões, diz que lhe faz
muita confusão que haja tantas religiões. Não percebo porque lhe faz
confusão, quando em todas outras coisas (usos e costumes, forma de
organizar a família, a sociedade, a política, a arte) encontra a mesma
diversidade. Porque não na religião? Todos amam os seus filhos, mas de
maneiras diferentes. Todos amam o seu Deus, mas de maneiras diferentes.
Mas, acima de tudo, essa questão é teórica e abstracta. O seu problema não
é o que Deus quer dos indianos, mas o que Deus quer de si. Esse Deus de que
intui a existência, esse Deus que apaixona o seu irmão, o que é que ele
quer de si? Será que é esta atitude truculenta, arrogante, condenatória da
Igreja? Ou isso é apenas uma maneira sua de iludir as exigências que Ele
lhe faz, e que são difíceis quanto à vida que gostaria de levar. Rezarei
por si para que o entenda.
5- Finalmente um ponto de método, que espero que não leve a mal. No que
toca ao hinduísmo (aliás quanto ao resto também), apenas lhe repito o que
lhe disse antes. Eu apresentei-lhe uma posição que não é inventada, não é
tola, mas está escorada em muitos textos, reflexões, etc. O que eu lhe
escrevi (incluindo sobre o hinduísmo) tem uma larga bibiografia a
suportá-lo que, se quiser, lhe posso citar, como citei no ponto 1. Se quer
criticar essa posição, tem primeiro de a entender, senão só diz disparates.
Por favor não se ponha com atitude de encontrar «pérolas» no meu texto,
porque isso, que pode ficar bem nas zangas de irmãos, não vale em disussões
mais sérias. Eu tenho muitos leitores a escreverem-me e só posso
dedicar-lhe o tempo que dediquei se fôr para ter uma conversa séria, e não
atirar atoardas.
Por favor, volte a ler o que lhe escrevi das duas vezes. Depois pense,
procure entender. Em seguida, se quiser perguntar ou contrapôr algo, estou
ao dispôr para conversar. Mas se fôr para tentar ganhar uma discussão com
atoardas, desculpe mas não tenho tempo. Tem de se mostrar um mínimo de
respeito para se ser respeitado.
Respeitosamente
João César das Neves
At 16:27 5/24/2007 +0100, you wrote:
>Não sei a data em que escreveu ou que se publicou o artigo, eu só o li
>hoje. Foi-me enviado pelo meu irmão, Católico fervoroso afecto a uma das
>facções mais conservadoras da Igreja do Vaticano, que insiste em
>evangelizar o seu querido irmão (eu). Como acho que os problemas da nossa
>sociedade não têm modas, e como os nossos meios de comunicação social e
>líderes de opinião da nossa praça (nem todos) insistem em torná-los
>sazonais decidi enviar-lhe a resposta que enviei ao meu irmão. Permita-me
>argumentar.
>
>
>
>
>
>A única previsão que faço e nem é bem uma previsão é mais uma observação é:
>
>Mas uma coisa lhe digo vai continuar a perder terreno, se fosse a eles
>procurava outros mercados mais influenciáveis por que a Europa está cada
>vez mais evoluída e as pessoas estão cada vez mais cientes da sua
>capacidade de avaliação e juízo
>
>
>
>-Muitos dos que votaram "sim" no referendo viverão o suficiente para virem
>a lamentar a sua escolha. Quando os números do aborto dispararem, quando
>se sofrerem as consequências psicológicas, familiares, médicas,
>sociológicas, económicas do aborto livre, nessa altura perceberão a
>futilidade dos argumentos que os convenceram no dia 11. O facilitismo e
>superficialidade com que pretenderam "arrumar a questão" virá a cair sobre
>os próprios.
>
>Certamente haverá menos crianças abandonadas, menos deficientes, menos
>criminosos. Só mais cadáveres pequeninos.
>
>O aborto a pedido e pago pelo Sistema Nacional de Saúde assolará sobretudo
>as classes mais pobres, onde a tentação será mais forte.
>
>Paradoxalmente, como noutros países, isso minará a base eleitoral dos
>partidos de Esquerda. Haverá menos crianças a correr nos bairros de lata;
>menos crianças a correr nos infantários. Haverá menos crianças em todo o
>lado. Haverá menos portugueses. O que aumentará é o número de gravidezes
>indesejadas. Iremos ver bem quão elástico é o conceito de "indesejado".
>
>Outra característica das derrotas da Igreja é que depois ela continua
>sempre a lutar. Estas previsões catastróficas são ainda evitáveis.
>
>Também não quero insistir neste assunto de parecer Nostredamus porque não
>quero ofendê-lo de forma alguma, até porque tenho muito respeito pelo seu
>trabalho e a sua opinião. Desde já peço desculpa se o ofendi.
>
>Eu limitei-me a dizer que no referendo sobre o aborto, onde a Igreja foi
>clara na apresentação de uma atitude, ela foi derrotada.Acho que nem você
>acredita que o seu artigo se limitou a esta conclusão&mas também descobrir
>se é ou não não acrescenta nada á discussão.
>
>O primeiro ponto que argumenta:
>
>Mas a religião em França não terá sido uma questão bastante discutida por
>causa dos conflitos originados entre pessoas que têm de coabitar no mesmo
>espaço e que são de religiões diferentes? Não é verdade que a igreja tem
>cada vez menos influência nas decisões políticas, económicas e diárias dos
>países e pessoas. Não é por acaso que os estados se tornaram laicos, se os
>estados voltarem a não ser laicos talvez concorde com a sua opinião.
>Quanto ás estatísticas, venham elas. Não é verdade que a igreja tem mais
>força nos países sub-desenvolvidos? Porque será? Não é verdade que existem
>pessoas ligadas á igreja que afirmam que esta precisa de acompanhar os
>tempos? Precisa de ter uma atitude mais moderna? Não pode, porque a sua
>doutrina não permite. Um exemplo: Não é possível aceitar o preservativo
>porque para a igreja não existe sexo sem amor e não existe sexo antes do
>casamento logo as pessoas que o utilizam estão a ir contra a palavra de
>Deus logo não se pode aceitar tão útil invenção&
>
>Quanto ao segundo ponto:
>
>Minha frase Deus queria que nós nos déssemos bem entre nós nunca pediu
>atenção para ele e é isso que eu vou fazendoPrimeiro vou esclarecê-lo do
>que disse sobre Deus (o católico claro) ao afirmar que ele não quer
>atenção para ele quero explicar que ser praticante não é ir á igreja e
>rezar, não é ir até Fátima a pé não é nada disso, é ser praticante dos 10
>mandamentos ora eu sou praticante no dia a dia e sei que existe muita mas
>mesmo muita gente que só faz merda no dia a dia não têm atitudes
>altrúistas e desculpe são uns grandes FDP mas depois pede-se perdão,
>confessa-se, reza-se um terço e estamos limpinhos de todo o pecado, ora
>Deus acho que prefere de longe que não entremos numa igreja mas que nos
>comportemos segundo a sua visão do que o inverso, Quero também ressalvar
>que não sou nada contra os mais diferentes hábitos que a igreja católica e
>os seus crentes têm no seu dia a dia. Mas primeiro ser praticante depois,
>depois rezar, percorrer grandes distâncias, acender velas, baptizados etc&
>Deus e o seu filho são os maiores altruístas de toda a história como todos
>sabemos Jesus morreu e sacrificou-se pelo homem e veio á terra apenas para
>e pelo o homem que andava perdido e continua a estar na minha opinião. Se
>reparamos nos mandamentos como faz questão de relembrar são ordens para
>nos darmos uns com os outros e algumas certo? Isto quer dizer que Deus
>quer primeiro nos mostrar a forma melhor de nos relacionarmos. Quanto ao
>primeiro mandamento Amar a Deus& não tem nada a ver com a atenção que
>falo. Pois ele segundo a igreja é omnipresente, omnisciente&caminha ao meu
>lado está comigo em tudo o que faço logo ele sabe se o Amo, não precisa
>que eu vá a sua casa dizê-lo.
>
>-O senhor diz que nunca foi religiosos nem rezou. Acho isso perfeitamente
>aceitável. O que não compreendo é que, no entanto, acha que sabe o que
>Deus quer. E você como reza e é católico sabe o que Deus quer porque ele
>já falou consigo com certeza!!. Eu não sei nada com certeza absoluta, sei
>que vou morrer. O que sei é do que leio do que ouço e do que vejo assim
>como você ou você acha que para falar de Futebol tem de se ter sido
>jogador de Futebol???. Você no fim do seu texto intitula-se economista não
>padre, então que direito tem você também de falar de e em nome da
>igreja??? E dá uma opinião divulgada para mihares de leitores em um
>respeitado jornal eu não tenho de ser uma autoridade em teologia mas você
>deve-se achar pelo que já percebi.
>
>-Termino com a resposta à sua pergunta muito concreta. Pergunta: « Alá
>existe? Os deuses Hindus Existem? Se não existem? Não! Porquê? Se existem
>como se dão todos no mundo sagrado...». A resposta que dou enquanto
>cristão é muito simples: essas são formas de pessoas diferentes se
>referirem ao Absoluto. Eu, enquanto cristão, não tenho de dizer que os
>outros estão todos errados. Apenas acho que adoram o verdadeiro Deus, mas
>de formas imperfeitas.
>
>Eu não escolhi estas duas religiões entre as centenas que existem á toa se
>me dissesse que os muçulmanos amam o mesmo Deus ou o absoluto (há-de me
>explicar este conceito) porque ambas são religiões abraâmicas incluindo o
>judaísmo eu compreendia agora o Hinduísmo é formado por centenas de Deuses
>e é completamente diferente, nem sequer têm um denominador comum. E depois
>diz esta pérola que é Eu, enquanto cristão, não tenho de dizer que os
>outros estão todos errados. Apenas acho que adoram o verdadeiro Deus, mas
>de formas imperfeitas.Ok não estão errados são formas de adorar
>imperfeitas, não é igual, mas é uma forma diplomática de dizer o mesmo.
>
>-Os ateus, esses sim, é que têm de achar que a esmagadora maioria da
>população humana está toda errada, porque a esmagadora maioria da
>população humana continua a ser religiosa e os ateus são uma pequena
>minoria do mundo.
>
>Ponho a forte hipótese Deus exista, mesmo por essas razões que atrás
>referiu. Ainda não me ouviu dizer que Deus não existe, pois não? Eu como
>ateu tenho o direito de levar a vida como quero não tenho? Realmente a
>maioria da humanidade adora um Deus é pena é que não sejam todos adorar o
>mesmo DEUS e é isto é que me faz confusão perceber quem tem razão no meio
>desta confusão toda. Ponho a forte hipótese que Deus exista. Há muitas
>Religiões diferentes e quero reforçar a sua extrema diferença que não
>podem estar a falar do mesmo Deus, é impossível porque as suas práticas
>são completamente diferentes e entram em confronto umas com as outras.
>
>
>
>Ao contrário do que possa perceber não estou nada irritado até estou
>bastante divertido porque estar-me a responder e dar-me a possibilidade de
>trocar ideias com uma pessoa do seu estatuto é para mim um enorme
>privilégio. Eu não me castro na minha expressão queira desculpar a minha
>impetuosidade que é própria da minha idade ou personalidade não sei bem.
>Mais uma vez me despeço. Espero que esteja bem em paz e com saúde. Um abraço.
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> João dos Santos Frazão
>
>
>
>Direcção de Comunicação
>ACM - 6 <>
>
>Telf.: 217 905 735 - Fax: 217 905 053
>Ext.: 555 675
>joao.frazao@cgd.pt

Nota de Abertura

Durante muito tempo cogitei sobre o que dizer nesta Nota de Abertura do Blog. Nada me pareceu mais propositado que o link para o leit motiv do mesmo.
Amante da Liberdade, paladino da justiça, brigão, jogador, bebedor o tenente Blueberry sempre foi o meu ídolo.
Colocarei aqui todas as coisas interessantes que se atravessarem no caminho mais o que se me vai na alma.