2010/05/24

Miguel de Cervantes (1547-1616)

«Além de não andar bom de saúde, estou sem cheta. E imperador por imperador, monarca por monarca, tenho em Nápoles ao grande conde de lemos que, embora eu não ostente graus nem diplomas universitários, me mantém, me ampara e me faz mais mercês do que as que posso apetecer.»
Segunda parte de Dom Quixote de La Mancha (1615)
«Para Vera e Alex e, é evidente, para o gato Benevides, que me deu tremendas lições de dignidade.»
Novos Contos de Gin (1974)

William S. Burroughs (1914-1997)

«Para John Dillinger, na esperança de que ele ainda esteja vivo.»
Dedicatória de no poema A Thanksgiving

Machado de Assis

«Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas.»

Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881)

2010/05/05

o WOK

Hoje descobri o WOK.

Primeira receita:

Ingredientes (para 2 pessoas)

2 bifes do lombo com 1 cm de altura cortados aos cubos;
Bacon cortado em muito pequenos cubos;
1 pacote de legumes congelados para saltear Pigo Doce;
1 colher de sopa de farinha Maizena;
2 colheres de sopa de Molho de Soja;
1 cálice de Brandy;
3 colheres de sopa de oleo de amendoim;
Sal e pimenta qb

Confecção:

- primeiro fiz uma marinada com a carne, sal, pimenta, um pouco de piri-piri, o molho de soja, a farinha maizena e o cálice de brandy;
- No wok, coloquei o oleo de amendoim e após estar bem quente, coloquei o bacon e deixei alourar um pouco;
- Juntei a carne, que deixei fritar e de seguda a marinada e após esta ferver retirei as carnes;
-Coloquei os legumes no molho que restou onde saltearam até ficarem "al dente";
- No fim recoloquei a carne no recipiente e servi directamente.

Resultado excelente.
O facto de todos os ingredientes serem cozinhados num único recipiente e irem absorvendo os sabores uns dos dos outros torna esta mistura agridoce deliciosa.

2010/05/04

Cartão do Cidadão

Deixem que vos conte uma estória cujo personagem principal se chama, pomposamente, Cartão do Cidadão.

Três semanas atrás telefonei para o 707201122 e marquei o pedido para a Conservatória do Registo Civil de Oeiras para o dia 26 de Abril às 10.00 horas.
Quando cheguei (09.45H) aquilo estava uma feira. O espaço era grande, arejado, com um balcão corrido e, o "povo", era o habitual neste sítios (if you know what I mean).
Disse aos meus botões: Manel isto vai correr mal.
Esperei, calmamente, até que uma "fresquinha" de muito bom ar às 10.05h (rfantástico) veio ao balcão e disse o meu nome. Levantei o dedo e ela apontando-me uma porta lateral disse-me com um sorriso:
- Entre se faz favor.
O processo decorreu profissional, escorreito, simpático, bem disposto e rápido.
No fim, depois de a cumprimentar pelo profissionalismo e amabilidade, perguntei quanto tempo ia demorar (pensando que agora é que a porca torce o rabo).
A resposta imediata foi... uma semana.
Saí pouco (ou nada) convencido.

Ontem, dia 3, rigorosamente uma semana depois, recebi a a carta para ir levantar o catão (espanto).
Hoje fui lá, tirei uma senha de levantamento, fui chamado cinco minutos (!) depois e fui atendido pela mesma "fresquinha" da primeira vez.
O processo decorreu, novamente profissional, escorreito, simpático, bem disposto e rápido.

Nota: 17 em 20

Todos os cidadãos têm a obrigação de reclamar quando corre mal e a mesma obrigação de dizer que está bem... quando corre bem.

Abraço

PS:

O 17 advém do facto de os Analistas de Informática (aquelas bestas como diria o Vasco) que desenharam a aplicação se terem esquecido (?) de dois pormenores (ou pormaiores):

-Quando me entregaram o leitor que permite ler o cartão e fazer a assinatura eletrónica a "fresquinha" tornou a pedir-me todos os dados( nome, morada, Número de contibuinte, etc), altura em que eu perguntei porque é que a aplicação não importava os dados. A resposta foi um esgar de atrapalhação e uma desculpa esfarrapada;

- Depois de ter dado os dados e para novo espanto meu a "fresquinha" imprimiu uma folha de papel onde anotou, "à mão", o número do leitor que me tinha dado. Nova pergunta, novo esgar, e a resposta ficou por "sabe, nós agora temos que arquivar este papel com os seus dados e o número do leitor que lhe entregámos(!), ou seja, o analista(aquela besta) não pensou em colocar um campo na aplicação com o número do leitor de modo a que a "fresquinha" não tivessa que arquivar uma folha A4 num daqueles dossiês que nunca ninguém vai consultar.

oh balha-me deus...não habia nexexidade!

De qualquer modo 17 em 20.

PS: O António Castanheira leu este post e chamou-me à atenção para a alcunha do referido analista, nem mais nem menos que o "Parente Pobre" epítoto que ele reservava aos Analistas Funcionais.
Acrescente-se que alumas vezes com razão

Riff

Manhattan

‘não penso no inútil dano
com que amanhã me desdiz,
pois, ser feliz, por engano
não é engano: é ser feliz’
Fernando Pessoa
(1888-1935)
Sepra como os américas escreveram Serpa com Matos seu companheiro guitarrista Kris Davis piano (rapariga ironicamente de costas para nós que a estávamos assim a ouver não toda) Ted Poor bateria Matt Pavolka cbaixo
à mesma mesa estavam dois pianistas jazz n-americanos um deles Aaron Parks o outro Frank Kimbrough artista que Portugal já conhece a tocar na orquestra de Maria Schneider e que cá voltará para o festival Seixal deste 10 – visitem www.jazzportugal.ua.pt e leiam ‘Escritos’ onde Frank é biografado
estava ainda César sou amigo de um César português trabalhador nos USA e fiel à pátria se bateu com um steak enquanto ouvia Sara com os olhos postos no bife
Sara é apreciada nos EU em Portugal é muito pouco conhecida
fui almoçar ao ‘Le Bernardin’ e pela primeira vez almocei de casaco emprestado pela gerência
os n-americanos e a paixão pela Europa pois também há outro restaurante - entre vários - caro e bom que dá pelo nome ‘Le Cirque’
neste há uma torre adega transparente com dois andares daltura escadotes e centenas de garrafas expostas esperando que as consumam
bebi cerveja da casa do país: Budweiser
terminei no ‘Rose Theatre’ (hall cheio) no Jazz at Lincoln Center e fui ouver a big band de JaLC com Winton Marsalis que trompeta
paguei 100 e tal dólares (gosto também do modo e tal) por uma cadeira aisle na plateia
a sala é melhor que a do CCB que é má por ser rectangular (!) e tão boa como a da Casa da Música que tem escusadamente um pé direito enorme escreveria mesmo incomensurável (!)
pergunto eu e todos menos o venerado arquitecto estrangeiro: para quê?
a propósito a Casa da Música tem a partir de setembro uma Orquestra Sinfónica e assim se acabou com a asneira de chamar a uma Orquestra Nacional do Porto
o FCP quando foi Campeão foi Campeão Nacional do Porto?...
acabei muito bem minha estadia jazz em Manhattan
a tradição big band continua viva
vi três desta vez - rima e é verdade - e lembrei-me de uma das nossas várias temos a de Lagos a de Matosinhos a de Costa Pinto a da Nazaré a do Hot e então rerelembrei-me quão importante é o estrangeiro e visitá-lo uma vez por ano porque senão o nosso engano aumenta muito mais e chegamos a julgar que a nossa ou o nosso é o melhor deste planeta não o sendo
reequacionar as proporções é atitude a tomar sempre
a realidade Clean Feed empresa portuguesa que organiza festivais jazz em New York e em Chicago ambos neste mês maio mas não des maio pelo catálogo Clean Feed
a realidade Laginha (parabéns pelos 50 de idade cronológica) pianista e compositor em várias músicas longe de só jazz
a realidade Ronaldo todas devem ser sempre justamente avaliadas
Messi é melhor
só ficamos a ganhar
não perdemos nem empatamos
com Winton Marsalis não há dúvidas
é dos melhores
a big band onde com discrição se senta no naipe de trompetes e apresenta os artistas é uma orquestra ‘ofensiva’ (cito Adriana) uma orquestra impecável próxima da perfeição
os arranjos todos notáveis
o baterista escreveu um vírgula empolgante arranjo exemplarmente lido e swingado
ainda hoje no século 20 e 1 há quem julgue que baterista não é músico e que bateria não é instrumento!
cumo não como convidados estiveram a tocar vibrafone Bobby Hutcherson e na segunda parte Marcus Roberts piano
espectáculo deslumbrante!
espectáculo de Música de raça de vitória
quem gosta de jazz gosta de Obama
não tenho a certeza absoluta
desafinados favorecem os contrários
soube em Lisboa que Mike Zwerin se foi embora
n-americano do jazz tocou trombone em ‘Birth of the cool’ com Miles
homem que abandonou suas empresas nos USA para vir viver em Paris
era um notável escrevente
de seus livros e peças para revistas e jornais destaco livro que dedicou aos nazis e à colaboração dos soldados nazis com jazz e jazzmen melhor jazzhommes franceses ao ambiente parisiense jazz nos anos da segunda mundial
convidei-o para falar sobre e tocar jazz
falou na Fonoteca Municipal de Lisboa
tocou no ‘Speakeasy’ também em Lisboa com um jovem trompetista jazz português
confessou-me que o trompetista não sabia as passagens dos standards
ando há décadas a chamar novos a jazz homens e jazz mulheres portuguesas
esqueço-me que todos estamos a ficar mais próximos do
FIM



«… a escrita é a minha primeira morada do silêncio
a segunda irrompe do corpo movendo-se por trás das palavras…
construindo no sangue altíssimas paredes do nada…»
Al Berto (1948-1997)

jazz

Que bem escreve Jazé Duarte.
Tem swing, Pessoa também tinha e AlBerto e Mário de Sá Carneiro. Obama tem swing, Merkel não tem.
Pasos Coelho tem o swing que Ferreira Leite não tem, nem Jerónimo, nem Louçã, nem Portas. Socrates não tem e se calhar não precisa.
Mandela tem um enorme swing. O Rugby tem swing, a NBA tambem e o futebol tem..às vezes (raramente). a formula 1 não tem mas o MotoGP tem um enorme swing. cardozo não tem swing mas aimar tem que baste e falcão também mais ronaldo e messi com xavi a carregar o piano pra ele tocar.

Criativo? Sim. Eu gosto e tutambem, assim tudo pegado, grudado como o quinteto de miles, o septeto de coltrane nas minhas coisas favoritas quem diria que a music from or to the heart pudesse descambar numa coisa destas mais o triplo concerto (violino, violoncelo e piano) de beethoven com Oistrakh, Rostropovitc e Ritcher que miraculosamente Karajan colou ou com baremboim, perlman e yo-yo ma completamente soldados aqueles que se levam, juntamente com a colecção completa do Blueberry prá ilha dos nossos sonhos com coqueiros e camas de rede, dancarinas hawaianas, o tubo perfeito, piñas coladas, mujitos, bloody marys, margaritas e montes de cartuxa95 tudo o que é preciso para vivermorrer sossegado
Sim e pois também o meridiano de sangue prá pica, o planeta de mr.sammer pró sabor, solar pra apimentar e o ulisses prótédio que é preciso temperar o desvario.

beijinhos

2010/04/21

O vulcão de nome impronunciavel

As autoridades identificaram que a nuvem causada pela erupção está a ter dimensões superiores devido aos Benfiquistas estarem a tirar o pó aos cachecóis.

O vulcão de nome impronunciavel

eyjafjallajokullhttp

2010/04/11

o chinaman e a extinção dos limites do multiculturalismo

Tirado e comentado daqui


É quase um axioma para qualquer cidadão ocidental minimamente atento que a melhor hipótese de sobrevivência de sociedades velhas e gastas como a portuguesa está na injecção de novo DNA. Deste modo, a militância activa pela opção multicultural está entre aqueles que considero como os meus deveres essenciais. Antes do mais, nas escolas, especialmente nas de elites, e no mercado de trabalho. Em termos muito rudimentares, a ideia é a de que integrar a diversidade enriquece toda a gente, e quanto maior conhecimento for adquirido por todos os diferentes, mais dinâmica fica a sociedade, isto é, todos nós. Além de que, claro, a uniformidade é monótona. Mas mais interessante ainda, dizem os teóricos, é conseguir a combinação quase mágica entre novo DNA e o melhor dos traços nacionais da sociedade acolhedora. Um palco de combate essencial para esta luta é o bairro, claro, já que inúmeros estudos científicos e empíricos mostram que a integração resulta sempre melhor quando o Outro é aceite numa pequena comunidade local, ou seja, a rua, o bairro, a zona. Daí que defender a vinda de imigrantes para uma sossegada rua de um bairro de classe média da ainda mítica mas muito abalada linha de Cascais tenha sido sempre uma aposta pessoal, embora, claro, levante periodicamente as sobrancelhas cépticas de muita gente. Na verdade, mostra felizmente a realidade, os cépticos podem beneficiar do conforto que é garantido pela imobilidade, e têm certamente a sabedoria de que as mudanças geralmente são perigosas, mas a realidade mostra que a sociedade portuguesa é uma daquelas que com maior eficácia consegue integrar toda a diferença, enriquecendo -se de modo decisivo. De facto, no espaço da minha latitude, os brasileiros, os angolanos, os ucranianos e especialmente o chinaman e o seu clã de geometria variável provam que os limites do multiculturalismo são extintos pela poderosa capacidade portuguesa de entranhar nos outros os seus valores básicos de modo rápido e eficiente . Os brasileiros foram recebidos de braços abertos, beneficiando daquela lenda de povo aberto, alegre, improvisador e easy going. É tudo verdade. É fantástico descobrir que aberto significa ter 23 "caras" a viver harmoniosamente num T0, contornando assim a crise económica, alegria que as dj sessions de forró são até às 3 horas da manhã para o bairro todo, o que revela um profundo sentimento comunitário, improvisador que o átrio do prédio sirva para abrir um restaurante de "churrasquinho", o que é um exercício notável de empreendedorismo, e easy going uma aventura impossível de descrever. Os angolanos foram uma aposta pessoal, por razões biográficas. O trio de rapazes que uma noite chegou teve isso em conta. A actividade mais integradora que periodicamente exercem é a de se pegarem à pancada às duas da manhã, com a porta do apartamento aberta, por causa do Benfica, do Sporting e do Amadora, e participam activamente nas culturas juvenis em alta, nomeadamente "kitando" e experimentando até ao nervo os Seat Ibiza durante a noite na nossa extensa rua de 150 metros. Os ucranianos, tenho de admitir, são o meu caso mais complicado. Uma família honrada e trabalhadora, com dois filhos à entrada da idade adulta. Mas, tirando o facto de terem colocado uma corda de estender a roupa que ocupa toda a largura do prédio, onde a cada 48 horas são colocadas três máquinas de roupa preta, o que prova aquele asseio alentejano clássico, não consigo detectar nenhum sinal integrador, até porque as minhas tentativas de meter conversa são sempre recebidas com um "pois, pá". Pelo contrário, o chinaman e o seu clã são o meu motivo de orgulho. Antes de tudo o mais, provaram que as linhas teóricas recentes de comunitarismo urbano estão absolutamente correctas, e abriram uma pequena frutaria de bairro. É extremamente porreiro, vizinho. As velhinhas, que já não se mexem, vão lá fazer o seu avio diário, aprenderam umas palavras de cantonês, e os jovens profissionais urbanos que chegam tarde a casa sempre sabem que às 20h30 ainda podem comprar uma bananinha para comer com o iogurte, ou uma maçã para enfeitar a pizza congelada. É verdade que a frutinha não dura mais do que 12 horas, e feitas as contas os preços são um negócio da china para o vendedor, mas é o imposto do local e da comodidade. Mas o que realmente me encanta é a carrinha de carga, que para mim é um símbolo notável de como o espírito português contamina de modo absoluto todos os que vêm de fora para lutar pela vida. O chinaman, como todos os pequenos empreendedores nacionais de comércio e serviços, têm uma grande carrinha de carga branca, daquelas com uma altura de um 1º andar. Ora, o chinaman tinha um problema: a sua frutaria é na esquina, tinha de descarregar diariamente o material, e como todos nós era afectado por aquela grande calamidade nacional de nunca ter lugar para estacionar mesmo à porta de casa. A princípio, o chinaman parava na passadeira de peões, mas era uma solução precária, porque via que todos nós cumprimos a Lei, e que o grosso da sua clientela são velhinhas que têm horror a atravessar fora da passadeira. Foi aqui que o chinaman e o seu clã mostraram o seu elevado grau de integração, ao revelarem aquele engenho tão especificamente português. O chinaman mandou um dos membros do clã esperar, até conseguir ver um lugar de estacionamento vago mesmo, mesmo na esquina da frutaria. Quando finalmente, ao fim de umas semanas, o lugar vagou, o membro do clã ocupou - o com o pequeno Kia roxo, conseguindo, com uma manobra cheia de yiang, antecipar -se ao almirante reformado que avançava com o seu Honda de 1995, há cinco anos parado no passeio, por debaixo do estore do seu rés- do- chão. Houve uma troca de insultos durante uns minutos, mas nada de extraordinário. A partir daqui, o chinaman provou ser um verdadeiro português. A dinossáurica carrinha branca está fixa no lugar de estacionamento, e serve de armazém da fruta, que várias vezes ao dia é transferida para a frutaria por duas senhoras do clã. À noite, a fruta volta para a carrinha, garantindo assim todas as condições de higiene e ventilação que garantem a sua frescura. Uma vez por semana, entre as 5 horas e as 8 horas da manhã, quando o chinaman tem de ir ao MARL reabastecer, faz - se acompanhar por outro membro do clã, que desloca o Kia roxo para o meio do lugar. O almirante topou a coisa, e tentou um golpe de guerrilha numa madrugada de semana, mas o chinaman pôs -se à frente dele com a carrinha. Deste modo, a situação de lugar reservado prolonga - se já há vários meses. Um analista parcial e resistente à integração multicultural dirá que temos aqui um exemplo vivo de egoísmo, manhosice, mesquinhez e falta de respeito pelo espaço público, inaceitáveis numa sociedade evoluída e tolerante. Mas eu, que recuso que aqueles traços sejam constituintes da personalidade colectiva nacional, vejo apenas um exemplo superior de estratégia, disciplina, tenacidade e individualismo que não só são os traços essenciais de qualquer povo vencedor, como são indicadores do nosso melhor espírito nacional.

O meu comentário

Fernando Frazão disse...
Caro amigo

No bairro onde moro existe um exemplo semelhante mas executado por um portuga com igual sentido de pragmatismo.
Fica a sua merceria numa esquina rodeada de um magnifico paseio em redondo de uns bons dez metros de largura.
A apropriação do espaço público executa-se em dois passos distintos, a saber:
Primeiro alargou o espaço da loja, colocando no exterior uma estrutura de ferro onde, como qualquer merceria de bairro que se preze, coloca as caixas de legumes e de fruta, suspeito eu, de modo clandestino (sem alertas para a ASAE);
Segundo estacionou uma Hiace velhinha, em cima do passeio, fechando o lado do rectangulo que sobra para a rua onde, durante a noite armazena as caixas já referidas.
Embora concorde consigo acerca da miscigenação de DNA no progresso do país, nós próprios somos capazes de desaricanços iguais ao seu "chinaman".
O pessoal do bairro que circula pelo passeio tem que contornar a Hiace para seguir o seu caminho, mas aceita a cena alegremente
Resta dizer que o "xômanel", dono da referida merceria, é o mais popular do bairro.

algumas hipóteses realistas para o futuro próximo

Tirado e comentado daqui


Como é do conhecimento daqueles que amavelmente seguem os escritos deste espaço, tenho acompanhado com a maior concentração possível o debate em torno do futuro dos autores e do livro, que se reacendeu um pouco por todo o mundo quando a Apple partilhou, há algumas semanas, a configuração essencial do IPad, o seu novo gadget. Uma primeira reflexão deu já origem a um post no Sniper ("risco intenso para o escritor português"), mas alguns contributos recentes e decisivos de especialistas obrigam a novas linhas. Para este momento, isolo dois textos particularmente importantes, um publicado no "Financial Times" em 9 de Fevereiro ("A page is turned") e outro de Jason Epstein, o real insider da edição, na "New York Review of Books" de 11 de Março ("Publishing: The Revolutionary Future"). Curiosamente, os dois textos, equivalentes em importância, unem -se numa linha de fundo estrutural, a de que o máximo a que se pode chegar neste momento é a conjecturas com um grau sério de realismo, mas também se complementam. O do "FT" procura dar conta da estratégia dos grandes conglomerados editoriais globais face à existência do texto digital. A investigação trouxe à tona revelações insólitas. A resposta dos grandes conglomerados editoriais é a de que vão manter o modelo de produção assente no papel (edição - impressão - distribuição), continuando a editar no modelo "codex", reservando para o mercado do texto digital apenas a negociação do preço de venda dos livros em formato digital com as entidades que o distribuem e vão distribuir no futuro. Esmiuçando esta estratégia, os editores não vão editar na plataforma digital, estando apenas preocupados, para já, em conseguir a melhor negociação possível com os grandes "players" deste ambiente, como a Amazon e a Apple. É neste ponto fundamental que o texto de Epstein - com o peso de muitas décadas na edição - ganha um interesse maior, já que, para ele, a estratégia dos conglomerados editoriais é um total suicídio. No seu texto, Epstein garante que "the transition within the book publishing industry from physical inventory stored in a warehouse and trucked to retailers to digital files stored in cyberspace and delivered almost anywhere on earth as quickly and cheaply as e - mail is now underway and irreversible. This historic shift will radically transform worldwide book publishing, the cultures it affects and on which it depends". Na sua longa reflexão, Epstein toca em todos os nós vitais da cadeia escritores - editores - distribuição - venda, mas neste "post" apenas consigo fazer alguma reflexão possível sobre os que mais me tocam. O primeiro é que o actual modelo empresarial da edição está condenado. Tal como defendi há umas semanas aqui no Sniper, há alguns traços que convém destacar desde logo. A distribuição e a venda em livraria tradicional são os nós onde haverá mais impacto. A edição será totalmente reformulada, e em lugar da grande editora nacional de gestão vertical, pertencendo ou não a uma multinacional, teremos nichos de editores, ligados além - fronteiras por interesses editoriais comuns, e capazes de juntar numa rede privada e empresarial todas as funções necessárias: pesquisa de autores, edição, comunicação e venda. Aqui, será aparentemente decisivo o modo de venda, com a introdução de modelos como o da expiração da licença e o aluguer, e a protecção do conteúdo face à ideologia do ficheiro gratuíto. O processo não está ainda em marcha porque, escreve Epstein, "the resistance today by publishers to the onrushing digital future does not arise from fear of disruptive literacy, but from the understandable fear of their own obsolescence and the complexity of the digital transformation that awaits them (...)". Para os autores, o futuro próximo é igualmente complexo. No "literary chaos of the digital future", como classifica Epstein, várias tendências aparecem desenhadas. Um ponto essencial parece ser o da obtenção de um "contrato global de direitos de autor", que permita, exactamente, a venda directa do livro digital ne internet, ou seja em todo o mundo. Obtido este, várias possibilidades podem desde já ser vislumbradas. Uma delas é a do o autor "acantonar- se" no seio do lugar virtual de um editor de reputação, capaz de lhe dar visibilidade num directório global como é o Google. Outra, que começa a ser adoptada pelos monstros best - sellers saxónicos, é a do autor, secundado por especialistas, assumir a comunicação e a venda. Qualquer que seja o cenário, a liderança em vendas e notoriedade será sempre dos autores que, como existem já exemplos em Portugal, estejam posicionados para comunicar em todas as plataformas, especialmente na televisão e na rede, e escrevam segundo as regras "mainstream" do momento. Neste cenário, vários problemas graves se levantam. Talvez o mais importante seja o da preservação segura e durável da cultura e do conhecimento, que, sem dúvida, são transmitidos acima de tudo pelo livro. Em que suporte serão transmitidos às bibliotecas os textos, de que modo se garante a sua inviolabilidade eterna, e igualmente de que modo se garante a disponibilidade aos leitores dos "fundos de livros" ( um problema já hoje em dia, devido à alta rotatividade do título em livraria) são temas em aberto. Uma única certeza existe em todo este processo: tal como em todas as outras áreas do mundo contemporâneo, há muito tempo, na verdade desde 1850, que a sociedade humana não acelerava tanto.

Comentário meu

Fernando Frazão disse...
No meio desta cadeia toda que parece estar a aproximar o produtor no consumidor final, eliminando intermediários, onde fica o o tradutor, cujo papel parece estar esquecido em todos os escritos que tenho lido sobre o assunto?
Como será possivel a escritores do gabarito de um Philip Roth, Ian Mcwean ou Cormac Mccarty colocarem "livros" no mercado português directamente sem passar por esta figura fundamental?
Remeto a questão para o magnifico prefácio do tradutor no Meridiano de Sangue de Cormac Mccarty explicando a dificuldade do seu trabalho ou o que está escrito pela tradutora de Lobo Antunes para Sueco. Quem paga o trabalho insano deste profissional?
Mais, a partir de um texto na lingua do escritor como se coloca, em tempo útil, via net, este produto nas diferentes linguas de consumo?
Gostaria de saber a sua opinião sobre esta questão.
Cumprimentos

2010/04/01

Benfica vs Liverpool

No dia 21 de Março de 1984 fui ao Estádio da Luz ver o Benfica - Liverpool. Foi a 2ª mão dos 1/4 final da Taça dos Campeões Europeus. Em Anfield o Benfica tinha perdido por 1-0. As esperanças eram grandes. O Benfica de Sven-Goran Eriksson estava a jogar bem. Era uma equipa renovada com Carlos Manuel, Chalana e Diamantino. Stromberg dava solidez ao meio campo. Bento era o guarda redes e Néné ainda ajudava. O Liverpool era treinado por Joe Fagan e as estrelas eram muitas. Destaco o Alan Kennedy, o Kenny Dalglish, o Ian Rush e o Graeme Souness.
Para ir ao jogo tive que "meter" meio dia de férias. Na altura trabalhava numa unidade industrial do Barreiro. Saí depois de almoço. Apanhei o barco até ao Terreiro do Paço. Fiz horas até ao início do jogo e lá entrei na "Catedral". Com mais 70.000. Na altura já não era sócio ( tinha-o sido nos tempos de Jimmy Hagan ) mas consegui um bilhete de sócio ( não conto como ...pois ainda quero fazer carreira política ).


O Liverpool deu uma lição ao Benfica. O resultado final foi 1-4.
O Benfica alinhou com :
1. Bento (C) ; 2. Pietra; 3. Oliveira ( substituido por Shéu aos 46' ) 4. Álvaro Magalhães; 5. Bastos Lopes; 6. Carlos Manuel ; 7. Néné; 8. Glenn Stromberg; 9. Michael Manniche; 10. Chalana; 11. Diamantino ( substituido por Zoran Filipovic aos 58' ).
O Liverpool alinhou com :
1. Bruce Grobbelaar; 2. Phil Neal; 3.Alan Kennedy; 4.Mark Lawrenson, 5.Ronnie Whelan; 6.Alan Hansen; 7.Kenny Dalglish; 8.Sammy Lee; 9.Ian Rush; 10.Craig Johnston; 11. Graeme Souness (C).
O árbitro foi o alemão Volker Roth.
Os golos : 9' Whelan ( 0-1 ); 33' Craig Johnston ( 0-2 ); 74' Néné ( 1-2 ); 78' Ian Rush ( 1-3 ) ; 88' Whelan ( 1-4 ).
O Liverpool seria Campeão Europeu nessa época. Ganhou por penalties a final ao A.S. Roma, na capital italiana.

Sven-Goran Eriksson é agora o seleccionador da Costa do Marfim e todos conhecem a sua carreira . Ficou na história do Benfica.
Joe Fagan tinha sucedido a Bob Paisley em 1983 e fazia parte da famosa Bootroom onde também trabalhou com o inesquecível Bill Shankly. Abandonou a carreira depois da trágica final de Heyssel em 1985. Morreu em Julho de 2001 aos 80 anos.
Muitos jogadores ficaram na história dos respectivos clubes.
Alguns, depois de pendurarem as chuteiras, ainda exercem ou exerceram outras funções.
No Benfica : Pietra ( actual treinador adjunto de Jorge Jesus ), Shéu ( há que anos no Departamento Técnico ) , Chalana, Álvaro Magalhães. Manuel Bento faleceu em Março de 2007.
No Liverpool : Phil Neal, Kenny Dalglish ( actual embaixador da Academia do clube ), Sammy Lee (actual treinador adjunto de Rafa Benitez ) e Graeme Souness que curiosamente foi treinador dos dois clubes. Do Liverpool de 91 a 94 e do Benfica de 97 a 99. Infelizmente não ficou na história do Glorioso.
Quase de certeza que me esqueci de alguns. As minhas desculpas.
Dois grandes clubes que fizeram história na Taça dos Campeões Europeus. Em épocas diferentes.
Coisa que está ao alcance de poucos. Acrescentaria o penta-campeão Real Madrid da década de 50, o Ajax tri-campeão em 70/71, 71/72 e 72/73/74 , o Bayern Munique também tri-campeão em 73/74, 74/75 e 75/76 e ainda o Milão dos holandeses Van Basten, Gullit e Reykaard no final da década de 80 princípio da década de 90.
O Benfica na década de 60. Interrompeu o domínio do Real Madrid e em 8 anos foi a 5 finais. Tendo sido bi-campeão em 60/61 e 61/62.
O Liverpool que, depois do êxito episódico, em 1968, do Manchester United, iniciou em 1976 /77 um período de domínio dos clubes ingleses. O Liverpool de 76/ 77 a 84/85 disputou 5 finais ganhando 4. E possivelmente esse domínio teria continuado caso os clubes ingleses não tivessem sido suspenso por 5 anos de todas as competções europeias após a final de Bruxelas em 1985. Nunca o saberemos.

Apenas sabemos que são dois grandes clubes e ambos equipam de vermelho.

Tirado daqui

2010/03/31

Why You Can’t Help Believing Everything You Read


You shouldn't believe everything you read, yet according to a classic psychology study at first we can't help it.
What is the mind's default position: are we naturally critical or naturally gullible? As a species do we have a tendency to behave like Agent Mulder from the X-Files who always wanted to believe in mythical monsters and alien abductions? Or are we like his partner Agent Scully who was the critical scientist, generating alternative explanations, trying to understand and evaluate the strange occurrences they encountered rationally?

Do we believe what the TV, the newspapers, blogs even, tell us at first blush or are we naturally critical? Can we ignore the claims of adverts, do we lap up what politicians tell us, do we believe our lover's promises?

It's not just that some people do and some people don't; in fact all our minds are built with the same first instinct, the same first reaction to new information. But what is it: do we believe first or do we first understand, so that belief (or disbelief) comes later?

Descartes versus Spinoza
This argument about whether belief is automatic when we are first exposed to an idea or whether belief is a separate process that follows understanding has been going on for at least 400 years. The French philosopher, mathematician and physicist René Descartes (below, right) argued that understanding and believing are two separate processes. First people take in some information by paying attention to it, then they decide what to do with that information, which includes believing or disbelieving it.

Descartes' view is intuitively attractive and seems to accord with the way our minds work, or at least the way we would like our minds to work.

The Dutch philosopher Baruch Spinoza (above left), a contemporary of Descartes, took a quite different view. He thought that the very act of understanding information was believing it. We may, he thought, be able to change our minds afterwards, say when we come across evidence to the contrary, but until that time we believe everything.

Spinoza's approach is unappealing because it suggests we have to waste our energy rooting out falsities that other people have randomly sprayed in our direction, whether by word of mouth, TV, the internet or any other medium of communication.

So who was right, Spinoza or Descartes?

How many years in jail?
Daniel Gilbert and colleagues put these two theories head-to-head in a series of experiments to test whether understanding and belief operate together or whether belief (or disbelief) comes later (Gilbert et al., 1993).

In their classic social psychology experiment seventy-one participants read statements about two robberies then gave the robber a jail sentence. Some of the statements were designed to make the crime seem worse, for example the robber had a gun, and others to make it look less serious, for example the robber had starving children to feed.

The twist was that only some of the statements were true, while others were false. Participants were told that all the statements that were true would be displayed in green type, while the false statement would be in red. Here's the clever bit: half the participants where purposefully distracted while they were reading the false statements while the other half weren't.

In theory if Spinoza was correct then those who were distracted while reading the false statements wouldn't have time to process the additional fact that the statement was written in red and therefore not true, and consequently would be influenced by it in the jail term they gave to the criminal. On the other hand if Descartes was right then the distraction would make no difference as participants wouldn't have time to believe or not believe the false statements so they wouldn't make any difference to the jail term.

And the winner is...

The results showed that when the false statements made the crime seem much worse rather than less serious, the participants who were interrupted gave the criminals almost twice as long in jail, up from about 6 years to around 11 years.

By contrast the group in which participants hadn't been interrupted managed to ignore the false statements. Consequently there was no significant difference between jail terms depending on whether false statements made the crime seem worse or less serious.

This meant that only when given time to think about it did people behave as though the false statements were actually false. On the other hand, without time for reflection, people simply believed what they read.

Gilbert and colleagues carried out further experiments to successfully counter some alternative explanations of their results. These confirmed their previous findings and led them to the rather disquieting conclusion that Descartes was in error and Spinoza was right.

Believing is not a two-stage process involving first understanding then believing. Instead understanding is believing, a fraction of a second after reading it, you believe it until some other critical faculty kicks in to change your mind. We really do want to believe, just like Agent Mulder.

Believe first, ask questions later

Not only that, but their conclusions, and those of Spinoza, also explain other behaviours that people regularly display:

Correspondence bias: this is people's assumption that others' behaviour reflects their personality, when really it reflects the situation.

Truthfulness bias: people tend to assume that others are telling the truth, even when they are lying.
The persuasion effect: when people are distracted it increases the persuasiveness of a message.
Denial-innuendo effect: people tend to positively believe in things that are being categorically denied.
Hypothesis testing bias: when testing a theory, instead of trying to prove it wrong people tend to look for information that confirms it. This, of course, isn't very effective hypothesis testing!
When looked at in light of Spinoza's claim that understanding is believing, these biases and effects could result from our tendency to believe first and ask questions later. Take the correspondence bias: when meeting someone who is nervous we may assume they are a nervous person because this is the most obvious inference to make. It only occurs to us later that they might have been worried because they were waiting for important test results.

If all this is making your feel rather uncomfortable then you're not alone. Gilbert and colleagues concede that our credulous mentality seems like bad news. It may even be an argument for limiting freedom of speech. After all, if people automatically believe everything they see and hear, we have to be very careful about what people see and hear.

Benefits of belief
Gilbert and colleagues counter this by arguing that too much cynicism is not a good thing. Minds working on a Decartian model would only believe things for which they had hard evidence. Everything else would be neither believed or not believed, but in a state of limbo.

The problem is that a lot of the information we are exposed to is actually true, and some of it is vital for our survival. If we had to go around checking our beliefs all the time, we'd never get anything done and miss out on some great opportunities.

Minds that work on a Spinozan model, however, can happily believe as a general rule of thumb, then check out anything that seems dodgy later. Yes, they will often believe things that aren't true, but it's better to believe too much and be caught out once in a while than be too cynical and fail to capitalise on the useful and beneficial information that is actually true.

Or maybe by going along with this argument I'm being gullible and the harsh truth is that it's a basic human failing that we are all too quick to take things at face value and too slow to engage our critical faculties. I'll leave you to ponder that one.

Retirado daqui

2010/03/30

Benfica vs Liverpool

Retirado daqui

S.L. Benfica + Liverpool F.C. = 14 finais Taça do Campeões Europeus

Quem me conhece sabe que sou um fanático do Liverpool. Quando há jogos do Liverpool contra equipas portuguesas ninguém me pergunta por quem vou torcer. Todos sabem : pelo Liverpool. Só quando joga contra o Benfica é que me perguntam, sabem que também sou benfiquista. E agora que se aproxima o Benfica- Liverpool, para a Liga Europa, as perguntas começaram. Nas caixas de comentários. Por mail ou por telefone.
Hoje não respondo.
Apenas recordo que os dois clubes já estiveram presentes em 14 finais da Taça dos Campeões ( 1956 a 1992 em eliminatórias a 2 mãos) + Liga dos Campeões ( desde 1993 com a fase de grupos). Num total de 55 finais, ou seja 26 % de presenças em finais.
Os dois clubes já disputaram , cada, 7 finais. Mas nenhuma entre ambos O Liverpool ganhou 5 vezes. O Benfica duas.
Hoje deixo-vos a listagem dessas 14 finais. Clicando saberão a constituição das equipas , árbitros. marcadores dos golos, etc... e poderão ver videos resumo.

1961 em Berna : Benfica 3 - Barcelona 2
1962 em Amsterdão : Benfica 5 - Real Madrid 3
1963 em Londres : Milão 2 - Benfica 1
1965 em Milão : Inter 1 - Benfica 0
1968 em Londres : Manchester United 4 - Benfica 1 (após prolongamento)
1977 em Roma : Liverpool 3 - Borussia Moenchengladbach 1
1978 em Londres : Liverpool 1 - Bruges 0
1981 em Paris : Liverpool 1 - Real Madrid 0
1984 em Roma : Liverpool 1 - Roma 1 ( Liverpool 4-2 nos penalties )
1985 em Bruxelas : Juventus 1 - Liverpool 0
1988 em Estugarda : PSV Eindhoven 0 - Benfica 0 ( PSV 6-5 nos penalties )
1990 em Viena : Milão 1 - Benfica 0
2005 em Istambul : Liverpool 3 - Milão 3 ( Liverpool 3-2 nos penalties )
2007 em Atenas : Milão 2 - Liverpool 1


Vá aproveitem este verdadeiro serviço público. Não é todos os dias que estou para aí virado.
Em próximos posts falarei de algumas particularidaes dessas finais e dos jogos entre Benfica e Liverpool.

2010/03/17

Como tirar uma rolha de dentro da garrafa



Não sei se resulta mas "si non é vero é bene trovato"

2010/03/16

Reservas mundiais de surf



Têm vindo a crescer os movimentos de conservação das ondas, como se pode ler aqui.
Vale a pena o movimento ambientalista não perder de vista estes aliados potenciais (e também potenciais degradadores) para a discussão racional do uso sustentável da costa.

tirado daqui

Voltaire

Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até à morte vosso direito de dizê-lo."