2011/04/12

Inside Job

A propósito da queixa apresentada na PGR por um grupo de economistas espanta-me que, até agora, a Europa não tenha feito nada, ou quase, para superar esta questão.
Desde o principio de 2010 que o Parlamento Europeu tem em cima da mesa um projeto de constituição de uma Agencia de Rating Europeia no sentido de livrar as instituições da velha europa e, se calhar do resto do mundo, das garras da Moody's, Standar&Poor's e da Fitch ou, pelo menos, tentar sair deste colete de forças.
É sabida a promiscuidade entre estas agências e o capital especulador que é o seu principal accionista.
É sabido que os seus ratings sobre países e instituições europeias, não é mais que um ataque mais profundo ao Euro e aquilo que representa ou pode representar para os EUA.
O seu envolvimenteo no despoletar da crise, em 2008, nos EUA, é facto provado ao classificar o Lehman&Brothers, o G.P.Morgan, a AIG, o CitiGroup (fusão do Citicorp com o Travelers Group), a Fannie Mae, a Freddie Mac e por aí fora, como AAA.

Se dúvidas houvesse basta ver o filme Inside Job para o confirmar.

Castle

Estou curtir muito a série Castle que passa no AXN à sexta-feira.

Para além do humor e dos bonecos criados à volta dos personagens principais (Castle&Becket), sobretudo a filha e a mãe, mas também os detetives que pressentem o que se passa entre os dois, a tensão sexual que é criada entre os dois protagonistas é fantástica, sobretudo pela contenção.
Lembro-me de uma outra série que passou faz muito tempo com Bruce Willis e Cybill Shepperd chamda Moonlight (Modelo e Detective) que, embora noutro contexto, continha os mesmos ingredientes.

2011/04/11

Allô Allô

Nos últimos tempos tenho-me divertido imenso com a reposição do Allô Allô na RTP Memória.
Desde Renée até Michele de la resistence (Listen very carfully i shall say this only once) passando pelo polícia inglês que pensa que sabe falar francês e ninguém entende, até ao impagável tenente alemão gay e aos pilotos ingleses, embora o meu "boneco" preferido seja a fabulosa Edith a excelente(?) cantora de cabaret, a serie é absolutamente genial com bonecos que vão, seguramente, resistir aos ventos da história.
Aqui vão o principio e o fim da série:


2011/04/10

Cidadania ou Fernando (pouco) Nobre

O amigo Mário Crespo vai seguramente convidá-lo em Maio.
Altos detentores de cargos políticos me têm contactado preocupados com o que vou fazer.
Cargos políticos? Nem pensar.
Cidadania? Cidadania é um problema meu.
Resultado? Cabeça de lista por Lisboa pelo PSD e candidato a presidente da AR.
Nada mau.
Manquem-se como diria o meu filho João ou a puta que o pariu como diria eu que sou mais velho e não estou à rasca.

Coisas da Vida

Coisas para dizer ao pedrinho com a colaboração do Val

2011/04/06

Bright Sun Shiny Day

Estou zangado. Diria mesmo que estou muito zangado ou em bom vernáculo estou mesmo fodido.
Estou fodido com os filhos da puta da moody's, com a s&p, com a fitch (ainda mais depois de rever o Inside Job, com o bimbo do nosso presidente, com os banqueiros, com o pm, com os líderes da oposição, todos assim com letra pequena porque não merecem mais.
Estou fodido com a geração à rasca porque são mesmo rasca, com os comentadores políticos porque sim, com os jornalistas porque não prestam, com todos aqueles que culpam o governo de todos os males mas que não contribuem com nada para a solução do problema e antes fazem parte dele, com a Merkel porque é feia e deve cheirar mal da boca ou dos pés ou de ambos, com grande parte dos bloggers porque pensam que têm mais importância do pensam que têm, com o benfica porque perdeu com o porto e, finalmente, comigo mesmo porque não consigo encontrar uma saída pessoal para a questão.
Amanhã será outro dia e espero que seja mais brilhante que o de hoje:


Guitarra - Jorge Gonçalves Bateria - João Martins Contrabaixo - Pedro Sousa Voz - Sara Schuh

2011/04/03

O Homem

A propósito deste post do Herdeiro de Aécio

Irving Wallace foi um dos escritores da minha juventude responsável, juntamente com Leon Uris, Erich Maria Remark, Hans Hellmut Kirst, Sven Hassel e outros, pela criação de hábitos de leitura que depois me levaram a outros voos.
Não sendo grandes escritores tinham a competência de escrever histórias romanceadas enquandradas por factos veridicos que, numa altura de difícil acesso á informação, não havia net e estavamos antes do 25, nos forneciam informação preciosa (salvaguardando os excessos judaicos e patrióticos de Uris).
Quem quiser conhecer conhecer os meandros do Prémio Nobel não tem mais que ler o Prémio que mais tarde foi consagrado em filme, com Paul Newman, Elke Sommer e Edward G. Robinson ( o guionista foi o mesmo de North by Northwest de Hitchcock).
Quem quiser saber da saga dos marines no pacífico, basta ler Grito de Batalha, ou sobre o Gueto de Varsóvia leia-se Mila 18, a construção do muro e divisão de setores de Berlim, consulte-se/leia-se Armaggedon e, a cereja no topo do bolo, o sionismo e a construção do estado judaico indispensável o Exodus todos de Leon Uris.
O drama alemão na 2ª Guerra? A Oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiais de Kirst, a série 08/15 de Kirst.
No entanto o livro que por essa altura mais me impressionou foi As Três Sereias de Wallace que, à altura da sua publicação foi um escandalo nos EUA.
Um grupo de cientistas vai investigar uma tribo perdida algures numa ilha do pacífico de estrutura matriarcal...
O resto só lendo.

PS: Todos os livros citados foram editados pela Edições Europa-Amárica na colecção Século XX que deveria ser considerado verdadeiro serviço público.
O primeiro livro em 1945? A Centelha da Vida de Erich Maria Remark

Correcção ao meu comentário:

No comentário anterior atribuí a Kirst a autoria de A oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiáis, sendo que foram escritos por Remark.
Pelo lapso peço desculpa.

Correcção do A. Teixeira á minha correcção:

Permita-me corrigir-lhe a correcção:
O livro Fábrica de Oficiais é da autoria, como escreveu inicialmente, de Hans Hellmut Kirst.

A Oeste Nada de Novo é, como escreveu depois na correcção, da autoria de Erich Maria Remarque. Sempre vi escrito Remarque. E a acção deste último livro decorre durante a Primeira Guerra Mundial, não durante a Segunda como escreveu inicialmente.

Comentário meu à correcção do A. Teixeira:

Tem toda a razão quanto à sua correcção que agradeço.

Em relação ao nome também sempre vi escrito Remarque.
Fiz, no entanto, alguma pesquisa e, de acordo com a Wikipédia, parece que o homem nasceu Erich Paul Remark em Osnabruck em 1898, mudando mais tarde de Paul para Maria em homenagem à mãe.
No dizer mesmo texto os nazis fizeram correr a versão que o seu verdadeiro nome era Kramer (Remark ao contrário) e vale o que vale.
Daí a minha opção pelo Remark que me soa bem mais alemão que Remarque.
Cumprimentos.

2011/03/31

Serie Grandes Inícios VII

I am an American, Chicago born—Chicago, that somber city and go at things as I have taught myself, free-style, and will make the record in my own way: first to knock, first admitted; sometimes an innocent knock, sometimes a not so innocent.

As Aventuras de Augie March, Saul Bellow, 1953

Blue Moon

O Elvis que me perdoe mas a melhor intrepertação de Blue Moon é dos Cowboys Junkies.
The Trinity Session é um album de referencia e Margot Timmins é fantástica.

Serie Grandes Inícios VI

Rachmaninoff Piano Concerto No. 3, 1º Andamento- Martha Argerich.



António. Onde quer que estejas ouve a nossa pianista e o nosso concerto.

RIP.

PS: Filho da puta, cabrão, maricas. Foste embora e deixaste-me sózinho.

Serie Grandes Inícios V

Tchaikovsky, Piano Concerto No. 1 - Mov 1 (Martha Argerich, 1973)

2011/03/30

Proud Mary



Fuck. Granny is still alive and kicking ass.

2011/03/29

Sinagoga Portuguesa de Amsterdão

Tumbalalaika', cantada na Sinagoga Portuguesa Sefardita de Amsterdão.



Esta é a Sinagoga Portuguesa Sefardita de Amsterdão (Holanda) -Talvez o mais venerado santuário sefardita no mundo, construido em 1675, é ainda iluminado por candelabros com velas, nunca tendo sido "electrificado". O arco, assentos, altar, etc.foram todos feitos manualmente por construtores navais.
Durante a 2ª Grande Guerra os Nazis não a descobriram e nunca entraram nela.
Por isso está intacta e original.

Informação adicional sobre o "porquê" de uma Sinagoga Portuguesa em Amesterdão

2011/03/20

Serie Grandes Capas de BD-VII


A partir de Outubro de 1955 as Edições Cavaleiro Andante começaram a publicar uma série dnominada Obras Primas Ilustradas das quais a edição acima é o Número 5.
Abaixo podem ver-se s capas dos quatro primeiros números que infelizmente não possuo.
A edição, como era (mau) hábito na altura não refere o nome do iludtrador mem sequer a data da edição.



Depois de colocar este post fiz alguma pesquisa e encotrei est link dando conta que a serie se prolongou até 1964.
Obrigado ao Cavaleiro da Torre.

2011/03/18

Serie Jardins Improváveis VII


Junto à estação de comboios da Parede existe este anacronismo Click na fototo para aumentar) acompanhado por um jardim/horta de alto coturno. Cada vez que lá passo fico sempre espantado/maravilhado com tal conjunto.

O cúmulo da esperança

Nos meus tempos de adolescente corria um chiste que hoje seria considerado de muito mau gosto, politicamente incorrecto, discriminador de minorias e qui ça merecedor do mais profundo desprezo que afirmava que o cúmulo da esperança consistia em dois paneleiros comprarem um berço. Ao tempo era inocente e apenas provocava sonoras e despreocupadas gargalhadas.
No centro da Parede perto do Eduardo das Conquilhas aqui está o novo paradigma.
Sinais dos tempos...

O Achismo

Uma das coisa que mais me encanitam é o "eu acho que".
O número de pessoas em Portugal (suspeito que noutros países também) que, embora confessando que sabem pouco do assunto, "acham que" é assombroso. A essas há ainda que somar os que "acham que" sobre um número avassalador de assuntos, desde o futebol às centrais nucleares, coisa que me deixa siderado para não dizer arrasado na minha inaudita ignorância.
Sobre este assunto meu filho João que, tal como eu só "acha" do que sabe, chamou-me a atenção para um escrito do Carlos Coelho e do Paulo Rocha intitulado o Achómetro.
Já agora, os citados cidadãos são responsáveis pela Ivity-Corp especialistas em gestão de marcas.

Ainda a propósito e nas franjas deste tema aqui vai um link para um post do nosso homem em Paris, Francisco Seixas da Costa a quem também faz muita impressão o facto de haver gente que opina sobre tudo e mais um par de botas.
Também eu não vejo o Prós e Contras.

LER - Revista número 100



Se a LER é sempre imprecindível, o número 100 é absolutamente incontornável, sobretudo a entrevista a George Steiner.
Quem quer compreender os tempos que correm não pode ignorar esta lucidez invejável.

Ontem recebi ajuda externa

Ferreira Fernandes no seu melhor:

Os japoneses são um problema para os portugueses perceberem o maior drama do mundo actual. Como é possível darmo-nos conta do que é um terramoto de grau 9, um tsunami de dez metros e explosões em três reactores nucleares, se quem os vive grita menos do que um repórter televisivo sobre umas pedradas de camionistas na rotunda do Carregado? No Japão, um pai agradece o telefone da SIC, emprestado para avisar o filho, na América, que está vivo. À volta é um mar de lama que pousou sobre a sua cidade e a calou (arrasou, diria eu, se não se confundisse com essa palavra a mesma que é usada em título nos jornais portugueses de cada vez que Pinto da Costa fala de um árbitro). Substâncias radioactivas tinham sido libertadas do incêndio do reactor 4 da central de Fukushima Dai-Ichi, os ventos arrastavam-nas para aquela cidade do japonês que falava com o telemóvel português (até em Tóquio o nível de radioactividade "aumentou consideravelmente", disse o primeiro-ministro Naoto Kan, com ar de quem anuncia o aumento de cinco cêntimos no gasóleo). E com esse cenário de fogo, de água e de ar apocalípticos, o japonês disse ao filho que nem tudo eram tristezas: "A lua tem raios prateados." Os leitores mais românticos dirão que eles são bons em haiku, poemas curtos. Mais prosaico, eu compreendi por que fazem eles toshibas e para o ano têm Sendai reconstruída.

2011/02/04

Uma lição de vida ou partir pedra


O escritor francês Charles Péguy (1873-1914), conta a história de um homem que, na idade média, a caminho de Chartres, encontra um homem aplicado ao mais duro dos ofícios: partir pedra.
- Vivo como um cão – disse-lhe o homem. – Exposto à chuva, ao vento, ao granizo, ao sol, faço um trabalho penoso em troca de uns tostões. A minha vida não vale nada. Nem merece o nome de vida.
Um pouco mais longe, o nosso homem encontra outro canteiro, este com uma atitude completamente diferente.
- É verdade que é um trabalho duro – diz-lhe ele –. Mas, ao menos, é trabalho. Dá para alimentara mulher e os filhos. E depois, ando ao ar livre, vejo a gente que passa… Não me queixo. Há quem esteja pior do que eu.
Um pouco mais adiante, o homem encontra um terceiro canteiro, que lhe diz, olhando-o bem nos olhos:
- Eu, eu estou a construir uma catedral.

O Jaime continua a sua senda de excelentes posts