Health:
1. Drink plenty of water.
2. Eat breakfast like a king, lunch like a prince and dinner like a beggar.
3. Eat more foods that grow on trees and plants and eat less food that is manufactured in plants..
4. Live with the 3 E ' s -- Energy, Enthusiasm and Empathy
5. Make time to play.
6. Play more games
7. Read more books than you did in 2009 .
8. Sit in silence for at least 10 minutes each day
9. Sleep for 7 hours.
10. Take a 10-30 minute walk daily. And while you walk, smile.
Personality:
11. Don ' t compare your life to others. You have no idea what their journey is all about.
12. Don ' t have negative thoughts or things you cannot control. Instead invest your energy in the positive present moment.
13. Don ' t over do. Keep your limits.
14. Don ' t take yourself so seriously. No one else does.
15. Don ' t waste your precious energy on gossip.
16. Dream more while you are awake
17. Envy is a waste of time. You already have all you need..
18. Forget issues of the past. Don ' t remind your partner with His/her mistakes of the past. That will ruin your present happiness.
19. Life is too short to waste time hating anyone. Don ' t hate others.
20. Make peace with your past so it won ' t spoil the present.
21. No one is in charge of your happiness except you.
22. Realize that life is a school and you are here to learn. Problems are simply part of the curriculum that appear and fade away like algebra class but the lessons you learn will last a lifetime.
23. Smile and laugh more.
24. You don ' t have to win every argument. Agree to disagree...
Society:
25. Call your family often.
26. Each day give something good to others.
27. Forgive everyone for everything..
28.. Spend time w/ people over the age of 70 & under the age of 6.
29. Try to make at least three people smile each day.
30. What other people think of you is none of your business.
31. Your job won ' t take care of you when you are sick. Your friends will. Stay in touch.
Life:
32. Do the right thing!
33. Get rid of anything that isn ' t useful, beautiful or joyful.
34. Time heals everything.
35. However good or bad a situation is, it will change...
36. No matter how you feel, get up, dress up and show up.
37. The best is yet to come..
38. When you awake alive in the morning, thank your clock for it.
39. Your Inner most is always happy. So, be happy.
Last but not the least:
40. Please Forward this to everyone you care about, I just did.
2010/01/20
2010/01/18
Simone de Beauvoir
"On ne naît pas femme, on le devient" ("Não nascemos mulheres, tornamo-nos mulheres")
Benjamim Franklin
Quem está disposta a trocar um pouco de liberdade por mais segurança acaba por ficar sem as duas
O meu pai
O meu pai que era um cavalheiro detestava igualmente os que se embebedavam e os que não bebiam.
Os Sapos
Esta foi mais uma semana de campanha eleitoral para as presidenciais com Cavaco Silva a fazer de conta que é Presidente e Manuel Alegre a fazer de conta que ainda não é candidato presidencial. O mais curioso desta campanha que já dura há mais de quatro anos é que ambos os candidatos sentiram falta de uma segunda volta nas últimas presidências e continuaram as suas campanhas presidenciais com vista as próximas eleições, como se fosse a segunda volta.
Louçã que parece ter descoberto as virtudes de Manuel Alegre quando este decidiu prosseguir a sua vingança por Sócrates o ter derrotado nas directas, encontrou agora em Alegre as virtudes que não lhe viu nas anteriores presidenciais, agora em vez de se candidatar o líder o BE procura ser o guru ideológico de Manuel Alegre, promovendo-o a Otelo Saraiva de Carvalho do século XXi. Tudo o que possa contribuir para dividir e destruir o PS é bom, Louçã acha que o crescimento do BE está no eleitorado do PS e nesse sentido os disparates de um Alegre envaidecido têm-lhe proporcionado alguns votos.
Se Louçã marcou a semana do candidato Alegre, já lado do senhor Silva a semana foi de jogadas que visam ajudar o candidato a fazer as pazes com o passado. Inspirado na versão cristã de um Santana menino que tentaram matar à nascença para depois lhe encherem o corpo de chagas, Cavaco decidiu agraciar a má moeda com uma boa medalha da Ordem de Cristo. Mas o senhor Silva sabe que as famosas escutas a Belém são uma pedra no sapato e para limpar esta nódoa do seu currículo presidencial decidiu que o Lima ia escrever um artigo com o objectivo de dar o dito por não dito e ilibar o chefe das suspeitas de conspiração contra a democracia.
Enquanto o Lima escrevia o artigo como se estivesse a transcrever a receita dos carapaus alimados da dona Maria Silva, Manuela Ferreira Leite cumpria as ordens presidenciais e lá ia ao ministério das Finanças tentar um acordo orçamental. O problema é que Ferreira Leite é tão má que pensou que ia impor a Sócrates o programa eleitoral zipado que foi rejeitado pelos eleitores. O resultado está à vista, Cavaco armou-se em conciliador e mandou o PSD fazer o acordo, mas o mais provável é que o PSD fique de fora e seja o CDS a viabilizar o orçamento.
Enfim, uma semana de engolir sapos, Ferreira Leite engoliu o sapo de ter de ir negociar com o PS, Portas o sapo da viabilização do orçamento para deixar o PSD de fora, Cavaco o sapo de medalhar Santana, Lima o sapo de dar o dito por não dito, Louçã o sapo de apoiar Alegre e o PS o sapo de ter que aturar o mesmo alegre.
Retirado daqui http://jumento.blogspot.com/
Louçã que parece ter descoberto as virtudes de Manuel Alegre quando este decidiu prosseguir a sua vingança por Sócrates o ter derrotado nas directas, encontrou agora em Alegre as virtudes que não lhe viu nas anteriores presidenciais, agora em vez de se candidatar o líder o BE procura ser o guru ideológico de Manuel Alegre, promovendo-o a Otelo Saraiva de Carvalho do século XXi. Tudo o que possa contribuir para dividir e destruir o PS é bom, Louçã acha que o crescimento do BE está no eleitorado do PS e nesse sentido os disparates de um Alegre envaidecido têm-lhe proporcionado alguns votos.
Se Louçã marcou a semana do candidato Alegre, já lado do senhor Silva a semana foi de jogadas que visam ajudar o candidato a fazer as pazes com o passado. Inspirado na versão cristã de um Santana menino que tentaram matar à nascença para depois lhe encherem o corpo de chagas, Cavaco decidiu agraciar a má moeda com uma boa medalha da Ordem de Cristo. Mas o senhor Silva sabe que as famosas escutas a Belém são uma pedra no sapato e para limpar esta nódoa do seu currículo presidencial decidiu que o Lima ia escrever um artigo com o objectivo de dar o dito por não dito e ilibar o chefe das suspeitas de conspiração contra a democracia.
Enquanto o Lima escrevia o artigo como se estivesse a transcrever a receita dos carapaus alimados da dona Maria Silva, Manuela Ferreira Leite cumpria as ordens presidenciais e lá ia ao ministério das Finanças tentar um acordo orçamental. O problema é que Ferreira Leite é tão má que pensou que ia impor a Sócrates o programa eleitoral zipado que foi rejeitado pelos eleitores. O resultado está à vista, Cavaco armou-se em conciliador e mandou o PSD fazer o acordo, mas o mais provável é que o PSD fique de fora e seja o CDS a viabilizar o orçamento.
Enfim, uma semana de engolir sapos, Ferreira Leite engoliu o sapo de ter de ir negociar com o PS, Portas o sapo da viabilização do orçamento para deixar o PSD de fora, Cavaco o sapo de medalhar Santana, Lima o sapo de dar o dito por não dito, Louçã o sapo de apoiar Alegre e o PS o sapo de ter que aturar o mesmo alegre.
Retirado daqui http://jumento.blogspot.com/
CAVACO FRACO INSPIRA AMBIÇÕES
Para memória futura:
«Como se sabe, as eleições presidenciais realizam-se de dez em dez anos. Pelo meio, ao quinto ano, faz-se um simulacro para o eleitorado não perder a mão. O Presidente em exercício faz de conta que põe o seu lugar em jogo, as oposições presidenciais apresentam cordeiros para degola e o Presidente é reeleito. O seu mandato natural é, pois, de dez anos, com uma vitória ao meio por falta de comparência de adversário. Vejam as eleições presidenciais de simulacro que já tivemos. Em 1980, o opositor militar que defrontou o Presidente Eanes era de segunda linha e o opositor civil, Mário Soares, encolheu-se. Em 1991, o Presidente Soares teve como adversário... Basílio Horta. Em 2001, não se encontrou melhor do que Ferreira do Amaral para combater o Presidente Sampaio. Por que não houve Soares, em 1980, Freitas ou Cavaco, em 1991, e Cavaco, em 2001? Por que razão nos anos de Presidente de saída há engarrafamentos (1986: Soares-Freitas-Zenha-Pintasilgo; 2006: Cavaco-Alegre-Soares) e nos anos de recandidatura presidencial há assobiares para o lado? A disponibilidade de Manuel Alegre para 2011 podia fazer supor que, pela primeira vez, havia um bravo a desafiar um Presidente. Mas não é disso que se trata. Pela primeira vez o que temos é um Presidente com fraca recandidatura. » [Diário de Notícias]
Por Ferreira Fernandes no Dn de 2010/01/18
«Como se sabe, as eleições presidenciais realizam-se de dez em dez anos. Pelo meio, ao quinto ano, faz-se um simulacro para o eleitorado não perder a mão. O Presidente em exercício faz de conta que põe o seu lugar em jogo, as oposições presidenciais apresentam cordeiros para degola e o Presidente é reeleito. O seu mandato natural é, pois, de dez anos, com uma vitória ao meio por falta de comparência de adversário. Vejam as eleições presidenciais de simulacro que já tivemos. Em 1980, o opositor militar que defrontou o Presidente Eanes era de segunda linha e o opositor civil, Mário Soares, encolheu-se. Em 1991, o Presidente Soares teve como adversário... Basílio Horta. Em 2001, não se encontrou melhor do que Ferreira do Amaral para combater o Presidente Sampaio. Por que não houve Soares, em 1980, Freitas ou Cavaco, em 1991, e Cavaco, em 2001? Por que razão nos anos de Presidente de saída há engarrafamentos (1986: Soares-Freitas-Zenha-Pintasilgo; 2006: Cavaco-Alegre-Soares) e nos anos de recandidatura presidencial há assobiares para o lado? A disponibilidade de Manuel Alegre para 2011 podia fazer supor que, pela primeira vez, havia um bravo a desafiar um Presidente. Mas não é disso que se trata. Pela primeira vez o que temos é um Presidente com fraca recandidatura. » [Diário de Notícias]
Por Ferreira Fernandes no Dn de 2010/01/18
2010/01/16
O Filho da Puta por Alberto Pimenta
Discurso do filho da puta
O pequeno filho da puta
é sempre
um pequeno filho da puta;
mas não há filho da puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria
grandeza,
diz o pequeno filho da puta.
no entanto, há
filhos-da-puta que nascem
grandes e filhos da puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho da puta.
de resto,
os filhos da puta
não se medem aos
palmos,diz ainda
o pequeno filho da puta.
o pequeno
filho da puta
tem uma pequena
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o pequeno
filho da puta.
no entanto,
o pequeno filho da puta
tem orgulho
em ser
o pequeno filho da puta.
todos os grandes
filhos da puta
são reproduções em
ponto grande
do pequeno
filho da puta,
diz o pequeno filho da puta.
dentro do
pequeno filho da puta
estão em ideia
todos os grandes filhos da puta,
diz o
pequeno filho da puta.
tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho da puta,
diz o pequeno filho da puta.
o pequeno filho da puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem
e semelhança,
diz o pequeno filho da puta.
é o pequeno filho da puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que
ele precisa
para ser o grande filho da puta,
diz o
pequeno filho da puta.
de resto,
o pequeno filho da puta vê
com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho da puta:
o pequeno filho da puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho da puta.
II
o grande filho da puta
também em certos casos começa
por ser
um pequeno filho da puta,
e não há filho da puta,
por pequeno que seja,
que não possa
vir a ser
um grande filho da puta,
diz o grande filho da puta.
no entanto,
há filhos da puta
que já nascem grandes
e filhos da puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho da puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos, diz ainda
o grande filho-da-puta.
o grande filho da puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o grande filho da puta.
por isso
o grande filho da puta
tem orgulho em ser
o grande filho da puta.
todos
os pequenos filhos da puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho da puta,
diz o grande filho da puta.
dentro do
grande filho da puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos da puta,
diz o
grande filho da puta.
tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos da puta,
diz
o grande filho da puta.
o grande filho da puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho da puta.
é o grande filho da puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa para ser
o pequeno filho da puta,
diz o
grande filho da puta.
de resto,
o grande filho da puta
vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho da puta:
o grande filho da puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja,
o grande filho da puta.
O pequeno filho da puta
é sempre
um pequeno filho da puta;
mas não há filho da puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria
grandeza,
diz o pequeno filho da puta.
no entanto, há
filhos-da-puta que nascem
grandes e filhos da puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho da puta.
de resto,
os filhos da puta
não se medem aos
palmos,diz ainda
o pequeno filho da puta.
o pequeno
filho da puta
tem uma pequena
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o pequeno
filho da puta.
no entanto,
o pequeno filho da puta
tem orgulho
em ser
o pequeno filho da puta.
todos os grandes
filhos da puta
são reproduções em
ponto grande
do pequeno
filho da puta,
diz o pequeno filho da puta.
dentro do
pequeno filho da puta
estão em ideia
todos os grandes filhos da puta,
diz o
pequeno filho da puta.
tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho da puta,
diz o pequeno filho da puta.
o pequeno filho da puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem
e semelhança,
diz o pequeno filho da puta.
é o pequeno filho da puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que
ele precisa
para ser o grande filho da puta,
diz o
pequeno filho da puta.
de resto,
o pequeno filho da puta vê
com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho da puta:
o pequeno filho da puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho da puta.
II
o grande filho da puta
também em certos casos começa
por ser
um pequeno filho da puta,
e não há filho da puta,
por pequeno que seja,
que não possa
vir a ser
um grande filho da puta,
diz o grande filho da puta.
no entanto,
há filhos da puta
que já nascem grandes
e filhos da puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho da puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos, diz ainda
o grande filho-da-puta.
o grande filho da puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o grande filho da puta.
por isso
o grande filho da puta
tem orgulho em ser
o grande filho da puta.
todos
os pequenos filhos da puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho da puta,
diz o grande filho da puta.
dentro do
grande filho da puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos da puta,
diz o
grande filho da puta.
tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos da puta,
diz
o grande filho da puta.
o grande filho da puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho da puta.
é o grande filho da puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa para ser
o pequeno filho da puta,
diz o
grande filho da puta.
de resto,
o grande filho da puta
vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho da puta:
o grande filho da puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja,
o grande filho da puta.
De facto, o fato é a última coisa que me incomoda no acordo ortográfico
De facto, o fato é a última coisa que me incomoda no acordo ortográfico
É um facto: os anti-acordo vivem no terror de confundirem fato com fato. Devo relembrá-los que palavras homónimas e palavras homógrafas são uma constante da língua portuguesa, qualquer que seja o seu sabor, e nenhum acordo ou desacordo “resolverá” esse “problema” só para vos tranquilizar.
Tipo:
Eu molho no molho sem sujar o molho de chaves.
Viver na sede do meu concelho não me mata a sede de conselho.
Mesmo com uma luva rota, lá vou mantendo a rota.
O Rei optou por um corte de cabelo em plena corte.
Vou colher um ramo de salsa, antes de comer uma colher de sopa.
Todos os dias canto no canto do chuveiro.
Nem sempre me rio quando cruzo o rio Tejo.
E também:
Ainda que tenha o lápis roído, não me faz confusão o ruído dos carros na rua.
Uso uma faca de aço para cortar a carne que depois asso.
Agora: todos os portugueses e brasileiros entenderam lindamente cada frase acima, pois não é verdade?
ACTUALIZAÇÃO: leitores alertaram para o facto de o “c” cair quando é mudo, o que não se aplica ao facto. De facto. Rectificação feita no artigo.
É um facto: os anti-acordo vivem no terror de confundirem fato com fato. Devo relembrá-los que palavras homónimas e palavras homógrafas são uma constante da língua portuguesa, qualquer que seja o seu sabor, e nenhum acordo ou desacordo “resolverá” esse “problema” só para vos tranquilizar.
Tipo:
Eu molho no molho sem sujar o molho de chaves.
Viver na sede do meu concelho não me mata a sede de conselho.
Mesmo com uma luva rota, lá vou mantendo a rota.
O Rei optou por um corte de cabelo em plena corte.
Vou colher um ramo de salsa, antes de comer uma colher de sopa.
Todos os dias canto no canto do chuveiro.
Nem sempre me rio quando cruzo o rio Tejo.
E também:
Ainda que tenha o lápis roído, não me faz confusão o ruído dos carros na rua.
Uso uma faca de aço para cortar a carne que depois asso.
Agora: todos os portugueses e brasileiros entenderam lindamente cada frase acima, pois não é verdade?
ACTUALIZAÇÃO: leitores alertaram para o facto de o “c” cair quando é mudo, o que não se aplica ao facto. De facto. Rectificação feita no artigo.
2010/01/14
Não tenho tempo
Bela desculpa que encontrei na "Pó dos Livros" para não escrever mais amiúde neste blogue.
Hoje estive na livraria e, como é habitual, gastei mais dinheiro do que queria.
Conheci o Jaime Bulhosa que encontrei mais novo do que esperava.
Fiquei cliente.
Talvez vá ler Santo Agostinho.

Não tenho tempo para escrever no blogue. Porquê? Porque não existe tempo presente suficiente para escrever a não ser que eu use o tempo pretérito e o tempo futuro. Passo a explicar: Todos nós temos a percepção do tempo, como a passagem do tempo entre o pretérito, o presente e o futuro. Fácil até aqui. O que agora transparece é que não há tempos futuros, nem pretéritos. É impróprio afirmar: Os tempos são três: pretérito, presente e futuro. Mas talvez fosse próprio dizer: os tempos são três: presente das coisas passadas, presente dos presentes, presente dos futuros. Existem pois estes três tempos na minha mente que não vejo em outra parte: memória presente das coisas passadas, visão presente das coisas presentes e esperança presente das coisas futuras. Se me é lícito empregar tais expressões, vejo três tempos e confesso que são três. […]
Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? [...] e de que modo existem aqueles dois tempos – o passado e o futuro – se o passado já não existe e o futuro ainda não veio? Quanto ao presente, se fosse sempre presente, e não passasse para o pretérito, seria eterno e não presente, como poderíamos afirmar que ele existe, se a causa da sua existência é a mesma pela qual deixará de existir? […]
Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derribar e tempo de edificar, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de saltar de alegria, tempo de espalhar pedras e tempo de juntar pedras, tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar, tempo de buscar e tempo de perder, tempo de guardar e tempo de deitar fora, tempo de rasgar e tempo de coser, tempo de estar calado e tempo de falar, tempo de amar e tempo de aborrecer, tempo de guerra e tempo de paz. E tempo para escrever no blogue?
Confusos? É o que dá eu andar a ler as Confissões, de Agostinho de Hipona, mais conhecido por Santo Agostinho.
Hoje estive na livraria e, como é habitual, gastei mais dinheiro do que queria.
Conheci o Jaime Bulhosa que encontrei mais novo do que esperava.
Fiquei cliente.
Talvez vá ler Santo Agostinho.

Não tenho tempo para escrever no blogue. Porquê? Porque não existe tempo presente suficiente para escrever a não ser que eu use o tempo pretérito e o tempo futuro. Passo a explicar: Todos nós temos a percepção do tempo, como a passagem do tempo entre o pretérito, o presente e o futuro. Fácil até aqui. O que agora transparece é que não há tempos futuros, nem pretéritos. É impróprio afirmar: Os tempos são três: pretérito, presente e futuro. Mas talvez fosse próprio dizer: os tempos são três: presente das coisas passadas, presente dos presentes, presente dos futuros. Existem pois estes três tempos na minha mente que não vejo em outra parte: memória presente das coisas passadas, visão presente das coisas presentes e esperança presente das coisas futuras. Se me é lícito empregar tais expressões, vejo três tempos e confesso que são três. […]
Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? [...] e de que modo existem aqueles dois tempos – o passado e o futuro – se o passado já não existe e o futuro ainda não veio? Quanto ao presente, se fosse sempre presente, e não passasse para o pretérito, seria eterno e não presente, como poderíamos afirmar que ele existe, se a causa da sua existência é a mesma pela qual deixará de existir? […]
Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derribar e tempo de edificar, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de saltar de alegria, tempo de espalhar pedras e tempo de juntar pedras, tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar, tempo de buscar e tempo de perder, tempo de guardar e tempo de deitar fora, tempo de rasgar e tempo de coser, tempo de estar calado e tempo de falar, tempo de amar e tempo de aborrecer, tempo de guerra e tempo de paz. E tempo para escrever no blogue?
Confusos? É o que dá eu andar a ler as Confissões, de Agostinho de Hipona, mais conhecido por Santo Agostinho.
2010/01/12
Polémica com o A. Teixeira do "Herdeiro de Aécio"
AN INCONVENIENT IMAGE¹

Na Guerra que se trava entre defensores e opositores das teses do aquecimento global provocado pela acção humana, ainda não consegui compreender o que motivará as duas facções em luta, embora já me tenha apercebido qual é uma das principais vítimas colaterais do conflito: a verdade científica.

O rigor do que está em discussão e as dúvidas que possam subsistir em relação à informação disponível são cilindradas pelas máquinas de propaganda que preferem as situações simples e nítidas, de preferência as que se possam sintetizar em imagens marcantes como as que intercalei ao longo deste poste…

No que diz respeito a estes últimos dias, há que reconhecer que a meteorologia tem reconhecidamente corrido de feição a quem contesta o aquecimento global, basta observarmos as consequências da vaga de frio que tem atingido a Europa, e a imagem de satélite (tirada ontem) de uma Grã-Bretanha completamente coberta de neve…

¹ Uma imagem inconveniente, um trocadilho óbvio com uma verdade inconveniente (An Inconvenient Truth), um documentário defendendo a tese do aquecimento global provocado pela acção humana que é apresentado pelo antigo vice presidente norte-americano Al Gore.
Publicada por A.Teixeira em 2:59 PM
6 comentários:
L. Rodrigues disse...
Pois, uns dias de neve acolá e de frio aqui, e o pessoal esquece que rapidamente que passou Novembro a 26°. A chave para compreender o aquecimento global, é a palavra "global". Globalmente, 2009 foi mais um ano quente.
11 de Janeiro de 2010 12:39
Manuel disse...
É dificil para um leigo formar opinião e até suspeito que ambos os lados da barricada têm um pouco de razão.
Provavelmente o CO2 é mau mas não tanto como o pintam os fanáticos do IPPC nem tão irrelevante como dizem os "negacionistas" (palavra tão feia).
De qualque modo blogues como o Mitos Climatico, o Ambio e o Climat Audit, retirando alguns post inflamados e idiotas conseguem esclarecer algumas coisas.
11 de Janeiro de 2010 16:30
Manuel disse...
Já agora poderá o L. Rodrigues esclarecer duas coisas:
O que passou em Novembro 26?
Como e quem mediu "globalmente" o ano de 2009.
a 11 de janeiro já há estatisticas? Espantoso
11 de Janeiro de 2010 16:33
A.Teixeira disse...
É exactamente como afirma, Luís(?) Rodrigues: «A chave para compreender o aquecimento global, é a palavra "global"». E usá-la com propriedade, acrescentaria eu, que ela não se deve ajeitar apenas à dimensão das nossas conveniências… Em ciclos climáticos que sabemos durarem, globalmente, milénios, 2009 ter sido «mais um ano quente» é tão pouco significativo quanto os 26ºC de Novembro de que fala e estes –20ºC de Janeiro…
É essa precisamente essa a intenção deste "poste" Manuel, a de que é preciso algum equilíbrio e distanciamento no que se Lê sobre o tema. Creio que o posso esclarecer quanto às suas duas perguntas:
Nada se passou em 26 de Novembro. 26º lê-se “26 graus” e é uma medida da temperatura que terá sido atingida naquele mês de Novembro.
Há imensos tópicos para os quais já há estatísticas de 2009 e os dados meteorológicos podem ser um deles. Nem tudo depende de documentos “em trânsito” como as contabilidades do Estado e das empresas.
11 de Janeiro de 2010 17:09
Manuel disse...
Caro A(António) Teixeira
Aparentemente estamos de acordo.
É exactamente na tentativa de chegar a esse ponto de equilibrio e de distanciamento a que tento chegar lendo o mais possivel sobre o assunto que tento retirar as cargas emocionais e o "ruído" informativo que muitos dos escritos carregam.
Quanto aos 26º e os -20º foram medidos onde? A simples medida pontual de uma temperatura é contraditória com a prespectiva do "global".
Continuo a ter (muitas)dúvidas que do ponto de vista "global" se possa afirmar por agora que 2009 "foi mais um ano quente".
A afirmação só faz sentido se for feita em termos comparativos
11 de Janeiro de 2010 19:12
Manuel disse...
Apenas com humor e muito respeito uma referência ao Ferreira Fernandes hoje no DN
Uma espécie de humor frio
Ele bem podia voltar cá por um bocadinho para se tranquilizar por não ter partido demasiado cedo. Art Buchwald (1925-2007), humorista americano, morreu vai fazer para a semana três anos. No dia seguinte a ter morrido, apareceu um vídeo dele no jornal The New York Times, onde dizia, olhando-nos nos olhos: "Olá, sou Art Buchwald. Acabo de morrer." Ele andava há meses com uma doença terminal e quis partir assim, soberbo e com uma gargalhada. Acabara de publicar um livro intitulado, apesar dos seus 81 anos, Too Soon to Say Goodbye (Demasiado Cedo para Dizer Adeus). Morreu - escreveu - com um ressentimento: "Lamento não vir a conhecer esse tal aquecimento global." Em Lisboa, na semana em que ele morreu, a máxima foi de 16º. No domingo passado, na mesma Lisboa, o termómetro não passou dos 5º. Teria sido simpático a nossa Câmara convidar Buchwald e teria sido bom ele poder ter-nos visitado. De sobretudo e cachecol. Voltaria lá para o assento etéreo, para reatar a conversa com Mark Twain, outro humorista americano (é, os humoristas, no Céu, não encontram virgens, só colegas): "Sabes, afinal não perdi nada. Aquilo aquece coisa nenhuma", diria Buchwald. Talvez Twain lhe respondesse: "As notícias da morte do frio são manifestamente exageradas."

Na Guerra que se trava entre defensores e opositores das teses do aquecimento global provocado pela acção humana, ainda não consegui compreender o que motivará as duas facções em luta, embora já me tenha apercebido qual é uma das principais vítimas colaterais do conflito: a verdade científica.

O rigor do que está em discussão e as dúvidas que possam subsistir em relação à informação disponível são cilindradas pelas máquinas de propaganda que preferem as situações simples e nítidas, de preferência as que se possam sintetizar em imagens marcantes como as que intercalei ao longo deste poste…

No que diz respeito a estes últimos dias, há que reconhecer que a meteorologia tem reconhecidamente corrido de feição a quem contesta o aquecimento global, basta observarmos as consequências da vaga de frio que tem atingido a Europa, e a imagem de satélite (tirada ontem) de uma Grã-Bretanha completamente coberta de neve…

¹ Uma imagem inconveniente, um trocadilho óbvio com uma verdade inconveniente (An Inconvenient Truth), um documentário defendendo a tese do aquecimento global provocado pela acção humana que é apresentado pelo antigo vice presidente norte-americano Al Gore.
Publicada por A.Teixeira em 2:59 PM
6 comentários:
L. Rodrigues disse...
Pois, uns dias de neve acolá e de frio aqui, e o pessoal esquece que rapidamente que passou Novembro a 26°. A chave para compreender o aquecimento global, é a palavra "global". Globalmente, 2009 foi mais um ano quente.
11 de Janeiro de 2010 12:39
Manuel disse...
É dificil para um leigo formar opinião e até suspeito que ambos os lados da barricada têm um pouco de razão.
Provavelmente o CO2 é mau mas não tanto como o pintam os fanáticos do IPPC nem tão irrelevante como dizem os "negacionistas" (palavra tão feia).
De qualque modo blogues como o Mitos Climatico, o Ambio e o Climat Audit, retirando alguns post inflamados e idiotas conseguem esclarecer algumas coisas.
11 de Janeiro de 2010 16:30
Manuel disse...
Já agora poderá o L. Rodrigues esclarecer duas coisas:
O que passou em Novembro 26?
Como e quem mediu "globalmente" o ano de 2009.
a 11 de janeiro já há estatisticas? Espantoso
11 de Janeiro de 2010 16:33
A.Teixeira disse...
É exactamente como afirma, Luís(?) Rodrigues: «A chave para compreender o aquecimento global, é a palavra "global"». E usá-la com propriedade, acrescentaria eu, que ela não se deve ajeitar apenas à dimensão das nossas conveniências… Em ciclos climáticos que sabemos durarem, globalmente, milénios, 2009 ter sido «mais um ano quente» é tão pouco significativo quanto os 26ºC de Novembro de que fala e estes –20ºC de Janeiro…
É essa precisamente essa a intenção deste "poste" Manuel, a de que é preciso algum equilíbrio e distanciamento no que se Lê sobre o tema. Creio que o posso esclarecer quanto às suas duas perguntas:
Nada se passou em 26 de Novembro. 26º lê-se “26 graus” e é uma medida da temperatura que terá sido atingida naquele mês de Novembro.
Há imensos tópicos para os quais já há estatísticas de 2009 e os dados meteorológicos podem ser um deles. Nem tudo depende de documentos “em trânsito” como as contabilidades do Estado e das empresas.
11 de Janeiro de 2010 17:09
Manuel disse...
Caro A(António) Teixeira
Aparentemente estamos de acordo.
É exactamente na tentativa de chegar a esse ponto de equilibrio e de distanciamento a que tento chegar lendo o mais possivel sobre o assunto que tento retirar as cargas emocionais e o "ruído" informativo que muitos dos escritos carregam.
Quanto aos 26º e os -20º foram medidos onde? A simples medida pontual de uma temperatura é contraditória com a prespectiva do "global".
Continuo a ter (muitas)dúvidas que do ponto de vista "global" se possa afirmar por agora que 2009 "foi mais um ano quente".
A afirmação só faz sentido se for feita em termos comparativos
11 de Janeiro de 2010 19:12
Manuel disse...
Apenas com humor e muito respeito uma referência ao Ferreira Fernandes hoje no DN
Uma espécie de humor frio
Ele bem podia voltar cá por um bocadinho para se tranquilizar por não ter partido demasiado cedo. Art Buchwald (1925-2007), humorista americano, morreu vai fazer para a semana três anos. No dia seguinte a ter morrido, apareceu um vídeo dele no jornal The New York Times, onde dizia, olhando-nos nos olhos: "Olá, sou Art Buchwald. Acabo de morrer." Ele andava há meses com uma doença terminal e quis partir assim, soberbo e com uma gargalhada. Acabara de publicar um livro intitulado, apesar dos seus 81 anos, Too Soon to Say Goodbye (Demasiado Cedo para Dizer Adeus). Morreu - escreveu - com um ressentimento: "Lamento não vir a conhecer esse tal aquecimento global." Em Lisboa, na semana em que ele morreu, a máxima foi de 16º. No domingo passado, na mesma Lisboa, o termómetro não passou dos 5º. Teria sido simpático a nossa Câmara convidar Buchwald e teria sido bom ele poder ter-nos visitado. De sobretudo e cachecol. Voltaria lá para o assento etéreo, para reatar a conversa com Mark Twain, outro humorista americano (é, os humoristas, no Céu, não encontram virgens, só colegas): "Sabes, afinal não perdi nada. Aquilo aquece coisa nenhuma", diria Buchwald. Talvez Twain lhe respondesse: "As notícias da morte do frio são manifestamente exageradas."
Uma espécie de humor frio

Ele bem podia voltar cá por um bocadinho para se tranquilizar por não ter partido demasiado cedo. Art Buchwald (1925-2007), humorista americano, morreu vai fazer para a semana três anos. No dia seguinte a ter morrido, apareceu um vídeo dele no jornal The New York Times, onde dizia, olhando-nos nos olhos: "Olá, sou Art Buchwald. Acabo de morrer." Ele andava há meses com uma doença terminal e quis partir assim, soberbo e com uma gargalhada. Acabara de publicar um livro intitulado, apesar dos seus 81 anos, Too Soon to Say Goodbye (Demasiado Cedo para Dizer Adeus). Morreu - escreveu - com um ressentimento: "Lamento não vir a conhecer esse tal aquecimento global." Em Lisboa, na semana em que ele morreu, a máxima foi de 16º. No domingo passado, na mesma Lisboa, o termómetro não passou dos 5º. Teria sido simpático a nossa Câmara convidar Buchwald e teria sido bom ele poder ter-nos visitado. De sobretudo e cachecol. Voltaria lá para o assento etéreo, para reatar a conversa com Mark Twain, outro humorista americano (é, os humoristas, no Céu, não encontram virgens, só colegas): "Sabes, afinal não perdi nada. Aquilo aquece coisa nenhuma", diria Buchwald. Talvez Twain lhe respondesse: "As notícias da morte do frio são manifestamente exageradas."
Hoje no DN
Reforma
Reformei-me a partir do dia 4 de Janeiro.
A coisa foi rápida por a DPE deu por adquirido que já tinha o tempo todo.
Decidi quase na hora. Afinal estava farto daquilo, não me apetecia meter-me noutro projecto que estava quase a começar e cada vez me custava mais ir trabalhar.
Dez dias depois continuo com alguma sensção de vazio que não sei explicar bem.
Sinto falta de qualquer coisa indefinida. É um facto que passei lá mais bons momentos que maus, as pessoas apreciavam-me, acho que mais pessoal que profissionalmente, devido ao prestigio adquirido.
Do ponto de vista financeiro quando me reformar vou ficar practicamente na mesma mas na préreforma vou perder algum. Só quando receber o primeiro ordenado vou perceber quanto.
De qualquer forma os dias correm tranquilos. Curiosamente estou a ler menos do que lia. Muito tempo na Net(demasiado). Vou ter agora tempo para escrever neste blog inclusivé recuperar alguns textos que estão guardados.
A ida para Monsanto fica por enquanto adiada. A Mara está com medo que eu vá. Vou adoptar a estratégia de ir cada vez mais frequentemente até ela se habituar.
Também é um facto que das últimas vezes que fui sózinho aquilo não me deu o gozo de outros tempos. A ver.
A coisa foi rápida por a DPE deu por adquirido que já tinha o tempo todo.
Decidi quase na hora. Afinal estava farto daquilo, não me apetecia meter-me noutro projecto que estava quase a começar e cada vez me custava mais ir trabalhar.
Dez dias depois continuo com alguma sensção de vazio que não sei explicar bem.
Sinto falta de qualquer coisa indefinida. É um facto que passei lá mais bons momentos que maus, as pessoas apreciavam-me, acho que mais pessoal que profissionalmente, devido ao prestigio adquirido.
Do ponto de vista financeiro quando me reformar vou ficar practicamente na mesma mas na préreforma vou perder algum. Só quando receber o primeiro ordenado vou perceber quanto.
De qualquer forma os dias correm tranquilos. Curiosamente estou a ler menos do que lia. Muito tempo na Net(demasiado). Vou ter agora tempo para escrever neste blog inclusivé recuperar alguns textos que estão guardados.
A ida para Monsanto fica por enquanto adiada. A Mara está com medo que eu vá. Vou adoptar a estratégia de ir cada vez mais frequentemente até ela se habituar.
Também é um facto que das últimas vezes que fui sózinho aquilo não me deu o gozo de outros tempos. A ver.
2009/02/11
2009/01/05
Polémica 2009
O objectivo era mesmo e só desabafar.
O que tu escreves é o que tu pensas (nunca o interpretei de outra forma). O que escreves eu também o penso. Eu não estava era a referir-me à da evolução da humanidade, não falava em descrédito pela humanidade e não falava em regressões nem avanços. Eu não me preocupo se a humanidade está mais evoluída hoje do que ontem. Esse exercício é dificílimo e complexo demais para mim. Posso pelo meu bom senso pensar que: concordo contigo. (Sabendo eu que o bom senso muitas vezes se engana! Senão o sol girava à volta da terra.). Espero que este mal entendido, gerado pela não conclusão e pela falta de conteúdo substantivo do meu texto esteja esclarecido.
"Muitos homens acreditaram que estavam a tomar a atitude mais correcta só fizeram foi merda." Limitei-me a escrever o único senão de uma frase que é escrita como uma verdade, nada mais, de resto estamos de acordo. A contagem que sugeres não me leva a lado nenhum. Muito homens e mulheres fizeram tanto bem como mal na sua vida. É uma das características que faz os humanos diferentes do resto do mundo animal, essa capacidade de sermos contraditórios nas nossas acções e sentimentos, a capacidade de gerar ódio e Amor pelo mesmo objecto. Somos complexos demais para tal contagem…
O desabafo que tive é motivado por um sentimento de desilusão que sinto desde há muito. Vou tentar muito sinteticamente explicar, temo não o conseguir sem suporte a imagens, filmes, documentários, livros, para completarem o conteúdo com a substância que quero, mas sabendo eu que o receptor és tu pode ser que com o teu próprio conteúdo possas completar o que falta. Afinal já diz o povo que para “bom entendedor meia palavra basta”.
O escrito pode se chamar…
Desilusão
Eu fico desiludido quando vejo sociedades, instituições, empresas, pessoas que se entendem e entendemos como evoluídas, que tiveram acesso a educação, que em discurso defendem a equidade, que compreendem a importância da ética e deontologia das suas profissões…e que levados por motivos que podem ir desde o interesse pessoal, ao lucro da instituição que representam, serem levados a desrespeitar seres humanos, instituições e direitos que foram ganhos muitas vezes com o sacrifício de muitas vidas…
Por exemplo:
A sub-contratação nos países sub-desenvolvidos:
Do ponto vista de um economista isto é muito bom. Atrai investimento; dá postos de trabalho; o empregado por pouco salário que seja é melhor que não o ter e comer o arroz que tira da terra, ajuda a sociedade precária a sair do estado de sub-desenvolvimento. Do ponto de vista do gestor é igualmente bom, baixa os custos, downsizing…
O meu ponto de vista é humanista: as empresas na maioria das vezes “têm” valores que fazem toda a pompa em comunicar, (solidariedade, responsabilidade social, modernidade…). Enquanto instituição comunicam e afirmam aos seus consumidores certos atributos que os condicionam na sua acção (uma questão de coerência com os valores que assumem) Como tal, situações que vão contra os direitos humanos, direitos do trabalhador…( há muitas situações, neste momento vem-me muitas imagens, muitas geografias, várias empresas, vários ditadores…é triste, fazem-me chorar, enfim…), situações que vão contra toda a comunicação que essas empresas afirmam ao público tornando-se ou criminosas ou incoerentes com a sua própria palavra. O meu ponto de vista é o Humano e eu adoro este ser. Mas como disse gero sentimentos complexos e contraditórios em relação ao mesmo “objecto”. O economista tem razão e o gestor também mas eu dou ênfase a que na base da mudança dos meios de produção não está nenhuma intenção altruísta de ajudar o mundo, está simplesmente o objectivo de baixar custos, aumentar os lucros…
As marcas quando exploradas e interrogadas como eu as interrogo, dão numa lista considerável de informação a consumir. Eu desde que iniciei o meu curso que fui obrigado a conhecer a fundo as Marcas. As Marcas, levaram-me a muitos textos, que me aguçaram a curiosidade, sublinhei esses textos, que me levaram a muitos escritos (esta dos escritos retirei do texto que não me irritou apenas) documentários, livros, etc… depois do primeiro texto vão 7 anos de investigação que me ajudou a confrontar-me com imagens, discursos na primeira pessoa que originaram em mim algumas conclusões e principalmente sentimentos de desilusão, não com a humanidade mas para com situações e pessoas concretas.
Perceber que mais que uma empresa ou um simples nome, uma Marca pode ser tudo, desde uma pessoa, a uma música, um desporto, um país, sendo que, a maior parte são empresas com fim lucrativo. O que os Marketeers perceberam foi que: mais que um nome, país, empresa, uma marca deve ser compreendida como uma pessoa ou seja uma entidade com valores e personalidade. Simplesmente porque perceberam que o famoso target, identificando o tipo de valores que a marca representa na sociedade e percebendo que esses valores são os que possui ou ambiciona possuir geram nele um sentimento de identificação e também (como somos seres sociais que somos) a noção que os outros consumidores vão percepcioná-lo e conotá-lo com aquele tipo de atributos e características Logo, nós compramos x ou y para puxar para nós certos valores e transmitir aos outros o que somos. Se usarmos um pólo lacoste, um Mercedes e um I-phone somos uma pessoa de certo tipo social, personalidade, valores, etc...se usar um nokia, uma t-shirt Nike, e um Jeep sou outra… não é uma verdade absoluta á muita gente que compra ainda pela qualidade…mas para este texto não importa ir por aí.
Cada Marca, seja uma instituição, uma empresa, uma pessoa ou um país quando pensada gera em nós uma quantidade de associações que podem ser: características de personalidade, valores, atributos etc.
Se pedirmos a um grupo de pessoas para pensar na marca Alemanha por exemplo virá á sua cabeça uma quantidade de atributos qualidades e defeitos muito diferente da marca Brasil.
Importa agora distinguir que as marcas País são o que são, fruto de um percurso que não foi pensado, foi o somatório de muitas coisas que a conotaram com diversas características, de este modo estas marcas não desenvolveram uma estratégia para se posicionar na nossa mente, são marcas “ingénuas” (agora, os países já perceberam que são marcas e alguns já desenvolvem estratégias de comunicação para os posicionar na mente dos estrangeiros como país com determinadas características e para quê? Para atrair ou turistas ou investimento…).
O marketing está em tudo até no penteado do político. Sendo a missão do Marketing “perceber uma necessidade e satisfazê-la” se o guru que está por trás da campanha do Político de Direita disser que ele deve crescer a barba (aparada) porque está conotado com pessoas conservadoras ele aparece de barba aparada. Se for o mesmo guru, mas o candidato de esquerda, ele dirá: podes deixar crescer a barba mas não a apares. Porque uma barba assim, é mais á Che, Marx, mais Avante,e ele assim aparece. Nós observamos, identificamo-nos e compramos. (Exemplo puramente académico) Eu compreendo que o Marketing esteja na política mas não concordo que ele lá esteja (este dá outro escrito)
As Marcas na sua maior parte são cínicas e comunicam os valores que sabem previamente ser iguais ao dos consumidores que as vão comprar. Tudo o que é dito em forma de publicidade, comunicado de imprensa, tudo é pensado ao detalhe, o que sai sem ser pensado é o que foi fruto de uma notícia. As notícias como tu questionaste e bem ao Fernandes, são escolhidas mediante diversas premissas. Actualidade, interesse do público, impacto, blá, blá, não numa lógica deontológica (perfeitamente regrada e escrita) como deveria ser, simplesmente porque os jornais são empresas, logo esperam gerar lucro. (esta também dá outro texto extenso como estou a adivinhar que este vai ser). Tu estás certo, o Fernandes sabe que estás certo, o Administrador sabe que estás certo, mas quem faz a escolha é o lucro, a venda, a competitividade e a quota de mercado. Logo O Katrina é mais importante que o…
Como tu referes e bem no teu texto a humanidade não é um todo, é muitos, é a soma de muitas partes. Umas muito evoluídas, outras infelizmente muito atrasadas. Se a parte que teve a sua educação, crescimento numa sociedade atrasada comete atrocidades contra o ser humano, porque ainda não evoluiu o suficiente para perceber ou atribuir o valor de cada ser humano, nem compreender a importância da Convenção de Genébra, dos direitos do Homem, dos direitas da criança, dos direitos do trabalhador, eu percebo e compreendo que seja menos criticável. O que eu não compreendo e crítico, e é isso a origem do desabafo, é quando estas ofensas e crimes vêm de partes que são educadas, jogam golfe, usam colarinho branco…importa agora que se perceba que uma marca ou empresa é uma estrutura composta por várias pessoas, algumas, como os administradores (interessam mais porque são os decidem) passam por lá, mas não são de lá, assim como estas empresas não são dum sítio são entidades supra nacionais. Os accionistas não decidem, esperam o lucro. São os donos mas não decidem. Sei que esta frase tem muito que se lhe diga. (porque será que a Sonangol accionista de uma data de Bancos em Angola, outros temas que no fundo são o mesmo “ já dizia o outro que “na ciência, tudo está relacionado com tudo”) mas que para efeitos jurídicos e mediáticos serve. Quem tem culpa no BPN? Só ouço falar dos administradores, os coitadinhos dos accionistas só perderam dinheiro…
O que quero fazer provar é que é muito difícil de entregar uma culpa e é difícil que os colaboradores sintam uma culpa. Esta é diluída por toda a instituição. Percebo que haja muitas pessoas que são responsáveis por atrocidades que nem elas têm consciência ou noção do que as suas acções irão provocar.
Um exemplo prático: Aqui na DCM um grupo de trabalho discutia como comunicar a certo target de forma a aumentar a adesão ao crédito. Depois da crise do sub-prime, depois de debates que apontavam os bancos como importantes na educação financeira da sociedade e que os apontavam como responsáveis pela crise por estarem a comunicar e incentivar ao crédito constantemente…tendo estas pessoas a perfeita noção do que falo atrás, utilizaram ao máximo a sua inteligência para arranjar novas formas de incentivar ao crédito. O curioso é que não se sentem minimamente responsabilizadas ou culpadas com a situação grave que poderá nascer da sua acção, e porquê? Porque estão a responder a uma autoridade. Foi provado por psicólogos em experiência, que o ser humano quando mandado por uma autoridade é capaz das maiores atrocidades, simplesmente porque não foi ele que o decidiu fazer, foi uma AUTORIDADE (Posso descrever a experiência noutro texto). E o jogo do follow the leader como tu afirmas está no chamado consciente colectivo do ser humano. Desde que somos homens que há líderes…ainda em macacos já tínhamos líderes. E que remédio têm essas pessoas senão procurar soluções para vender crédito, estão no seu trabalho, o que vão fazer? Dizer estas razões ao seu chefe! Claro que não o fazem! Primeiro o seu ao fim do mês, a sua família os eu conforto, bem estar… O que eu digo e os psicólogos dizem é que o sentimento de culpa e responsabilização nem sequer é gerado porque existe a AUTORIDADE.
Se a instituição fizer merda esta também não sente culpa, afinal ela não é um humano é composta por humanos, como os humanos colaboradores não geram culpa porque foram mandados pela autoridade; como essa autoridade muitas vezes é demasiado poderosa economicamente, com muitos conhecimentos políticos e favores devidos e pensando na hierarquia de poderes… é difícil ser julgado. Muito menos se tiver importunado pessoas sem capacidade de se fazer ouvir, logo, estamos perante um longo encadeamento viciado onde ninguém tem culpa.
Muitas empresas são coniventes com diversos estados corruptos, ditatoriais... escapam-se à crítica e aos media através dos imensos gabinetes de relações públicas que têm omitindo os factos, escondem-se atrás da teoria económica que prova que o investimento estrangeiro traz ao país, (verdade em teoria) conseguem esconder-se porque sabem que os jornais não fazem notícia de coisas que são bombas do outro lado da cidade. E sabem que a maior parte das pessoas não se acham capazes de mudar o mundo, aliás não querem mudar o mundo, querem é mudar o sofá da sala.
Importa agora pensar, qual o retorno que algumas empresas entregam ao país que as acolhe? Aquele que lhes possibilita lucros ou pela mão de obra barata ou pela exploração das suas riquezas naturais. Qual a medida a proporção que é dada á sociedade/local vs o lucro gerado.
Poderão dizer: O que a empresa pode fazer se o estado daquele país é gerido por um indivíduo ou indivíduos corruptos? A empresa não pode fazer nada? Dá o dinheiro ele mete no bolso. Mentira e das grandes? Pode e muito. Pode se for consciente como o afirma na sua comunicação e os que mandam perceberem que só têm aquele investimento no seu país caso façam cumprir algumas regras, aposto que essas pessoas (que só fazem coisas se lhes tocar no bolso) as fazem na hora. O facto é que muitas vezes acontece o contrário, exactamente o contrário. Ouve alguém que disse que “o terceiro mundo existe para o conforto do primeiro”. É neste ponto que gostaria de introduzir a importância política que as Marcas têm hoje em dia. Como sabemos há três poderes: Económico, político/jurídico e religioso. O poder económico é o mais poderoso nos tempos que correm. Das 25 maiores economias do Mundo uma dezena são empresas.
É este o poder que certas empresas têm no mundo. Se forem entidades, com falsos valores, com o propósito de gerar lucro, com responsabilidades diluídas, podem se tornar entidades perigosas para o nosso bem estar geral. Se for verdade que o terceiro mundo existe em prol do primeiro, (frase que eu procuro contradizer desde há uns anos, mas cada vez mais me vejo obrigado a concordar), então, estas empresas vão continuar a querer um terceiro mundo e pouco vão fazer para mudá-lo, afinal o seu propósito é gerar lucro, isto era verdade até se auto intitularem “pessoas” com fortes acções de filantropia o que as obriga a no mínimo ser coerentes com o que dizem que são.
O que me custa e me importuna é as atitudes e actos versus os valores comunicados e conotados com os emissores, é só isto. Eu também tenho actos ás vezes incoerentes com aquilo que digo ser, quando os tenha sinto-me mal, quanto maior for impacto de má atitude, mais mal me sinto. Pois bem, sinto que há mais psicopatas (leia-se pessoas incapazes de gerar sentimentos, pessoas que quando o seu cérebro investigado, gera exactamente o mesmo sentimento quando lhe é dito as palavras: coelho ou violação) do que aquilo que imaginamos e há muitos que andam de colarinho branco.
Custa-me me ver que na base de todas estas informações que vou consumindo está o lucro. Custa-me porque: Seguindo raciocínio do cientista que tudo está relacionado com tudo, como de facto está, ou que o bater de asas de uma borboleta no oriente provoca um… Estando a acção política sujeita ao poder económico. Estando os países numa lógica de crescimento e competitividade. Estando o homem na busca intemporal do bem estar e conforto, vão-se adiando ou fechando os olhos a muitas políticas que devem ser implementadas.
Por exemplo:
Durão Barroso no discurso que fez numa sessão que tinha como grande pasta a discutir o ambiente e as políticas ambientais, tornou-se vítima dos acontecimentos da crise sub prime que tinha acabado de rebentar, o Durão começou o discurso que não consigo proferir literalmente mas que era algo deste género.
Apesar de estarmos todos neste momento preocupados e absorvidos com a resolução deste problema que pode influenciar milhões de pessoas não podemos descurar as políticas ambientais, pois podem a médio prazo influenciar muitas mais…facilmente se conclui a escala de valores da actualidade e a dificuldade do poder político face ao poder económico. E de facto ouve um desinvestimento nesta pasta. Isto, de facto, preocupa-me muito, porque todos os cientistas e biólogos afirmam que a bio-diversidade está em risco, as mudanças climáticas são duvidosas e por provar, o aumento das temperatura está por provar, mas os números de espécies em vias de extinção é assustador, e aumenta de ano para ano. Estamos à beira de uma crise sem precedentes e vítimas de tudo o que tentei explicar, atrás vítimas de nós, da nossa postura, da expectativa que temos para a nossa vida, da nossa cultura competitiva e consumista, e vítimas de uma culpa sem cara... E isto tem a ver com tudo porque:
Um cientista que não me recorda o nome num documentário da BBC e que não consigo reproduzir literalmente, disse. O mundo desenvolvido que se mostra altamente preocupado com as espécies, com o ambiente, com as florestas… não percebe que na origem desta desgraça está o mal estar do ser humano autóctone. Como posso eu explicar que não se pode matar gorilas no Congo quando aquelas pessoas os matam para terem dinheiro para viver e comer.
Como posso alertar e convencer pessoas que estão em habitações precárias no meio da selva que não devem matar os leões, quando estes para além de serem uma ameaça para a sua família, são uma fonte de dinheiro e uma hipótese de pôr comida á frente dos filhos, como posso criar uma consciência ambiental se essas pessoas não têm educação… primeiro cuidem de cuidar dos homens dos países onde estas espécies habitam e vão ver que muitos dos problemas deixam de existir. Sabemos nós que a maior parte da Bio-diversidade se encontra em países muito mal economicamente e em estados evolutivos ainda muito precários. Mesmo nós, tínhamos lobos, tínhamos! Apontam o dedo aos do Congo, manquem-se.
Uma analogia de outro cientista do mesmo documentário:
A bio-diversidade é um muro, cada pequeno tijolo é uma espécie. Podemos ir tirando uns quantos tijolos que a parede não cai mas se continuarmos a retirar muitos mais, toda a parede vai ruir.
Quem teve aquários sabe que a diferença de dois graus pode significar a morte de todos os peixes daquele mini habitat. Quem nunca teve hipótese de ter um simplesmente interpreta os dois graus como o seu corpo os sente. Dois graus de diferença não é nada! A minha desilusão vem deste exercício. O exercício que eu gostava que todos tivessem hipótese de sentir. O exercício que me desilude, porque sou um ser sensível capaz de sentir os outros humanos ou animais. Desiludido apetece-me gritar aos não são capazes de sentir os que são da mesma espécie. Façamos o exercício sentindo a peles dos outros, seja dos peixes, seja dos Quenianos, dos Sudaneses ou do vizinho. Estou desiludido porque esperava mais de certas pessoas, instituições e empresas que pertencem a mundos desenvolvidos, com informação, com bases éticas… estou desiludido que esperava erradamente que certas pessoas nunca conseguiriam ultrapassar ou melhor passar por cima do seu próprio eu, por cima de tudo o que sabem como correcto, em nome de uma autoridade, em nome do lucro, em nome de sei lá eu o quê. Eu estou desiludido porque esperava mais. E acontecem umas atrás de outras, provas e mais provas …a minha desilusão é descabida porque eu é que analisei e conclui mal o bicho homem. Há muitos exemplos que me desiludiram, abaixo escrevo o que me desiludiu mais neste contexto, desiludiu-me porque dele extrapolei muita coisa , e foi através dele e da investigação sobre o mundo empresarial e o impacto que tem nas nossas vidas que de facto há muitos homens que não prestam que só pensam no seu bem estar e conforto e que são capazes das maiores atrocidades apenas para satisfazer essa intemporal necessidade. Desiludo-me porque pensava e ainda penso que a educação e o avanço das sociedades entregava a todos os homens outros pesos na sua balança…
Esta foi a grande mentira vivida, em directo no dia, para muitos passou, para mim não. Podem falar dos motivos a ou b desta guerra, também me importa, mas que ela nasceu de uma mentira nasceu e isso desilude-me.
Mentira na ONU na pessoa de Colin Powel representando o governo dos E.U.A. justificando a guerra no Iraque. Importa-me isolar este acto histórico. A guerra pode ser pelo petróleo, pela geo-estratégia, por vingança do Pai Bush, por isto, aquilo ou aqueloutro, seja qual o motivo interessa-me, mas noutro texto não neste. Como pode um governo do país E.U.A em alinhamento com o governo de Blair manipular provas para alavancar uma guerra? Como é que isto é possível em pleno séc: XXI? Que se aproveitem da queda das torres para ter o aval da sua população para abrir ofensivas militares em alguns países que estão conotados com o terrorismo já é mau. Mas terem o desplante de forjar provas e mentir em plena sala da ONU é para mim o supra-sumo de todas as mentiras que vivi. (das provadas claro! Que há outras que sinto como falácia mas senão há provas, não as há) Importa-me porque desautorizou aquela que é das mais belas instituições que o homem originou… importa-me porque a partir da prova desta manipulação conclui que todas e muitas outras torias da conspiração ganham um sentido maior…importa-me porque segundo informação que recebi o General Powell estava contra esta acção e na mesma fez parte dela porque a AUTORIDADE o mandoum e porque ele estava demasiado envolvido, afinal é o Gen. Powell naõ podia dar numa de Ali.
O Muhamad Ali disse: essa guerra não é minha eu não vou. Gostava que fossemos todos assim…mas a balança tem muitos pesos, muitos mais que eu pensava existirem
A Salazarofilia fica ou da Salazorofobia fica para outro texto. Fecho este imenso desabafo que não pretende ser nada, pretende ser apenas ser aquilo que é: A forma como eu interpreto as coisas. Muitas coisas ficaram por dizer, principalmente factuais, mas que eu espero, como dito atrás que tenhas essas imagens na cabeça e que consigas sentir o que falo. Eu não odeio o ser humano eu amo o ser humano é por isso que me revolto e me desiludo, simplesmente não suporto as injustiças que vou vendo. Eu acredito no Robin dos Bosques, eu acredito que os mais fortes devem proteger os mais fracos, que os mais velhos devem ensinar os mais novos e que os que vêm mais que os outros lhes batam no ombro e nos mostrem o caminho. Por esta última frase te agradeço, porque me bateste muitas vezes no ombro e me mostraste o caminho, sem nunca e me teres levado pela mão, dando-me liberdade de apalpar e provar o meu caminho pelos meus passos, sentidos e razão. Obrigado, Pai.
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando pessoa o homem que fez o exercício de sentir os outros e teve capacidade de escrever a experiência, eu tento sentir como ele, escrever a experiência é que vai ser impossível
O que tu escreves é o que tu pensas (nunca o interpretei de outra forma). O que escreves eu também o penso. Eu não estava era a referir-me à da evolução da humanidade, não falava em descrédito pela humanidade e não falava em regressões nem avanços. Eu não me preocupo se a humanidade está mais evoluída hoje do que ontem. Esse exercício é dificílimo e complexo demais para mim. Posso pelo meu bom senso pensar que: concordo contigo. (Sabendo eu que o bom senso muitas vezes se engana! Senão o sol girava à volta da terra.). Espero que este mal entendido, gerado pela não conclusão e pela falta de conteúdo substantivo do meu texto esteja esclarecido.
"Muitos homens acreditaram que estavam a tomar a atitude mais correcta só fizeram foi merda." Limitei-me a escrever o único senão de uma frase que é escrita como uma verdade, nada mais, de resto estamos de acordo. A contagem que sugeres não me leva a lado nenhum. Muito homens e mulheres fizeram tanto bem como mal na sua vida. É uma das características que faz os humanos diferentes do resto do mundo animal, essa capacidade de sermos contraditórios nas nossas acções e sentimentos, a capacidade de gerar ódio e Amor pelo mesmo objecto. Somos complexos demais para tal contagem…
O desabafo que tive é motivado por um sentimento de desilusão que sinto desde há muito. Vou tentar muito sinteticamente explicar, temo não o conseguir sem suporte a imagens, filmes, documentários, livros, para completarem o conteúdo com a substância que quero, mas sabendo eu que o receptor és tu pode ser que com o teu próprio conteúdo possas completar o que falta. Afinal já diz o povo que para “bom entendedor meia palavra basta”.
O escrito pode se chamar…
Desilusão
Eu fico desiludido quando vejo sociedades, instituições, empresas, pessoas que se entendem e entendemos como evoluídas, que tiveram acesso a educação, que em discurso defendem a equidade, que compreendem a importância da ética e deontologia das suas profissões…e que levados por motivos que podem ir desde o interesse pessoal, ao lucro da instituição que representam, serem levados a desrespeitar seres humanos, instituições e direitos que foram ganhos muitas vezes com o sacrifício de muitas vidas…
Por exemplo:
A sub-contratação nos países sub-desenvolvidos:
Do ponto vista de um economista isto é muito bom. Atrai investimento; dá postos de trabalho; o empregado por pouco salário que seja é melhor que não o ter e comer o arroz que tira da terra, ajuda a sociedade precária a sair do estado de sub-desenvolvimento. Do ponto de vista do gestor é igualmente bom, baixa os custos, downsizing…
O meu ponto de vista é humanista: as empresas na maioria das vezes “têm” valores que fazem toda a pompa em comunicar, (solidariedade, responsabilidade social, modernidade…). Enquanto instituição comunicam e afirmam aos seus consumidores certos atributos que os condicionam na sua acção (uma questão de coerência com os valores que assumem) Como tal, situações que vão contra os direitos humanos, direitos do trabalhador…( há muitas situações, neste momento vem-me muitas imagens, muitas geografias, várias empresas, vários ditadores…é triste, fazem-me chorar, enfim…), situações que vão contra toda a comunicação que essas empresas afirmam ao público tornando-se ou criminosas ou incoerentes com a sua própria palavra. O meu ponto de vista é o Humano e eu adoro este ser. Mas como disse gero sentimentos complexos e contraditórios em relação ao mesmo “objecto”. O economista tem razão e o gestor também mas eu dou ênfase a que na base da mudança dos meios de produção não está nenhuma intenção altruísta de ajudar o mundo, está simplesmente o objectivo de baixar custos, aumentar os lucros…
As marcas quando exploradas e interrogadas como eu as interrogo, dão numa lista considerável de informação a consumir. Eu desde que iniciei o meu curso que fui obrigado a conhecer a fundo as Marcas. As Marcas, levaram-me a muitos textos, que me aguçaram a curiosidade, sublinhei esses textos, que me levaram a muitos escritos (esta dos escritos retirei do texto que não me irritou apenas) documentários, livros, etc… depois do primeiro texto vão 7 anos de investigação que me ajudou a confrontar-me com imagens, discursos na primeira pessoa que originaram em mim algumas conclusões e principalmente sentimentos de desilusão, não com a humanidade mas para com situações e pessoas concretas.
Perceber que mais que uma empresa ou um simples nome, uma Marca pode ser tudo, desde uma pessoa, a uma música, um desporto, um país, sendo que, a maior parte são empresas com fim lucrativo. O que os Marketeers perceberam foi que: mais que um nome, país, empresa, uma marca deve ser compreendida como uma pessoa ou seja uma entidade com valores e personalidade. Simplesmente porque perceberam que o famoso target, identificando o tipo de valores que a marca representa na sociedade e percebendo que esses valores são os que possui ou ambiciona possuir geram nele um sentimento de identificação e também (como somos seres sociais que somos) a noção que os outros consumidores vão percepcioná-lo e conotá-lo com aquele tipo de atributos e características Logo, nós compramos x ou y para puxar para nós certos valores e transmitir aos outros o que somos. Se usarmos um pólo lacoste, um Mercedes e um I-phone somos uma pessoa de certo tipo social, personalidade, valores, etc...se usar um nokia, uma t-shirt Nike, e um Jeep sou outra… não é uma verdade absoluta á muita gente que compra ainda pela qualidade…mas para este texto não importa ir por aí.
Cada Marca, seja uma instituição, uma empresa, uma pessoa ou um país quando pensada gera em nós uma quantidade de associações que podem ser: características de personalidade, valores, atributos etc.
Se pedirmos a um grupo de pessoas para pensar na marca Alemanha por exemplo virá á sua cabeça uma quantidade de atributos qualidades e defeitos muito diferente da marca Brasil.
Importa agora distinguir que as marcas País são o que são, fruto de um percurso que não foi pensado, foi o somatório de muitas coisas que a conotaram com diversas características, de este modo estas marcas não desenvolveram uma estratégia para se posicionar na nossa mente, são marcas “ingénuas” (agora, os países já perceberam que são marcas e alguns já desenvolvem estratégias de comunicação para os posicionar na mente dos estrangeiros como país com determinadas características e para quê? Para atrair ou turistas ou investimento…).
O marketing está em tudo até no penteado do político. Sendo a missão do Marketing “perceber uma necessidade e satisfazê-la” se o guru que está por trás da campanha do Político de Direita disser que ele deve crescer a barba (aparada) porque está conotado com pessoas conservadoras ele aparece de barba aparada. Se for o mesmo guru, mas o candidato de esquerda, ele dirá: podes deixar crescer a barba mas não a apares. Porque uma barba assim, é mais á Che, Marx, mais Avante,e ele assim aparece. Nós observamos, identificamo-nos e compramos. (Exemplo puramente académico) Eu compreendo que o Marketing esteja na política mas não concordo que ele lá esteja (este dá outro escrito)
As Marcas na sua maior parte são cínicas e comunicam os valores que sabem previamente ser iguais ao dos consumidores que as vão comprar. Tudo o que é dito em forma de publicidade, comunicado de imprensa, tudo é pensado ao detalhe, o que sai sem ser pensado é o que foi fruto de uma notícia. As notícias como tu questionaste e bem ao Fernandes, são escolhidas mediante diversas premissas. Actualidade, interesse do público, impacto, blá, blá, não numa lógica deontológica (perfeitamente regrada e escrita) como deveria ser, simplesmente porque os jornais são empresas, logo esperam gerar lucro. (esta também dá outro texto extenso como estou a adivinhar que este vai ser). Tu estás certo, o Fernandes sabe que estás certo, o Administrador sabe que estás certo, mas quem faz a escolha é o lucro, a venda, a competitividade e a quota de mercado. Logo O Katrina é mais importante que o…
Como tu referes e bem no teu texto a humanidade não é um todo, é muitos, é a soma de muitas partes. Umas muito evoluídas, outras infelizmente muito atrasadas. Se a parte que teve a sua educação, crescimento numa sociedade atrasada comete atrocidades contra o ser humano, porque ainda não evoluiu o suficiente para perceber ou atribuir o valor de cada ser humano, nem compreender a importância da Convenção de Genébra, dos direitos do Homem, dos direitas da criança, dos direitos do trabalhador, eu percebo e compreendo que seja menos criticável. O que eu não compreendo e crítico, e é isso a origem do desabafo, é quando estas ofensas e crimes vêm de partes que são educadas, jogam golfe, usam colarinho branco…importa agora que se perceba que uma marca ou empresa é uma estrutura composta por várias pessoas, algumas, como os administradores (interessam mais porque são os decidem) passam por lá, mas não são de lá, assim como estas empresas não são dum sítio são entidades supra nacionais. Os accionistas não decidem, esperam o lucro. São os donos mas não decidem. Sei que esta frase tem muito que se lhe diga. (porque será que a Sonangol accionista de uma data de Bancos em Angola, outros temas que no fundo são o mesmo “ já dizia o outro que “na ciência, tudo está relacionado com tudo”) mas que para efeitos jurídicos e mediáticos serve. Quem tem culpa no BPN? Só ouço falar dos administradores, os coitadinhos dos accionistas só perderam dinheiro…
O que quero fazer provar é que é muito difícil de entregar uma culpa e é difícil que os colaboradores sintam uma culpa. Esta é diluída por toda a instituição. Percebo que haja muitas pessoas que são responsáveis por atrocidades que nem elas têm consciência ou noção do que as suas acções irão provocar.
Um exemplo prático: Aqui na DCM um grupo de trabalho discutia como comunicar a certo target de forma a aumentar a adesão ao crédito. Depois da crise do sub-prime, depois de debates que apontavam os bancos como importantes na educação financeira da sociedade e que os apontavam como responsáveis pela crise por estarem a comunicar e incentivar ao crédito constantemente…tendo estas pessoas a perfeita noção do que falo atrás, utilizaram ao máximo a sua inteligência para arranjar novas formas de incentivar ao crédito. O curioso é que não se sentem minimamente responsabilizadas ou culpadas com a situação grave que poderá nascer da sua acção, e porquê? Porque estão a responder a uma autoridade. Foi provado por psicólogos em experiência, que o ser humano quando mandado por uma autoridade é capaz das maiores atrocidades, simplesmente porque não foi ele que o decidiu fazer, foi uma AUTORIDADE (Posso descrever a experiência noutro texto). E o jogo do follow the leader como tu afirmas está no chamado consciente colectivo do ser humano. Desde que somos homens que há líderes…ainda em macacos já tínhamos líderes. E que remédio têm essas pessoas senão procurar soluções para vender crédito, estão no seu trabalho, o que vão fazer? Dizer estas razões ao seu chefe! Claro que não o fazem! Primeiro o seu ao fim do mês, a sua família os eu conforto, bem estar… O que eu digo e os psicólogos dizem é que o sentimento de culpa e responsabilização nem sequer é gerado porque existe a AUTORIDADE.
Se a instituição fizer merda esta também não sente culpa, afinal ela não é um humano é composta por humanos, como os humanos colaboradores não geram culpa porque foram mandados pela autoridade; como essa autoridade muitas vezes é demasiado poderosa economicamente, com muitos conhecimentos políticos e favores devidos e pensando na hierarquia de poderes… é difícil ser julgado. Muito menos se tiver importunado pessoas sem capacidade de se fazer ouvir, logo, estamos perante um longo encadeamento viciado onde ninguém tem culpa.
Muitas empresas são coniventes com diversos estados corruptos, ditatoriais... escapam-se à crítica e aos media através dos imensos gabinetes de relações públicas que têm omitindo os factos, escondem-se atrás da teoria económica que prova que o investimento estrangeiro traz ao país, (verdade em teoria) conseguem esconder-se porque sabem que os jornais não fazem notícia de coisas que são bombas do outro lado da cidade. E sabem que a maior parte das pessoas não se acham capazes de mudar o mundo, aliás não querem mudar o mundo, querem é mudar o sofá da sala.
Importa agora pensar, qual o retorno que algumas empresas entregam ao país que as acolhe? Aquele que lhes possibilita lucros ou pela mão de obra barata ou pela exploração das suas riquezas naturais. Qual a medida a proporção que é dada á sociedade/local vs o lucro gerado.
Poderão dizer: O que a empresa pode fazer se o estado daquele país é gerido por um indivíduo ou indivíduos corruptos? A empresa não pode fazer nada? Dá o dinheiro ele mete no bolso. Mentira e das grandes? Pode e muito. Pode se for consciente como o afirma na sua comunicação e os que mandam perceberem que só têm aquele investimento no seu país caso façam cumprir algumas regras, aposto que essas pessoas (que só fazem coisas se lhes tocar no bolso) as fazem na hora. O facto é que muitas vezes acontece o contrário, exactamente o contrário. Ouve alguém que disse que “o terceiro mundo existe para o conforto do primeiro”. É neste ponto que gostaria de introduzir a importância política que as Marcas têm hoje em dia. Como sabemos há três poderes: Económico, político/jurídico e religioso. O poder económico é o mais poderoso nos tempos que correm. Das 25 maiores economias do Mundo uma dezena são empresas.
É este o poder que certas empresas têm no mundo. Se forem entidades, com falsos valores, com o propósito de gerar lucro, com responsabilidades diluídas, podem se tornar entidades perigosas para o nosso bem estar geral. Se for verdade que o terceiro mundo existe em prol do primeiro, (frase que eu procuro contradizer desde há uns anos, mas cada vez mais me vejo obrigado a concordar), então, estas empresas vão continuar a querer um terceiro mundo e pouco vão fazer para mudá-lo, afinal o seu propósito é gerar lucro, isto era verdade até se auto intitularem “pessoas” com fortes acções de filantropia o que as obriga a no mínimo ser coerentes com o que dizem que são.
O que me custa e me importuna é as atitudes e actos versus os valores comunicados e conotados com os emissores, é só isto. Eu também tenho actos ás vezes incoerentes com aquilo que digo ser, quando os tenha sinto-me mal, quanto maior for impacto de má atitude, mais mal me sinto. Pois bem, sinto que há mais psicopatas (leia-se pessoas incapazes de gerar sentimentos, pessoas que quando o seu cérebro investigado, gera exactamente o mesmo sentimento quando lhe é dito as palavras: coelho ou violação) do que aquilo que imaginamos e há muitos que andam de colarinho branco.
Custa-me me ver que na base de todas estas informações que vou consumindo está o lucro. Custa-me porque: Seguindo raciocínio do cientista que tudo está relacionado com tudo, como de facto está, ou que o bater de asas de uma borboleta no oriente provoca um… Estando a acção política sujeita ao poder económico. Estando os países numa lógica de crescimento e competitividade. Estando o homem na busca intemporal do bem estar e conforto, vão-se adiando ou fechando os olhos a muitas políticas que devem ser implementadas.
Por exemplo:
Durão Barroso no discurso que fez numa sessão que tinha como grande pasta a discutir o ambiente e as políticas ambientais, tornou-se vítima dos acontecimentos da crise sub prime que tinha acabado de rebentar, o Durão começou o discurso que não consigo proferir literalmente mas que era algo deste género.
Apesar de estarmos todos neste momento preocupados e absorvidos com a resolução deste problema que pode influenciar milhões de pessoas não podemos descurar as políticas ambientais, pois podem a médio prazo influenciar muitas mais…facilmente se conclui a escala de valores da actualidade e a dificuldade do poder político face ao poder económico. E de facto ouve um desinvestimento nesta pasta. Isto, de facto, preocupa-me muito, porque todos os cientistas e biólogos afirmam que a bio-diversidade está em risco, as mudanças climáticas são duvidosas e por provar, o aumento das temperatura está por provar, mas os números de espécies em vias de extinção é assustador, e aumenta de ano para ano. Estamos à beira de uma crise sem precedentes e vítimas de tudo o que tentei explicar, atrás vítimas de nós, da nossa postura, da expectativa que temos para a nossa vida, da nossa cultura competitiva e consumista, e vítimas de uma culpa sem cara... E isto tem a ver com tudo porque:
Um cientista que não me recorda o nome num documentário da BBC e que não consigo reproduzir literalmente, disse. O mundo desenvolvido que se mostra altamente preocupado com as espécies, com o ambiente, com as florestas… não percebe que na origem desta desgraça está o mal estar do ser humano autóctone. Como posso eu explicar que não se pode matar gorilas no Congo quando aquelas pessoas os matam para terem dinheiro para viver e comer.
Como posso alertar e convencer pessoas que estão em habitações precárias no meio da selva que não devem matar os leões, quando estes para além de serem uma ameaça para a sua família, são uma fonte de dinheiro e uma hipótese de pôr comida á frente dos filhos, como posso criar uma consciência ambiental se essas pessoas não têm educação… primeiro cuidem de cuidar dos homens dos países onde estas espécies habitam e vão ver que muitos dos problemas deixam de existir. Sabemos nós que a maior parte da Bio-diversidade se encontra em países muito mal economicamente e em estados evolutivos ainda muito precários. Mesmo nós, tínhamos lobos, tínhamos! Apontam o dedo aos do Congo, manquem-se.
Uma analogia de outro cientista do mesmo documentário:
A bio-diversidade é um muro, cada pequeno tijolo é uma espécie. Podemos ir tirando uns quantos tijolos que a parede não cai mas se continuarmos a retirar muitos mais, toda a parede vai ruir.
Quem teve aquários sabe que a diferença de dois graus pode significar a morte de todos os peixes daquele mini habitat. Quem nunca teve hipótese de ter um simplesmente interpreta os dois graus como o seu corpo os sente. Dois graus de diferença não é nada! A minha desilusão vem deste exercício. O exercício que eu gostava que todos tivessem hipótese de sentir. O exercício que me desilude, porque sou um ser sensível capaz de sentir os outros humanos ou animais. Desiludido apetece-me gritar aos não são capazes de sentir os que são da mesma espécie. Façamos o exercício sentindo a peles dos outros, seja dos peixes, seja dos Quenianos, dos Sudaneses ou do vizinho. Estou desiludido porque esperava mais de certas pessoas, instituições e empresas que pertencem a mundos desenvolvidos, com informação, com bases éticas… estou desiludido que esperava erradamente que certas pessoas nunca conseguiriam ultrapassar ou melhor passar por cima do seu próprio eu, por cima de tudo o que sabem como correcto, em nome de uma autoridade, em nome do lucro, em nome de sei lá eu o quê. Eu estou desiludido porque esperava mais. E acontecem umas atrás de outras, provas e mais provas …a minha desilusão é descabida porque eu é que analisei e conclui mal o bicho homem. Há muitos exemplos que me desiludiram, abaixo escrevo o que me desiludiu mais neste contexto, desiludiu-me porque dele extrapolei muita coisa , e foi através dele e da investigação sobre o mundo empresarial e o impacto que tem nas nossas vidas que de facto há muitos homens que não prestam que só pensam no seu bem estar e conforto e que são capazes das maiores atrocidades apenas para satisfazer essa intemporal necessidade. Desiludo-me porque pensava e ainda penso que a educação e o avanço das sociedades entregava a todos os homens outros pesos na sua balança…
Esta foi a grande mentira vivida, em directo no dia, para muitos passou, para mim não. Podem falar dos motivos a ou b desta guerra, também me importa, mas que ela nasceu de uma mentira nasceu e isso desilude-me.
Mentira na ONU na pessoa de Colin Powel representando o governo dos E.U.A. justificando a guerra no Iraque. Importa-me isolar este acto histórico. A guerra pode ser pelo petróleo, pela geo-estratégia, por vingança do Pai Bush, por isto, aquilo ou aqueloutro, seja qual o motivo interessa-me, mas noutro texto não neste. Como pode um governo do país E.U.A em alinhamento com o governo de Blair manipular provas para alavancar uma guerra? Como é que isto é possível em pleno séc: XXI? Que se aproveitem da queda das torres para ter o aval da sua população para abrir ofensivas militares em alguns países que estão conotados com o terrorismo já é mau. Mas terem o desplante de forjar provas e mentir em plena sala da ONU é para mim o supra-sumo de todas as mentiras que vivi. (das provadas claro! Que há outras que sinto como falácia mas senão há provas, não as há) Importa-me porque desautorizou aquela que é das mais belas instituições que o homem originou… importa-me porque a partir da prova desta manipulação conclui que todas e muitas outras torias da conspiração ganham um sentido maior…importa-me porque segundo informação que recebi o General Powell estava contra esta acção e na mesma fez parte dela porque a AUTORIDADE o mandoum e porque ele estava demasiado envolvido, afinal é o Gen. Powell naõ podia dar numa de Ali.
O Muhamad Ali disse: essa guerra não é minha eu não vou. Gostava que fossemos todos assim…mas a balança tem muitos pesos, muitos mais que eu pensava existirem
A Salazarofilia fica ou da Salazorofobia fica para outro texto. Fecho este imenso desabafo que não pretende ser nada, pretende ser apenas ser aquilo que é: A forma como eu interpreto as coisas. Muitas coisas ficaram por dizer, principalmente factuais, mas que eu espero, como dito atrás que tenhas essas imagens na cabeça e que consigas sentir o que falo. Eu não odeio o ser humano eu amo o ser humano é por isso que me revolto e me desiludo, simplesmente não suporto as injustiças que vou vendo. Eu acredito no Robin dos Bosques, eu acredito que os mais fortes devem proteger os mais fracos, que os mais velhos devem ensinar os mais novos e que os que vêm mais que os outros lhes batam no ombro e nos mostrem o caminho. Por esta última frase te agradeço, porque me bateste muitas vezes no ombro e me mostraste o caminho, sem nunca e me teres levado pela mão, dando-me liberdade de apalpar e provar o meu caminho pelos meus passos, sentidos e razão. Obrigado, Pai.
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando pessoa o homem que fez o exercício de sentir os outros e teve capacidade de escrever a experiência, eu tento sentir como ele, escrever a experiência é que vai ser impossível
2009/01/04
SE FOSSE PARA ACABAR COM O HAMAS SERIA BOM
Subscrevo inteiramente
Ontem, os tanques israelitas entraram em Gaza. Saeb Erakat, um dos mais conhecidos negociadores da Fatah, disse à CNN: "Com o quê querem eles [os israelitas] acabar? Não temos [os palestinianos] Exército. Não temos Marinha. Não temos Força Aérea (...). Este problema exige soluções políticas, não soluções militares." Erakat não falou para a CNN em Gaza. É que ele, sendo da Fatah, não conseguiu encontrar soluções políticas para estar em Gaza. O Hamas arranjou soluções militares para expulsar Saeb Erakat e os da Fatah de Gaza.
O escritor Amos Oz é israelita e não é um falcão, foi um dos fundadores da organização pacifista Schalom Achschaw (Paz Agora). Dias antes da actual ofensiva terrestre israelita, Oz também foi entrevistado: "Vai haver muita pressão sobre Israel pedindo-lhe contenção. Mas não vai haver nenhuma pressão sobre o Hamas, porque não existe ninguém para os pressionar. Israel é um país; o Hamas é um gangue. Os cálculos do Hamas são simples, cínicos e pérfidos: se morrerem israelitas inocentes, isso é bom; se morrerem palestinianos inocentes, é ainda melhor. Israel deve agir sabiamente contra esta posição e não responder irreflectidamente, no calor da acção", disse Amos Oz.
Dois discursos de gente de braços atados, do palestiniano Saeb Erakat e do israelita Amos Oz. Um sabe que o seu povo vai apanhar com tanques (como esteve, durante dias, apanhando com bombardeamentos aéreos), sem ter Exército, Marinha e Força Aérea para se defender. O outro sabe que o seu país tem direito a defender-se, mas teme que essa defesa aumente a força do inimigo.
Não estou aqui a fazer de Pilatos, não lavo as mãos da questão. Estou absolutamente ao lado de Amos Oz. E sobre a intervenção dos tanques israelitas julgo-a pela eficácia que venha a ter. Se ela acabar com a flagelação (70 rockets e mísseis diários sobre cidades de Israel), irei considerá-la, à ofensiva israelita, uma boa acção. Se ela acabar de vez com o Hamas, o gangue, hei-de considerá-la uma excelente acção. Mas, infelizmente, temo que os tanques não venham a ser eficazes. Conheço a táctica do gangue. Refugiam-se atrás dos homens, mulheres e crianças inocentes, cuja morte - com os corpos passeados em histeria - é a sua melhor propaganda.
Reparo que Saeb Erakat não faz, como previu Amos Oz, pressão sobre o Hamas. Na verdade, eu também, como se viu acima, não faço pressão sobre Israel - sou solidário com ele. E, sobretudo, estou incondicionalmente ao lado de gente como Amos Oz, dos que consideram que morrerem israelitas e palestinianos inocentes é mau. Sabendo, digo-o com cálculos simples, cínicos e não pérfidos, que essas mortes inocentes só cessarão quando se matarem alguns, ou muitos (os que forem preciso), maus. |
Ferreira Fernandes
Jornalista - ferreira.fernandes@dn.pt
Ontem, os tanques israelitas entraram em Gaza. Saeb Erakat, um dos mais conhecidos negociadores da Fatah, disse à CNN: "Com o quê querem eles [os israelitas] acabar? Não temos [os palestinianos] Exército. Não temos Marinha. Não temos Força Aérea (...). Este problema exige soluções políticas, não soluções militares." Erakat não falou para a CNN em Gaza. É que ele, sendo da Fatah, não conseguiu encontrar soluções políticas para estar em Gaza. O Hamas arranjou soluções militares para expulsar Saeb Erakat e os da Fatah de Gaza.
O escritor Amos Oz é israelita e não é um falcão, foi um dos fundadores da organização pacifista Schalom Achschaw (Paz Agora). Dias antes da actual ofensiva terrestre israelita, Oz também foi entrevistado: "Vai haver muita pressão sobre Israel pedindo-lhe contenção. Mas não vai haver nenhuma pressão sobre o Hamas, porque não existe ninguém para os pressionar. Israel é um país; o Hamas é um gangue. Os cálculos do Hamas são simples, cínicos e pérfidos: se morrerem israelitas inocentes, isso é bom; se morrerem palestinianos inocentes, é ainda melhor. Israel deve agir sabiamente contra esta posição e não responder irreflectidamente, no calor da acção", disse Amos Oz.
Dois discursos de gente de braços atados, do palestiniano Saeb Erakat e do israelita Amos Oz. Um sabe que o seu povo vai apanhar com tanques (como esteve, durante dias, apanhando com bombardeamentos aéreos), sem ter Exército, Marinha e Força Aérea para se defender. O outro sabe que o seu país tem direito a defender-se, mas teme que essa defesa aumente a força do inimigo.
Não estou aqui a fazer de Pilatos, não lavo as mãos da questão. Estou absolutamente ao lado de Amos Oz. E sobre a intervenção dos tanques israelitas julgo-a pela eficácia que venha a ter. Se ela acabar com a flagelação (70 rockets e mísseis diários sobre cidades de Israel), irei considerá-la, à ofensiva israelita, uma boa acção. Se ela acabar de vez com o Hamas, o gangue, hei-de considerá-la uma excelente acção. Mas, infelizmente, temo que os tanques não venham a ser eficazes. Conheço a táctica do gangue. Refugiam-se atrás dos homens, mulheres e crianças inocentes, cuja morte - com os corpos passeados em histeria - é a sua melhor propaganda.
Reparo que Saeb Erakat não faz, como previu Amos Oz, pressão sobre o Hamas. Na verdade, eu também, como se viu acima, não faço pressão sobre Israel - sou solidário com ele. E, sobretudo, estou incondicionalmente ao lado de gente como Amos Oz, dos que consideram que morrerem israelitas e palestinianos inocentes é mau. Sabendo, digo-o com cálculos simples, cínicos e não pérfidos, que essas mortes inocentes só cessarão quando se matarem alguns, ou muitos (os que forem preciso), maus. |
Ferreira Fernandes
Jornalista - ferreira.fernandes@dn.pt
2009/01/03
BEST OF 2008
Tal como no ano passado, o Ípsilon publicou ontem o seu Best of 2008: livros, teatro, dança, música, exposições, cinema. A parte dos livros é o resultado das escolhas de um colégio de críticos [Francisco Luís Parreira, Helena Vasconcelos, Isabel Coutinho, José Manuel Fernandes, José Riço Direitinho, Luís Miguel Queirós, Manuel Gusmão, Margarida Santos Lopes, Mário Santos, Pedro Mexia e eu próprio] que votou os 22 títulos em baixo alinhados por ordem de pontuação:
A Faca Não Corta o Fogo, Herberto Helder
Assírio & Alvim
O Homem sem Qualidades, Robert Musil
Dom Quixote
O Romance de Genji, Musaraki Shikibu
Relógio d’Água
Livro do Desassossego, [Fernando Pessoa] Vicente Guedes / Bernardo Soares
Ed. Teresa Sobral Cunha
Relógio d’Água
Salónica, Mark Mazower
Pedra da Lua
Caos Calmo, Sandro Veronesi
Asa
Myra, Maria Velho da Costa
Assírio & Alvim
Diário de um Mau Ano, J. M. Coetzee
Dom Quixote
A Grande Guerra pela Civilização, Robert Fisk
Edições 70
O Jogo do Mundo, Julio Cortazar
Cavalo de Ferro
Contos Completos, Truman Capote
Sextante
Ela e Outras Mulheres, Rubem Fonseca
Campo das Letras
Odes, Horácio
Cotovia
A Seco, Augusten Burroughs
Bico de Pena
O Jovem Estaline, Simon Sebag Montefiore
Alethêia
Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português, VV.AA.
Fernando Cabral Martins (org.)
Caminho
A Feiticeira de Florença, Salman Rushdie
Dom Quixote
Entre os Dois Palácios / O Palácio do Desejo / O Açucareiro
Naguib Mahfouz
Civilização
Correcção, Thomas Bernhard
Fim de Século
A Educação Sentimental, Gustave Flaubert
Relógio d’Água
A Faca Não Corta o Fogo, Herberto Helder
Assírio & Alvim
O Homem sem Qualidades, Robert Musil
Dom Quixote
O Romance de Genji, Musaraki Shikibu
Relógio d’Água
Livro do Desassossego, [Fernando Pessoa] Vicente Guedes / Bernardo Soares
Ed. Teresa Sobral Cunha
Relógio d’Água
Salónica, Mark Mazower
Pedra da Lua
Caos Calmo, Sandro Veronesi
Asa
Myra, Maria Velho da Costa
Assírio & Alvim
Diário de um Mau Ano, J. M. Coetzee
Dom Quixote
A Grande Guerra pela Civilização, Robert Fisk
Edições 70
O Jogo do Mundo, Julio Cortazar
Cavalo de Ferro
Contos Completos, Truman Capote
Sextante
Ela e Outras Mulheres, Rubem Fonseca
Campo das Letras
Odes, Horácio
Cotovia
A Seco, Augusten Burroughs
Bico de Pena
O Jovem Estaline, Simon Sebag Montefiore
Alethêia
Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português, VV.AA.
Fernando Cabral Martins (org.)
Caminho
A Feiticeira de Florença, Salman Rushdie
Dom Quixote
Entre os Dois Palácios / O Palácio do Desejo / O Açucareiro
Naguib Mahfouz
Civilização
Correcção, Thomas Bernhard
Fim de Século
A Educação Sentimental, Gustave Flaubert
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