2011/05/01

Miguel Relvas e Jornalistas(?)

Absolutamente fantástica esta peça da autoria do jornalista(?) Adelino Cunha no JN.




Verão de 2007. Marques Mendes e Luís Filipe Menezes preparavam-se para uma luta fratricida pela chefia do PSD e Miguel Relvas já antecipava um fim inglório para ambos. Convidou Pedro Passos Coelho a sentar-se numa mesa discreta do restaurante Il Gattopardo, em Lisboa, junto às Amoreiras, e disparou: «Isto tem todos os ingredientes para correr mal e o PSD vai fechar um ciclo. Não achas que está na hora de voltares à política para liderares um projecto novo?»Hoje, Miguel Relvas ocupa um gabinete no número 9 da Rua de São Caetano à Lapa. No gabinete existe uma aparelhagem de som. No topo de uma pilha de discos repousa Mamma Mia. É uma das bandas sonoras que utiliza antes da habitual sesta diária de 15 minutos. Coloca os pés em cima da secretária e deixa tocar em fundo a mesma canção dos ABBA que tinha na cabeça naquele encontro quando desafiou Pedro Passos Coelho para se assumir como líder do PSD. «Voulez-vous? Ain't no big decision, you know what to do, la question c'est voulez-vous, voulez-vous?» Foi, afinal, esse o desafio que lhe lançou, mas fê-lo em português. «Queres ser líder do PSD e primeiro-ministro de Portugal?»Isto era mais do que uma pergunta: era uma proposta de aliança. «O Pedro tem esta certeza sobre mim: sabe que farei tudo para que ele ganhe e sabe que nunca mais trabalharei por ninguém assim no PS», garante agora, sentado na varanda do gabinete.Passos Coelho já conhecia seguramente a letra dos ABBA antes de entrar no restaurante para o almoço com Miguel Relvas. A canção estava na moda quando os dois amigos frequentavam os bares do Bairro Alto nos velhos tempos da JSD e das borgas abrasivas. «Take it now or leave it», insistia a banda. Passos pediu um tempo para pensar melhor.O povo social-democrata trocava entretanto o estilo bem medido, mas «cinzento», de Marques Mendes pela paixão de Luís Filipe Menezes. No dia seguinte à eleição do autarca de Gaia para líder do partido já os coros sacros do PSD afinavam um requiem contra o «populismo». Passos Coelho ligava para Miguel Relvas dias depois: «Vamos a isso», disse-lhe. Os dois acordaram de imediato construir um novo modelo de liderança assente numa ideia de renovação geracional. Queriam atrair novas ideias e contributos da sociedade civil, passar uma mensagem de esperança. «O Pedro estudou e leu muito, conversou com inúmeros académicos e empresários. Depois escreveu um livro com as suas ideias [a autobiografia Mudar, baseada na história pessoal do candidato]. É um trabalho de preparação nunca feito antes por um político em Portugal», garante Miguel Relvas. O resto, sabia ele, era imagem e comunicação - a praia de Relvas. A música dos ABBA continuava a ecoar: «And here we go again».A primeira viagemMiguel Relvas, a quem já chamam o papa de Passos Coelho e seu vice-presidente, é o mais velho de três irmãos. Nasceu em Lisboa em 1961, na Clínica São Miguel, e seis meses mais tarde aterrou em Angola com os pais. O pai começara a trabalhar como gestor e a mãe abandonara a perspectiva de uma carreira de enfermeira para acompanhar o marido. Naturais de Portalegre, os Relvas tinham acordado que os filhos nasceriam em Portugal, mas depois tentariam uma vida em África. Os planos começaram por correr bem, mas uma deficiência de visão acabou por forçar Miguel Relvas a frequentes viagens para a metrópole. Os prolongados tratamentos na infância ajudaram a reduzir os problemas na vista esquerda, mas provocaram sequelas para o resto da vida na vista direita.O segundo irmão nasceu em 1969 e o terceiro em 1972, mas o 25 de Abril forçou a separação da família. Os pais mantiveram-se em Angola, mas decidiram então mandar os filhos estudar em Portugal. Os três rapazes seguiram viagem para o Colégio Nuno Álvares Pereira, em Tomar. A cidade dos Templários tornou-se na terra de afinidade de Miguel Relvas. A adolescência ficou marcada pelas festas que organizava com rapazes e raparigas do colégio interno. E também pelas lutas pelo controlo político da associação de estudantes. Acabou por se inscrever na JSD aos 19 anos, inspirado pelo carisma de Francisco Sá Carneiro, dias depois do acidente que matou o primeiro-ministro.Relvas ainda não sabia mas esse haveria de ser o começo de uma longa carreira política que mais tarde o levaria à liderança do partido. Começou por tomar as estruturas do PSD em Santarém. Tornou-se amigo de Carlos Coelho, Pedro Pinto e Passos Coelho. Uma geração de jotinhas muitas vezes excessivos, célebres por recusarem a submissão ao cavaquismo paternalista - nomeadamente na questão das propinas.A ligação a Tomar levou-o à presidência da assembleia municipal da autarquia por mais de uma década e a energia telúrica dos Templários favoreceu a sua iniciação maçónica. «Os valores com os quais nos identificamos na vida apenas são perceptíveis pelos nossos comportamentos. Sejam os valores da Opus Dei, da Maçonaria ou de uma confissão religiosa, qualquer que ela seja», defende. Esta ideia condiz com o Miguel Relvas que tem medo da morte e da solidão e que alimenta o desejo secreto de descobrir a imortalidade. «Há tanta coisa para fazer na vida que eu recuso-me a deixar de sonhar e continuo a sonhar todos os dias», confidencia. No partido, conseguiu, aos poucos, construir uma forte teia de relações que o tornou um poderoso chefe partidário. Chegou a deputado em 1985 e entrou pela primeira vez para o governo com Durão Barroso, em 2002, como secretário de Estado da Modernização Administrativa - mais um cargo que lhe haveria de aumentar a densidade das relações, dentro e fora do partido. Afastou-se conjunturalmente da intendência partidária com a ascensão de Marques Mendes à liderança. Começou por se convencer de que o sucessor de Santana Lopes no PSD seria capaz de se manter no cargo durante toda a primeira maioria absoluta do PS. Pensou que assim teria tempo para ajudar Passos Coelho a tornar-se no seu candidato a líder do PSD e a primeiro-ministro no ciclo seguinte. Mas, logo em 2007, Luís Filipe Menezes saltou dramaticamente para a liderança do partido e Relvas sentiu que o tempo acelerara. Chegava o tempo de Passos Coelho sinalizar o seu caminho. E ele assim o fez. Começou por aparecer no congresso de Torres Vedras diante dos congressistas do PSD a explicar que o partido precisava de um chefe que desejasse tomar o poder, mas para mudar alguma coisa no país. «Sim, queremos o poder, mas para fazer o quê?» Passos sabia de onde é que o PSD estava a partir e achava que conseguia antecipar onde chegaria. Tal como na canção dos ABBA.Os congressistas que fingiram ignorar esta interpelação na entronização de Luís Filipe Menezes foram os mesmos que uns meses mais tarde aplaudiram Manuela Ferreira Leite no congresso de Guimarães sem prestar atenção à repetição do repto. «Sim, queremos o poder, mas para fazer o quê?», insistiu Passos Coelho. A verdade é que estes sôfregos congressistas foram os mesmos a aplaudi-lo nervosamente no congresso de Mafra dois anos mais tarde.O Mourinho de PassosPassos Coelho estava sentado ao lado da mulher no sofá de sua casa em Massamá quando foi surpreendido pela demissão de Luís Filipe Menezes. O homem do Norte renunciou à liderança do PSD com estardalhaço numa quinta-feira de Abril de 2008. Passos não precisou de ouvir as declarações até ao fim. Virou-se para Laura Ferreira e disse-lhe, sem exagerar nas notas agudas, que iria ser candidato a líder do PSD. Não queria fossilizar-se como «o eterno discordante». Depois, pegou no telefone e ligou para Miguel Relvas: «Chegou a hora. Vamos a isto.» Apanhou-o a meio de uma viagem. «É preciso que venhas já embora», insistiu Passos Coelho.Isto dito assim parece uma bagatela, mas Miguel Relvas estava na África do Sul com a mulher e tinha uma partida marcada no dia seguinte para ver as célebres cataratas Vitória, no Zimbabwe. Três dias de puro lazer em África para ver os cem metros da maior queda de água do mundo. «Já tinha pago as passagens do avião e a estada. Desmarquei tudo, perdi o dinheiro e regressei de imediato para Portugal para o ajudar.» Ficou também com a maior factura de telemóvel da sua longa e íntima relação com o BlackBerry. «Gastei 1300 euros nas conversas com o Pedro.»Conseguiu aterrar em Lisboa à hora do almoço de sábado para combinar o arranque da estratégia de ataque. Passos Coelho comprometeu-se a dar um impulso decisivo ao movimento Construir Ideias e Miguel Relvas lançou a infantaria ligeira na conquista de posições estratégicas no aparelho do PSD, em sintonia com Marco António Costa e Carlos Carreiras.Passos Coelho acreditava nessa altura ser possível derrotar Manuela Ferreira Leite. Estávamos em Maio de 2008, faltava pouco mais de um ano para as eleições legislativas e os primeiros sintomas da grave crise financeira começavam a desmontar o mito de invencibilidade de José Sócrates. Havia uma certa ideia de que o PS poderia perder a maioria absoluta em Setembro de 2009, mas uma vitória do PSD continuava a ser improvável.Miguel Relvas sabia que, tacticamente, naquela fase só precisavam de uma derrota com futuro. Dito de outra maneira, se Passos Coelho obtivesse trinta por cento dos votos do PSD estavam criadas as condições para que o projecto vencedor se tornasse imparável na fase seguinte.Santana Lopes atravessou-se num tempo que já não era o seu e interiorizou uma candidatura impregnada de um certo fatalismo místico. Permitiu a vitória de Manuela Ferreira Leite com a contrapartida de se candidatar novamente à Câmara de Lisboa em Outubro desse ano. O acordo destes silence partners deixava claro que Passos Coelho seria o inevitável sucessor na liderança do PSD. Miguel Relvas só ainda não sabia era quando. «Se o Santana não tem avançado, tínhamos ganho à Manuela», garante agora.A primeira mulher a chegar à liderança do PSD alcançou 37,6 por cento dos votos contra os 29,8 por cento de Santana Lopes que assim falhou a primeira de várias conturbadas descidas à Terra. Miguel Relvas ficou contente: Passos Coelho obteve os desejáveis 31 por cento: menos três mil votos do que a vencedora num universo de 44 mil eleitores.O seu destino estava iluminado e ficou ainda mais claro quando Manuela Ferreira Leite o excluiu das listas de candidatos a deputados justificando que não podia meter uma raposa no seu galinheiro. Elegeu-o involuntariamente nesse instante como seu sucessor. Bastava agora a Miguel Relvas esperar pela derrota da «dama de ferro» e cumprir a promessa do Il Gattopardo.Não deixou de trabalhar para isso. Continuou a olear as estruturas junto dos líderes das maiores distritais do PSD para traçar alianças futuras, tratou da logística das iniciativas de Passos Coelho com a sociedade civil. Fez o que melhor faz, nos tempos livres como na política: cozinhar. Miguel Relvas não só gosta de cozinhar para a família e para os amigos como se convenceu de que é um cozinheiro «muito bom». «Se eu cozinhasse estratégias políticas da mesma forma que cozinho, seria imbatível.»Pressão altaQuando desafiou Passos Coelho a assumir-se candidato a líder do PSD, Relvas não se esqueceu de que já tinha tido a mesma conversa com Nuno Morais Sarmento. Quer dizer, Miguel Relvas esqueceu-se, mas esqueceu-se porque no seu íntimo nunca acreditou que o antigo e poderoso colega de governo quisesse avançar em campo aberto. «Aprecia que falem dele, mas a sua vontade não tem sido trabalhar para uma candidatura a líder. Eu sabia disso, mas primeiro conversámos, é verdade», admite. «Disse-me que pretendia continuar a ter uma intervenção política, mas noutros termos.» É preciso querer ser líder para realmente sê-lo, mas acima de tudo é preciso trabalhar muito para provocar essa oportunidade. Miguel Relvas desistiu de convencer Nuno Morais Sarmento e este reforçou o seu poder de influência como out spoken. Ficou uma certa tensão entre ambos.Relvas apostou em Pedro Passos Coelho por acreditar que tinha as condições necessárias para essa construção e mais uma: tinha vontade de ser líder numa altura em que o seu quase homónimo Alexandre Relvas contava com a simpatia velada de Cavaco Silva e Rui Rio animava os sonhos messiânicos dos barrosistas.A derrota apertada de Manuela Ferreira Leite nas legislativas de 2009 tratou de soltar as habituais divergências conjugais na São Caetano à Lapa. Mas Pedro Passos Coelho lá conquistou a liderança, apesar das rivalidades domésticas. O nervo da vitória - mais de sessenta por cento dos votos - deixava pouca margem para dúvidas.Amigos como dantes Agora, a São Caetano à Lapa é de Passos Coelho e dos seus acólitos. E, entre estes, Relvas é o que goza de mais proximidade e até intimidade com o líder. O suficiente para que, num dia difícil em que acabou de chegar de um encontro viril com José Sócrates por causa do resgate financeiro do país, Passos atire despreocupadamente ao amigo: «Tens o cabelo diferente, Miguel. O que é que fizeste?» Interrompendo a combinação do habitual almoço com Miguel Macedo, o secretário-geral do PSD ensaia uma resposta de algibeira: «Mudei de shampô, deve ser isso. Mas já se nota?» O líder sorri, com a franqueza só possível em dois amigos de longa data. «Não é isso, o cabelo está diferente», e os dedos avançam à frente das palavras na direcção da cabeça do secretário-geral. «Estás a dizer que estou melhor?» Passos concorda: «Se era para ficares melhor, ficaste.» Riem os dois.É esta cumplicidade que permite mudar de imediato a conversa para um registo sério quando desatam a acusar José Sócrates de ter entrado por uma política de terra queimada e assumem que a entrada do FMI em Portugal será acompanhada por medidas de austeridade muito severas. Alguém terá de dizer na campanha eleitoral que nem toda a gente pode continuar a ter carro próprio e que os transportes públicos serão mais caros para que as empresas sejam financeiramente saudáveis. Alguém terá de assumir que o espaço de manobra para um governo português governar Portugal é pouco. Alguém também terá depois de explicar ao povo social-democrata se não teria sido melhor manter os socialistas a assar em lume brando até ao Orçamento do Estado para 2012. «Talvez fosse melhor para o PSD, mas seria pior para Portugal e nós nunca perdemos de vista a defesa do interesse nacional», antecipa Miguel Relvas.Relvas e Passos já não são os rapazes da JSD que iam para os encontros com Cavaco Silva vestidos com calças de ganga coçadas, depois de uma noitada no Bairro Alto a cantar fados e seduzir raparigas. Conheceram-se em 1983, na JSD, e ficaram logo amigos. As noites começavam em jantares na Adega do Ribatejo e acabavam frequentemente com Passos Coelho a cantar fados. Percorriam depois o Bairro Alto pelos bares mais próximos, passando pelas Necessidades e terminavam perto da Assembleia da República a comer sanduíches de carne assada à espera do início da manhã. Foi numa dessas noites que o actual líder do PSD conheceu uma das cantoras das Doce no Happening Bar. O romance com Fátima Padinha começou no jantar do dia seguinte, quando combinaram começar a viver juntos. Relvas ainda se diverte quando recorda estes tempos e se aventura em breves descrições das voltinhas no Opel Corsa de Passos Coelho.Quando Passos Coelho ascendeu a líder nacional da JSD, Relvas acompanhou-o. Foram os anos da brasa marcados pela guerra das propinas e pela tentativa de submeter os jotas ao providencialismo histórico do homem do leme. As divergências entre Passos Coelho e Cavaco Silva datam desses tempos e nunca mais se resolveu o azedume. Foi, curiosamente, o estertor do cavaquismo que provocou uma curiosa divergência política. Miguel Relvas apostou na vitória certeira de Fernando Nogueira e Passos Coelho equivocou-se no apoio a Durão Barroso, do qual ainda hoje guarda um sabor amargo.Quando agora põe os pés em cima da secretária e liga a aparelhagem para ouvir a banda sonora do filme Mamma Mia, Relvas sabe que a sesta será breve, porque o seu amigo há-de entrar pela porta do gabinete na sede do PSD a qualquer instante, ou o telemóvel tocará por um qualquer motivo. Não se importa. Ligou o seu sistema nervoso central a um único objectivo: construir o próximo primeiro-ministro. «O Pedro sabe que estou a fazer tudo para que ele seja primeiro-ministro e também sabe que devo ser a única pessoa no PSD não quer o lugar dele. A minha carreira política terá o prazo de validade da dele.»7 cargos 1.Secretário-geral da JSD (1987-1989)2.Deputado (1985-2009)3.Líder do PSD de Santarém (1995-2002) 4.Secretário de Estado da Administração Local (2002-2004)5.Presidente da mesa da Comunidade Urbana do Médio Tejo (2004-2009) 6.Presidente da comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações (2005-2009)7.Secretário- geral do PSD (2004-2005 e 2010-...) 7 segredos1.Vai ao ginásio todos os dias. Aos fins-de-semana corre em Belém.2.Gosta de identificar as companhias áreas dos aviões quando começam a descer para aterrar em Lisboa.3. Cozinha para a família e para os amigos mais próximos. 4. Tem uma estátua de São Bento no gabinete de trabalho e duas fotografias da filha. Filipa, de 18 anos, é adepta fervorosa do Benfica para grande desgosto do pai, sportinguista. Tem um lugar no camarote de Rui Gomes da Silva. O pai acha que a filha é do Benfica «só para me chatear».5. Dorme cinco horas por noite. 6. Foi iniciado da Maçonaria através do Grande Oriente Lusitano.7. Toma o primeiro pequeno-almoço em casa às sete da manhã. Come duas maçãs a meio da manhã. Nunca almoça ou janta sozinho. Está de dieta. E come peixe cozido todos os dias. Nada de pão ou vinho. Já perdeu seis quilos em mês e meio. Deixou de fumar depois de uma «ameaça» de ataque cardíaco.7 restaurantesMiguel Relvas elaborou uma lista com mais de quinhentos restaurantes divididos por regiões e por especialidades gastronómicas.1.Bife com batatas fritas - XL (Lisboa)2.Arroz de costela de vinhas d"alhos - Horta dos Brunos (Lisboa)3.Pataniscas de bacalhau - Solar dos Presuntos (Lisboa)4.Posta à mirandesa - O Artur (Torre de Moncorvo)5.Alheira com ovo - DOP (Porto)6.Sopa de feijão - Veneza (Paderne/Algarve)7.Perdiz na púcara - A Lareira (Mogadouro)Sondagens diáriasO PSD está a monitorizar diariamente as intenções de voto dos eleitores. As sondagens são realizadas por uma empresa que todos os dias recolhe a opinião de duzentas pessoas e depois transmite os resultados para a São Caetano à Lapa para permitir uma avaliação em tempo real da eficácia da narrativa eleitoral. Resultado: Pedro Passos Coelho tem registado uma vantagem regular sobre José Sócrates, mas a diferença nunca chega aos dois dígitos. O que significa que os debates televisivos poderão ser decisivos se a isso somarmos a elevada taxa de indecisos. «Há quem use as sondagens como armas de combate eleitoral, mas para o PSD são apenas instrumentos de trabalho», adverte Miguel Relvas. O secretário-geral dos sociais-democratas tenta desvalorizar a aproximação entre os dois partidos revelada pelas empresas de sondagens que trabalham com os grandes órgãos de informação, explicando que todas coincidem com uma taxa de indecisos que ronda os quarenta por cento. «Sabemos que temos muito trabalho pela frente», conclui.

Vitorino Magalhães Rodrigues e Jornalistas(?)



Com a devida vénia a Shyznogud aqui se dá conta deste insulto inacreditável a um dos pilares da cultura portuguesa e, por tabela, a todos nós.
Como habitual a culpa permanece solteira.

Submarinos e Jornalistas(?)

O NRP Arpão segundo submarino da classe Trident comprado á Alemanha entrou no Tejo. A coisa passaría despercebida, não fosse a sempre atenta RTP1 ter feito peça jornalística no Telejornal das 20.00h.
O jornalista(?) de serviço deslocou-e à Torre de Belém e, por obra do acaso, descobriu duas turistas russas, mãe e filha, que abordou, para fazer esta magnifica pergunta, que deve perdurar nos anais da reportagem e qui çá fazer escola.
Os Russos gostam de submarinos?
Espantada, a filha balbuciou um resposta sem muito nexo, ao qual o jornalista(?), não contente com o primeiro dislate, retorquiu:
Vocês tiveram o Kurkz não foi?
A menina respondeu, agora, de forma inteligente, percebendo-se agora, que sabia do que estava a falar.
Ninguém despede este jornalista(?) com justa causa?

2011/04/23

Eu ando com uma cara

Sem comentários

Duarte Pio não foi convidado para casamento real

Quero lá saber dos Finlandeses.
Isto sim é uma verdadeira afronta a Portugal

O pretendente ao trono português, Duarte Pio, não foi convidado para o casamento entre o príncipe William e Kate Middleton e diz que não enviará um presente ao casal (Expresso, Hoje).

D. Duarte, que não leva desaforos para casa, já fez saber que não envia prenda.
É deste estofo que são feitos os verdadeiros Tugas.

Adversário que erra, aplaude-se

Brrilhante como habitualmente.
FF hoje no DN:

Há tantos médicos escritores (Fialho, Torga, Namora, Lobo Antunes...) talvez por eles terem informadores grátis. As pessoas procuram-nos e dedicam-lhes tempo para contar histórias. Isto serve-me de desculpa para ter tão poucos romances publicados (na verdade, nunca escrevi nenhum), mas prometo mudar agora que dou consultas e oiço muita gente: sou leitor viciado em blogues. Infelizmente, os meus "doentes" são mais do género que procura a especialidade do psiquiatra Lobo Antunes. É assim que lhes diagnostiquei um distúrbio causado pelo confronto entre o seu evidente interesse (a leitura de dois ou três textos revela a "cor" dos autores) e a indignação por os seus adversários estarem a cometer erros. Um blogue socialista dá-se conta de que o PSD tem na lista do Porto uma lisboeta que foi da SAD do Benfica de Vale de Azevedo, e esgana-se. Um blogue laranja topa um ex-Big Brother na lista do PS/Leiria, e indigna-se. Socialistas lamentam a falta de Capucho e Pacheco Pereira nas listas sociais-democratas; e sociais-democratas devolvem com as ausências de Teixeira dos Santos e Amado. Os do PS insurgem-se contra a escolha de Nobre e os do PSD contra a de Basílio Horta... Agora já tenho muitos testemunhos para o meu romance mas temo que este fique com uma tese piegas: devemos ajudar os outros. Ora, um romance de sucesso deve ser cínico e com a tese certa: nunca se deve interromper um inimigo que está a fazer asneiras.

2011/04/22

Revienga pascal

Há muitos anos que um grupo de militantes informáticos, agora reforçados por um rugbista de gema, trabalhando na mesma empresa se reune para aquilo a que chamamos A Revienga Pascal.
Umas vezes em restaurantes outras em casa de um dos militantes a coisa transforma-se numa espécie de La Grand Boufe sem, obviamente, os excessos protagonizados pelos grandes Philipe Noiret, Ugo Tagnazzi, Marcelo Mastroiani e Michel Picolli, organizados pelo Marco Ferreri.
O António, grande mentor da coisa, faltou este ano e irá faltar para sempre. E a falta que ele faz.
Absolutamente lamentável. De qualquer forma "the show must go on". Nem ele quereria de outra forma.
Saudade, muita saudade.
Sempre que me lembro de ti vem-me à memória isto que, embora escrito e cantado noutro contexto, retrata bem a nossa relação:





Eu canto para ti o mês das giestas
O mês de morte e crescimento ó meu a migo
Como um cristal par indo-se plan gente
No fundo da me mória perturbada

Eu canto para ti o mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema

Porque tu me disseste quem em dera em Lisboa
Quem me dera me Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro

Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio

Porque tu me disseste quem em dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o sol, Lisboa com lágrimas
Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera...

Poema - Manuel Alegre
Música - Adriano Correia de Oliveira



De qualquer modo a reviença foi feita em casa do Vasco "Blight" Moreira organizada, por ele, do seguinte modo:

VERSÃO MELHORADA RELEASE 3.0:

BACALHAU - Já está tratado por VMM
BATATINHA - Vale a pena tratares Aninhas ou compro do normalíssimo?
PERCEBES - João Carlos Sales trata no OESTE
CAMARÕES - João Carlos Sales trata no OESTE
AMEIJOAS - João Carlos Sales trata no OESTE
TINTOL - Manuel leva uma aproximação de tinto da manhonha … LOL!
TINTOL - Ana e Fred levam vinho tinto verdadeiro?
AMPOLA - Raul trata de uma ampola de qualidade
AMPOLA - Gonçalves leva ampola genuína de medronho ou lá o caneco que seja …
MINI - João Frazão leva minis em quantidade já geladas (BOCK ou SAGRES?)
JAMESON - Carlos fernel leva um JAMESOZINHO
MOUSSE CHOC- Cris trata
SOBREMESA - Quem se candidata?
PATÊS E QUEIJOS - João Frazão
SILÍCIO - João Frazão trata (ké esta merda?)
GRÃO DE BICO - João Frazão (Isto é uma sugestão de menu duplo? Bacalhau assado com batatas e bacalhau cozido com grão?)
CHOURIÇAS - Luis arregimenta
Notas:
1 – Todos os itens são susceptíveis de discussão, incluindo o menu. Sugestões, não só são bem-vindas, como fundamentais.
2 – A ideia aprovada em assembleia geral é que antes ou depois do almoço, consoante a despesa global, se faz um encontro de contas para que os dois quilos de marisco que o Lourenço vai levar do oeste possam ser postos em consonância com os 250 litros de bebida à base de uva que o Manel traz de Monsanto …
3 – A provocação ao Manel foi só em prol do ânimo na troca de emails

De resto, está confirmada a data, a hora e o local … e a partir daí é só conviver!

Aqui fica a foto para a posteridade (falta a Cristina).
Resta acrescentar que o repasto correu de forma superior e o autor deste post chegou a casa bastante "carregado" o que lhe valeu valente bronca e uma "queda na máscara" imediata até ao dia seguinte.



PS: Esclarecimento do João Frazão em relação às dúvidas colocadas sobre o Menu:

O silício é para pores na perna e o grão de bico é para te ajoelhares nele, enquanto rezas.

2011/04/19

The Times They A-Changin'

Será?


Nota: Eu tenho este original em vinil. Bons tempos. Seriam?

Serie Grandes Capas de BD-VIII


Em 1954 o Número Especial de Natal publicava a adaptação do romance de Sir Walter Scott de que se reproduz a primeira prancha


Publicava também um história, apócrifa intitulada Através do Deserto de cuja primeira prancha dou conta



Trazia ainda como anexo um Jogo da Glória em papel cartonado bem como, no mesmo material, os dados e os peões para jogar.



Ultima Ceia

Não faz concorrencia à do Leonardo mas esta seria, seguramente, mais divertida.



Faz uns anos que encontrei este poster em casa de um grande amigo na Alemanha. Desde então tenho procurado por todo o lado uma cópia.
Debalde.
Grande frustação porque acho a ideia magnífica.

2011/04/18

The Great Pretender(s)

Não gosto de blogues politícos cegamente seguidistas ou apoiantes incondicionais do governo ou da(s) oposição(ões).
O Camara Corporativa é um dos casos.
No entanto(como eu odeio as adversativas), de vez em quando, saem alguns desarricanços dignos de nota.
Apesar de não ter sido "postado" com essa intenção este é dos que merecem realçe por poder ser generalizado a muita gente porque, "pretendem que o pessoal ainda anda por perto" :
Embora a interpertação original dos The Platters seja excelente prefiro a do grande Freddie Mercury.

2011/04/12

Inside Job

A propósito da queixa apresentada na PGR por um grupo de economistas espanta-me que, até agora, a Europa não tenha feito nada, ou quase, para superar esta questão.
Desde o principio de 2010 que o Parlamento Europeu tem em cima da mesa um projeto de constituição de uma Agencia de Rating Europeia no sentido de livrar as instituições da velha europa e, se calhar do resto do mundo, das garras da Moody's, Standar&Poor's e da Fitch ou, pelo menos, tentar sair deste colete de forças.
É sabida a promiscuidade entre estas agências e o capital especulador que é o seu principal accionista.
É sabido que os seus ratings sobre países e instituições europeias, não é mais que um ataque mais profundo ao Euro e aquilo que representa ou pode representar para os EUA.
O seu envolvimenteo no despoletar da crise, em 2008, nos EUA, é facto provado ao classificar o Lehman&Brothers, o G.P.Morgan, a AIG, o CitiGroup (fusão do Citicorp com o Travelers Group), a Fannie Mae, a Freddie Mac e por aí fora, como AAA.

Se dúvidas houvesse basta ver o filme Inside Job para o confirmar.

Castle

Estou curtir muito a série Castle que passa no AXN à sexta-feira.

Para além do humor e dos bonecos criados à volta dos personagens principais (Castle&Becket), sobretudo a filha e a mãe, mas também os detetives que pressentem o que se passa entre os dois, a tensão sexual que é criada entre os dois protagonistas é fantástica, sobretudo pela contenção.
Lembro-me de uma outra série que passou faz muito tempo com Bruce Willis e Cybill Shepperd chamda Moonlight (Modelo e Detective) que, embora noutro contexto, continha os mesmos ingredientes.

2011/04/11

Allô Allô

Nos últimos tempos tenho-me divertido imenso com a reposição do Allô Allô na RTP Memória.
Desde Renée até Michele de la resistence (Listen very carfully i shall say this only once) passando pelo polícia inglês que pensa que sabe falar francês e ninguém entende, até ao impagável tenente alemão gay e aos pilotos ingleses, embora o meu "boneco" preferido seja a fabulosa Edith a excelente(?) cantora de cabaret, a serie é absolutamente genial com bonecos que vão, seguramente, resistir aos ventos da história.
Aqui vão o principio e o fim da série:


2011/04/10

Cidadania ou Fernando (pouco) Nobre

O amigo Mário Crespo vai seguramente convidá-lo em Maio.
Altos detentores de cargos políticos me têm contactado preocupados com o que vou fazer.
Cargos políticos? Nem pensar.
Cidadania? Cidadania é um problema meu.
Resultado? Cabeça de lista por Lisboa pelo PSD e candidato a presidente da AR.
Nada mau.
Manquem-se como diria o meu filho João ou a puta que o pariu como diria eu que sou mais velho e não estou à rasca.

Coisas da Vida

Coisas para dizer ao pedrinho com a colaboração do Val

2011/04/06

Bright Sun Shiny Day

Estou zangado. Diria mesmo que estou muito zangado ou em bom vernáculo estou mesmo fodido.
Estou fodido com os filhos da puta da moody's, com a s&p, com a fitch (ainda mais depois de rever o Inside Job, com o bimbo do nosso presidente, com os banqueiros, com o pm, com os líderes da oposição, todos assim com letra pequena porque não merecem mais.
Estou fodido com a geração à rasca porque são mesmo rasca, com os comentadores políticos porque sim, com os jornalistas porque não prestam, com todos aqueles que culpam o governo de todos os males mas que não contribuem com nada para a solução do problema e antes fazem parte dele, com a Merkel porque é feia e deve cheirar mal da boca ou dos pés ou de ambos, com grande parte dos bloggers porque pensam que têm mais importância do pensam que têm, com o benfica porque perdeu com o porto e, finalmente, comigo mesmo porque não consigo encontrar uma saída pessoal para a questão.
Amanhã será outro dia e espero que seja mais brilhante que o de hoje:


Guitarra - Jorge Gonçalves Bateria - João Martins Contrabaixo - Pedro Sousa Voz - Sara Schuh

2011/04/03

O Homem

A propósito deste post do Herdeiro de Aécio

Irving Wallace foi um dos escritores da minha juventude responsável, juntamente com Leon Uris, Erich Maria Remark, Hans Hellmut Kirst, Sven Hassel e outros, pela criação de hábitos de leitura que depois me levaram a outros voos.
Não sendo grandes escritores tinham a competência de escrever histórias romanceadas enquandradas por factos veridicos que, numa altura de difícil acesso á informação, não havia net e estavamos antes do 25, nos forneciam informação preciosa (salvaguardando os excessos judaicos e patrióticos de Uris).
Quem quiser conhecer conhecer os meandros do Prémio Nobel não tem mais que ler o Prémio que mais tarde foi consagrado em filme, com Paul Newman, Elke Sommer e Edward G. Robinson ( o guionista foi o mesmo de North by Northwest de Hitchcock).
Quem quiser saber da saga dos marines no pacífico, basta ler Grito de Batalha, ou sobre o Gueto de Varsóvia leia-se Mila 18, a construção do muro e divisão de setores de Berlim, consulte-se/leia-se Armaggedon e, a cereja no topo do bolo, o sionismo e a construção do estado judaico indispensável o Exodus todos de Leon Uris.
O drama alemão na 2ª Guerra? A Oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiais de Kirst, a série 08/15 de Kirst.
No entanto o livro que por essa altura mais me impressionou foi As Três Sereias de Wallace que, à altura da sua publicação foi um escandalo nos EUA.
Um grupo de cientistas vai investigar uma tribo perdida algures numa ilha do pacífico de estrutura matriarcal...
O resto só lendo.

PS: Todos os livros citados foram editados pela Edições Europa-Amárica na colecção Século XX que deveria ser considerado verdadeiro serviço público.
O primeiro livro em 1945? A Centelha da Vida de Erich Maria Remark

Correcção ao meu comentário:

No comentário anterior atribuí a Kirst a autoria de A oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiáis, sendo que foram escritos por Remark.
Pelo lapso peço desculpa.

Correcção do A. Teixeira á minha correcção:

Permita-me corrigir-lhe a correcção:
O livro Fábrica de Oficiais é da autoria, como escreveu inicialmente, de Hans Hellmut Kirst.

A Oeste Nada de Novo é, como escreveu depois na correcção, da autoria de Erich Maria Remarque. Sempre vi escrito Remarque. E a acção deste último livro decorre durante a Primeira Guerra Mundial, não durante a Segunda como escreveu inicialmente.

Comentário meu à correcção do A. Teixeira:

Tem toda a razão quanto à sua correcção que agradeço.

Em relação ao nome também sempre vi escrito Remarque.
Fiz, no entanto, alguma pesquisa e, de acordo com a Wikipédia, parece que o homem nasceu Erich Paul Remark em Osnabruck em 1898, mudando mais tarde de Paul para Maria em homenagem à mãe.
No dizer mesmo texto os nazis fizeram correr a versão que o seu verdadeiro nome era Kramer (Remark ao contrário) e vale o que vale.
Daí a minha opção pelo Remark que me soa bem mais alemão que Remarque.
Cumprimentos.

2011/03/31

Serie Grandes Inícios VII

I am an American, Chicago born—Chicago, that somber city and go at things as I have taught myself, free-style, and will make the record in my own way: first to knock, first admitted; sometimes an innocent knock, sometimes a not so innocent.

As Aventuras de Augie March, Saul Bellow, 1953

Blue Moon

O Elvis que me perdoe mas a melhor intrepertação de Blue Moon é dos Cowboys Junkies.
The Trinity Session é um album de referencia e Margot Timmins é fantástica.

Serie Grandes Inícios VI

Rachmaninoff Piano Concerto No. 3, 1º Andamento- Martha Argerich.



António. Onde quer que estejas ouve a nossa pianista e o nosso concerto.

RIP.

PS: Filho da puta, cabrão, maricas. Foste embora e deixaste-me sózinho.

Serie Grandes Inícios V

Tchaikovsky, Piano Concerto No. 1 - Mov 1 (Martha Argerich, 1973)

2011/03/30

Proud Mary



Fuck. Granny is still alive and kicking ass.

2011/03/29

Sinagoga Portuguesa de Amsterdão

Tumbalalaika', cantada na Sinagoga Portuguesa Sefardita de Amsterdão.



Esta é a Sinagoga Portuguesa Sefardita de Amsterdão (Holanda) -Talvez o mais venerado santuário sefardita no mundo, construido em 1675, é ainda iluminado por candelabros com velas, nunca tendo sido "electrificado". O arco, assentos, altar, etc.foram todos feitos manualmente por construtores navais.
Durante a 2ª Grande Guerra os Nazis não a descobriram e nunca entraram nela.
Por isso está intacta e original.

Informação adicional sobre o "porquê" de uma Sinagoga Portuguesa em Amesterdão

2011/03/20

Serie Grandes Capas de BD-VII


A partir de Outubro de 1955 as Edições Cavaleiro Andante começaram a publicar uma série dnominada Obras Primas Ilustradas das quais a edição acima é o Número 5.
Abaixo podem ver-se s capas dos quatro primeiros números que infelizmente não possuo.
A edição, como era (mau) hábito na altura não refere o nome do iludtrador mem sequer a data da edição.



Depois de colocar este post fiz alguma pesquisa e encotrei est link dando conta que a serie se prolongou até 1964.
Obrigado ao Cavaleiro da Torre.

2011/03/18

Serie Jardins Improváveis VII


Junto à estação de comboios da Parede existe este anacronismo Click na fototo para aumentar) acompanhado por um jardim/horta de alto coturno. Cada vez que lá passo fico sempre espantado/maravilhado com tal conjunto.

O cúmulo da esperança

Nos meus tempos de adolescente corria um chiste que hoje seria considerado de muito mau gosto, politicamente incorrecto, discriminador de minorias e qui ça merecedor do mais profundo desprezo que afirmava que o cúmulo da esperança consistia em dois paneleiros comprarem um berço. Ao tempo era inocente e apenas provocava sonoras e despreocupadas gargalhadas.
No centro da Parede perto do Eduardo das Conquilhas aqui está o novo paradigma.
Sinais dos tempos...

O Achismo

Uma das coisa que mais me encanitam é o "eu acho que".
O número de pessoas em Portugal (suspeito que noutros países também) que, embora confessando que sabem pouco do assunto, "acham que" é assombroso. A essas há ainda que somar os que "acham que" sobre um número avassalador de assuntos, desde o futebol às centrais nucleares, coisa que me deixa siderado para não dizer arrasado na minha inaudita ignorância.
Sobre este assunto meu filho João que, tal como eu só "acha" do que sabe, chamou-me a atenção para um escrito do Carlos Coelho e do Paulo Rocha intitulado o Achómetro.
Já agora, os citados cidadãos são responsáveis pela Ivity-Corp especialistas em gestão de marcas.

Ainda a propósito e nas franjas deste tema aqui vai um link para um post do nosso homem em Paris, Francisco Seixas da Costa a quem também faz muita impressão o facto de haver gente que opina sobre tudo e mais um par de botas.
Também eu não vejo o Prós e Contras.

LER - Revista número 100



Se a LER é sempre imprecindível, o número 100 é absolutamente incontornável, sobretudo a entrevista a George Steiner.
Quem quer compreender os tempos que correm não pode ignorar esta lucidez invejável.

Ontem recebi ajuda externa

Ferreira Fernandes no seu melhor:

Os japoneses são um problema para os portugueses perceberem o maior drama do mundo actual. Como é possível darmo-nos conta do que é um terramoto de grau 9, um tsunami de dez metros e explosões em três reactores nucleares, se quem os vive grita menos do que um repórter televisivo sobre umas pedradas de camionistas na rotunda do Carregado? No Japão, um pai agradece o telefone da SIC, emprestado para avisar o filho, na América, que está vivo. À volta é um mar de lama que pousou sobre a sua cidade e a calou (arrasou, diria eu, se não se confundisse com essa palavra a mesma que é usada em título nos jornais portugueses de cada vez que Pinto da Costa fala de um árbitro). Substâncias radioactivas tinham sido libertadas do incêndio do reactor 4 da central de Fukushima Dai-Ichi, os ventos arrastavam-nas para aquela cidade do japonês que falava com o telemóvel português (até em Tóquio o nível de radioactividade "aumentou consideravelmente", disse o primeiro-ministro Naoto Kan, com ar de quem anuncia o aumento de cinco cêntimos no gasóleo). E com esse cenário de fogo, de água e de ar apocalípticos, o japonês disse ao filho que nem tudo eram tristezas: "A lua tem raios prateados." Os leitores mais românticos dirão que eles são bons em haiku, poemas curtos. Mais prosaico, eu compreendi por que fazem eles toshibas e para o ano têm Sendai reconstruída.

2011/02/04

Uma lição de vida ou partir pedra


O escritor francês Charles Péguy (1873-1914), conta a história de um homem que, na idade média, a caminho de Chartres, encontra um homem aplicado ao mais duro dos ofícios: partir pedra.
- Vivo como um cão – disse-lhe o homem. – Exposto à chuva, ao vento, ao granizo, ao sol, faço um trabalho penoso em troca de uns tostões. A minha vida não vale nada. Nem merece o nome de vida.
Um pouco mais longe, o nosso homem encontra outro canteiro, este com uma atitude completamente diferente.
- É verdade que é um trabalho duro – diz-lhe ele –. Mas, ao menos, é trabalho. Dá para alimentara mulher e os filhos. E depois, ando ao ar livre, vejo a gente que passa… Não me queixo. Há quem esteja pior do que eu.
Um pouco mais adiante, o homem encontra um terceiro canteiro, que lhe diz, olhando-o bem nos olhos:
- Eu, eu estou a construir uma catedral.

O Jaime continua a sua senda de excelentes posts

2011/02/03

Manuel Maria Carrilho

Depois de muito matutar e de "ouver" a entrevista do Artur Agostinho na RTP1 onde, mais uma vez, tive o desprazer de ver a Judite de Sousa com aquele ar "aquoso" que coloca quando entrevista alguém de quem gosta, em contraponto com o ar de "megera" que assume quando detesta quem está na sua frente, sentei-me em frente ao teclado para comentar o artigo do Manuel Maria Carrilho hoje no DN.
Antes, porém ( a adversativa aqui, colhe), dei uma volta na blogoesfera e, raios o partam, deparei com um texto intitulado Descarrilhado, do Valupi na Aspirina B.
Pensei para comigo que o homem deve ser bruxo porque transmite, com raiva e impotencia o confesso, muito melhor do que eu sou capaz, o que me vai na alma.
Vou processá-lo por plágio.
É muito giro e até correto dizer que "é preciso mudar de paradigma", que "é preciso debater as ideias", mas também é preciso dizer qual o novo paradigma e que ideias é preciso debater.
Contrariamente ao artigo de Mário Soares, terça-feira no DN, que propôe novas ideias e novo paradigma este artigo de MMC é um deserto de ideias para além da ideia dele próprio.
Lembra-me um post anterior sobre as RPN (Reuniões de Porra Nenhuma).
Mutatis mutandis este é um APN (Artigo de Porra Nenhuma)

E a puta que os pariu

Com a devida vénia ao Eduardo Pitta aqui se transcreve o seu post:

Em nome da saúde pública, a assembleia municipal (City Council) de Nova Iorque aprovou ontem, por 36 contra 12 votos, a proibição de fumar em jardins, parques, áreas pedonais e praias da área metropolitana. Sobram as ruas abertas ao trânsito automóvel. A partir de 1 de Maio, os fumadores terão de abster-se em Central Park, Gramercy, Bryant, Madison, Union, Washington Square, etc., no Jardim Botânico, em Times Square, na praia de Coney Island e por aí fora. Bloomberg, o mayor da cidade, congratulou-se com a medida.

Apetece-me não voltar à "Big Aple".
A sanha contra os fumadores contínua e eles não se dão conta do ridículo.
Não param para pensar?
"The land of the free"?
A puta que os pariu outra vez.

A Luz do Porto





Duas semanas atrás "o velho casario" tinha, em fim de tarde, esta luz fantástica.
O Porto visto de Gaia.

Serie Jardins Improváveis V




Algures em Oeiras.

2011/02/02

Reuniões

Toda a minha vida "papei" reuniões infindáveis, classificadas de RPN (Reunião de Porra Nenhuma) onde na maior dos casos o seu objectivo era reunião ela própria.
Por regra, todos os participantes incluindo o responsavel pela mesma concordavam, depois, que tinha sido uma chatice.
O método abaixo proposto é infalivel para tornar uma RPN numa coisa divertida.

O BINGO DAS REUNIÕES!

Imprime o quadro abaixo antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvires a palavra ou expressão contida numa das casas, marca a mesma com um (X).
Quando completares uma linha, coluna ou diagonal, basta gritar ' BINGO '!

Planificação|Colaboradores|Objectivos |Estudo |Disciplina
Reunião |Plano |Substituição |Formação |Estratégia
Apoio |Direcção |Hiérarquia |Competências |Recuperação
Optimização |Avaliação |Processos |Colega |Recursos
Resultados |Excelência| |Projecto |Implementação|Integração


Testemunho de jogadores satisfeitos:
a.- 'A reunião só tinha começado há 5 minutos quando ganhei!';
b. - 'A minha capacidade para ouvir melhorou imenso desde que comecei a jogar Bingo das Reuniões';
c.- 'A atmosfera da última reunião foi muito tensa porque 8 colegas estavam à espera de preencher a 5ª casa';
d.- 'O director ficou estupefacto ao ouvir oito pessoas gritar 'BINGO', pela 3ª vez numa hora';
e.- 'Agora, vou a todas as reuniões, mesmo que não me convoquem'.

Como descobrir vida em Marte

Eu quero uma destas, JÁ


Os nervos com que eu fico ao ver uma coisa destas, ainda por cima, com a novidade de nunca ter visto encher copos de cerveja por baixo.
Chapeau.

Mario Soares 2


A avaliar pelo artigo de hoje no DN assinado pelo jornalista João Pedro Henriques, sobre o escrito ontem por MS, os jornalistas e a classe política continuam a tomar a nuvem por Juno.
O artigo que, na minha opinião e sem muito esforço, poderia ser transfomado num programa a ser submetido ao eleitorado apenas teve impacto no que se refere aos Boys&Girls.
Tudo o resto, o mais importante, foi apagado provavelmente porque é pouco interessante.
Quem quer discutir ideias? Quem quer ver a floresta por detrás da mísera árvore?
Pobrezinhos.
Eu sei que dá trabalho, mas parafraseando o meu amigo Luís, "tudo o que é bom dá trabalho".
Engraçado que, também hoje, o coriáceo Baptista-Bastos, parecendo alinhar pelo mesmo diapasão de MS, aborda a questão PS, do congresso do PS, de modo totalmente diferente.
Transcrevo apenas uma pequena parte :

"Com rigor, deixou, há muito, de ser socialista, de alimentar e estimular a ideia socialista, incapaz de reagir ao desmoronamento da União Soviética, sem saber enfrentar e combater, ideológica e politicamente, as pressões de um capitalismo cada vez mais feroz e devastador."

O homem ensandeceu. O artigo dirige-se ao PS ou ao PCP?

2011/02/01

Mario Soares

Mario Soares, do alto dos seus 86 anos, continua a dar lições de política a todos quantos o leiam, mesmo quando não se concorda.
A capacidade de ler a realidade e a perceção da realidade, a bagagem cultural e ideológica que lhe serve de lastro, contrasta com os políticos "fast food" que por aí abundam.

Hoje, mais uma vez escreve um artigo brilhante no DN do qual destaco a seguinte passagem:

"Reparem os meus leitores apegados a velhos preconceitos: os melindres e as preocupações quanto às soberanias nacionais pertencem ao passado. Num mundo globalizado, em que a América do Norte, os colossos emergentes e os que estão para o ser são cada vez mais fortes, a União Europeia, para sobreviver, como grande potência multi-estadual na cena internacional tem de estar unida e ter mecanismos de decisão rápidos. Assim, as soberanias, no quadro da União, são - e devem ser - partilhadas, tendo princípios comuns e obrigatórios para todos: a igualdade dos Estados-membros e a unidade e a solidariedade entre todos. É o que nos exige o século xxi, e temos de o perceber. Porque o dilema é fácil: ou a União toma medidas urgentes neste sentido, ou entrará numa irremediável decadência. É por isso necessário que a Alemanha compreenda rapidamente que, por mais rica que seja, isolada não representa nada em relação aos colossos emergentes. E ainda que com uma Europa desintegrada, a Alemanha será vista como um factor de desconfiança pelos Estados europeus e perderá muito do potencial de produção de riqueza que hoje tem. Visto que as suas exportações para os outros países europeus cairão a pique..."Há por aí alguém interessado em mandar a tradução em alemão para a chanceler Merkel?

Note-se ainda os "recados" para dentro do país e do PS.

Quem disse que o homem já não existe?
Por mim, longa vida.

Ladrão de Livros



A propósito deste post do Jaime Bulhosa comentei:

A páginas tantas, no magnifico As Aventuras de Augie March, de Saul Bellow, Augie torna-se um ladrão de livros profissional aliciado pelo seu amigo Padilla.
A propósito de satisfazer um cliente díficil roubou e, passo a transcrever:
"...Dois Volumes de A Vontade do Poder de Nietzshe, que suei para conseguir roubar porque estavam num armário de vidro fechado numa livraria especializada em livros de Economia; também lhe arranjei a Filosofia do Direito de Hegel, os últimos volumes de O Capital na livraria comunista da Division Street, A Autobiografia de Herzen e alguns livros de Tocqueville....".
Se o seu Ladrão Temático é um profissional do gabarito de Augie, esqueça.
Está condenado a repôr nas estantes os volumes em falta.
Abraço de solidariedade.

PS: O abraço de solidariedade estende-se à Isabel e ao Tó Zé Castanheira e atodos os livreiros que enfrentam o problema.

PSS: Quem rouba livros merece ser mais bem tratado que os ladrões de outra coisa qualquer?
Ná, diria eu.

2011/01/20

Escrever um livro


Se um dia chegar a ser muito velhinho, vou escrever um livro. É uma promessa que tenho feito a mim próprio. Não, não desesperem... pode ser que até lá perca a memória* ou tenha ganho juízo.**

livreiro anónimo





* Memória: Frequentemente, o envelhecimento está associado a dificuldade de memória e à lentidão de raciocínio. Nesse sentido, acredita-se que os idosos fiquem com dificuldade em lembrar e compreender as situações novas que lhes são apresentadas, mas em contrapartida, superam os jovens em raciocínios que exigem maior “sabedoria”. Evidentemente a sabedoria não surge, necessariamente, com a idade. Contudo, e com um pouco de sorte, a idade acontece por si só. E é com ela, e à custa dela, que infelizmente na maior parte das vezes, a sabedoria finalmente se manifesta.

** Juízo: é o processo que conduz ao estabelecimento das relações significativas entre conceitos, que conduzem ao pensamento lógico objectivando alcançar uma integração, que possibilite uma atitude racional frente as necessidades do momento.

Com a devida vénia ao Jaime Bulhosa

2011/01/02

A Figura do Ano - Lula da Silva - Apelo ao Futuro!



Faço minhas as palavras de Ana Paula Fitas que a seguir se transcrevem:

"O Presidente do Brasil, Lula da Silva é, incontornavelmente, a Figura do Ano. Na hora da despedida, o Presidente falou aos cidadãos brasileiros e, nas suas palavras, o mundo recolhe a Esperança... Agora, Lula da Silva faria muito falta nas Nações Unidas... Assim o queira! Feliz Ano Novo, Presidente!"

Lula para Secretário Geral da ONU, JÁ.

Concerto de Ano Novo

O Concerto de Ano Novo é um "must" imperdível nas tardes do dia 1 de janeiro.
Este ano, mais uma vez, não defraudou as expetativas.
Este maestro, que eu não conhecia, presenteou-nos com algumas peças pouco ouvidas, nomeadamente as czardas e os galopes.
Interessante a versão do Danúbio Azul, mais "pesada" e "lenta" que o habitual.
Não deixa, no entanto, de fazer esquecer a versão de Karajan em 1987 aqui apresentada por sugestão da Ana Paula Fitas

2010/12/27

On the Sunny Side of the Street

Nos tempos que correm fica bem haver calor e sol do outro lado da rua.



Grab your coat and get your hat
Leave your worries on the doorstep
Life can be so sweet
On the sunny side of the street

Can’t you hear the pitter-patter?
And that happy tune is your step
Life can be so sweet
On the sunny side of the street

I used to walk in the shade with the blues on parade
But I’m not afraid
I'm crossing over and I'm walking in clovers

If I never had a cent
I’d be rich as rockefeller
with Gold dust at my feet
On the sunny side of the street

I used to walk in the shade with them blues on parade
Now I’m not afraid
I'm crossing over and walking in clovers

Now if I never made one cent
I'll still be rich as frank sinatra
There will be goldust at my feet
On the sunny --
sunny side of the street

PS: Com a colaboração da Sofia

2010/12/10

Serie Grandes Capas de BD-VI



Em 1954 o Número Especial de Verão do Cavaleiro Andante publicava "Três Grandes Histórias Ilustradas:

- Viagens de Gulliver;
- A Final do Campeonato, uma aventura desportiva e de mistério;
- Emboscada na Selva, uma série de emoção;

2010/12/08

IPAD

É por estas e por outras que nunca substituirá o nosso bom jornal matinal.

2010/12/03

2010/12/02

Anedota do dia

Um amigo enviou-me esta que tem verdadeiramente piada:

Um grupo de anões resolve jogar futebol no domingo e alugam um campo.
Formadas as equipas, cada um pega no seu equipamento, quando reparam que o campo de futebol não tem balneário.
Resolvem então perguntar ao dono de uma tasca ao lado se podem utilizar a
casa de banho para trocar de roupa.
O dono diz que não há problema nenhum, e lá vão eles.
Entram todos na tasca, vão até à casa de banho, vestem-se e começam a sair da casa de banho.
Um bêbado, que estava sentado ao balcão, vê passar por ele a equipa azul.
Estranha, mas continua a beber.
Quando, ao fim de pouco tempo, vê passar a equipa de vermelho, vira-se para o dono do bar e diz :
- Eu não me quero meter ... mas os teus matraquilhos estão a dar à sola !...

2010/12/01

Fridriech Nietcshe

Sem música, a vida teria sido um erro.”

Serie Grandes Capas de BD-V



Em 1955 o Número Especial de Junho do Cavaleiro Andante publicava duas histórias fantásticas:
- Uma adaptação da "celebre obra de Fenimore Cooper «A Pradaria», que evoca a odisseia dos pioneiros da América do Norte, com os inevitáveis lutas com os índios e também com os bandidos que infestavam a pradaria".Nenhuma referencia (infelizmente) a quem ilustrou a obra;
- Uma "Aventura no mar" que narra alguns dos feitos do corsário Jean Bart
A capa faz juz à valentia de Jean Bart.

2010/11/28

Serie Grandes Inícios IV

Ainda agora comecei a ler e já estou agarrado.
Pudera, com este ínicio quem não fica:

Era uma vez na cidade de Kahani, na terra de Alifbay, um rapaz chamado Luka que possuía dois animais de estimação, um urso chamado Cão e um Cão chamdo Urso, o que queria dizer que, quando ele chamava «Cão!», o urso vinha ter afavelmente com ele, bamboleando-se nas patas traseiras e, quando chamva «Urso!», o cão pulava direito a ele abanando a cauda.

Luka e o Fogo da Vida, Salman Rushdie

2010/11/21

Reformado



A minha mulher perguntou-me com sarcasmo:

- "Que pensas fazer hoje?"

- "Nada."

- "Isso foi o que fizeste ontem!" - Diz-me ela.

- "Sim, mas não consegui acabar!...

2010/11/19

A propósito de um post neste excelente blog http://duas-ou-tres.blogspot.com/foi colocado este comentário com muita graça

Every time a new Pope is elected, there are many rituals to be followed, in accordance with tradition. But there's one ritual that very few people know about.

Shortly after the new Pope is enthroned, the Chief Rabbi of Jerusalem seeks an audience with him.

He is shown into the Pope's presence, whereupon he presents him with a silver tray bearing a velvet cushion. On top of the cushion is an ancient, shrivelled parchment envelope.

The Pope symbolically stretches out his arm in a gesture of rejection.

The Chief Rabbi then retires, taking the envelope with him, and does not return until the next Pope is elected.

Pope Bendict was intrigued by this ritual, the origin of which was unknown to him. He instructed the best scholars of the Vatican to research it, but they couldn't came up with anything. So when the time came and the Chief Rabbi was shown into his presence, he faithfully enacted the ritual rejection.

But then, as the Chief Rabbi turned to leave, he beckoned to him. "My brother," he whispered, "I must confess that we Catholics are ignorant of the meaning of this ritual enacted for centuries between us and the Jewish people. I have to ask you, what is it all about?"

The Chief Rabbi scratched his head and replied, "Frankly, Your Holiness, I have no idea either. The origin of this ritual is lost to us, too."

The Pope thought for a bit and said, "My brother, let us retire to my chamber and enjoy a glass of wine together. Then, with your agreement, we shall open the envelope and discover, at last, the secret."

The Chief Rabbi agreed.

So, after a leisurely glass of wine, they reverently picked up the curling parchment envelope and opened it with fingers trembling with anticipation.

The Chief Rabbi reached inside, took out a sheet of ancient parchment, and carefully unfolded it. He looked at it, and then handed it to the Pope.

It was the bill for the Last Supper.

Pim, Pam, Pum


No seguimento deste post aqui vai um outro fantástico.
Não interessa o conteúdo.
Apenas a forma inspirado no "Fuzilamento do 3 de Mayo de Goya.
Chapeau.

2010/11/18

Um acordão do caralho

Ministério Público quis levar a julgamento cabo da GNR que usou expressão junto de superior, mas Relação de Lisboa ilibou-o.
Quando um cabo da GNR, irritado com o facto de não ter conseguido uma troca na escala de serviço, se dirige ao seu superior, dizendo "não dá pra trocar, então prò c...", está a cometer um crime de insubordinação ou apenas a desabafar? Este debate percorreu o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa e o Tribunal de Instrução Criminal, chegando, a 28 de Outubro deste ano, ao Tribunal da Relação de Lisboa, que encerrou o caso: o cabo não deve ser julgado, porque a expressão utilizada é um "um sinal de mera virilidade verbal".
Foi no dia 4 de Agosto de 2009 que, no gabinete do sargento da GNR que liderava um subdestacamento, o cabo solicitou uma troca de serviço com outro militar. Perante a recusa do seu superior hierárquico, tal como vem descrito no acórdão do Tribunal da Relação, o militar disse: "Não dá para trocar, então pró c..." E de seguida: "Se participar de mim, depois logo falamos como homens."
A situação em causa evoluiu para uma acusação pelo crime de insubordinação. Segundo uma procuradora do DIAP, "a palavra 'c...', proferida pelo arguido, na presença do seu superior hierárquico, de forma alguma, poderia constituir um mero desabafo, antes, indignado, pelo facto de o seu superior não permitir a troca de serviço, visou o arguido atingi-lo na sua honra e consideração".
"Então existe outro significado para a palavra, 'c...' em causa, dita naquele contexto, que não seja injurioso, ofensivo, de afronta, em relação à pessoa a quem é dirigida?", questiona a mesma magistrada.
Os juízes desembargadores Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes tiveram entendimento diferente, mantendo a decisão do juiz de instrução que decidiu não levar o arguido a julgamento.
E para fundamentar tal decisão, os desembargadores fazem uma extensa análise da expressão "prò c..." que, no fundo, era o que estava em causa no autos. Concluíram que há contextos em que a utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma. Um pouco de história: "Para uns a palavra 'c...' vem do latim caraculu que significava pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande. Certo é que, independentemente da etimologia da palavra, o povo começou a associar a palavra ao órgão sexual masculino, o pénis."
Porém, continuam os juízes, "é público e notório, pois tal resulta da experiência comum, que 'c...' é palavra usada por alguns (muitos) para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo. Por exemplo 'prò c...' é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas ('chove pra c...'; 'o Cristiano Ronaldo joga pra c...'; 'moras longe pra c...'; 'o ácaro é um animal pequeno pra c...'; 'esse filme é velho pra c...')".
Mas há mais jurisprudência sobre a matéria: "Para alguns, tal como no Norte de Portugal com a expressão popular de espanto, impaciência ou irritação 'carago', não há nada a que não se possa juntar um 'c...', funcionando este como verdadeira muleta oratória."
Tendo presente tais considerações, mais o facto de se ter dado como assente que o cabo e o sargento - apesar da distância hierárquica - manterem uma relação de proximidade, sem muitas regras formais, a Relação de Lisboa decidiu não levar o militar a julgamento pelo crime de insubordinação.

2010/11/15

Contar cabeças

José Queirós (Provedor dos leitores do Público)
Crónica da edição de 14 de Novembro de 2010)

Finalmente. Foi preciso estar em Lisboa um professor de jornalismo norte-americano, com currículo estabelecido em técnicas de contagem de multidões, para pela primeira vez se fazer no nosso país o que a imprensa portuguesa há muito deve aos seus leitores: uma estimativa independente do número de participantes em manifestações ou concentrações com relevo social e político.

No passado dia 6, uma multidão de manifestantes convocados pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública desfilou em Lisboa, entre o Marquês de Pombal e os Restauradores, em protesto contra os cortes salariais e outras medidas de austeridade anunciadas pelo Governo e apoiadas pelo principal partido da oposição. E que multidão foi essa? 100.000 pessoas, disseram os organizadores, e repetiu grande parte da comunicação social, participaram na marcha, descrita como uma espécie de ensaio de mobilização para a greve geral marcada para o próximo dia 24.

Ao contrário do que aconteceu em ocasiões semelhantes, desta vez não se conheceram estimativas da polícia. Em contrapartida, uma equipa dirigida por Steve Doig, professor da Universidade do Arizona actualmente a leccionar um mestrado de jornalismo na Universidade Nova de Lisboa, saiu para o terreno para fazer o que nenhum jornal fizera antes: contar os manifestantes. Não mobilizou para isso grandes meios: alguns dos seus alunos fizeram contagens ao longo do percurso da marcha, algumas fotografias foram feitas a partir de um ponto elevado na zona dos Restauradores e foi medido o espaço em que decorreu o comício final. Resultado: uma estimativa de 8.000 a 10.000 participantes no desfile, e cerca de 5.000 concentrados nos Restauradores.

Não creio que seja possível, depois desta experiência, que um jornal independente continue a ignorar as suas responsabilidades informativas e se limite a servir de eco preguiçoso aos números avançados por organizadores de manifestações ou por fontes oficiais. Ou, no caso das greves, por porta-vozes sindicais, patronais ou governamentais, todos partes interessadas, ainda que antagónicas, na difusão dos números (recordo que a greve da função pública de Março passado foi noticiada neste jornal como tendo tido uma adesão "entre os 13 e os 80 por cento", uma "informação" disparatada resultante da mera contraposição dos números fornecidos pelo Governo e pelos sindicatos).

Dir-se-á que o que mais conta, numa manifestação, não é o número de participantes, mas as suas razões e objectivos, e o impacto público, que não depende apenas da sua expressão quantitativa. Mas também se sabe que, no plano da luta sindical e política, os números são uma arma fundamental para organizadores e oponentes, e é por isso que fazem questão de os esgrimir, com as discrepâncias conhecidas. E, ainda que assim não fosse, é dever do jornalismo procurar e transmitir a verdade dos factos. Quando os números são um elemento relevante da notícia — como é obviamente o caso no processo de preparação de uma greve geral —, impõe-se um esforço de rigor na informação. Se a exactidão é inatingível, não o são as estimativas baseadas em métodos sérios e técnicas adequadas e escrutináveis.

O modo como a imprensa diária portuguesa relatou a manifestação do dia 6 não é rigoroso nem sério. Um jornal anunciou, em título e no texto, a presença de 100.000 manifestantes, sem citar qualquer fonte, como se o cálculo decorresse da observação directa do repórter. Outro assumiu a mesma "informação" em antetítulo, embora referindo no texto que a recolhera junto dos organizadores. O PÚBLICO esteve melhor, dedicando uma pequena nota à contagem feita pela equipa da Universidade Nova, e referindo prudentemente "milhares de manifestantes" na abertura da peça que dedicou ao desfile. Ainda assim, adiantava no texto que este "terá mobilizado cem mil pessoas, de acordo com dados da organização" e que "a polícia no local [se] recusou a avaliar o número de participantes". Ter-se-á citado esse número, referindo a fonte, por ser o único disponível. Mas cabe perguntar qual o valor informativo de um dado como esse, em relação ao qual não existia contraditório nem verificação independente. Sobretudo quando se conhece o histórico das enormes diferenças de cálculo entre as partes envolvidas. Definitivamente, este é um hábito que contraria o direito dos leitores a uma informação rigorosa.

Na minha opinião, o que o PÚBLICO deveria ter feito era o que fez a equipa de Steve Doig: ir para a rua contar os manifestantes. Não se pode esperar de um jornal que invista em tal esforço sempre que noticia uma concentração de massas, mas cabe-lhe reconhecer os casos em que o interesse público aconselha que a cobertura informativa de uma acção de contestação política e social devidamente anunciada não deixe de fora esse dado muito relevante que é o da sua expressão numérica.

O método usado pelo perito americano não exige recursos consideráveis, mas poderá objectar-se que não é suficientemente fiável. Colocar alguns voluntários a "contar cabeças" na rua (mesmo tratando-se de um desfile lento como costumam ser estes) não garante certamente resultados exactos. Mas o conjunto das técnicas utilizadas — contagens independentes em diferentes locais de passagem da marcha, durante períodos de tempo definidos, cronometragem do desfile, cálculo da densidade da concentração de pessoas através de fotografias feitas de cima e da medição dos espaços ocupados, e métodos estudados para a aferição e cruzamento de todos estes dados — é sem dúvida melhor que as conhecidas avaliações "a olho" ou os cálculos não escrutináveis, assegurando estimativas mais dignas de crédito.

Na verdade, estas técnicas representam um processo bastante artesanal quando comparado com as que já estão a ser experimentadas em outros países, em boa parte devido à pressão dos media e dos seus consumidores. A análise em computador de imagens de alta resolução, obtidas por fotografia aérea convencional, por satélite ou até por câmaras instaladas em balões (mais móveis e mais próximos do solo), recorrendo a grelhas que dividem a área de uma concentração em múltiplas unidades de superfície, para cada uma das quais é estabelecida a respectiva densidade, permite atingir resultados cada vez mais credíveis. Por exemplo, nas recentes concentrações cívicas convocadas para Washington por vedetas da televisão conotadas com a direita (Glenn Beck, com o apoio do Tea Party) e a esquerda (o comediante Jon Stewart), a CBS News recorreu a duas estimativas independentes baseadas neste tipo de técnicas, embora com algumas diferenças metodológicas, e chegou a resultados muito semelhantes, sem variação estatística assinalável.

Técnicas baseadas na contagem directa de pessoas, apoiadas por gravações em vídeo, mas usando metodologias sofisticadas que permitem diminuir consideravelmente margens de erro, têm vindo a ser pesquisadas e experimentadas nos últimos anos pela Universidade de Hong-Kong. E já produziram um resultado interessante: quando a equipa académica decidiu anunciar que iria "contar cabeças" numa grande manifestação, os números avançados pelos organizadores e pela polícia, tradicionalmente separados por um abismo aritmético, aproximaram-se de forma inédita. Quando voltou a fazê-lo sem aviso prévio, regressou a enorme discrepância entre os cálculos de uns e de outros. Já em Taiwan — por motivos que não têm a ver com protestos de rua, mas com a segurança pública (por exemplo as grandes concentrações em estações ferroviárias nos dias festivos) — é da inovação tecnológica no domínio da análise de imagens por computadores que têm surgido maiores progressos na contagem de multidões.

Alguns dos que me lêem estranharão talvez que se ocupe este espaço a discutir a importância de saber quantos milhares a mais ou a menos se juntaram num determinado protesto, quando o que importará é conhecer as causas (e os possíveis efeitos) desse protesto. A isso responderei que acções de rua como a do passado dia 6 são matéria de interesse público, que a sua expressão quantitativa é relevante, e que é dever do bom jornalismo procurar a verdade. E acrescentarei que, apesar da referência feita às novas tecnologias existentes, processos mais artesanais e simples de executar serão já um passo importante para romper com o jornalismo conformista que troca o dever da investigação independente pela difusão de "informações" em que nem sequer acredita. Foi essa a lição dada em Lisboa pelo professor Doig, que não terá recebido por acaso, entre outros galardões, um prémio Pulitzer na modalidade de serviço público.

Uma nota final para lembrar que, no próximo dia 24, data da anunciada greve geral, seremos provavelmente confrontados com os tradicionais números contraditórios sobre a adesão ao protesto. Sem formas de avaliação independente, e conhecendo-se os precedentes, muito poucos darão crédito a quaisquer desses números, venham eles dos sindicatos ou do Governo. Seria uma excelente ocasião para o jornalismo romper com velhos e maus hábitos, e ganhar credibilidade.

Claro que uma greve não é um desfile. Não se apuram adesões saindo à rua a "contar cabeças". Mas o desafio informativo é da mesma natureza, e todos os progressos possíveis seriam bem-vindos. Amostras sectoriais de informação — apurada com rigor e independência, ainda que em poucos lugares, e contraposta à que for dada pelas partes interessadas — ajudariam a dissipar mentiras e habilidades estatísticas e poderiam vir a desencorajar os que têm poucos escrúpulos em dizer a verdade aos cidadãos. Uma investigação que desvendasse métodos e critérios de contagem praticados por sindicatos, empresas ou ministérios seria igualmente de interesse público.

2010/11/14

Serie Jardins Improváveis VI


Covão do Feto, Monsanto, Alcanena (click na foto para aumentar).
Aproveitamento total do espaço disponivel.
Como seria se houvesse mais?

Serie Jardins Improváveis V



Monsanto, Alcanena (click na imagem para aumentar).
Quem não tem jardim nem passeio caça com...plástico.

2010/11/10

Serie Grandes Capas de BD-IV


Em 1955 o Número Especial de Fevereiro do Cavaleiro Andante publicava duas histórias espectaculares.
A História completa de Búfalo Bill e A Viagem maravilhosa do Capitão Cook, para além da história da fundação do Ginásio Clube Português.
A capa é absolutamente magnífica.

Serie Grandes Capas de BD-III


No Natal de 1953 o Número Especial de Natal do Cavaleiro Andante trazia, como de pode ver na capa, quatro histórias completas, a saber:
Heróis do Mar;
Viagem a Marte com o sub-titulo "Uma história fantástica para ser lida como fantasia";
Aventuras do Zorro com o sub-título "O Mistério da Diligência";
Herói dos Alpes, "História de Guilherme Tell"
Tudo devidamente apócrifo como era regra na altura.

2010/11/07

Porto vs Benfica


Eu costo muito de qualquer desporto, em particular o Rugby, mas detesto tudo quanto o rodeia.
O meu clube é o Benfica mas, porque gosto muito de desporto, gosto muito mais de Futebol (assim com letra grande) do que gosto do Benfica.
O jornalismo, em Portugal, anda pelas ruas da amargura em particular o desportivo.
Em consequência nunca compro jornais desportivos e dos outros, apenas um diário e um semanário e mesmo com esses estou cada vez mais "descoroçoado" como diria a minha mãe.
Serve esta introdução para referenciar a primeira página de "A Bola" que hoje escapa à mediocridade.
O Hulk já era conhecido mas... o Flash?
Belo desarrincanço.
Chapeau.

2010/11/04

Serie Jardins Improváveis IV


Um amigo enviou-me esta foto como tendo sido tirada num condomínio nas Caldas da Raínha.
Si non é vero é benne trovato.

2010/11/01

Bruxas



Clique aqui e siga as instruções.

Com a devida vénia à Joana Lopes nas Brumas da Memória

2010/10/28

Serie Jardins Improváveis III

Algures em Lisboa este magnífico "jardim" ou, "Quem não tem quintal caça com...passeio".
Fantástico.

2010/10/27

Peanuts


Charlie and friends é apenas seis meses mais novo do que eu.
Quem diria.

2010/10/26

Serie Grandes Inícios III

O link aponta para o site dedicado ao "cavalheiro" que dá o nome a este blog.
Editado pela Dargaud é absolutamente fabuloso.
Recomenda-se.

2010/10/25

Serie Grandes Inícios II

Abertura da Carmen de Bizet.
Orquestra da Royal Opera House dirigida por Zubin Mehta
Dispensa comentários.

Porto Editora disponibiliza Conversor do Acordo Ortográfico

A saga continua.
O Conversor contínua indisponível

Serie Grandes Inícios I

A ideia desta série é indecentemente roubada ao José Mário Silva depois de ler o artigo A Angústia da Página em Branco publicado na revista Única de 16 de Outubro.
A ideia original circunscreve-se aos romances, mas esta série vai alargar-se à BD e à música e ao cinema.
Ainda roubado do referido artigo as honras de abertura vão, ironicamente, para Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez (1928) e Conversa na Catedral de Mário Vargas Lhosa (1936):

"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendia havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou conhecer o gelo."

Comentário de JMS:

Experimente ler alto esta frase, pórtico por onde se entra num romance magistral. Depois releia. Depois releia outra vez. À terceira releitura já saberá de cor. O mais certo é ficar gravada na memória como se fosse um poema. De certa maneira, é o que ela é.

"Da porta do La Cronica, Santiago olha a avenida Tacna, sem amor: automóveis, edifícios desiguais e desbotados. esqueletos de anúncios luminosos flutuando na neblina, o meio-dia cinzento."

Comentário de JMS:

Quarenta e um anos antes de ganhar, com inteira justiça, o Nobel da Literatura, Vargas Lhosa começava assim, em tom melacólico, a sua obra prima.

Um quarto das crianças 'nasce' primeiro na Net

Quem te avisa...

Ontem no DN

por PEDRO SOUSA TAVARES

Aos dois anos mais de 80% das crianças têm referências 'online', revela estudo internacional. Especialista alerta para os riscos
Um casal orgulhoso criou um blogue para partilhar fotografias da sua bebé de dois meses. Algum tempo depois, "as mesmas imagens estavam a ser usadas num anúncio na Internet, em que se informava que a criança estava à venda, e se descrevia todo o tipo de actividades a que o comprador se poderia dedicar".
O caso extremo, descrito ao DN por Tito de Morais, fundador do site "miudossegurosna.net", ilustra o tipo de riscos que o "compreensível desejo de partilhar a alegria e o orgulho da paternidade" podem trazer, quando esta partilha é feita em plataformas "acessíveis a toda a gente".
O facto é que, cada vez mais, recursos como blogues e redes sociais são encarados pelos seus utilizadores como álbuns de fotografias ou diários, onde se registam e partilham pormenores sobre a vida e a evolução dos filhos.
Segundo um estudo da AVG, uma empresa de segurança online, conduzido na América do Norte, em cinco países europeus, na Austrália, Japão e Nova Zelândia, um quarto das crianças dos países desenvolvidos já "existe" na Web antes de nascer. Imagens de ecografias, informações diversas, como o futuro nome, são alguns dos detalhes que pais e mães vão partilhando pela rede.
Ao chegarem aos dois anos, de acordo com o mesmo relatório, 81% das crianças já têm alguma referência à sua existência. Números que contrastam com o grau de preocupação das mães entrevistadas pela AVG, segundo a qual é em Espanha que mais mulheres confessam preocupação com a divulgação destas informações sobre os filhos e, ainda assim, apenas 3,8% das inquiridas.
Portugal não foi abrangido pelo estudo mas, segundo Tito de Morais, desde "há alguns anos" que se têm tornado mais comuns os blogues de bebés. O especialista lembra que já existem funcionalidades, como a possibilidade de criar grupos nas redes sociais, que "limitam as pessoas que acedem aos conteúdos", mas alerta que "nenhum círculo é 100% seguro".

2010/10/23

Já estou a afiar as unhas e a preparar a carteira.


Abre hoje, sexta-feira, as suas portas o 21.ª edição do Amadora BD - Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que se prolonga até ao dia 7 de Novembro. São 17 dias, dezenas de autores e centenas de pranchas no Fórum Luís de Camões, na Brandoa.

Porto Editora disponibiliza Conversor do Acordo Ortográfico

Noticia do Diário Digital.

O Conversor do Acordo Ortográfico é o novo serviço gratuito criado pela Porto Editora, que disponibiliza uma ferramenta para converter textos para a nova grafia, incluindo documentos em formato Word.
«Acessível através do endereço www.portoeditora.pt, o Conversor do Acordo Ortográfico destaca-se por permitir a conversão de textos em formato Word. No módulo Conversor de Ficheiro, selecciona-se e carrega-se o documento a partir do computador, insere-se o nome e o email e rapidamente é-se notificado por correio electrónico para se descarregar o documento. No texto, todas as alterações surgem identificadas, ajudando o utilizador a perceber as alterações feitas», informa um comunicado da Porto Editora. «Para quem pretende converter pequenos textos até 3000 caracteres, o módulo Conversor de Texto resolve instantaneamente a questão. Basta inserir o texto na área superior do conversor e clicar em converter – de imediato, surge o texto adaptado na área inferior com a indicação, em sublinhado, das palavras modificadas».

Boas notícias mas (como eu odeio as adversativas) fui lá agora e o Conversor não estava disponivel.
Aguardemos melhores dias.
Para já fica nos "Favoritos".

Ongoing para o Brasil espero que só com bilhete de ida

Jornal de Negócios 22 de Outubro:

Para quem não sabia o que era a Ongoing na Comissão de Inquérito Parlamentar sobre a liberdade de imprensa( ou será para lamentar?) não está mal.


Um dos deputados que o PSD de Pacheco e Manuela atirou para a frente de combate nas acusações a Sócrates de ingerência nos media troca o lugar de deputado por um cargo na Ongoing, a tal empresa que o PSD de Pacheco e Manuela considerava estar no olho do furacão das alegadas manobras socialistas.
Se isto não merece uma comissão de inquérito...

José Carmo Francisco

Retirado do Aspirina B.

Não sei se há vida depois da morte mas tenho a certeza de que há morte depois da vida.

Stade Gerland

Ontem o Benfica jogou contra o Olympique de Lyon no Stade Gerland mas este post não é sobre este evento, mas sim sobre outro, também desportivo.
Falamos de Rugby.
Tive o prazer de, neste mesmo estádio, assistir em Setembro de 2007 ao celebre (para nós, os amantes de rugby) encontro entre os All Blacks e Os Lobos.
A imagem de dignidade, empenho, valentia e orgulho que a nossa selecção deixou no encontro, onde fomos "cilindrados" pela melhor selecção de rugby do mundo, foi profusamente relatado na imprensa francesa da especialidade.
Aqui fica o momemto histórico do ensaio conseguido contra os mais poderosos.
Para além disso fica também o ambiente que se vivia antes do jogo (bem diferente do futebol porque o pessoal do rugby é gente civilizada) e o famoso haka dos neo-zelandeses filmados por mim.



Nota: Reparar ao segundo 11, do silenciar de um alarve infiltrado, seguramente da tribo do futebol.

2010/10/22

Mistérios

O Jaime Bulhosa da Pó dos Livros colocou uma questão interessante:

Conta-se que um conhecido astrofísico e poeta francês, Michel Cassé, colocou a seguinte questão científica: «Sabendo que uma torrada cai sempre do lado da manteiga e que os gatos caem sempre em cima das quatro patas, perante estas duas verdades fundamentais, que se passará com um gato untado de manteiga?» Até ontem esta questão nunca tinha tido resposta.

Alguém sabe responder?

Temos de ir à bruxa...

Sempre com a cortezia de Cartunes e Bonecos aqui fica, tendo em consideração que ",mais vale uma imagem que cem palavras, o que me apetece dizer sobre a situação actual:

Acrescento: Se ela deixar.

Si non é vero é bene trovato

Um Amigo enviou-me o seguinte chiste:
Um sujeito chega ao céu, onde é recebido por São Pedro.

Após os cumprimentos, São Pedro explica-lhe que, para entrar, os
homens têm que cortar a pila.
- Que disparate, São Pedro! Como é que eu vou cortar uma coisa que na
Terra me deu tanta alegria?!?
- Não há outra forma, meu filho. Aqui no céu não há sexo. Ou deixas
cortar, ou não entras.
O tipo olha para baixo, vê as caldeiras fumegantes do inferno e acaba
por aceitar.
É levado a uma sala onde há três pessoas à espera. Pouco depois chega
uma anjinha muita linda, vestida de enfermeira, com
as asinhas envolvidas em película esterilizada e manda entrar o próximo.
Segundos após, ouvem-se vários gritos de dor. Silêncio.
Volta a anjinha e chama mais um. Desta vez ouve-se apenas um grito
forte de dor e depois, silêncio.
Quando chega a vez do terceiro, nada se ouve. Silêncio profundo.
Chega a vez do sujeito. Ele pede à anjinha uma explicação a respeito
dos gritos diferentes e ela responde, muito surpreendida
- Não te explicaram?!? Então é assim? aqui a gente corta tal coisa de
acordo com a profissão que o dono teve na Terra.
O primeiro gritou muito, porque eu lhe serrei a pila, já que ele era
serralheiro.
O segundo deu só um grito forte, porque foi cortada de uma só vez, ele
era talhante.
O terceiro não gritou porque era médico e foi anestesiado antes.
O nosso amigo desata a rir às gargalhadas. Sem entender nada, a
anjinha fica a olhar. Então o rapaz desaperta os botões da calças e
diz à anjinha:
- Chupa até ele cair, meu amor! Na Terra eu era vendedor de gelados!!!

2010/10/21

Manuela Moura Guedes volta ao ataque.


Faço minhas as palavras do Tomás Vasques e acrescento: puta que pariu.

Manuela Moura Guedes rescindiu o contrato com a TVI. Ao que dizem, trocou a sua luta pela liberdade de expressão por trezentos mil euros, depois de ter iniciado as negociações a exigir um milhão de euros. E, com a conta bancária já recheada, ainda escreveu na sua página do facebook: «Faço parte, a partir de hoje, do imenso grupo de desempregados deste país!» Qualquer desempregado, qualquer trabalhador mal pago e sem liberdade de expressão dirá: foda-se!

2010/10/20

A reforma em França



Palavras para quê? A imagem diz tudo.

Serie Grandes Capas de BD-II

Em 1954 o Número Especial de Primavera do Cavaleiro Andante tinha esta capa espectacular:


Não tinha histórias em continuação e anunciava Quatro Histórias Ilustradas:
Adaptação de "Dois Anos de Férias" de Júlio Verne;
Uma Aventura de Sexton Blake na Polícia Montada;
A Corrida de automóveis, Do Alasca à Terra do Fogo, e ainda;
O Pequeno lanceiro da Índia que fazia a capa.

2010/10/19

Serie Grandes Capas de BD-I

Começa aqui a serie Grandes Capas, maioritariamente de Banda Desenhada, retirado exclusivamente do "material" que existe aqui por casa .

A honra de abertura, com toda a justiça, vai para a capa do Numero Especial de Natal do Cavaleiro Andante de 1952.





O número, para alem das habituais pranchas das histórias em continuação, normal em qualquer "fanzine", continha um "album" completo (se assim se pode chamar para aquele tempo). A adaptação para BD do romance Kim de Rudyard Kipling. A autoria argumento e das pranchas está omissa como era hábito naquela altura(infelizmente).