Não gosto de blogues politícos cegamente seguidistas ou apoiantes incondicionais do governo ou da(s) oposição(ões).
O Camara Corporativa é um dos casos.
No entanto(como eu odeio as adversativas), de vez em quando, saem alguns desarricanços dignos de nota.
Apesar de não ter sido "postado" com essa intenção este é dos que merecem realçe por poder ser generalizado a muita gente porque, "pretendem que o pessoal ainda anda por perto" :
Embora a interpertação original dos The Platters seja excelente prefiro a do grande Freddie Mercury.
2011/04/18
2011/04/12
Inside Job
A propósito da queixa apresentada na PGR por um grupo de economistas espanta-me que, até agora, a Europa não tenha feito nada, ou quase, para superar esta questão.
Desde o principio de 2010 que o Parlamento Europeu tem em cima da mesa um projeto de constituição de uma Agencia de Rating Europeia no sentido de livrar as instituições da velha europa e, se calhar do resto do mundo, das garras da Moody's, Standar&Poor's e da Fitch ou, pelo menos, tentar sair deste colete de forças.
É sabida a promiscuidade entre estas agências e o capital especulador que é o seu principal accionista.
É sabido que os seus ratings sobre países e instituições europeias, não é mais que um ataque mais profundo ao Euro e aquilo que representa ou pode representar para os EUA.
O seu envolvimenteo no despoletar da crise, em 2008, nos EUA, é facto provado ao classificar o Lehman&Brothers, o G.P.Morgan, a AIG, o CitiGroup (fusão do Citicorp com o Travelers Group), a Fannie Mae, a Freddie Mac e por aí fora, como AAA.
Se dúvidas houvesse basta ver o filme Inside Job para o confirmar.
Desde o principio de 2010 que o Parlamento Europeu tem em cima da mesa um projeto de constituição de uma Agencia de Rating Europeia no sentido de livrar as instituições da velha europa e, se calhar do resto do mundo, das garras da Moody's, Standar&Poor's e da Fitch ou, pelo menos, tentar sair deste colete de forças.
É sabida a promiscuidade entre estas agências e o capital especulador que é o seu principal accionista.
É sabido que os seus ratings sobre países e instituições europeias, não é mais que um ataque mais profundo ao Euro e aquilo que representa ou pode representar para os EUA.
O seu envolvimenteo no despoletar da crise, em 2008, nos EUA, é facto provado ao classificar o Lehman&Brothers, o G.P.Morgan, a AIG, o CitiGroup (fusão do Citicorp com o Travelers Group), a Fannie Mae, a Freddie Mac e por aí fora, como AAA.
Se dúvidas houvesse basta ver o filme Inside Job para o confirmar.
Castle
Estou curtir muito a série Castle que passa no AXN à sexta-feira.
Para além do humor e dos bonecos criados à volta dos personagens principais (Castle&Becket), sobretudo a filha e a mãe, mas também os detetives que pressentem o que se passa entre os dois, a tensão sexual que é criada entre os dois protagonistas é fantástica, sobretudo pela contenção.
Lembro-me de uma outra série que passou faz muito tempo com Bruce Willis e Cybill Shepperd chamda Moonlight (Modelo e Detective) que, embora noutro contexto, continha os mesmos ingredientes.
Para além do humor e dos bonecos criados à volta dos personagens principais (Castle&Becket), sobretudo a filha e a mãe, mas também os detetives que pressentem o que se passa entre os dois, a tensão sexual que é criada entre os dois protagonistas é fantástica, sobretudo pela contenção.
Lembro-me de uma outra série que passou faz muito tempo com Bruce Willis e Cybill Shepperd chamda Moonlight (Modelo e Detective) que, embora noutro contexto, continha os mesmos ingredientes.
2011/04/11
Allô Allô
Nos últimos tempos tenho-me divertido imenso com a reposição do Allô Allô na RTP Memória.
Desde Renée até Michele de la resistence (Listen very carfully i shall say this only once) passando pelo polícia inglês que pensa que sabe falar francês e ninguém entende, até ao impagável tenente alemão gay e aos pilotos ingleses, embora o meu "boneco" preferido seja a fabulosa Edith a excelente(?) cantora de cabaret, a serie é absolutamente genial com bonecos que vão, seguramente, resistir aos ventos da história.
Aqui vão o principio e o fim da série:
Desde Renée até Michele de la resistence (Listen very carfully i shall say this only once) passando pelo polícia inglês que pensa que sabe falar francês e ninguém entende, até ao impagável tenente alemão gay e aos pilotos ingleses, embora o meu "boneco" preferido seja a fabulosa Edith a excelente(?) cantora de cabaret, a serie é absolutamente genial com bonecos que vão, seguramente, resistir aos ventos da história.
Aqui vão o principio e o fim da série:
2011/04/10
Cidadania ou Fernando (pouco) Nobre
O amigo Mário Crespo vai seguramente convidá-lo em Maio.
Altos detentores de cargos políticos me têm contactado preocupados com o que vou fazer.
Cargos políticos? Nem pensar.
Cidadania? Cidadania é um problema meu.
Resultado? Cabeça de lista por Lisboa pelo PSD e candidato a presidente da AR.
Nada mau.
Manquem-se como diria o meu filho João ou a puta que o pariu como diria eu que sou mais velho e não estou à rasca.
Altos detentores de cargos políticos me têm contactado preocupados com o que vou fazer.
Cargos políticos? Nem pensar.
Cidadania? Cidadania é um problema meu.
Resultado? Cabeça de lista por Lisboa pelo PSD e candidato a presidente da AR.
Nada mau.
Manquem-se como diria o meu filho João ou a puta que o pariu como diria eu que sou mais velho e não estou à rasca.
2011/04/06
Bright Sun Shiny Day
Estou zangado. Diria mesmo que estou muito zangado ou em bom vernáculo estou mesmo fodido.
Estou fodido com os filhos da puta da moody's, com a s&p, com a fitch (ainda mais depois de rever o Inside Job, com o bimbo do nosso presidente, com os banqueiros, com o pm, com os líderes da oposição, todos assim com letra pequena porque não merecem mais.
Estou fodido com a geração à rasca porque são mesmo rasca, com os comentadores políticos porque sim, com os jornalistas porque não prestam, com todos aqueles que culpam o governo de todos os males mas que não contribuem com nada para a solução do problema e antes fazem parte dele, com a Merkel porque é feia e deve cheirar mal da boca ou dos pés ou de ambos, com grande parte dos bloggers porque pensam que têm mais importância do pensam que têm, com o benfica porque perdeu com o porto e, finalmente, comigo mesmo porque não consigo encontrar uma saída pessoal para a questão.
Amanhã será outro dia e espero que seja mais brilhante que o de hoje:
Guitarra - Jorge Gonçalves Bateria - João Martins Contrabaixo - Pedro Sousa Voz - Sara Schuh
Estou fodido com os filhos da puta da moody's, com a s&p, com a fitch (ainda mais depois de rever o Inside Job, com o bimbo do nosso presidente, com os banqueiros, com o pm, com os líderes da oposição, todos assim com letra pequena porque não merecem mais.
Estou fodido com a geração à rasca porque são mesmo rasca, com os comentadores políticos porque sim, com os jornalistas porque não prestam, com todos aqueles que culpam o governo de todos os males mas que não contribuem com nada para a solução do problema e antes fazem parte dele, com a Merkel porque é feia e deve cheirar mal da boca ou dos pés ou de ambos, com grande parte dos bloggers porque pensam que têm mais importância do pensam que têm, com o benfica porque perdeu com o porto e, finalmente, comigo mesmo porque não consigo encontrar uma saída pessoal para a questão.
Amanhã será outro dia e espero que seja mais brilhante que o de hoje:
Guitarra - Jorge Gonçalves Bateria - João Martins Contrabaixo - Pedro Sousa Voz - Sara Schuh
2011/04/03
O Homem
A propósito deste post do Herdeiro de Aécio
Irving Wallace foi um dos escritores da minha juventude responsável, juntamente com Leon Uris, Erich Maria Remark, Hans Hellmut Kirst, Sven Hassel e outros, pela criação de hábitos de leitura que depois me levaram a outros voos.
Não sendo grandes escritores tinham a competência de escrever histórias romanceadas enquandradas por factos veridicos que, numa altura de difícil acesso á informação, não havia net e estavamos antes do 25, nos forneciam informação preciosa (salvaguardando os excessos judaicos e patrióticos de Uris).
Quem quiser conhecer conhecer os meandros do Prémio Nobel não tem mais que ler o Prémio que mais tarde foi consagrado em filme, com Paul Newman, Elke Sommer e Edward G. Robinson ( o guionista foi o mesmo de North by Northwest de Hitchcock).
Quem quiser saber da saga dos marines no pacífico, basta ler Grito de Batalha, ou sobre o Gueto de Varsóvia leia-se Mila 18, a construção do muro e divisão de setores de Berlim, consulte-se/leia-se Armaggedon e, a cereja no topo do bolo, o sionismo e a construção do estado judaico indispensável o Exodus todos de Leon Uris.
O drama alemão na 2ª Guerra? A Oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiais de Kirst, a série 08/15 de Kirst.
No entanto o livro que por essa altura mais me impressionou foi As Três Sereias de Wallace que, à altura da sua publicação foi um escandalo nos EUA.
Um grupo de cientistas vai investigar uma tribo perdida algures numa ilha do pacífico de estrutura matriarcal...
O resto só lendo.
PS: Todos os livros citados foram editados pela Edições Europa-Amárica na colecção Século XX que deveria ser considerado verdadeiro serviço público.
O primeiro livro em 1945? A Centelha da Vida de Erich Maria Remark
Correcção ao meu comentário:
No comentário anterior atribuí a Kirst a autoria de A oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiáis, sendo que foram escritos por Remark.
Pelo lapso peço desculpa.
Correcção do A. Teixeira á minha correcção:
Permita-me corrigir-lhe a correcção:
O livro Fábrica de Oficiais é da autoria, como escreveu inicialmente, de Hans Hellmut Kirst.
A Oeste Nada de Novo é, como escreveu depois na correcção, da autoria de Erich Maria Remarque. Sempre vi escrito Remarque. E a acção deste último livro decorre durante a Primeira Guerra Mundial, não durante a Segunda como escreveu inicialmente.
Comentário meu à correcção do A. Teixeira:
Tem toda a razão quanto à sua correcção que agradeço.
Em relação ao nome também sempre vi escrito Remarque.
Fiz, no entanto, alguma pesquisa e, de acordo com a Wikipédia, parece que o homem nasceu Erich Paul Remark em Osnabruck em 1898, mudando mais tarde de Paul para Maria em homenagem à mãe.
No dizer mesmo texto os nazis fizeram correr a versão que o seu verdadeiro nome era Kramer (Remark ao contrário) e vale o que vale.
Daí a minha opção pelo Remark que me soa bem mais alemão que Remarque.
Cumprimentos.
Irving Wallace foi um dos escritores da minha juventude responsável, juntamente com Leon Uris, Erich Maria Remark, Hans Hellmut Kirst, Sven Hassel e outros, pela criação de hábitos de leitura que depois me levaram a outros voos.
Não sendo grandes escritores tinham a competência de escrever histórias romanceadas enquandradas por factos veridicos que, numa altura de difícil acesso á informação, não havia net e estavamos antes do 25, nos forneciam informação preciosa (salvaguardando os excessos judaicos e patrióticos de Uris).
Quem quiser conhecer conhecer os meandros do Prémio Nobel não tem mais que ler o Prémio que mais tarde foi consagrado em filme, com Paul Newman, Elke Sommer e Edward G. Robinson ( o guionista foi o mesmo de North by Northwest de Hitchcock).
Quem quiser saber da saga dos marines no pacífico, basta ler Grito de Batalha, ou sobre o Gueto de Varsóvia leia-se Mila 18, a construção do muro e divisão de setores de Berlim, consulte-se/leia-se Armaggedon e, a cereja no topo do bolo, o sionismo e a construção do estado judaico indispensável o Exodus todos de Leon Uris.
O drama alemão na 2ª Guerra? A Oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiais de Kirst, a série 08/15 de Kirst.
No entanto o livro que por essa altura mais me impressionou foi As Três Sereias de Wallace que, à altura da sua publicação foi um escandalo nos EUA.
Um grupo de cientistas vai investigar uma tribo perdida algures numa ilha do pacífico de estrutura matriarcal...
O resto só lendo.
PS: Todos os livros citados foram editados pela Edições Europa-Amárica na colecção Século XX que deveria ser considerado verdadeiro serviço público.
O primeiro livro em 1945? A Centelha da Vida de Erich Maria Remark
Correcção ao meu comentário:
No comentário anterior atribuí a Kirst a autoria de A oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiáis, sendo que foram escritos por Remark.
Pelo lapso peço desculpa.
Correcção do A. Teixeira á minha correcção:
Permita-me corrigir-lhe a correcção:
O livro Fábrica de Oficiais é da autoria, como escreveu inicialmente, de Hans Hellmut Kirst.
A Oeste Nada de Novo é, como escreveu depois na correcção, da autoria de Erich Maria Remarque. Sempre vi escrito Remarque. E a acção deste último livro decorre durante a Primeira Guerra Mundial, não durante a Segunda como escreveu inicialmente.
Comentário meu à correcção do A. Teixeira:
Tem toda a razão quanto à sua correcção que agradeço.
Em relação ao nome também sempre vi escrito Remarque.
Fiz, no entanto, alguma pesquisa e, de acordo com a Wikipédia, parece que o homem nasceu Erich Paul Remark em Osnabruck em 1898, mudando mais tarde de Paul para Maria em homenagem à mãe.
No dizer mesmo texto os nazis fizeram correr a versão que o seu verdadeiro nome era Kramer (Remark ao contrário) e vale o que vale.
Daí a minha opção pelo Remark que me soa bem mais alemão que Remarque.
Cumprimentos.
2011/03/31
Serie Grandes Inícios VII
I am an American, Chicago born—Chicago, that somber city and go at things as I have taught myself, free-style, and will make the record in my own way: first to knock, first admitted; sometimes an innocent knock, sometimes a not so innocent.
As Aventuras de Augie March, Saul Bellow, 1953
As Aventuras de Augie March, Saul Bellow, 1953
Etiquetas:
Saul Bellow,
Serie Grandes Inícios
Blue Moon
O Elvis que me perdoe mas a melhor intrepertação de Blue Moon é dos Cowboys Junkies.
The Trinity Session é um album de referencia e Margot Timmins é fantástica.
The Trinity Session é um album de referencia e Margot Timmins é fantástica.
Serie Grandes Inícios VI
Rachmaninoff Piano Concerto No. 3, 1º Andamento- Martha Argerich.
António. Onde quer que estejas ouve a nossa pianista e o nosso concerto.
RIP.
PS: Filho da puta, cabrão, maricas. Foste embora e deixaste-me sózinho.
António. Onde quer que estejas ouve a nossa pianista e o nosso concerto.
RIP.
PS: Filho da puta, cabrão, maricas. Foste embora e deixaste-me sózinho.
Serie Grandes Inícios V
Tchaikovsky, Piano Concerto No. 1 - Mov 1 (Martha Argerich, 1973)
Etiquetas:
Martha Argerich,
Serie Grandes Inícios,
Tchaikovsky
2011/03/30
2011/03/29
Sinagoga Portuguesa de Amsterdão
Tumbalalaika', cantada na Sinagoga Portuguesa Sefardita de Amsterdão.
Esta é a Sinagoga Portuguesa Sefardita de Amsterdão (Holanda) -Talvez o mais venerado santuário sefardita no mundo, construido em 1675, é ainda iluminado por candelabros com velas, nunca tendo sido "electrificado". O arco, assentos, altar, etc.foram todos feitos manualmente por construtores navais.
Durante a 2ª Grande Guerra os Nazis não a descobriram e nunca entraram nela.
Por isso está intacta e original.
Informação adicional sobre o "porquê" de uma Sinagoga Portuguesa em Amesterdão
Esta é a Sinagoga Portuguesa Sefardita de Amsterdão (Holanda) -Talvez o mais venerado santuário sefardita no mundo, construido em 1675, é ainda iluminado por candelabros com velas, nunca tendo sido "electrificado". O arco, assentos, altar, etc.foram todos feitos manualmente por construtores navais.
Durante a 2ª Grande Guerra os Nazis não a descobriram e nunca entraram nela.
Por isso está intacta e original.
Informação adicional sobre o "porquê" de uma Sinagoga Portuguesa em Amesterdão
2011/03/20
Serie Grandes Capas de BD-VII

A partir de Outubro de 1955 as Edições Cavaleiro Andante começaram a publicar uma série dnominada Obras Primas Ilustradas das quais a edição acima é o Número 5.
Abaixo podem ver-se s capas dos quatro primeiros números que infelizmente não possuo.
A edição, como era (mau) hábito na altura não refere o nome do iludtrador mem sequer a data da edição.

Depois de colocar este post fiz alguma pesquisa e encotrei est link dando conta que a serie se prolongou até 1964.
Obrigado ao Cavaleiro da Torre.
2011/03/18
Serie Jardins Improváveis VII
O cúmulo da esperança
Nos meus tempos de adolescente corria um chiste que hoje seria considerado de muito mau gosto, politicamente incorrecto, discriminador de minorias e qui ça merecedor do mais profundo desprezo que afirmava que o cúmulo da esperança consistia em dois paneleiros comprarem um berço. Ao tempo era inocente e apenas provocava sonoras e despreocupadas gargalhadas.
No centro da Parede perto do Eduardo das Conquilhas aqui está o novo paradigma.
Sinais dos tempos...
No centro da Parede perto do Eduardo das Conquilhas aqui está o novo paradigma.
Sinais dos tempos...
O Achismo
Uma das coisa que mais me encanitam é o "eu acho que".
O número de pessoas em Portugal (suspeito que noutros países também) que, embora confessando que sabem pouco do assunto, "acham que" é assombroso. A essas há ainda que somar os que "acham que" sobre um número avassalador de assuntos, desde o futebol às centrais nucleares, coisa que me deixa siderado para não dizer arrasado na minha inaudita ignorância.
Sobre este assunto meu filho João que, tal como eu só "acha" do que sabe, chamou-me a atenção para um escrito do Carlos Coelho e do Paulo Rocha intitulado o Achómetro.
Já agora, os citados cidadãos são responsáveis pela Ivity-Corp especialistas em gestão de marcas.
Ainda a propósito e nas franjas deste tema aqui vai um link para um post do nosso homem em Paris, Francisco Seixas da Costa a quem também faz muita impressão o facto de haver gente que opina sobre tudo e mais um par de botas.
Também eu não vejo o Prós e Contras.
O número de pessoas em Portugal (suspeito que noutros países também) que, embora confessando que sabem pouco do assunto, "acham que" é assombroso. A essas há ainda que somar os que "acham que" sobre um número avassalador de assuntos, desde o futebol às centrais nucleares, coisa que me deixa siderado para não dizer arrasado na minha inaudita ignorância.
Sobre este assunto meu filho João que, tal como eu só "acha" do que sabe, chamou-me a atenção para um escrito do Carlos Coelho e do Paulo Rocha intitulado o Achómetro.
Já agora, os citados cidadãos são responsáveis pela Ivity-Corp especialistas em gestão de marcas.
Ainda a propósito e nas franjas deste tema aqui vai um link para um post do nosso homem em Paris, Francisco Seixas da Costa a quem também faz muita impressão o facto de haver gente que opina sobre tudo e mais um par de botas.
Também eu não vejo o Prós e Contras.
LER - Revista número 100
Ontem recebi ajuda externa
Ferreira Fernandes no seu melhor:
Os japoneses são um problema para os portugueses perceberem o maior drama do mundo actual. Como é possível darmo-nos conta do que é um terramoto de grau 9, um tsunami de dez metros e explosões em três reactores nucleares, se quem os vive grita menos do que um repórter televisivo sobre umas pedradas de camionistas na rotunda do Carregado? No Japão, um pai agradece o telefone da SIC, emprestado para avisar o filho, na América, que está vivo. À volta é um mar de lama que pousou sobre a sua cidade e a calou (arrasou, diria eu, se não se confundisse com essa palavra a mesma que é usada em título nos jornais portugueses de cada vez que Pinto da Costa fala de um árbitro). Substâncias radioactivas tinham sido libertadas do incêndio do reactor 4 da central de Fukushima Dai-Ichi, os ventos arrastavam-nas para aquela cidade do japonês que falava com o telemóvel português (até em Tóquio o nível de radioactividade "aumentou consideravelmente", disse o primeiro-ministro Naoto Kan, com ar de quem anuncia o aumento de cinco cêntimos no gasóleo). E com esse cenário de fogo, de água e de ar apocalípticos, o japonês disse ao filho que nem tudo eram tristezas: "A lua tem raios prateados." Os leitores mais românticos dirão que eles são bons em haiku, poemas curtos. Mais prosaico, eu compreendi por que fazem eles toshibas e para o ano têm Sendai reconstruída.
Os japoneses são um problema para os portugueses perceberem o maior drama do mundo actual. Como é possível darmo-nos conta do que é um terramoto de grau 9, um tsunami de dez metros e explosões em três reactores nucleares, se quem os vive grita menos do que um repórter televisivo sobre umas pedradas de camionistas na rotunda do Carregado? No Japão, um pai agradece o telefone da SIC, emprestado para avisar o filho, na América, que está vivo. À volta é um mar de lama que pousou sobre a sua cidade e a calou (arrasou, diria eu, se não se confundisse com essa palavra a mesma que é usada em título nos jornais portugueses de cada vez que Pinto da Costa fala de um árbitro). Substâncias radioactivas tinham sido libertadas do incêndio do reactor 4 da central de Fukushima Dai-Ichi, os ventos arrastavam-nas para aquela cidade do japonês que falava com o telemóvel português (até em Tóquio o nível de radioactividade "aumentou consideravelmente", disse o primeiro-ministro Naoto Kan, com ar de quem anuncia o aumento de cinco cêntimos no gasóleo). E com esse cenário de fogo, de água e de ar apocalípticos, o japonês disse ao filho que nem tudo eram tristezas: "A lua tem raios prateados." Os leitores mais românticos dirão que eles são bons em haiku, poemas curtos. Mais prosaico, eu compreendi por que fazem eles toshibas e para o ano têm Sendai reconstruída.
Etiquetas:
Ferreira Fernandes,
Japão,
Nuclear,
Terramoto
2011/02/04
Uma lição de vida ou partir pedra

O escritor francês Charles Péguy (1873-1914), conta a história de um homem que, na idade média, a caminho de Chartres, encontra um homem aplicado ao mais duro dos ofícios: partir pedra.
- Vivo como um cão – disse-lhe o homem. – Exposto à chuva, ao vento, ao granizo, ao sol, faço um trabalho penoso em troca de uns tostões. A minha vida não vale nada. Nem merece o nome de vida.
Um pouco mais longe, o nosso homem encontra outro canteiro, este com uma atitude completamente diferente.
- É verdade que é um trabalho duro – diz-lhe ele –. Mas, ao menos, é trabalho. Dá para alimentara mulher e os filhos. E depois, ando ao ar livre, vejo a gente que passa… Não me queixo. Há quem esteja pior do que eu.
Um pouco mais adiante, o homem encontra um terceiro canteiro, que lhe diz, olhando-o bem nos olhos:
- Eu, eu estou a construir uma catedral.
O Jaime continua a sua senda de excelentes posts
Etiquetas:
Catedral de Chartres,
Pó dos Livros
2011/02/03
Manuel Maria Carrilho
Depois de muito matutar e de "ouver" a entrevista do Artur Agostinho na RTP1 onde, mais uma vez, tive o desprazer de ver a Judite de Sousa com aquele ar "aquoso" que coloca quando entrevista alguém de quem gosta, em contraponto com o ar de "megera" que assume quando detesta quem está na sua frente, sentei-me em frente ao teclado para comentar o artigo do Manuel Maria Carrilho hoje no DN.
Antes, porém ( a adversativa aqui, colhe), dei uma volta na blogoesfera e, raios o partam, deparei com um texto intitulado Descarrilhado, do Valupi na Aspirina B.
Pensei para comigo que o homem deve ser bruxo porque transmite, com raiva e impotencia o confesso, muito melhor do que eu sou capaz, o que me vai na alma.
Vou processá-lo por plágio.
É muito giro e até correto dizer que "é preciso mudar de paradigma", que "é preciso debater as ideias", mas também é preciso dizer qual o novo paradigma e que ideias é preciso debater.
Contrariamente ao artigo de Mário Soares, terça-feira no DN, que propôe novas ideias e novo paradigma este artigo de MMC é um deserto de ideias para além da ideia dele próprio.
Lembra-me um post anterior sobre as RPN (Reuniões de Porra Nenhuma).
Mutatis mutandis este é um APN (Artigo de Porra Nenhuma)
Antes, porém ( a adversativa aqui, colhe), dei uma volta na blogoesfera e, raios o partam, deparei com um texto intitulado Descarrilhado, do Valupi na Aspirina B.
Pensei para comigo que o homem deve ser bruxo porque transmite, com raiva e impotencia o confesso, muito melhor do que eu sou capaz, o que me vai na alma.
Vou processá-lo por plágio.
É muito giro e até correto dizer que "é preciso mudar de paradigma", que "é preciso debater as ideias", mas também é preciso dizer qual o novo paradigma e que ideias é preciso debater.
Contrariamente ao artigo de Mário Soares, terça-feira no DN, que propôe novas ideias e novo paradigma este artigo de MMC é um deserto de ideias para além da ideia dele próprio.
Lembra-me um post anterior sobre as RPN (Reuniões de Porra Nenhuma).
Mutatis mutandis este é um APN (Artigo de Porra Nenhuma)
E a puta que os pariu
Com a devida vénia ao Eduardo Pitta aqui se transcreve o seu post:
Em nome da saúde pública, a assembleia municipal (City Council) de Nova Iorque aprovou ontem, por 36 contra 12 votos, a proibição de fumar em jardins, parques, áreas pedonais e praias da área metropolitana. Sobram as ruas abertas ao trânsito automóvel. A partir de 1 de Maio, os fumadores terão de abster-se em Central Park, Gramercy, Bryant, Madison, Union, Washington Square, etc., no Jardim Botânico, em Times Square, na praia de Coney Island e por aí fora. Bloomberg, o mayor da cidade, congratulou-se com a medida.
Apetece-me não voltar à "Big Aple".
A sanha contra os fumadores contínua e eles não se dão conta do ridículo.
Não param para pensar?
"The land of the free"?
A puta que os pariu outra vez.
Em nome da saúde pública, a assembleia municipal (City Council) de Nova Iorque aprovou ontem, por 36 contra 12 votos, a proibição de fumar em jardins, parques, áreas pedonais e praias da área metropolitana. Sobram as ruas abertas ao trânsito automóvel. A partir de 1 de Maio, os fumadores terão de abster-se em Central Park, Gramercy, Bryant, Madison, Union, Washington Square, etc., no Jardim Botânico, em Times Square, na praia de Coney Island e por aí fora. Bloomberg, o mayor da cidade, congratulou-se com a medida.
Apetece-me não voltar à "Big Aple".
A sanha contra os fumadores contínua e eles não se dão conta do ridículo.
Não param para pensar?
"The land of the free"?
A puta que os pariu outra vez.
A Luz do Porto
2011/02/02
Reuniões
Toda a minha vida "papei" reuniões infindáveis, classificadas de RPN (Reunião de Porra Nenhuma) onde na maior dos casos o seu objectivo era reunião ela própria.
Por regra, todos os participantes incluindo o responsavel pela mesma concordavam, depois, que tinha sido uma chatice.
O método abaixo proposto é infalivel para tornar uma RPN numa coisa divertida.
O BINGO DAS REUNIÕES!
Imprime o quadro abaixo antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvires a palavra ou expressão contida numa das casas, marca a mesma com um (X).
Quando completares uma linha, coluna ou diagonal, basta gritar ' BINGO '!
Planificação|Colaboradores|Objectivos |Estudo |Disciplina
Reunião |Plano |Substituição |Formação |Estratégia
Apoio |Direcção |Hiérarquia |Competências |Recuperação
Optimização |Avaliação |Processos |Colega |Recursos
Resultados |Excelência| |Projecto |Implementação|Integração
Testemunho de jogadores satisfeitos:
a.- 'A reunião só tinha começado há 5 minutos quando ganhei!';
b. - 'A minha capacidade para ouvir melhorou imenso desde que comecei a jogar Bingo das Reuniões';
c.- 'A atmosfera da última reunião foi muito tensa porque 8 colegas estavam à espera de preencher a 5ª casa';
d.- 'O director ficou estupefacto ao ouvir oito pessoas gritar 'BINGO', pela 3ª vez numa hora';
e.- 'Agora, vou a todas as reuniões, mesmo que não me convoquem'.
Por regra, todos os participantes incluindo o responsavel pela mesma concordavam, depois, que tinha sido uma chatice.
O método abaixo proposto é infalivel para tornar uma RPN numa coisa divertida.
O BINGO DAS REUNIÕES!
Imprime o quadro abaixo antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvires a palavra ou expressão contida numa das casas, marca a mesma com um (X).
Quando completares uma linha, coluna ou diagonal, basta gritar ' BINGO '!
Planificação|Colaboradores|Objectivos |Estudo |Disciplina
Reunião |Plano |Substituição |Formação |Estratégia
Apoio |Direcção |Hiérarquia |Competências |Recuperação
Optimização |Avaliação |Processos |Colega |Recursos
Resultados |Excelência| |Projecto |Implementação|Integração
Testemunho de jogadores satisfeitos:
a.- 'A reunião só tinha começado há 5 minutos quando ganhei!';
b. - 'A minha capacidade para ouvir melhorou imenso desde que comecei a jogar Bingo das Reuniões';
c.- 'A atmosfera da última reunião foi muito tensa porque 8 colegas estavam à espera de preencher a 5ª casa';
d.- 'O director ficou estupefacto ao ouvir oito pessoas gritar 'BINGO', pela 3ª vez numa hora';
e.- 'Agora, vou a todas as reuniões, mesmo que não me convoquem'.
Eu quero uma destas, JÁ
Os nervos com que eu fico ao ver uma coisa destas, ainda por cima, com a novidade de nunca ter visto encher copos de cerveja por baixo.
Chapeau.
Mario Soares 2

A avaliar pelo artigo de hoje no DN assinado pelo jornalista João Pedro Henriques, sobre o escrito ontem por MS, os jornalistas e a classe política continuam a tomar a nuvem por Juno.
O artigo que, na minha opinião e sem muito esforço, poderia ser transfomado num programa a ser submetido ao eleitorado apenas teve impacto no que se refere aos Boys&Girls.
Tudo o resto, o mais importante, foi apagado provavelmente porque é pouco interessante.
Quem quer discutir ideias? Quem quer ver a floresta por detrás da mísera árvore?
Pobrezinhos.
Eu sei que dá trabalho, mas parafraseando o meu amigo Luís, "tudo o que é bom dá trabalho".
Engraçado que, também hoje, o coriáceo Baptista-Bastos, parecendo alinhar pelo mesmo diapasão de MS, aborda a questão PS, do congresso do PS, de modo totalmente diferente.
Transcrevo apenas uma pequena parte :
"Com rigor, deixou, há muito, de ser socialista, de alimentar e estimular a ideia socialista, incapaz de reagir ao desmoronamento da União Soviética, sem saber enfrentar e combater, ideológica e politicamente, as pressões de um capitalismo cada vez mais feroz e devastador."
O homem ensandeceu. O artigo dirige-se ao PS ou ao PCP?
Etiquetas:
Baptista-Bastos,
Mario Soares,
PS
2011/02/01
Mario Soares
Mario Soares, do alto dos seus 86 anos, continua a dar lições de política a todos quantos o leiam, mesmo quando não se concorda.A capacidade de ler a realidade e a perceção da realidade, a bagagem cultural e ideológica que lhe serve de lastro, contrasta com os políticos "fast food" que por aí abundam.
Hoje, mais uma vez escreve um artigo brilhante no DN do qual destaco a seguinte passagem:
"Reparem os meus leitores apegados a velhos preconceitos: os melindres e as preocupações quanto às soberanias nacionais pertencem ao passado. Num mundo globalizado, em que a América do Norte, os colossos emergentes e os que estão para o ser são cada vez mais fortes, a União Europeia, para sobreviver, como grande potência multi-estadual na cena internacional tem de estar unida e ter mecanismos de decisão rápidos. Assim, as soberanias, no quadro da União, são - e devem ser - partilhadas, tendo princípios comuns e obrigatórios para todos: a igualdade dos Estados-membros e a unidade e a solidariedade entre todos. É o que nos exige o século xxi, e temos de o perceber. Porque o dilema é fácil: ou a União toma medidas urgentes neste sentido, ou entrará numa irremediável decadência. É por isso necessário que a Alemanha compreenda rapidamente que, por mais rica que seja, isolada não representa nada em relação aos colossos emergentes. E ainda que com uma Europa desintegrada, a Alemanha será vista como um factor de desconfiança pelos Estados europeus e perderá muito do potencial de produção de riqueza que hoje tem. Visto que as suas exportações para os outros países europeus cairão a pique..."Há por aí alguém interessado em mandar a tradução em alemão para a chanceler Merkel?
Note-se ainda os "recados" para dentro do país e do PS.
Quem disse que o homem já não existe?
Por mim, longa vida.
Ladrão de Livros

A propósito deste post do Jaime Bulhosa comentei:
A páginas tantas, no magnifico As Aventuras de Augie March, de Saul Bellow, Augie torna-se um ladrão de livros profissional aliciado pelo seu amigo Padilla.
A propósito de satisfazer um cliente díficil roubou e, passo a transcrever:
"...Dois Volumes de A Vontade do Poder de Nietzshe, que suei para conseguir roubar porque estavam num armário de vidro fechado numa livraria especializada em livros de Economia; também lhe arranjei a Filosofia do Direito de Hegel, os últimos volumes de O Capital na livraria comunista da Division Street, A Autobiografia de Herzen e alguns livros de Tocqueville....".
Se o seu Ladrão Temático é um profissional do gabarito de Augie, esqueça.
Está condenado a repôr nas estantes os volumes em falta.
Abraço de solidariedade.
PS: O abraço de solidariedade estende-se à Isabel e ao Tó Zé Castanheira e atodos os livreiros que enfrentam o problema.
PSS: Quem rouba livros merece ser mais bem tratado que os ladrões de outra coisa qualquer?
Ná, diria eu.
Etiquetas:
Ladrão de livros,
Pó dos Livros,
Saul Bellow
2011/01/20
Escrever um livro

Se um dia chegar a ser muito velhinho, vou escrever um livro. É uma promessa que tenho feito a mim próprio. Não, não desesperem... pode ser que até lá perca a memória* ou tenha ganho juízo.**
livreiro anónimo
* Memória: Frequentemente, o envelhecimento está associado a dificuldade de memória e à lentidão de raciocínio. Nesse sentido, acredita-se que os idosos fiquem com dificuldade em lembrar e compreender as situações novas que lhes são apresentadas, mas em contrapartida, superam os jovens em raciocínios que exigem maior “sabedoria”. Evidentemente a sabedoria não surge, necessariamente, com a idade. Contudo, e com um pouco de sorte, a idade acontece por si só. E é com ela, e à custa dela, que infelizmente na maior parte das vezes, a sabedoria finalmente se manifesta.
** Juízo: é o processo que conduz ao estabelecimento das relações significativas entre conceitos, que conduzem ao pensamento lógico objectivando alcançar uma integração, que possibilite uma atitude racional frente as necessidades do momento.
Com a devida vénia ao Jaime Bulhosa
2011/01/02
A Figura do Ano - Lula da Silva - Apelo ao Futuro!
Faço minhas as palavras de Ana Paula Fitas que a seguir se transcrevem:
"O Presidente do Brasil, Lula da Silva é, incontornavelmente, a Figura do Ano. Na hora da despedida, o Presidente falou aos cidadãos brasileiros e, nas suas palavras, o mundo recolhe a Esperança... Agora, Lula da Silva faria muito falta nas Nações Unidas... Assim o queira! Feliz Ano Novo, Presidente!"
Lula para Secretário Geral da ONU, JÁ.
Concerto de Ano Novo
O Concerto de Ano Novo é um "must" imperdível nas tardes do dia 1 de janeiro.
Este ano, mais uma vez, não defraudou as expetativas.
Este maestro, que eu não conhecia, presenteou-nos com algumas peças pouco ouvidas, nomeadamente as czardas e os galopes.
Interessante a versão do Danúbio Azul, mais "pesada" e "lenta" que o habitual.
Não deixa, no entanto, de fazer esquecer a versão de Karajan em 1987 aqui apresentada por sugestão da Ana Paula Fitas
Este ano, mais uma vez, não defraudou as expetativas.
Este maestro, que eu não conhecia, presenteou-nos com algumas peças pouco ouvidas, nomeadamente as czardas e os galopes.
Interessante a versão do Danúbio Azul, mais "pesada" e "lenta" que o habitual.
Não deixa, no entanto, de fazer esquecer a versão de Karajan em 1987 aqui apresentada por sugestão da Ana Paula Fitas
Etiquetas:
Concerto de Ano Novo,
Karaijan,
Musica
2010/12/27
On the Sunny Side of the Street
Nos tempos que correm fica bem haver calor e sol do outro lado da rua.
Grab your coat and get your hat
Leave your worries on the doorstep
Life can be so sweet
On the sunny side of the street
Can’t you hear the pitter-patter?
And that happy tune is your step
Life can be so sweet
On the sunny side of the street
I used to walk in the shade with the blues on parade
But I’m not afraid
I'm crossing over and I'm walking in clovers
If I never had a cent
I’d be rich as rockefeller
with Gold dust at my feet
On the sunny side of the street
I used to walk in the shade with them blues on parade
Now I’m not afraid
I'm crossing over and walking in clovers
Now if I never made one cent
I'll still be rich as frank sinatra
There will be goldust at my feet
On the sunny --
sunny side of the street
PS: Com a colaboração da Sofia
Grab your coat and get your hat
Leave your worries on the doorstep
Life can be so sweet
On the sunny side of the street
Can’t you hear the pitter-patter?
And that happy tune is your step
Life can be so sweet
On the sunny side of the street
I used to walk in the shade with the blues on parade
But I’m not afraid
I'm crossing over and I'm walking in clovers
If I never had a cent
I’d be rich as rockefeller
with Gold dust at my feet
On the sunny side of the street
I used to walk in the shade with them blues on parade
Now I’m not afraid
I'm crossing over and walking in clovers
Now if I never made one cent
I'll still be rich as frank sinatra
There will be goldust at my feet
On the sunny --
sunny side of the street
PS: Com a colaboração da Sofia
2010/12/10
Serie Grandes Capas de BD-VI
2010/12/08
2010/12/03
2010/12/02
Anedota do dia
Um amigo enviou-me esta que tem verdadeiramente piada:
Um grupo de anões resolve jogar futebol no domingo e alugam um campo.
Formadas as equipas, cada um pega no seu equipamento, quando reparam que o campo de futebol não tem balneário.
Resolvem então perguntar ao dono de uma tasca ao lado se podem utilizar a
casa de banho para trocar de roupa.
O dono diz que não há problema nenhum, e lá vão eles.
Entram todos na tasca, vão até à casa de banho, vestem-se e começam a sair da casa de banho.
Um bêbado, que estava sentado ao balcão, vê passar por ele a equipa azul.
Estranha, mas continua a beber.
Quando, ao fim de pouco tempo, vê passar a equipa de vermelho, vira-se para o dono do bar e diz :
- Eu não me quero meter ... mas os teus matraquilhos estão a dar à sola !...
Um grupo de anões resolve jogar futebol no domingo e alugam um campo.
Formadas as equipas, cada um pega no seu equipamento, quando reparam que o campo de futebol não tem balneário.
Resolvem então perguntar ao dono de uma tasca ao lado se podem utilizar a
casa de banho para trocar de roupa.
O dono diz que não há problema nenhum, e lá vão eles.
Entram todos na tasca, vão até à casa de banho, vestem-se e começam a sair da casa de banho.
Um bêbado, que estava sentado ao balcão, vê passar por ele a equipa azul.
Estranha, mas continua a beber.
Quando, ao fim de pouco tempo, vê passar a equipa de vermelho, vira-se para o dono do bar e diz :
- Eu não me quero meter ... mas os teus matraquilhos estão a dar à sola !...
2010/12/01
Serie Grandes Capas de BD-V

Em 1955 o Número Especial de Junho do Cavaleiro Andante publicava duas histórias fantásticas:
- Uma adaptação da "celebre obra de Fenimore Cooper «A Pradaria», que evoca a odisseia dos pioneiros da América do Norte, com os inevitáveis lutas com os índios e também com os bandidos que infestavam a pradaria".Nenhuma referencia (infelizmente) a quem ilustrou a obra;
- Uma "Aventura no mar" que narra alguns dos feitos do corsário Jean Bart
A capa faz juz à valentia de Jean Bart.
2010/11/28
Serie Grandes Inícios IV
Ainda agora comecei a ler e já estou agarrado.
Pudera, com este ínicio quem não fica:
Era uma vez na cidade de Kahani, na terra de Alifbay, um rapaz chamado Luka que possuía dois animais de estimação, um urso chamado Cão e um Cão chamdo Urso, o que queria dizer que, quando ele chamava «Cão!», o urso vinha ter afavelmente com ele, bamboleando-se nas patas traseiras e, quando chamva «Urso!», o cão pulava direito a ele abanando a cauda.
Luka e o Fogo da Vida, Salman Rushdie
Pudera, com este ínicio quem não fica:
Era uma vez na cidade de Kahani, na terra de Alifbay, um rapaz chamado Luka que possuía dois animais de estimação, um urso chamado Cão e um Cão chamdo Urso, o que queria dizer que, quando ele chamava «Cão!», o urso vinha ter afavelmente com ele, bamboleando-se nas patas traseiras e, quando chamva «Urso!», o cão pulava direito a ele abanando a cauda.
Luka e o Fogo da Vida, Salman Rushdie
Etiquetas:
Salman Rushdie,
Serie Grandes Inícios
2010/11/21
Reformado
2010/11/19
A propósito de um post neste excelente blog http://duas-ou-tres.blogspot.com/foi colocado este comentário com muita graça
Every time a new Pope is elected, there are many rituals to be followed, in accordance with tradition. But there's one ritual that very few people know about.
Shortly after the new Pope is enthroned, the Chief Rabbi of Jerusalem seeks an audience with him.
He is shown into the Pope's presence, whereupon he presents him with a silver tray bearing a velvet cushion. On top of the cushion is an ancient, shrivelled parchment envelope.
The Pope symbolically stretches out his arm in a gesture of rejection.
The Chief Rabbi then retires, taking the envelope with him, and does not return until the next Pope is elected.
Pope Bendict was intrigued by this ritual, the origin of which was unknown to him. He instructed the best scholars of the Vatican to research it, but they couldn't came up with anything. So when the time came and the Chief Rabbi was shown into his presence, he faithfully enacted the ritual rejection.
But then, as the Chief Rabbi turned to leave, he beckoned to him. "My brother," he whispered, "I must confess that we Catholics are ignorant of the meaning of this ritual enacted for centuries between us and the Jewish people. I have to ask you, what is it all about?"
The Chief Rabbi scratched his head and replied, "Frankly, Your Holiness, I have no idea either. The origin of this ritual is lost to us, too."
The Pope thought for a bit and said, "My brother, let us retire to my chamber and enjoy a glass of wine together. Then, with your agreement, we shall open the envelope and discover, at last, the secret."
The Chief Rabbi agreed.
So, after a leisurely glass of wine, they reverently picked up the curling parchment envelope and opened it with fingers trembling with anticipation.
The Chief Rabbi reached inside, took out a sheet of ancient parchment, and carefully unfolded it. He looked at it, and then handed it to the Pope.
It was the bill for the Last Supper.
Every time a new Pope is elected, there are many rituals to be followed, in accordance with tradition. But there's one ritual that very few people know about.
Shortly after the new Pope is enthroned, the Chief Rabbi of Jerusalem seeks an audience with him.
He is shown into the Pope's presence, whereupon he presents him with a silver tray bearing a velvet cushion. On top of the cushion is an ancient, shrivelled parchment envelope.
The Pope symbolically stretches out his arm in a gesture of rejection.
The Chief Rabbi then retires, taking the envelope with him, and does not return until the next Pope is elected.
Pope Bendict was intrigued by this ritual, the origin of which was unknown to him. He instructed the best scholars of the Vatican to research it, but they couldn't came up with anything. So when the time came and the Chief Rabbi was shown into his presence, he faithfully enacted the ritual rejection.
But then, as the Chief Rabbi turned to leave, he beckoned to him. "My brother," he whispered, "I must confess that we Catholics are ignorant of the meaning of this ritual enacted for centuries between us and the Jewish people. I have to ask you, what is it all about?"
The Chief Rabbi scratched his head and replied, "Frankly, Your Holiness, I have no idea either. The origin of this ritual is lost to us, too."
The Pope thought for a bit and said, "My brother, let us retire to my chamber and enjoy a glass of wine together. Then, with your agreement, we shall open the envelope and discover, at last, the secret."
The Chief Rabbi agreed.
So, after a leisurely glass of wine, they reverently picked up the curling parchment envelope and opened it with fingers trembling with anticipation.
The Chief Rabbi reached inside, took out a sheet of ancient parchment, and carefully unfolded it. He looked at it, and then handed it to the Pope.
It was the bill for the Last Supper.
Pim, Pam, Pum

No seguimento deste post aqui vai um outro fantástico.
Não interessa o conteúdo.
Apenas a forma inspirado no "Fuzilamento do 3 de Mayo de Goya.
Chapeau.
2010/11/18
Um acordão do caralho
Ministério Público quis levar a julgamento cabo da GNR que usou expressão junto de superior, mas Relação de Lisboa ilibou-o.
Quando um cabo da GNR, irritado com o facto de não ter conseguido uma troca na escala de serviço, se dirige ao seu superior, dizendo "não dá pra trocar, então prò c...", está a cometer um crime de insubordinação ou apenas a desabafar? Este debate percorreu o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa e o Tribunal de Instrução Criminal, chegando, a 28 de Outubro deste ano, ao Tribunal da Relação de Lisboa, que encerrou o caso: o cabo não deve ser julgado, porque a expressão utilizada é um "um sinal de mera virilidade verbal".
Foi no dia 4 de Agosto de 2009 que, no gabinete do sargento da GNR que liderava um subdestacamento, o cabo solicitou uma troca de serviço com outro militar. Perante a recusa do seu superior hierárquico, tal como vem descrito no acórdão do Tribunal da Relação, o militar disse: "Não dá para trocar, então pró c..." E de seguida: "Se participar de mim, depois logo falamos como homens."
A situação em causa evoluiu para uma acusação pelo crime de insubordinação. Segundo uma procuradora do DIAP, "a palavra 'c...', proferida pelo arguido, na presença do seu superior hierárquico, de forma alguma, poderia constituir um mero desabafo, antes, indignado, pelo facto de o seu superior não permitir a troca de serviço, visou o arguido atingi-lo na sua honra e consideração".
"Então existe outro significado para a palavra, 'c...' em causa, dita naquele contexto, que não seja injurioso, ofensivo, de afronta, em relação à pessoa a quem é dirigida?", questiona a mesma magistrada.
Os juízes desembargadores Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes tiveram entendimento diferente, mantendo a decisão do juiz de instrução que decidiu não levar o arguido a julgamento.
E para fundamentar tal decisão, os desembargadores fazem uma extensa análise da expressão "prò c..." que, no fundo, era o que estava em causa no autos. Concluíram que há contextos em que a utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma. Um pouco de história: "Para uns a palavra 'c...' vem do latim caraculu que significava pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande. Certo é que, independentemente da etimologia da palavra, o povo começou a associar a palavra ao órgão sexual masculino, o pénis."
Porém, continuam os juízes, "é público e notório, pois tal resulta da experiência comum, que 'c...' é palavra usada por alguns (muitos) para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo. Por exemplo 'prò c...' é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas ('chove pra c...'; 'o Cristiano Ronaldo joga pra c...'; 'moras longe pra c...'; 'o ácaro é um animal pequeno pra c...'; 'esse filme é velho pra c...')".
Mas há mais jurisprudência sobre a matéria: "Para alguns, tal como no Norte de Portugal com a expressão popular de espanto, impaciência ou irritação 'carago', não há nada a que não se possa juntar um 'c...', funcionando este como verdadeira muleta oratória."Tendo presente tais considerações, mais o facto de se ter dado como assente que o cabo e o sargento - apesar da distância hierárquica - manterem uma relação de proximidade, sem muitas regras formais, a Relação de Lisboa decidiu não levar o militar a julgamento pelo crime de insubordinação.
Quando um cabo da GNR, irritado com o facto de não ter conseguido uma troca na escala de serviço, se dirige ao seu superior, dizendo "não dá pra trocar, então prò c...", está a cometer um crime de insubordinação ou apenas a desabafar? Este debate percorreu o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa e o Tribunal de Instrução Criminal, chegando, a 28 de Outubro deste ano, ao Tribunal da Relação de Lisboa, que encerrou o caso: o cabo não deve ser julgado, porque a expressão utilizada é um "um sinal de mera virilidade verbal".
Foi no dia 4 de Agosto de 2009 que, no gabinete do sargento da GNR que liderava um subdestacamento, o cabo solicitou uma troca de serviço com outro militar. Perante a recusa do seu superior hierárquico, tal como vem descrito no acórdão do Tribunal da Relação, o militar disse: "Não dá para trocar, então pró c..." E de seguida: "Se participar de mim, depois logo falamos como homens."
A situação em causa evoluiu para uma acusação pelo crime de insubordinação. Segundo uma procuradora do DIAP, "a palavra 'c...', proferida pelo arguido, na presença do seu superior hierárquico, de forma alguma, poderia constituir um mero desabafo, antes, indignado, pelo facto de o seu superior não permitir a troca de serviço, visou o arguido atingi-lo na sua honra e consideração".
"Então existe outro significado para a palavra, 'c...' em causa, dita naquele contexto, que não seja injurioso, ofensivo, de afronta, em relação à pessoa a quem é dirigida?", questiona a mesma magistrada.
Os juízes desembargadores Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes tiveram entendimento diferente, mantendo a decisão do juiz de instrução que decidiu não levar o arguido a julgamento.
E para fundamentar tal decisão, os desembargadores fazem uma extensa análise da expressão "prò c..." que, no fundo, era o que estava em causa no autos. Concluíram que há contextos em que a utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma. Um pouco de história: "Para uns a palavra 'c...' vem do latim caraculu que significava pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande. Certo é que, independentemente da etimologia da palavra, o povo começou a associar a palavra ao órgão sexual masculino, o pénis."
Porém, continuam os juízes, "é público e notório, pois tal resulta da experiência comum, que 'c...' é palavra usada por alguns (muitos) para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo. Por exemplo 'prò c...' é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas ('chove pra c...'; 'o Cristiano Ronaldo joga pra c...'; 'moras longe pra c...'; 'o ácaro é um animal pequeno pra c...'; 'esse filme é velho pra c...')".
Mas há mais jurisprudência sobre a matéria: "Para alguns, tal como no Norte de Portugal com a expressão popular de espanto, impaciência ou irritação 'carago', não há nada a que não se possa juntar um 'c...', funcionando este como verdadeira muleta oratória."Tendo presente tais considerações, mais o facto de se ter dado como assente que o cabo e o sargento - apesar da distância hierárquica - manterem uma relação de proximidade, sem muitas regras formais, a Relação de Lisboa decidiu não levar o militar a julgamento pelo crime de insubordinação.
Etiquetas:
Acordão,
Jurisprudencia,
Ministério Público
2010/11/15
Contar cabeças
José Queirós (Provedor dos leitores do Público)
Crónica da edição de 14 de Novembro de 2010)
Finalmente. Foi preciso estar em Lisboa um professor de jornalismo norte-americano, com currículo estabelecido em técnicas de contagem de multidões, para pela primeira vez se fazer no nosso país o que a imprensa portuguesa há muito deve aos seus leitores: uma estimativa independente do número de participantes em manifestações ou concentrações com relevo social e político.
No passado dia 6, uma multidão de manifestantes convocados pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública desfilou em Lisboa, entre o Marquês de Pombal e os Restauradores, em protesto contra os cortes salariais e outras medidas de austeridade anunciadas pelo Governo e apoiadas pelo principal partido da oposição. E que multidão foi essa? 100.000 pessoas, disseram os organizadores, e repetiu grande parte da comunicação social, participaram na marcha, descrita como uma espécie de ensaio de mobilização para a greve geral marcada para o próximo dia 24.
Ao contrário do que aconteceu em ocasiões semelhantes, desta vez não se conheceram estimativas da polícia. Em contrapartida, uma equipa dirigida por Steve Doig, professor da Universidade do Arizona actualmente a leccionar um mestrado de jornalismo na Universidade Nova de Lisboa, saiu para o terreno para fazer o que nenhum jornal fizera antes: contar os manifestantes. Não mobilizou para isso grandes meios: alguns dos seus alunos fizeram contagens ao longo do percurso da marcha, algumas fotografias foram feitas a partir de um ponto elevado na zona dos Restauradores e foi medido o espaço em que decorreu o comício final. Resultado: uma estimativa de 8.000 a 10.000 participantes no desfile, e cerca de 5.000 concentrados nos Restauradores.
Não creio que seja possível, depois desta experiência, que um jornal independente continue a ignorar as suas responsabilidades informativas e se limite a servir de eco preguiçoso aos números avançados por organizadores de manifestações ou por fontes oficiais. Ou, no caso das greves, por porta-vozes sindicais, patronais ou governamentais, todos partes interessadas, ainda que antagónicas, na difusão dos números (recordo que a greve da função pública de Março passado foi noticiada neste jornal como tendo tido uma adesão "entre os 13 e os 80 por cento", uma "informação" disparatada resultante da mera contraposição dos números fornecidos pelo Governo e pelos sindicatos).
Dir-se-á que o que mais conta, numa manifestação, não é o número de participantes, mas as suas razões e objectivos, e o impacto público, que não depende apenas da sua expressão quantitativa. Mas também se sabe que, no plano da luta sindical e política, os números são uma arma fundamental para organizadores e oponentes, e é por isso que fazem questão de os esgrimir, com as discrepâncias conhecidas. E, ainda que assim não fosse, é dever do jornalismo procurar e transmitir a verdade dos factos. Quando os números são um elemento relevante da notícia — como é obviamente o caso no processo de preparação de uma greve geral —, impõe-se um esforço de rigor na informação. Se a exactidão é inatingível, não o são as estimativas baseadas em métodos sérios e técnicas adequadas e escrutináveis.
O modo como a imprensa diária portuguesa relatou a manifestação do dia 6 não é rigoroso nem sério. Um jornal anunciou, em título e no texto, a presença de 100.000 manifestantes, sem citar qualquer fonte, como se o cálculo decorresse da observação directa do repórter. Outro assumiu a mesma "informação" em antetítulo, embora referindo no texto que a recolhera junto dos organizadores. O PÚBLICO esteve melhor, dedicando uma pequena nota à contagem feita pela equipa da Universidade Nova, e referindo prudentemente "milhares de manifestantes" na abertura da peça que dedicou ao desfile. Ainda assim, adiantava no texto que este "terá mobilizado cem mil pessoas, de acordo com dados da organização" e que "a polícia no local [se] recusou a avaliar o número de participantes". Ter-se-á citado esse número, referindo a fonte, por ser o único disponível. Mas cabe perguntar qual o valor informativo de um dado como esse, em relação ao qual não existia contraditório nem verificação independente. Sobretudo quando se conhece o histórico das enormes diferenças de cálculo entre as partes envolvidas. Definitivamente, este é um hábito que contraria o direito dos leitores a uma informação rigorosa.
Na minha opinião, o que o PÚBLICO deveria ter feito era o que fez a equipa de Steve Doig: ir para a rua contar os manifestantes. Não se pode esperar de um jornal que invista em tal esforço sempre que noticia uma concentração de massas, mas cabe-lhe reconhecer os casos em que o interesse público aconselha que a cobertura informativa de uma acção de contestação política e social devidamente anunciada não deixe de fora esse dado muito relevante que é o da sua expressão numérica.
O método usado pelo perito americano não exige recursos consideráveis, mas poderá objectar-se que não é suficientemente fiável. Colocar alguns voluntários a "contar cabeças" na rua (mesmo tratando-se de um desfile lento como costumam ser estes) não garante certamente resultados exactos. Mas o conjunto das técnicas utilizadas — contagens independentes em diferentes locais de passagem da marcha, durante períodos de tempo definidos, cronometragem do desfile, cálculo da densidade da concentração de pessoas através de fotografias feitas de cima e da medição dos espaços ocupados, e métodos estudados para a aferição e cruzamento de todos estes dados — é sem dúvida melhor que as conhecidas avaliações "a olho" ou os cálculos não escrutináveis, assegurando estimativas mais dignas de crédito.
Na verdade, estas técnicas representam um processo bastante artesanal quando comparado com as que já estão a ser experimentadas em outros países, em boa parte devido à pressão dos media e dos seus consumidores. A análise em computador de imagens de alta resolução, obtidas por fotografia aérea convencional, por satélite ou até por câmaras instaladas em balões (mais móveis e mais próximos do solo), recorrendo a grelhas que dividem a área de uma concentração em múltiplas unidades de superfície, para cada uma das quais é estabelecida a respectiva densidade, permite atingir resultados cada vez mais credíveis. Por exemplo, nas recentes concentrações cívicas convocadas para Washington por vedetas da televisão conotadas com a direita (Glenn Beck, com o apoio do Tea Party) e a esquerda (o comediante Jon Stewart), a CBS News recorreu a duas estimativas independentes baseadas neste tipo de técnicas, embora com algumas diferenças metodológicas, e chegou a resultados muito semelhantes, sem variação estatística assinalável.
Técnicas baseadas na contagem directa de pessoas, apoiadas por gravações em vídeo, mas usando metodologias sofisticadas que permitem diminuir consideravelmente margens de erro, têm vindo a ser pesquisadas e experimentadas nos últimos anos pela Universidade de Hong-Kong. E já produziram um resultado interessante: quando a equipa académica decidiu anunciar que iria "contar cabeças" numa grande manifestação, os números avançados pelos organizadores e pela polícia, tradicionalmente separados por um abismo aritmético, aproximaram-se de forma inédita. Quando voltou a fazê-lo sem aviso prévio, regressou a enorme discrepância entre os cálculos de uns e de outros. Já em Taiwan — por motivos que não têm a ver com protestos de rua, mas com a segurança pública (por exemplo as grandes concentrações em estações ferroviárias nos dias festivos) — é da inovação tecnológica no domínio da análise de imagens por computadores que têm surgido maiores progressos na contagem de multidões.
Alguns dos que me lêem estranharão talvez que se ocupe este espaço a discutir a importância de saber quantos milhares a mais ou a menos se juntaram num determinado protesto, quando o que importará é conhecer as causas (e os possíveis efeitos) desse protesto. A isso responderei que acções de rua como a do passado dia 6 são matéria de interesse público, que a sua expressão quantitativa é relevante, e que é dever do bom jornalismo procurar a verdade. E acrescentarei que, apesar da referência feita às novas tecnologias existentes, processos mais artesanais e simples de executar serão já um passo importante para romper com o jornalismo conformista que troca o dever da investigação independente pela difusão de "informações" em que nem sequer acredita. Foi essa a lição dada em Lisboa pelo professor Doig, que não terá recebido por acaso, entre outros galardões, um prémio Pulitzer na modalidade de serviço público.
Uma nota final para lembrar que, no próximo dia 24, data da anunciada greve geral, seremos provavelmente confrontados com os tradicionais números contraditórios sobre a adesão ao protesto. Sem formas de avaliação independente, e conhecendo-se os precedentes, muito poucos darão crédito a quaisquer desses números, venham eles dos sindicatos ou do Governo. Seria uma excelente ocasião para o jornalismo romper com velhos e maus hábitos, e ganhar credibilidade.
Claro que uma greve não é um desfile. Não se apuram adesões saindo à rua a "contar cabeças". Mas o desafio informativo é da mesma natureza, e todos os progressos possíveis seriam bem-vindos. Amostras sectoriais de informação — apurada com rigor e independência, ainda que em poucos lugares, e contraposta à que for dada pelas partes interessadas — ajudariam a dissipar mentiras e habilidades estatísticas e poderiam vir a desencorajar os que têm poucos escrúpulos em dizer a verdade aos cidadãos. Uma investigação que desvendasse métodos e critérios de contagem praticados por sindicatos, empresas ou ministérios seria igualmente de interesse público.
Crónica da edição de 14 de Novembro de 2010)
Finalmente. Foi preciso estar em Lisboa um professor de jornalismo norte-americano, com currículo estabelecido em técnicas de contagem de multidões, para pela primeira vez se fazer no nosso país o que a imprensa portuguesa há muito deve aos seus leitores: uma estimativa independente do número de participantes em manifestações ou concentrações com relevo social e político.
No passado dia 6, uma multidão de manifestantes convocados pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública desfilou em Lisboa, entre o Marquês de Pombal e os Restauradores, em protesto contra os cortes salariais e outras medidas de austeridade anunciadas pelo Governo e apoiadas pelo principal partido da oposição. E que multidão foi essa? 100.000 pessoas, disseram os organizadores, e repetiu grande parte da comunicação social, participaram na marcha, descrita como uma espécie de ensaio de mobilização para a greve geral marcada para o próximo dia 24.
Ao contrário do que aconteceu em ocasiões semelhantes, desta vez não se conheceram estimativas da polícia. Em contrapartida, uma equipa dirigida por Steve Doig, professor da Universidade do Arizona actualmente a leccionar um mestrado de jornalismo na Universidade Nova de Lisboa, saiu para o terreno para fazer o que nenhum jornal fizera antes: contar os manifestantes. Não mobilizou para isso grandes meios: alguns dos seus alunos fizeram contagens ao longo do percurso da marcha, algumas fotografias foram feitas a partir de um ponto elevado na zona dos Restauradores e foi medido o espaço em que decorreu o comício final. Resultado: uma estimativa de 8.000 a 10.000 participantes no desfile, e cerca de 5.000 concentrados nos Restauradores.
Não creio que seja possível, depois desta experiência, que um jornal independente continue a ignorar as suas responsabilidades informativas e se limite a servir de eco preguiçoso aos números avançados por organizadores de manifestações ou por fontes oficiais. Ou, no caso das greves, por porta-vozes sindicais, patronais ou governamentais, todos partes interessadas, ainda que antagónicas, na difusão dos números (recordo que a greve da função pública de Março passado foi noticiada neste jornal como tendo tido uma adesão "entre os 13 e os 80 por cento", uma "informação" disparatada resultante da mera contraposição dos números fornecidos pelo Governo e pelos sindicatos).
Dir-se-á que o que mais conta, numa manifestação, não é o número de participantes, mas as suas razões e objectivos, e o impacto público, que não depende apenas da sua expressão quantitativa. Mas também se sabe que, no plano da luta sindical e política, os números são uma arma fundamental para organizadores e oponentes, e é por isso que fazem questão de os esgrimir, com as discrepâncias conhecidas. E, ainda que assim não fosse, é dever do jornalismo procurar e transmitir a verdade dos factos. Quando os números são um elemento relevante da notícia — como é obviamente o caso no processo de preparação de uma greve geral —, impõe-se um esforço de rigor na informação. Se a exactidão é inatingível, não o são as estimativas baseadas em métodos sérios e técnicas adequadas e escrutináveis.
O modo como a imprensa diária portuguesa relatou a manifestação do dia 6 não é rigoroso nem sério. Um jornal anunciou, em título e no texto, a presença de 100.000 manifestantes, sem citar qualquer fonte, como se o cálculo decorresse da observação directa do repórter. Outro assumiu a mesma "informação" em antetítulo, embora referindo no texto que a recolhera junto dos organizadores. O PÚBLICO esteve melhor, dedicando uma pequena nota à contagem feita pela equipa da Universidade Nova, e referindo prudentemente "milhares de manifestantes" na abertura da peça que dedicou ao desfile. Ainda assim, adiantava no texto que este "terá mobilizado cem mil pessoas, de acordo com dados da organização" e que "a polícia no local [se] recusou a avaliar o número de participantes". Ter-se-á citado esse número, referindo a fonte, por ser o único disponível. Mas cabe perguntar qual o valor informativo de um dado como esse, em relação ao qual não existia contraditório nem verificação independente. Sobretudo quando se conhece o histórico das enormes diferenças de cálculo entre as partes envolvidas. Definitivamente, este é um hábito que contraria o direito dos leitores a uma informação rigorosa.
Na minha opinião, o que o PÚBLICO deveria ter feito era o que fez a equipa de Steve Doig: ir para a rua contar os manifestantes. Não se pode esperar de um jornal que invista em tal esforço sempre que noticia uma concentração de massas, mas cabe-lhe reconhecer os casos em que o interesse público aconselha que a cobertura informativa de uma acção de contestação política e social devidamente anunciada não deixe de fora esse dado muito relevante que é o da sua expressão numérica.
O método usado pelo perito americano não exige recursos consideráveis, mas poderá objectar-se que não é suficientemente fiável. Colocar alguns voluntários a "contar cabeças" na rua (mesmo tratando-se de um desfile lento como costumam ser estes) não garante certamente resultados exactos. Mas o conjunto das técnicas utilizadas — contagens independentes em diferentes locais de passagem da marcha, durante períodos de tempo definidos, cronometragem do desfile, cálculo da densidade da concentração de pessoas através de fotografias feitas de cima e da medição dos espaços ocupados, e métodos estudados para a aferição e cruzamento de todos estes dados — é sem dúvida melhor que as conhecidas avaliações "a olho" ou os cálculos não escrutináveis, assegurando estimativas mais dignas de crédito.
Na verdade, estas técnicas representam um processo bastante artesanal quando comparado com as que já estão a ser experimentadas em outros países, em boa parte devido à pressão dos media e dos seus consumidores. A análise em computador de imagens de alta resolução, obtidas por fotografia aérea convencional, por satélite ou até por câmaras instaladas em balões (mais móveis e mais próximos do solo), recorrendo a grelhas que dividem a área de uma concentração em múltiplas unidades de superfície, para cada uma das quais é estabelecida a respectiva densidade, permite atingir resultados cada vez mais credíveis. Por exemplo, nas recentes concentrações cívicas convocadas para Washington por vedetas da televisão conotadas com a direita (Glenn Beck, com o apoio do Tea Party) e a esquerda (o comediante Jon Stewart), a CBS News recorreu a duas estimativas independentes baseadas neste tipo de técnicas, embora com algumas diferenças metodológicas, e chegou a resultados muito semelhantes, sem variação estatística assinalável.
Técnicas baseadas na contagem directa de pessoas, apoiadas por gravações em vídeo, mas usando metodologias sofisticadas que permitem diminuir consideravelmente margens de erro, têm vindo a ser pesquisadas e experimentadas nos últimos anos pela Universidade de Hong-Kong. E já produziram um resultado interessante: quando a equipa académica decidiu anunciar que iria "contar cabeças" numa grande manifestação, os números avançados pelos organizadores e pela polícia, tradicionalmente separados por um abismo aritmético, aproximaram-se de forma inédita. Quando voltou a fazê-lo sem aviso prévio, regressou a enorme discrepância entre os cálculos de uns e de outros. Já em Taiwan — por motivos que não têm a ver com protestos de rua, mas com a segurança pública (por exemplo as grandes concentrações em estações ferroviárias nos dias festivos) — é da inovação tecnológica no domínio da análise de imagens por computadores que têm surgido maiores progressos na contagem de multidões.
Alguns dos que me lêem estranharão talvez que se ocupe este espaço a discutir a importância de saber quantos milhares a mais ou a menos se juntaram num determinado protesto, quando o que importará é conhecer as causas (e os possíveis efeitos) desse protesto. A isso responderei que acções de rua como a do passado dia 6 são matéria de interesse público, que a sua expressão quantitativa é relevante, e que é dever do bom jornalismo procurar a verdade. E acrescentarei que, apesar da referência feita às novas tecnologias existentes, processos mais artesanais e simples de executar serão já um passo importante para romper com o jornalismo conformista que troca o dever da investigação independente pela difusão de "informações" em que nem sequer acredita. Foi essa a lição dada em Lisboa pelo professor Doig, que não terá recebido por acaso, entre outros galardões, um prémio Pulitzer na modalidade de serviço público.
Uma nota final para lembrar que, no próximo dia 24, data da anunciada greve geral, seremos provavelmente confrontados com os tradicionais números contraditórios sobre a adesão ao protesto. Sem formas de avaliação independente, e conhecendo-se os precedentes, muito poucos darão crédito a quaisquer desses números, venham eles dos sindicatos ou do Governo. Seria uma excelente ocasião para o jornalismo romper com velhos e maus hábitos, e ganhar credibilidade.
Claro que uma greve não é um desfile. Não se apuram adesões saindo à rua a "contar cabeças". Mas o desafio informativo é da mesma natureza, e todos os progressos possíveis seriam bem-vindos. Amostras sectoriais de informação — apurada com rigor e independência, ainda que em poucos lugares, e contraposta à que for dada pelas partes interessadas — ajudariam a dissipar mentiras e habilidades estatísticas e poderiam vir a desencorajar os que têm poucos escrúpulos em dizer a verdade aos cidadãos. Uma investigação que desvendasse métodos e critérios de contagem praticados por sindicatos, empresas ou ministérios seria igualmente de interesse público.
2010/11/14
Serie Jardins Improváveis VI
Serie Jardins Improváveis V
2010/11/10
Serie Grandes Capas de BD-IV
Serie Grandes Capas de BD-III

No Natal de 1953 o Número Especial de Natal do Cavaleiro Andante trazia, como de pode ver na capa, quatro histórias completas, a saber:
Heróis do Mar;
Viagem a Marte com o sub-titulo "Uma história fantástica para ser lida como fantasia";
Aventuras do Zorro com o sub-título "O Mistério da Diligência";
Herói dos Alpes, "História de Guilherme Tell"
Tudo devidamente apócrifo como era regra na altura.
2010/11/07
Porto vs Benfica

Eu costo muito de qualquer desporto, em particular o Rugby, mas detesto tudo quanto o rodeia.
O meu clube é o Benfica mas, porque gosto muito de desporto, gosto muito mais de Futebol (assim com letra grande) do que gosto do Benfica.
O jornalismo, em Portugal, anda pelas ruas da amargura em particular o desportivo.
Em consequência nunca compro jornais desportivos e dos outros, apenas um diário e um semanário e mesmo com esses estou cada vez mais "descoroçoado" como diria a minha mãe.
Serve esta introdução para referenciar a primeira página de "A Bola" que hoje escapa à mediocridade.
O Hulk já era conhecido mas... o Flash?
Belo desarrincanço.
Chapeau.
Etiquetas:
Benfica,
Fábio Coentrão,
Futebol,
Hulk,
Porto editora
2010/11/04
Serie Jardins Improváveis IV
2010/11/01
2010/10/28
2010/10/27
2010/10/26
Serie Grandes Inícios III
O link aponta para o site dedicado ao "cavalheiro" que dá o nome a este blog.
Editado pela Dargaud é absolutamente fabuloso.
Recomenda-se.
Editado pela Dargaud é absolutamente fabuloso.
Recomenda-se.
Etiquetas:
blueberry,
dargaud,
Serie Grandes Inícios
2010/10/25
Serie Grandes Inícios II
Abertura da Carmen de Bizet.
Orquestra da Royal Opera House dirigida por Zubin Mehta
Dispensa comentários.
Orquestra da Royal Opera House dirigida por Zubin Mehta
Dispensa comentários.
Etiquetas:
Carmen,
Serie Grandes Inícios,
Zubin Mehta
Porto Editora disponibiliza Conversor do Acordo Ortográfico
A saga continua.
O Conversor contínua indisponível
O Conversor contínua indisponível
Etiquetas:
Conversor ortográfico de texto,
Porto editora
Serie Grandes Inícios I
A ideia desta série é indecentemente roubada ao José Mário Silva depois de ler o artigo A Angústia da Página em Branco publicado na revista Única de 16 de Outubro.
A ideia original circunscreve-se aos romances, mas esta série vai alargar-se à BD e à música e ao cinema.
Ainda roubado do referido artigo as honras de abertura vão, ironicamente, para Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez (1928) e Conversa na Catedral de Mário Vargas Lhosa (1936):
"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendia havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou conhecer o gelo."
Comentário de JMS:
Experimente ler alto esta frase, pórtico por onde se entra num romance magistral. Depois releia. Depois releia outra vez. À terceira releitura já saberá de cor. O mais certo é ficar gravada na memória como se fosse um poema. De certa maneira, é o que ela é.
"Da porta do La Cronica, Santiago olha a avenida Tacna, sem amor: automóveis, edifícios desiguais e desbotados. esqueletos de anúncios luminosos flutuando na neblina, o meio-dia cinzento."
Comentário de JMS:
Quarenta e um anos antes de ganhar, com inteira justiça, o Nobel da Literatura, Vargas Lhosa começava assim, em tom melacólico, a sua obra prima.
A ideia original circunscreve-se aos romances, mas esta série vai alargar-se à BD e à música e ao cinema.
Ainda roubado do referido artigo as honras de abertura vão, ironicamente, para Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez (1928) e Conversa na Catedral de Mário Vargas Lhosa (1936):
"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendia havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou conhecer o gelo."
Comentário de JMS:
Experimente ler alto esta frase, pórtico por onde se entra num romance magistral. Depois releia. Depois releia outra vez. À terceira releitura já saberá de cor. O mais certo é ficar gravada na memória como se fosse um poema. De certa maneira, é o que ela é.
"Da porta do La Cronica, Santiago olha a avenida Tacna, sem amor: automóveis, edifícios desiguais e desbotados. esqueletos de anúncios luminosos flutuando na neblina, o meio-dia cinzento."
Comentário de JMS:
Quarenta e um anos antes de ganhar, com inteira justiça, o Nobel da Literatura, Vargas Lhosa começava assim, em tom melacólico, a sua obra prima.
Um quarto das crianças 'nasce' primeiro na Net
Quem te avisa...
Ontem no DN
por PEDRO SOUSA TAVARES
Aos dois anos mais de 80% das crianças têm referências 'online', revela estudo internacional. Especialista alerta para os riscos
Um casal orgulhoso criou um blogue para partilhar fotografias da sua bebé de dois meses. Algum tempo depois, "as mesmas imagens estavam a ser usadas num anúncio na Internet, em que se informava que a criança estava à venda, e se descrevia todo o tipo de actividades a que o comprador se poderia dedicar".
O caso extremo, descrito ao DN por Tito de Morais, fundador do site "miudossegurosna.net", ilustra o tipo de riscos que o "compreensível desejo de partilhar a alegria e o orgulho da paternidade" podem trazer, quando esta partilha é feita em plataformas "acessíveis a toda a gente".
O facto é que, cada vez mais, recursos como blogues e redes sociais são encarados pelos seus utilizadores como álbuns de fotografias ou diários, onde se registam e partilham pormenores sobre a vida e a evolução dos filhos.
Segundo um estudo da AVG, uma empresa de segurança online, conduzido na América do Norte, em cinco países europeus, na Austrália, Japão e Nova Zelândia, um quarto das crianças dos países desenvolvidos já "existe" na Web antes de nascer. Imagens de ecografias, informações diversas, como o futuro nome, são alguns dos detalhes que pais e mães vão partilhando pela rede.
Ao chegarem aos dois anos, de acordo com o mesmo relatório, 81% das crianças já têm alguma referência à sua existência. Números que contrastam com o grau de preocupação das mães entrevistadas pela AVG, segundo a qual é em Espanha que mais mulheres confessam preocupação com a divulgação destas informações sobre os filhos e, ainda assim, apenas 3,8% das inquiridas.
Portugal não foi abrangido pelo estudo mas, segundo Tito de Morais, desde "há alguns anos" que se têm tornado mais comuns os blogues de bebés. O especialista lembra que já existem funcionalidades, como a possibilidade de criar grupos nas redes sociais, que "limitam as pessoas que acedem aos conteúdos", mas alerta que "nenhum círculo é 100% seguro".
Ontem no DN
por PEDRO SOUSA TAVARES
Aos dois anos mais de 80% das crianças têm referências 'online', revela estudo internacional. Especialista alerta para os riscos
Um casal orgulhoso criou um blogue para partilhar fotografias da sua bebé de dois meses. Algum tempo depois, "as mesmas imagens estavam a ser usadas num anúncio na Internet, em que se informava que a criança estava à venda, e se descrevia todo o tipo de actividades a que o comprador se poderia dedicar".
O caso extremo, descrito ao DN por Tito de Morais, fundador do site "miudossegurosna.net", ilustra o tipo de riscos que o "compreensível desejo de partilhar a alegria e o orgulho da paternidade" podem trazer, quando esta partilha é feita em plataformas "acessíveis a toda a gente".
O facto é que, cada vez mais, recursos como blogues e redes sociais são encarados pelos seus utilizadores como álbuns de fotografias ou diários, onde se registam e partilham pormenores sobre a vida e a evolução dos filhos.
Segundo um estudo da AVG, uma empresa de segurança online, conduzido na América do Norte, em cinco países europeus, na Austrália, Japão e Nova Zelândia, um quarto das crianças dos países desenvolvidos já "existe" na Web antes de nascer. Imagens de ecografias, informações diversas, como o futuro nome, são alguns dos detalhes que pais e mães vão partilhando pela rede.
Ao chegarem aos dois anos, de acordo com o mesmo relatório, 81% das crianças já têm alguma referência à sua existência. Números que contrastam com o grau de preocupação das mães entrevistadas pela AVG, segundo a qual é em Espanha que mais mulheres confessam preocupação com a divulgação destas informações sobre os filhos e, ainda assim, apenas 3,8% das inquiridas.
Portugal não foi abrangido pelo estudo mas, segundo Tito de Morais, desde "há alguns anos" que se têm tornado mais comuns os blogues de bebés. O especialista lembra que já existem funcionalidades, como a possibilidade de criar grupos nas redes sociais, que "limitam as pessoas que acedem aos conteúdos", mas alerta que "nenhum círculo é 100% seguro".
2010/10/23
Já estou a afiar as unhas e a preparar a carteira.

Abre hoje, sexta-feira, as suas portas o 21.ª edição do Amadora BD - Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que se prolonga até ao dia 7 de Novembro. São 17 dias, dezenas de autores e centenas de pranchas no Fórum Luís de Camões, na Brandoa.

Abre hoje, sexta-feira, as suas portas o 21.ª edição do Amadora BD - Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que se prolonga até ao dia 7 de Novembro. São 17 dias, dezenas de autores e centenas de pranchas no Fórum Luís de Camões, na Brandoa.
Porto Editora disponibiliza Conversor do Acordo Ortográfico
Noticia do Diário Digital.
O Conversor do Acordo Ortográfico é o novo serviço gratuito criado pela Porto Editora, que disponibiliza uma ferramenta para converter textos para a nova grafia, incluindo documentos em formato Word.
«Acessível através do endereço www.portoeditora.pt, o Conversor do Acordo Ortográfico destaca-se por permitir a conversão de textos em formato Word. No módulo Conversor de Ficheiro, selecciona-se e carrega-se o documento a partir do computador, insere-se o nome e o email e rapidamente é-se notificado por correio electrónico para se descarregar o documento. No texto, todas as alterações surgem identificadas, ajudando o utilizador a perceber as alterações feitas», informa um comunicado da Porto Editora. «Para quem pretende converter pequenos textos até 3000 caracteres, o módulo Conversor de Texto resolve instantaneamente a questão. Basta inserir o texto na área superior do conversor e clicar em converter – de imediato, surge o texto adaptado na área inferior com a indicação, em sublinhado, das palavras modificadas».
Boas notícias mas (como eu odeio as adversativas) fui lá agora e o Conversor não estava disponivel.
Aguardemos melhores dias.
Para já fica nos "Favoritos".
O Conversor do Acordo Ortográfico é o novo serviço gratuito criado pela Porto Editora, que disponibiliza uma ferramenta para converter textos para a nova grafia, incluindo documentos em formato Word.
«Acessível através do endereço www.portoeditora.pt, o Conversor do Acordo Ortográfico destaca-se por permitir a conversão de textos em formato Word. No módulo Conversor de Ficheiro, selecciona-se e carrega-se o documento a partir do computador, insere-se o nome e o email e rapidamente é-se notificado por correio electrónico para se descarregar o documento. No texto, todas as alterações surgem identificadas, ajudando o utilizador a perceber as alterações feitas», informa um comunicado da Porto Editora. «Para quem pretende converter pequenos textos até 3000 caracteres, o módulo Conversor de Texto resolve instantaneamente a questão. Basta inserir o texto na área superior do conversor e clicar em converter – de imediato, surge o texto adaptado na área inferior com a indicação, em sublinhado, das palavras modificadas».
Boas notícias mas (como eu odeio as adversativas) fui lá agora e o Conversor não estava disponivel.
Aguardemos melhores dias.
Para já fica nos "Favoritos".
Etiquetas:
Conversor ortográfico de texto,
Porto editora
Ongoing para o Brasil espero que só com bilhete de ida
Jornal de Negócios 22 de Outubro:
Para quem não sabia o que era a Ongoing na Comissão de Inquérito Parlamentar sobre a liberdade de imprensa( ou será para lamentar?) não está mal.
Um dos deputados que o PSD de Pacheco e Manuela atirou para a frente de combate nas acusações a Sócrates de ingerência nos media troca o lugar de deputado por um cargo na Ongoing, a tal empresa que o PSD de Pacheco e Manuela considerava estar no olho do furacão das alegadas manobras socialistas.
Se isto não merece uma comissão de inquérito...
Para quem não sabia o que era a Ongoing na Comissão de Inquérito Parlamentar sobre a liberdade de imprensa( ou será para lamentar?) não está mal.
Um dos deputados que o PSD de Pacheco e Manuela atirou para a frente de combate nas acusações a Sócrates de ingerência nos media troca o lugar de deputado por um cargo na Ongoing, a tal empresa que o PSD de Pacheco e Manuela considerava estar no olho do furacão das alegadas manobras socialistas.
Se isto não merece uma comissão de inquérito...
José Carmo Francisco
Retirado do Aspirina B.
Não sei se há vida depois da morte mas tenho a certeza de que há morte depois da vida.
Não sei se há vida depois da morte mas tenho a certeza de que há morte depois da vida.
Stade Gerland
Ontem o Benfica jogou contra o Olympique de Lyon no Stade Gerland mas este post não é sobre este evento, mas sim sobre outro, também desportivo.
Falamos de Rugby.
Tive o prazer de, neste mesmo estádio, assistir em Setembro de 2007 ao celebre (para nós, os amantes de rugby) encontro entre os All Blacks e Os Lobos.
A imagem de dignidade, empenho, valentia e orgulho que a nossa selecção deixou no encontro, onde fomos "cilindrados" pela melhor selecção de rugby do mundo, foi profusamente relatado na imprensa francesa da especialidade.
Aqui fica o momemto histórico do ensaio conseguido contra os mais poderosos.
Para além disso fica também o ambiente que se vivia antes do jogo (bem diferente do futebol porque o pessoal do rugby é gente civilizada) e o famoso haka dos neo-zelandeses filmados por mim.
Nota: Reparar ao segundo 11, do silenciar de um alarve infiltrado, seguramente da tribo do futebol.
Falamos de Rugby.
Tive o prazer de, neste mesmo estádio, assistir em Setembro de 2007 ao celebre (para nós, os amantes de rugby) encontro entre os All Blacks e Os Lobos.
A imagem de dignidade, empenho, valentia e orgulho que a nossa selecção deixou no encontro, onde fomos "cilindrados" pela melhor selecção de rugby do mundo, foi profusamente relatado na imprensa francesa da especialidade.
Aqui fica o momemto histórico do ensaio conseguido contra os mais poderosos.
Para além disso fica também o ambiente que se vivia antes do jogo (bem diferente do futebol porque o pessoal do rugby é gente civilizada) e o famoso haka dos neo-zelandeses filmados por mim.
Nota: Reparar ao segundo 11, do silenciar de um alarve infiltrado, seguramente da tribo do futebol.
2010/10/22
Mistérios
O Jaime Bulhosa da Pó dos Livros colocou uma questão interessante:
Conta-se que um conhecido astrofísico e poeta francês, Michel Cassé, colocou a seguinte questão científica: «Sabendo que uma torrada cai sempre do lado da manteiga e que os gatos caem sempre em cima das quatro patas, perante estas duas verdades fundamentais, que se passará com um gato untado de manteiga?» Até ontem esta questão nunca tinha tido resposta.
Alguém sabe responder?
Conta-se que um conhecido astrofísico e poeta francês, Michel Cassé, colocou a seguinte questão científica: «Sabendo que uma torrada cai sempre do lado da manteiga e que os gatos caem sempre em cima das quatro patas, perante estas duas verdades fundamentais, que se passará com um gato untado de manteiga?» Até ontem esta questão nunca tinha tido resposta.
Alguém sabe responder?
Etiquetas:
Gatos,
Mistérios,
Pó dos Livros
Temos de ir à bruxa...
Sempre com a cortezia de Cartunes e Bonecos aqui fica, tendo em consideração que ",mais vale uma imagem que cem palavras, o que me apetece dizer sobre a situação actual:

Acrescento: Se ela deixar.

Acrescento: Se ela deixar.
Si non é vero é bene trovato
Um Amigo enviou-me o seguinte chiste:
Um sujeito chega ao céu, onde é recebido por São Pedro.
Após os cumprimentos, São Pedro explica-lhe que, para entrar, os
homens têm que cortar a pila.
- Que disparate, São Pedro! Como é que eu vou cortar uma coisa que na
Terra me deu tanta alegria?!?
- Não há outra forma, meu filho. Aqui no céu não há sexo. Ou deixas
cortar, ou não entras.
O tipo olha para baixo, vê as caldeiras fumegantes do inferno e acaba
por aceitar.
É levado a uma sala onde há três pessoas à espera. Pouco depois chega
uma anjinha muita linda, vestida de enfermeira, com
as asinhas envolvidas em película esterilizada e manda entrar o próximo.
Segundos após, ouvem-se vários gritos de dor. Silêncio.
Volta a anjinha e chama mais um. Desta vez ouve-se apenas um grito
forte de dor e depois, silêncio.
Quando chega a vez do terceiro, nada se ouve. Silêncio profundo.
Chega a vez do sujeito. Ele pede à anjinha uma explicação a respeito
dos gritos diferentes e ela responde, muito surpreendida
- Não te explicaram?!? Então é assim? aqui a gente corta tal coisa de
acordo com a profissão que o dono teve na Terra.
O primeiro gritou muito, porque eu lhe serrei a pila, já que ele era
serralheiro.
O segundo deu só um grito forte, porque foi cortada de uma só vez, ele
era talhante.
O terceiro não gritou porque era médico e foi anestesiado antes.
O nosso amigo desata a rir às gargalhadas. Sem entender nada, a
anjinha fica a olhar. Então o rapaz desaperta os botões da calças e
diz à anjinha:
- Chupa até ele cair, meu amor! Na Terra eu era vendedor de gelados!!!
Um sujeito chega ao céu, onde é recebido por São Pedro.
Após os cumprimentos, São Pedro explica-lhe que, para entrar, os
homens têm que cortar a pila.
- Que disparate, São Pedro! Como é que eu vou cortar uma coisa que na
Terra me deu tanta alegria?!?
- Não há outra forma, meu filho. Aqui no céu não há sexo. Ou deixas
cortar, ou não entras.
O tipo olha para baixo, vê as caldeiras fumegantes do inferno e acaba
por aceitar.
É levado a uma sala onde há três pessoas à espera. Pouco depois chega
uma anjinha muita linda, vestida de enfermeira, com
as asinhas envolvidas em película esterilizada e manda entrar o próximo.
Segundos após, ouvem-se vários gritos de dor. Silêncio.
Volta a anjinha e chama mais um. Desta vez ouve-se apenas um grito
forte de dor e depois, silêncio.
Quando chega a vez do terceiro, nada se ouve. Silêncio profundo.
Chega a vez do sujeito. Ele pede à anjinha uma explicação a respeito
dos gritos diferentes e ela responde, muito surpreendida
- Não te explicaram?!? Então é assim? aqui a gente corta tal coisa de
acordo com a profissão que o dono teve na Terra.
O primeiro gritou muito, porque eu lhe serrei a pila, já que ele era
serralheiro.
O segundo deu só um grito forte, porque foi cortada de uma só vez, ele
era talhante.
O terceiro não gritou porque era médico e foi anestesiado antes.
O nosso amigo desata a rir às gargalhadas. Sem entender nada, a
anjinha fica a olhar. Então o rapaz desaperta os botões da calças e
diz à anjinha:
- Chupa até ele cair, meu amor! Na Terra eu era vendedor de gelados!!!
2010/10/21
Manuela Moura Guedes volta ao ataque.

Faço minhas as palavras do Tomás Vasques e acrescento: puta que pariu.
Manuela Moura Guedes rescindiu o contrato com a TVI. Ao que dizem, trocou a sua luta pela liberdade de expressão por trezentos mil euros, depois de ter iniciado as negociações a exigir um milhão de euros. E, com a conta bancária já recheada, ainda escreveu na sua página do facebook: «Faço parte, a partir de hoje, do imenso grupo de desempregados deste país!» Qualquer desempregado, qualquer trabalhador mal pago e sem liberdade de expressão dirá: foda-se!
2010/10/20
Serie Grandes Capas de BD-II
2010/10/19
Serie Grandes Capas de BD-I
Começa aqui a serie Grandes Capas, maioritariamente de Banda Desenhada, retirado exclusivamente do "material" que existe aqui por casa .
A honra de abertura, com toda a justiça, vai para a capa do Numero Especial de Natal do Cavaleiro Andante de 1952.

O número, para alem das habituais pranchas das histórias em continuação, normal em qualquer "fanzine", continha um "album" completo (se assim se pode chamar para aquele tempo). A adaptação para BD do romance Kim de Rudyard Kipling. A autoria argumento e das pranchas está omissa como era hábito naquela altura(infelizmente).
A honra de abertura, com toda a justiça, vai para a capa do Numero Especial de Natal do Cavaleiro Andante de 1952.

O número, para alem das habituais pranchas das histórias em continuação, normal em qualquer "fanzine", continha um "album" completo (se assim se pode chamar para aquele tempo). A adaptação para BD do romance Kim de Rudyard Kipling. A autoria argumento e das pranchas está omissa como era hábito naquela altura(infelizmente).
Etiquetas:
Cavaleiro Andante,
Grandes Capas,
Serie Grandes Capas de BD
2010/10/16
2010/10/15
Los 33 del Chile
Via 2 dedos de conversa cheguei ao escrito mais bem conseguido sobre este tema, pelo meu bem conhecido Luís Sepúlveda
Comentários, que faço meus, do autor do referido blog.
Los 33
Chile es un país que crece en las tragedias. El poeta Fernando Alegría escribió: «cuando nos azota un temporal o nos sacude un terremoto, cuando Chile ya no puede estar seguro de sus mapas, digo enfurecido ¡viva Chile, mierda!». En el mes de agosto y todavía con la mitad del sur de país derribado por el terremoto del 27 de febrero, la voz de alarma llegó del norte, del desierto de Atacama, y supimos que 33 mineros habían quedado atrapados tras el derrumbe de una mina propiedad de una empresa que violaba todas las reglas de seguridad laboral. Treinta y tres hombres, uno de ellos boliviano, permanecieron atrapados a 700 metros de profundidad durante 69 días hasta que, y pese al show mediático montado por el Gobierno, empezaron a salir uno a uno de las profundidades de la tierra.
Mientras escribo estas líneas ya han salido ocho, y lo han hecho de pie, recibiendo el saludo efusivo de sus compañeros que los buscaron, encontraron y cavaron la dura roca hasta que, con el lenguaje parco de los mineros, les dijeron que los sacarían de ahí.
Cuando salió el primero, el presidente Piñera daba gracias a dios y a la nomenclatura en orden de importancia de cargos, pero olvidó agradecer a los mineros de Pensylvania que, por haber experimentado una tragedia similar, se solidarizaron con sus lejanos compañeros de Atacama y aportaron los conocimientos técnicos -cultura minera- y parte de la maquinaria que hizo posible el rescate. Tampoco mencionó a dos héroes silenciosos, dos internacionalistas del trabajo: James Stefanic y Matt Stafeard, los dos operadores que llegaron hasta los mineros atrapados y son los grandes responsables del rescate.
Mientras sacaban al segundo minero, que salía del calor y la humedad del encierro a 700 metros bajo tierra para enfrentarse a la sequedad y 10 grados bajo cero del desierto, el presidente Piñera no resistió la tentación de otra conferencia de prensa 'in situ' y en la que lo único destacable fue la vacilante declaración de intenciones para hacer algo por la seguridad laboral de los mineros. En su torpeza evidente, Piñera omite que ha sido justamente la derecha chilena la más feroz opositora a que se regule la seguridad laboral, indicando que los controles son sinónimo de burocracia y atentan contra la libertad de mercado.
En medio de su show cargado de gestos religiosos, Piñera omitió cualquier referencia a la triste situación de los otros doscientos y tantos mineros de la misma empresa, que trabajaban en la misma mina, que desde el mes de agosto no reciben sus salarios. Esta empresa se atrevió a declarar que incluso los 33 atrapados no cobrarían por todos los días bajo tierra, porque, sencillamente, no habían trabajado. Y la respuesta del Gobierno brilló por su ausencia.
La tragedia, esos 33 hombres sepultados, ha sido utilizada para marcar de invisibilidad al otro Chile, al país que no sale en televisión, por ejemplo, a los mapuche, cuya dramática huelga de hambre desapareció de la actualidad, ese sucedáneo del presente que se impone a la masa acrítica y dada al aplauso fácil que los modernos comunicadores llaman 'opinión pública'.
Desde luego que es emocionante verlos salir, uno a uno, y más emocionante es ver que esos 33 mineros, pese a los regalos prometidos, un viaje a España para ver un partido del Real Madrid, un viaje a Inglaterra para ver un partido del Manchester United, un iphone de última generación, un viaje a Grecia y hasta diez mil dólares a cada uno donados por un empresario chileno que aspira a ser presidente del país, pese a todo eso siguen siendo mineros y, por eso mismo, anunciaron la creación de una fundación que se preocupe de la situación de todos los trabajadores de la minería afectados por la irresponsabilidad de las empresas.
Sacarlos de ahí ha sido una proeza, pero una proeza de todos los que sudaron hasta conseguirlo y no de los encargados del show del rescate.
Y la mayor proeza será lograr que en Chile se respeten las normas de seguridad laboral para que nunca más 33 mineros desaparezcan en las entrañas de la tierra.
Quatro apontamentos no rescaldo da grande operação de salvamento dos mineiros chilenos:
- A excessiva presença de Sebastián Piñera raiou o pornográfico. Os desgraçados dos mineiros saíam das entranhas da terra após um horror de mais de dois meses, e uma das primeiras coisas que tinham de fazer era abraçar o presidente e dar um beijinho àquela loira que lá estava ao lado?!
(Num momento inicial de espera um jornalista na TV explicou que já estava tudo a postos, mas não podiam dar início enquanto o presidente não chegasse, porque ele queria dirigir a operação pessoalmente. Espero que não seja verdade.)
- No meio da euforia, parece que todos se esqueceram das circunstâncias em que o acidente ocorreu. Já foram tomadas medidas em relação à segurança das outras minas?
- Ao pensar neste momento chileno não consigo deixar de lembrar com tristeza a China, de onde nos chegam tantas vezes notícias de acidentes e dezenas de mortes em minas. Lá não há milagres.
- Parafraseando o Mario Sepúlveda: viva a aldeia global, mierda! A Alemanha forneceu uma das escavadoras especiais, bem como a cápsula Fenix (mas não digo para que fins foi esta inventada, para não sujar a escrita). A NASA contibuiu com o seu know-how ligado às experiências no espaço. E com certeza outros países e instituições terão colaborado nesta operação. Bem sei que isto é um lugar-comum, mas hoje apetece repetir: é bom ver que neste nosso mundo caótico é possível unir os esforços por uma boa causa. Vivam todos!
(Adenda: a cápsula Fénix foi construída no Chile, inspirada num modelo alemão de 1955, a Dahlbusch-Bombe)
Comentários, que faço meus, do autor do referido blog.
Los 33
Chile es un país que crece en las tragedias. El poeta Fernando Alegría escribió: «cuando nos azota un temporal o nos sacude un terremoto, cuando Chile ya no puede estar seguro de sus mapas, digo enfurecido ¡viva Chile, mierda!». En el mes de agosto y todavía con la mitad del sur de país derribado por el terremoto del 27 de febrero, la voz de alarma llegó del norte, del desierto de Atacama, y supimos que 33 mineros habían quedado atrapados tras el derrumbe de una mina propiedad de una empresa que violaba todas las reglas de seguridad laboral. Treinta y tres hombres, uno de ellos boliviano, permanecieron atrapados a 700 metros de profundidad durante 69 días hasta que, y pese al show mediático montado por el Gobierno, empezaron a salir uno a uno de las profundidades de la tierra.
Mientras escribo estas líneas ya han salido ocho, y lo han hecho de pie, recibiendo el saludo efusivo de sus compañeros que los buscaron, encontraron y cavaron la dura roca hasta que, con el lenguaje parco de los mineros, les dijeron que los sacarían de ahí.
Cuando salió el primero, el presidente Piñera daba gracias a dios y a la nomenclatura en orden de importancia de cargos, pero olvidó agradecer a los mineros de Pensylvania que, por haber experimentado una tragedia similar, se solidarizaron con sus lejanos compañeros de Atacama y aportaron los conocimientos técnicos -cultura minera- y parte de la maquinaria que hizo posible el rescate. Tampoco mencionó a dos héroes silenciosos, dos internacionalistas del trabajo: James Stefanic y Matt Stafeard, los dos operadores que llegaron hasta los mineros atrapados y son los grandes responsables del rescate.
Mientras sacaban al segundo minero, que salía del calor y la humedad del encierro a 700 metros bajo tierra para enfrentarse a la sequedad y 10 grados bajo cero del desierto, el presidente Piñera no resistió la tentación de otra conferencia de prensa 'in situ' y en la que lo único destacable fue la vacilante declaración de intenciones para hacer algo por la seguridad laboral de los mineros. En su torpeza evidente, Piñera omite que ha sido justamente la derecha chilena la más feroz opositora a que se regule la seguridad laboral, indicando que los controles son sinónimo de burocracia y atentan contra la libertad de mercado.
En medio de su show cargado de gestos religiosos, Piñera omitió cualquier referencia a la triste situación de los otros doscientos y tantos mineros de la misma empresa, que trabajaban en la misma mina, que desde el mes de agosto no reciben sus salarios. Esta empresa se atrevió a declarar que incluso los 33 atrapados no cobrarían por todos los días bajo tierra, porque, sencillamente, no habían trabajado. Y la respuesta del Gobierno brilló por su ausencia.
La tragedia, esos 33 hombres sepultados, ha sido utilizada para marcar de invisibilidad al otro Chile, al país que no sale en televisión, por ejemplo, a los mapuche, cuya dramática huelga de hambre desapareció de la actualidad, ese sucedáneo del presente que se impone a la masa acrítica y dada al aplauso fácil que los modernos comunicadores llaman 'opinión pública'.
Desde luego que es emocionante verlos salir, uno a uno, y más emocionante es ver que esos 33 mineros, pese a los regalos prometidos, un viaje a España para ver un partido del Real Madrid, un viaje a Inglaterra para ver un partido del Manchester United, un iphone de última generación, un viaje a Grecia y hasta diez mil dólares a cada uno donados por un empresario chileno que aspira a ser presidente del país, pese a todo eso siguen siendo mineros y, por eso mismo, anunciaron la creación de una fundación que se preocupe de la situación de todos los trabajadores de la minería afectados por la irresponsabilidad de las empresas.
Sacarlos de ahí ha sido una proeza, pero una proeza de todos los que sudaron hasta conseguirlo y no de los encargados del show del rescate.
Y la mayor proeza será lograr que en Chile se respeten las normas de seguridad laboral para que nunca más 33 mineros desaparezcan en las entrañas de la tierra.
Quatro apontamentos no rescaldo da grande operação de salvamento dos mineiros chilenos:
- A excessiva presença de Sebastián Piñera raiou o pornográfico. Os desgraçados dos mineiros saíam das entranhas da terra após um horror de mais de dois meses, e uma das primeiras coisas que tinham de fazer era abraçar o presidente e dar um beijinho àquela loira que lá estava ao lado?!
(Num momento inicial de espera um jornalista na TV explicou que já estava tudo a postos, mas não podiam dar início enquanto o presidente não chegasse, porque ele queria dirigir a operação pessoalmente. Espero que não seja verdade.)
- No meio da euforia, parece que todos se esqueceram das circunstâncias em que o acidente ocorreu. Já foram tomadas medidas em relação à segurança das outras minas?
- Ao pensar neste momento chileno não consigo deixar de lembrar com tristeza a China, de onde nos chegam tantas vezes notícias de acidentes e dezenas de mortes em minas. Lá não há milagres.
- Parafraseando o Mario Sepúlveda: viva a aldeia global, mierda! A Alemanha forneceu uma das escavadoras especiais, bem como a cápsula Fenix (mas não digo para que fins foi esta inventada, para não sujar a escrita). A NASA contibuiu com o seu know-how ligado às experiências no espaço. E com certeza outros países e instituições terão colaborado nesta operação. Bem sei que isto é um lugar-comum, mas hoje apetece repetir: é bom ver que neste nosso mundo caótico é possível unir os esforços por uma boa causa. Vivam todos!
(Adenda: a cápsula Fénix foi construída no Chile, inspirada num modelo alemão de 1955, a Dahlbusch-Bombe)
Venezuela Brass Ensemble
A propósito do post anterior fui descobrir o que se segue.
O pessoal diverte-se.
I Got Rhythm
George Gershwin
Maestro- Thomas Clamor
Tico Tico
Alma Llanera
O pessoal diverte-se.
I Got Rhythm
George Gershwin
Maestro- Thomas Clamor
Tico Tico
Alma Llanera
Mambo
Com a devida vénia à Ana, aqui se transcreve um seu post e subscrevendo o mesmo pedido final.
Gustavo Dudamel e a Orquestra da Juventude Simon Bolivar no Concerto de fim-de-ano em Caracas em 2007.
Musica de Leonard Bernstein
No início do ano, passou no segundo canal um documentário sobre o sistema nacional de orquestras na Venezuela. El Sistema, como lhe chamam os venezuelanos, é a concretização do sonho de José António Abreu, economista e pianista amador, que, através do ensino da música clássica, criou um projecto único de inclusão social. Existem na Venezuela cerca de 125 orquestras juvenis que integram cerca de 250 mil crianças e jovens. A maior parte destas crianças vem de famílias pobres e muito pobres. No documentário, acompanhamos a história de Raul. Vive com a mãe, numa torre clandestina, de tijolos, cimento e grades, na periferia de Caracas. Levanta-se às seis e meia da manhã para comer tortilhas caseiras que a mãe lhe prepara. Raul vai à escola de manhã. Passa as tardes numa orquestra juvenil a tocar trompete. Fá-lo com uma alegria contagiante.
Tem um amigo gordo, caboclo de cabelo lustrado, que toca tuba. Tem uma amiga desdentada, de totós floridos, que toca flauta. O maestro é um jovem mulato, muito bonito, que anda de mota e cresceu num orfanato. As orquestras juvenis da Venezuela, criadas na década de 70, são um mecanismo precioso de integração. No documentário, José António Abreu explica que o sucesso, em parte, se explica pela miséria em que a maior parte dos alunos vive. A miséria traz-lhes abnegação, disciplina, força. Os meninos venezuelanos vêem nas orquestras do seu bairro, na aprendizagem da música clássica, uma maneira de se salvarem do gueto. Ao contrário, as crianças dos países desenvolvidos, as nossas, experimentam o tédio do excesso. Vivem na triste miséria da abundância. Se lhes derem um clarinete ou uma trompa olham com desprezo e correm para o facebook onde inventam, para si, uma vida de alegrias breves e amigos virtuais.
Não percebo um corno de música clássica. Gosto das tocatas de Bach, pouco mais. Porém, quando vejo as imagens do Gustavo Dudamel, o mais célebre aluno do sistema de orquestras venezuelanas, com os caracóis aos cachos, sorridente, dirigindo uma orquestra de brancos, negros, mestiços, fico arrepiada. Mais encantada fico quando, no fim dos concertos, a música clássica dá lugar aos ritmos populares caribenhos e os músicos se levantam para dançar. Os meninos do público, Raul e o seu amigo gordo, aplaudem. Gustavo Dudamel canta e dança. É maravilhoso. Há dois anos que tendo comprar um bilhete para o ver. Há dois anos que sou excluída do circuito feroz dos melómanos que açambarcam tudo. O próximo concerto é em finais de Janeiro na Gulbenkian. Os bilhetes estão esgotados há muito tempo. Vai a Gulbenkian encher-se de empalados para o ouvir. Os empalados, para quem não sabe, são aquelas pessoas que têm um pau enfiado pelo cu acima e se movimentam, muito sérios, muito direitos, digníssimos, sorrindo aqui e ali, pelos corredores dos teatros e auditórios. Em todo caso, se algum empalado - impossibilitado de ir ao concerto ou apertadinho com a crise instalada - quiser, mediante preço a acordar, dispensar-me um bilhete, eu aceito.
Gustavo Dudamel e a Orquestra da Juventude Simon Bolivar no Concerto de fim-de-ano em Caracas em 2007.
Musica de Leonard Bernstein
No início do ano, passou no segundo canal um documentário sobre o sistema nacional de orquestras na Venezuela. El Sistema, como lhe chamam os venezuelanos, é a concretização do sonho de José António Abreu, economista e pianista amador, que, através do ensino da música clássica, criou um projecto único de inclusão social. Existem na Venezuela cerca de 125 orquestras juvenis que integram cerca de 250 mil crianças e jovens. A maior parte destas crianças vem de famílias pobres e muito pobres. No documentário, acompanhamos a história de Raul. Vive com a mãe, numa torre clandestina, de tijolos, cimento e grades, na periferia de Caracas. Levanta-se às seis e meia da manhã para comer tortilhas caseiras que a mãe lhe prepara. Raul vai à escola de manhã. Passa as tardes numa orquestra juvenil a tocar trompete. Fá-lo com uma alegria contagiante.
Tem um amigo gordo, caboclo de cabelo lustrado, que toca tuba. Tem uma amiga desdentada, de totós floridos, que toca flauta. O maestro é um jovem mulato, muito bonito, que anda de mota e cresceu num orfanato. As orquestras juvenis da Venezuela, criadas na década de 70, são um mecanismo precioso de integração. No documentário, José António Abreu explica que o sucesso, em parte, se explica pela miséria em que a maior parte dos alunos vive. A miséria traz-lhes abnegação, disciplina, força. Os meninos venezuelanos vêem nas orquestras do seu bairro, na aprendizagem da música clássica, uma maneira de se salvarem do gueto. Ao contrário, as crianças dos países desenvolvidos, as nossas, experimentam o tédio do excesso. Vivem na triste miséria da abundância. Se lhes derem um clarinete ou uma trompa olham com desprezo e correm para o facebook onde inventam, para si, uma vida de alegrias breves e amigos virtuais.
Não percebo um corno de música clássica. Gosto das tocatas de Bach, pouco mais. Porém, quando vejo as imagens do Gustavo Dudamel, o mais célebre aluno do sistema de orquestras venezuelanas, com os caracóis aos cachos, sorridente, dirigindo uma orquestra de brancos, negros, mestiços, fico arrepiada. Mais encantada fico quando, no fim dos concertos, a música clássica dá lugar aos ritmos populares caribenhos e os músicos se levantam para dançar. Os meninos do público, Raul e o seu amigo gordo, aplaudem. Gustavo Dudamel canta e dança. É maravilhoso. Há dois anos que tendo comprar um bilhete para o ver. Há dois anos que sou excluída do circuito feroz dos melómanos que açambarcam tudo. O próximo concerto é em finais de Janeiro na Gulbenkian. Os bilhetes estão esgotados há muito tempo. Vai a Gulbenkian encher-se de empalados para o ouvir. Os empalados, para quem não sabe, são aquelas pessoas que têm um pau enfiado pelo cu acima e se movimentam, muito sérios, muito direitos, digníssimos, sorrindo aqui e ali, pelos corredores dos teatros e auditórios. Em todo caso, se algum empalado - impossibilitado de ir ao concerto ou apertadinho com a crise instalada - quiser, mediante preço a acordar, dispensar-me um bilhete, eu aceito.
Etiquetas:
Gustavo Dudamel,
Mambo,
Simon Bolivar
2010/10/13
Alcala de Henares
A cerca de 30 quilometros de Madrid fica Alcalá de Henares que embora seja conhecida por ser o local de nascimento de Cervantes é também Património da Humanidade e tem uma das mais antigas Universidades da Ibéria fundada em 1499.
Fazendo parte da Ruta de las Tapas e a cerca de 20 metros da Plaza de Cervantes na Calle Mayor fica La Amstelleria que contribui para a Ruta com os seus Chipirones a lo Pelayo.
Para além disso a proposta cervejante é demonstrada pelas fotografias anexas.
Recomenda-se....
Etiquetas:
Alcala de Henares,
Espanha,
Gastronomia
2010/10/12
Prós e Contras
Eu não gosto do formato do programa.
Tentam meter o Rossio na Betesga, convidando tanta gente para opinar sobre o tema escolhido e normalmente não "há cú que aguente"
Eu não gosto da Fátima Campos Ferreira porque se transforma frequentemente no elemento absorvente, em vez de assumir o neutro, como não gosto da maioria dos moderadores, entrevistadores, "pivots" etc. da televisão, sobretudo quando têm aquele hábito terrivel da refrasear o que o entrevistado disse.
É um atestado de menoridade ao espectador, uma perda de tempo e, sobretudo, uma "muleta" para o entrevistador, que assim tem mais tempo para pensar na próxima pergunta.
Ontem no entanto havia um "must".
Não é fácil reunir Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio.
Suponho até, que só foi possível por estarmos na crise em que estamos.
Desta vez vou ver até ao fim.
Não fui defraudado.
Ramalho Eanes continuar a ser aquilo que sempre foi, quadrado, "general" e "cara de pau" como ele próprio afirmou mas, igual a si próprio, não fugiu às perguntas e discorreu simples e claro.
Mário Soares continua em grande forma.
O melhor foi Jorge Sampaio. Com um humor previamente estudado colocou o seu discurso num registo optimista que arrancou aplausos do público (é disto que a gente precisa?) contrariando o arengar pessimista e catastrófico da Fátima.
Depois daquele discurso imbecil do presidente da associação académica que lembrou que no tempo de universidade dos intervenientes não havia problema de emprego para os licenciados esquecendo-se (talvez não saiba por ignorancia) que nesse tempo eram tão poucos que não havia problema a surpresa da noite foi Henrique Granadeiro lembrando que há um país que liga pouco aos politicos e que faz o seu trabalho diariamente, sem problemas.
Ainda houve tempo para Jorge Sampaio recusar a dicotomia entre "nós" e "eles" assumindo-se embora como um dos "eles".
Nota final para verificar que a imprensa de hoje deu pouco relevo à coisa.
Confere.
Ninguém se irritou, ninguém se insultou, tudo decorreu com normalidade e elevação democrática.
Em consequencia, não é notícia.
Manquem-se como diz o meu filho João
Tentam meter o Rossio na Betesga, convidando tanta gente para opinar sobre o tema escolhido e normalmente não "há cú que aguente"
Eu não gosto da Fátima Campos Ferreira porque se transforma frequentemente no elemento absorvente, em vez de assumir o neutro, como não gosto da maioria dos moderadores, entrevistadores, "pivots" etc. da televisão, sobretudo quando têm aquele hábito terrivel da refrasear o que o entrevistado disse.
É um atestado de menoridade ao espectador, uma perda de tempo e, sobretudo, uma "muleta" para o entrevistador, que assim tem mais tempo para pensar na próxima pergunta.
Ontem no entanto havia um "must".
Não é fácil reunir Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio.
Suponho até, que só foi possível por estarmos na crise em que estamos.
Desta vez vou ver até ao fim.
Não fui defraudado.
Ramalho Eanes continuar a ser aquilo que sempre foi, quadrado, "general" e "cara de pau" como ele próprio afirmou mas, igual a si próprio, não fugiu às perguntas e discorreu simples e claro.
Mário Soares continua em grande forma.
O melhor foi Jorge Sampaio. Com um humor previamente estudado colocou o seu discurso num registo optimista que arrancou aplausos do público (é disto que a gente precisa?) contrariando o arengar pessimista e catastrófico da Fátima.
Depois daquele discurso imbecil do presidente da associação académica que lembrou que no tempo de universidade dos intervenientes não havia problema de emprego para os licenciados esquecendo-se (talvez não saiba por ignorancia) que nesse tempo eram tão poucos que não havia problema a surpresa da noite foi Henrique Granadeiro lembrando que há um país que liga pouco aos politicos e que faz o seu trabalho diariamente, sem problemas.
Ainda houve tempo para Jorge Sampaio recusar a dicotomia entre "nós" e "eles" assumindo-se embora como um dos "eles".
Nota final para verificar que a imprensa de hoje deu pouco relevo à coisa.
Confere.
Ninguém se irritou, ninguém se insultou, tudo decorreu com normalidade e elevação democrática.
Em consequencia, não é notícia.
Manquem-se como diz o meu filho João
Etiquetas:
A crise,
Jorge Sampaio,
Mário Soares,
Prós e Contras,
Ramalho Eanes
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















