Os dois primeiros dias do RWC mostraram que as equipas de topo têm tido dificuldades inesperadas para ganhar a equipas teoricamente inferiores nomeadamente os Springboks que se viram "gregos" para ganhar aos "putos" de Gales. Eu que sou adepto (no Hemisfério Norte) da rapaziada de Cardif quase me levantei (caí) da cadeira aquando das duas tentativas de drop (pricipalmente a segunda) infelizmente falhadas de Pristland.
Os Springboks estão cansados e sem motivação (velhos). Ainda por cima perderam Matfield e De Villiers. Espero que recuperem.
Bom jogo entre a Inglaterra e a Argentina mais pelo empenho do que pela técnica. Muitos handling errors(!), muitas faltas e um jogo chato e confuso. Estas duas equipas assim não vão a lado nenhum.
Falencia completa dos chutadores de serviço, nomeadamente Wilkinson que, se tivesse outro nome ia mais cedo tomar banho.
Azar dos argentinos que ficaram sem Contepomi.
2011/09/11
O outro 11 de Setembro
Há muitas efemérides associadas ao 11 de Setembro.
De todas elas (algumas surpreendentes como esta ou esta) é impossivel esquecer o 11 de setembro de 2001 e é igualmente inesquecível, o 11 de setembro de 1973 data em que morreu o presidente eleito do Chile Salvador Allende durante o bombardeamento do Palácio de La Moneda que deu início ao golpe militar que levou ao poder o ditador Pinochet dando origem a uma das mais cruéis e sanguinárias ditaduras do sec. XX.
O 11 de setembro de 2001 tem sido profusamente lembrado e documentado nos últimos dias.
Justamente.
O 11 de setembro de 1973 não teve uma única referência (que eu tenha visto ou lido, incluindo a blogoesfera).
Indecentemente
As únicas referências de relevo (escolha minha) foram encontradas aqui e aqui. São de Cuba e do Brasil. E então? Eu sei que os tempos são outros mas convém não ter memória curta.
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2011/09/09
Rugby World Cup 2011
Começou hoje o evento desportivo do ano, com uma cerimónia de abertura digna contendo os elementos que caracterizam aquela zona do globo.
O jogo inaugural não foi de grande recorte técnico, diria até que os All Blaks fizeram a sua obrigação sem brilhantismo.
Muitos erros técnicos no manuseamento da bola, pouco discernimento no ataque continuado apenas nota muita boa no contra-ataque. O Carter falhou dois pontapés faceis (atendendo o seu nível) e o Richie Maccaw não foi o jogador determinante que costuma ser.
Boa réplica de Tonga na segunda parte, mas apenas isso.
Emocionantes os 10(!) minutos de ataque a 3 metros da linha de ensaio por parte de Tonga. Não percebo porque é que árbitro não concedeu um ensaio de penalidade.
O All Blacks terão que fazer melhor se querem levar de vencida a Austrália que irão (em principio) defrontar na meia final.
2011/09/01
Ferreira Fernandes
As conferências de imprensa de Vitor Gaspar têm "sobre a sociedade portuguesa o mesmo efeito que uma consulta à próstata causa a um cinquentão"
Tirado daqui
Tirado daqui
2011/07/09
Moody's
Seguindo a corrente iniciada por José Mário Silva enviei este mail para os FDP.
Sirs,
You’re ruining my country (Portugal) out of pure prejudice and speculation.
Shame on you!
Fernando Frazão
De volta recebi esta resposta politicamente correto:
Please feel free to contact us or reply to this email if you need any further assistance.
De imediato apeteceu-me responder com o livrinho dito pelo Samuel L. Jackson, também por sugestão JMS.
Sirs,
You’re ruining my country (Portugal) out of pure prejudice and speculation.
Shame on you!
Fernando Frazão
De volta recebi esta resposta politicamente correto:
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De imediato apeteceu-me responder com o livrinho dito pelo Samuel L. Jackson, também por sugestão JMS.
2011/06/25
Fim de semana
O fim de semana passado foi passado em casa do Zé Manel e da Orlanda. Mais que amigos eu o Zé somos irmãos com um longo passado comum . Tirámos os calções juntos e desde aí temos muitas histórias para contar. Qualquer dia ponho-me a isso.
Adiante.
As meninas foram trabalhar p´ró bronze

e os homens p´rá a cozinha (Sempre tive a opinião que a comida é uma coisa demasiado importante para a deixar nas mãos das mulheres).
A propósito de uma picanha por mim comprada de origem irlandesa (não é só a Guiness o Jameson, a música e o Rugby que nos unem) o Zé elaborou o acompanhamento de que a seguir se dá conta:
Açorda de Grão
Ingredientes:
Duas latas de grão de bico já cozido;
Duas cenouras;
Duas cebolas médias;
Quatro ovos (só as gemas)
Duas cabeças de alho;
Coentros qb;
Azeite qb;
Vinagre qb.
Confeção
Cozer as cenouras e as cebolas muito bem em pouca água (utilizamos a água das latas grão;

Quando estiverem bem cozidas junta-se o grão de modo a cabar de cozer;
Escorre-se a água e reserva-se;
Esmaga-se de grosseiramente (não triturar) de modo a formar uma papa;
Num tacho ao lado faz-se um piso com os alhos e os coentros partidos finamente;

Leva-se o piso ao lume em azeite como se fosse um refogado, mistura-se a papa e embrulha-se bem;
Se estiver muito seco junta-se um pouco da água da cozedura de modo a dar a consistencia pretendida);
Depois de tudo isto misturam-se as quatro gemas de ovos e embrulha-se;
No fim regar generosamente com vinagre (a gosto).
Ao mesmo tempo assa-se a picanha.

Serve-se imediatamente acolitando as fatias fininhas e em sangue da picanha.

Muito bom.
PS: O repasto foi acompanhado com um tinto Ermelinda Bag-in-the-Box
PSS: O efeito final (açorda+Ermelinda) deu lugar a este espetáculo, como direi, um pouco degradante:
Adiante.
As meninas foram trabalhar p´ró bronze
e os homens p´rá a cozinha (Sempre tive a opinião que a comida é uma coisa demasiado importante para a deixar nas mãos das mulheres).
A propósito de uma picanha por mim comprada de origem irlandesa (não é só a Guiness o Jameson, a música e o Rugby que nos unem) o Zé elaborou o acompanhamento de que a seguir se dá conta:
Açorda de Grão
Ingredientes:
Duas latas de grão de bico já cozido;
Duas cenouras;
Duas cebolas médias;
Quatro ovos (só as gemas)
Duas cabeças de alho;
Coentros qb;
Azeite qb;
Vinagre qb.
Confeção
Cozer as cenouras e as cebolas muito bem em pouca água (utilizamos a água das latas grão;
Quando estiverem bem cozidas junta-se o grão de modo a cabar de cozer;
Escorre-se a água e reserva-se;
Esmaga-se de grosseiramente (não triturar) de modo a formar uma papa;
Num tacho ao lado faz-se um piso com os alhos e os coentros partidos finamente;
Leva-se o piso ao lume em azeite como se fosse um refogado, mistura-se a papa e embrulha-se bem;
Se estiver muito seco junta-se um pouco da água da cozedura de modo a dar a consistencia pretendida);
Depois de tudo isto misturam-se as quatro gemas de ovos e embrulha-se;
No fim regar generosamente com vinagre (a gosto).
Ao mesmo tempo assa-se a picanha.
Serve-se imediatamente acolitando as fatias fininhas e em sangue da picanha.
Muito bom.
PS: O repasto foi acompanhado com um tinto Ermelinda Bag-in-the-Box
PSS: O efeito final (açorda+Ermelinda) deu lugar a este espetáculo, como direi, um pouco degradante:
Diário de um tripulante
Por mero acaso vim parar aqui.
O Rafel Santos tripula um "amarelo" da Carris e é, claramente, um contador de histórias tendo muitas para contar. Quem diria que tem só 27 anos.
O seu blog fez-me lembrar um outro que fazia tempo não visitava e do qual já dei conta aqui. Desta feita o "fogareiro" tripula um táxi e, tal como o Rafael, tem histórias para contar.
A não perder. Ambos.
O Rafel Santos tripula um "amarelo" da Carris e é, claramente, um contador de histórias tendo muitas para contar. Quem diria que tem só 27 anos.
O seu blog fez-me lembrar um outro que fazia tempo não visitava e do qual já dei conta aqui. Desta feita o "fogareiro" tripula um táxi e, tal como o Rafael, tem histórias para contar.
A não perder. Ambos.
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Fogareiro
2011/05/31
A Turma da Mónica

Nunca fui fã da Turma da Mónica que sempre achei uma imitação inferior dos Peanuts ou da Mafalda
No entanto quem imaginaria que, um dia, o Cebolinha se apaixonaria pela Mónica e fosse correspondido.
Tirado daqui
Energia Nuclear

A propósito desta notícia
A Angela merkel anda a aflita com as centrais nucleares porque os alemães com a sua habitual paranoia em relação a estas questões deram vitórias esmagadoras aos Verdes que têm feito disto uma bandeira e infligido ao seu partido sérias derrotas eleitorais.
Acontece que 23% da energia produzida pela Alemanha provem de Centrais Nucleares.
Gostava de saber onde é que a sra. Merkel e, já agora, os Verdes, vão buscar esta quantidade tremenda de Megawatts através de "uma energia do futuro segura, mas também economicamente viável".
Do que é que estamos a falar?
Novas centrais a fuel? Barragens? Mais eólicas.
Tá tudo doido.
2011/05/22
Hill Street Blues
A novissima FOX Black está retransmitir a minha série policial favorita de sempre:
A Balada de Hill Street. Começou bem, diria até muito bem.
O "gang" do Capitão Furillo está de volta e nunca como hoje o mote do briefing matinal faz sentido (you know what I mean).
A Balada de Hill Street. Começou bem, diria até muito bem.
O "gang" do Capitão Furillo está de volta e nunca como hoje o mote do briefing matinal faz sentido (you know what I mean).
Feira do Livro
2011/05/20
Groucho Marx
Outside of a dog, a book is a man’s best friend. Inside of a dog, it’s too dark to read.
Groucho Marx
Groucho Marx
2011/05/18
2011/05/10
Torre de Babel
Mais um motivo para visitar a fantástica cidade que é Buenos Aires.
A noticia é retirada do JN

Uma Torre de Babel com 25 metros de altura, construída em espiral com 30 mil livros de todas as línguas, foi erigida numa praça do centro de Buenos Aires por iniciativa da artista argentina Marta Minujin.
"A ideia é unir todas as raças através do livro", explicou a artista sobre a sua obra monumental que será inaugurada, próxima na quarta-feira, e "existirá" na praça San Martin até ao final do mês.
A artista decidiu criar esta Torre de Babel, porque Buenos Aires é a Capital Mundial do Livro 2011, proclamada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
A partir de quinta-feira, os seus sete andares podem ser subidos gratuitamente por grupos de até 100 pessoas e a visita será acompanhada por uma banda sonora criada por Marta Minujin, que dá a ouvir a palavra "livro" em todas as línguas do mundo.
Perto de metade dos livros que serviram de "tijolos" para a construção da torre foi oferecida por 50 embaixadas em Buenos Aires, mas a outra metade vem de doações de milhares de pessoas mobilizadas graças a uma campanha pública para esta "obra de participação maciça", nas palavras da artista.
No último dia de exposição da peça, 28 de Maio, os visitantes podem escolher um livro na língua da sua preferência e levá-lo.
A noticia é retirada do JN

Uma Torre de Babel com 25 metros de altura, construída em espiral com 30 mil livros de todas as línguas, foi erigida numa praça do centro de Buenos Aires por iniciativa da artista argentina Marta Minujin.
"A ideia é unir todas as raças através do livro", explicou a artista sobre a sua obra monumental que será inaugurada, próxima na quarta-feira, e "existirá" na praça San Martin até ao final do mês.
A artista decidiu criar esta Torre de Babel, porque Buenos Aires é a Capital Mundial do Livro 2011, proclamada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
A partir de quinta-feira, os seus sete andares podem ser subidos gratuitamente por grupos de até 100 pessoas e a visita será acompanhada por uma banda sonora criada por Marta Minujin, que dá a ouvir a palavra "livro" em todas as línguas do mundo.
Perto de metade dos livros que serviram de "tijolos" para a construção da torre foi oferecida por 50 embaixadas em Buenos Aires, mas a outra metade vem de doações de milhares de pessoas mobilizadas graças a uma campanha pública para esta "obra de participação maciça", nas palavras da artista.
No último dia de exposição da peça, 28 de Maio, os visitantes podem escolher um livro na língua da sua preferência e levá-lo.
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2011/05/09
2011/05/03
Serie Grandes Inícios VIII
Call me Ishmael.
Herman Melville, Moby-Dick, 1851
Herman Melville, Moby-Dick, 1851
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White House's Correspondent Dinner
Só nos USA é que um presidente consegue fazer um discurso assim.
A cereja em cima do bolo é a maneira como ele arrasa Donald Trump, presente no jantar.
Compare-se com o bimbo que temos que, quando sorri, parece que está a fazer força p´ra cagar.
2011/05/02
2011/05/01
Miguel Relvas e Jornalistas(?)
Absolutamente fantástica esta peça da autoria do jornalista(?) Adelino Cunha no JN.

Verão de 2007. Marques Mendes e Luís Filipe Menezes preparavam-se para uma luta fratricida pela chefia do PSD e Miguel Relvas já antecipava um fim inglório para ambos. Convidou Pedro Passos Coelho a sentar-se numa mesa discreta do restaurante Il Gattopardo, em Lisboa, junto às Amoreiras, e disparou: «Isto tem todos os ingredientes para correr mal e o PSD vai fechar um ciclo. Não achas que está na hora de voltares à política para liderares um projecto novo?»Hoje, Miguel Relvas ocupa um gabinete no número 9 da Rua de São Caetano à Lapa. No gabinete existe uma aparelhagem de som. No topo de uma pilha de discos repousa Mamma Mia. É uma das bandas sonoras que utiliza antes da habitual sesta diária de 15 minutos. Coloca os pés em cima da secretária e deixa tocar em fundo a mesma canção dos ABBA que tinha na cabeça naquele encontro quando desafiou Pedro Passos Coelho para se assumir como líder do PSD. «Voulez-vous? Ain't no big decision, you know what to do, la question c'est voulez-vous, voulez-vous?» Foi, afinal, esse o desafio que lhe lançou, mas fê-lo em português. «Queres ser líder do PSD e primeiro-ministro de Portugal?»Isto era mais do que uma pergunta: era uma proposta de aliança. «O Pedro tem esta certeza sobre mim: sabe que farei tudo para que ele ganhe e sabe que nunca mais trabalharei por ninguém assim no PS», garante agora, sentado na varanda do gabinete.Passos Coelho já conhecia seguramente a letra dos ABBA antes de entrar no restaurante para o almoço com Miguel Relvas. A canção estava na moda quando os dois amigos frequentavam os bares do Bairro Alto nos velhos tempos da JSD e das borgas abrasivas. «Take it now or leave it», insistia a banda. Passos pediu um tempo para pensar melhor.O povo social-democrata trocava entretanto o estilo bem medido, mas «cinzento», de Marques Mendes pela paixão de Luís Filipe Menezes. No dia seguinte à eleição do autarca de Gaia para líder do partido já os coros sacros do PSD afinavam um requiem contra o «populismo». Passos Coelho ligava para Miguel Relvas dias depois: «Vamos a isso», disse-lhe. Os dois acordaram de imediato construir um novo modelo de liderança assente numa ideia de renovação geracional. Queriam atrair novas ideias e contributos da sociedade civil, passar uma mensagem de esperança. «O Pedro estudou e leu muito, conversou com inúmeros académicos e empresários. Depois escreveu um livro com as suas ideias [a autobiografia Mudar, baseada na história pessoal do candidato]. É um trabalho de preparação nunca feito antes por um político em Portugal», garante Miguel Relvas. O resto, sabia ele, era imagem e comunicação - a praia de Relvas. A música dos ABBA continuava a ecoar: «And here we go again».A primeira viagemMiguel Relvas, a quem já chamam o papa de Passos Coelho e seu vice-presidente, é o mais velho de três irmãos. Nasceu em Lisboa em 1961, na Clínica São Miguel, e seis meses mais tarde aterrou em Angola com os pais. O pai começara a trabalhar como gestor e a mãe abandonara a perspectiva de uma carreira de enfermeira para acompanhar o marido. Naturais de Portalegre, os Relvas tinham acordado que os filhos nasceriam em Portugal, mas depois tentariam uma vida em África. Os planos começaram por correr bem, mas uma deficiência de visão acabou por forçar Miguel Relvas a frequentes viagens para a metrópole. Os prolongados tratamentos na infância ajudaram a reduzir os problemas na vista esquerda, mas provocaram sequelas para o resto da vida na vista direita.O segundo irmão nasceu em 1969 e o terceiro em 1972, mas o 25 de Abril forçou a separação da família. Os pais mantiveram-se em Angola, mas decidiram então mandar os filhos estudar em Portugal. Os três rapazes seguiram viagem para o Colégio Nuno Álvares Pereira, em Tomar. A cidade dos Templários tornou-se na terra de afinidade de Miguel Relvas. A adolescência ficou marcada pelas festas que organizava com rapazes e raparigas do colégio interno. E também pelas lutas pelo controlo político da associação de estudantes. Acabou por se inscrever na JSD aos 19 anos, inspirado pelo carisma de Francisco Sá Carneiro, dias depois do acidente que matou o primeiro-ministro.Relvas ainda não sabia mas esse haveria de ser o começo de uma longa carreira política que mais tarde o levaria à liderança do partido. Começou por tomar as estruturas do PSD em Santarém. Tornou-se amigo de Carlos Coelho, Pedro Pinto e Passos Coelho. Uma geração de jotinhas muitas vezes excessivos, célebres por recusarem a submissão ao cavaquismo paternalista - nomeadamente na questão das propinas.A ligação a Tomar levou-o à presidência da assembleia municipal da autarquia por mais de uma década e a energia telúrica dos Templários favoreceu a sua iniciação maçónica. «Os valores com os quais nos identificamos na vida apenas são perceptíveis pelos nossos comportamentos. Sejam os valores da Opus Dei, da Maçonaria ou de uma confissão religiosa, qualquer que ela seja», defende. Esta ideia condiz com o Miguel Relvas que tem medo da morte e da solidão e que alimenta o desejo secreto de descobrir a imortalidade. «Há tanta coisa para fazer na vida que eu recuso-me a deixar de sonhar e continuo a sonhar todos os dias», confidencia. No partido, conseguiu, aos poucos, construir uma forte teia de relações que o tornou um poderoso chefe partidário. Chegou a deputado em 1985 e entrou pela primeira vez para o governo com Durão Barroso, em 2002, como secretário de Estado da Modernização Administrativa - mais um cargo que lhe haveria de aumentar a densidade das relações, dentro e fora do partido. Afastou-se conjunturalmente da intendência partidária com a ascensão de Marques Mendes à liderança. Começou por se convencer de que o sucessor de Santana Lopes no PSD seria capaz de se manter no cargo durante toda a primeira maioria absoluta do PS. Pensou que assim teria tempo para ajudar Passos Coelho a tornar-se no seu candidato a líder do PSD e a primeiro-ministro no ciclo seguinte. Mas, logo em 2007, Luís Filipe Menezes saltou dramaticamente para a liderança do partido e Relvas sentiu que o tempo acelerara. Chegava o tempo de Passos Coelho sinalizar o seu caminho. E ele assim o fez. Começou por aparecer no congresso de Torres Vedras diante dos congressistas do PSD a explicar que o partido precisava de um chefe que desejasse tomar o poder, mas para mudar alguma coisa no país. «Sim, queremos o poder, mas para fazer o quê?» Passos sabia de onde é que o PSD estava a partir e achava que conseguia antecipar onde chegaria. Tal como na canção dos ABBA.Os congressistas que fingiram ignorar esta interpelação na entronização de Luís Filipe Menezes foram os mesmos que uns meses mais tarde aplaudiram Manuela Ferreira Leite no congresso de Guimarães sem prestar atenção à repetição do repto. «Sim, queremos o poder, mas para fazer o quê?», insistiu Passos Coelho. A verdade é que estes sôfregos congressistas foram os mesmos a aplaudi-lo nervosamente no congresso de Mafra dois anos mais tarde.O Mourinho de PassosPassos Coelho estava sentado ao lado da mulher no sofá de sua casa em Massamá quando foi surpreendido pela demissão de Luís Filipe Menezes. O homem do Norte renunciou à liderança do PSD com estardalhaço numa quinta-feira de Abril de 2008. Passos não precisou de ouvir as declarações até ao fim. Virou-se para Laura Ferreira e disse-lhe, sem exagerar nas notas agudas, que iria ser candidato a líder do PSD. Não queria fossilizar-se como «o eterno discordante». Depois, pegou no telefone e ligou para Miguel Relvas: «Chegou a hora. Vamos a isto.» Apanhou-o a meio de uma viagem. «É preciso que venhas já embora», insistiu Passos Coelho.Isto dito assim parece uma bagatela, mas Miguel Relvas estava na África do Sul com a mulher e tinha uma partida marcada no dia seguinte para ver as célebres cataratas Vitória, no Zimbabwe. Três dias de puro lazer em África para ver os cem metros da maior queda de água do mundo. «Já tinha pago as passagens do avião e a estada. Desmarquei tudo, perdi o dinheiro e regressei de imediato para Portugal para o ajudar.» Ficou também com a maior factura de telemóvel da sua longa e íntima relação com o BlackBerry. «Gastei 1300 euros nas conversas com o Pedro.»Conseguiu aterrar em Lisboa à hora do almoço de sábado para combinar o arranque da estratégia de ataque. Passos Coelho comprometeu-se a dar um impulso decisivo ao movimento Construir Ideias e Miguel Relvas lançou a infantaria ligeira na conquista de posições estratégicas no aparelho do PSD, em sintonia com Marco António Costa e Carlos Carreiras.Passos Coelho acreditava nessa altura ser possível derrotar Manuela Ferreira Leite. Estávamos em Maio de 2008, faltava pouco mais de um ano para as eleições legislativas e os primeiros sintomas da grave crise financeira começavam a desmontar o mito de invencibilidade de José Sócrates. Havia uma certa ideia de que o PS poderia perder a maioria absoluta em Setembro de 2009, mas uma vitória do PSD continuava a ser improvável.Miguel Relvas sabia que, tacticamente, naquela fase só precisavam de uma derrota com futuro. Dito de outra maneira, se Passos Coelho obtivesse trinta por cento dos votos do PSD estavam criadas as condições para que o projecto vencedor se tornasse imparável na fase seguinte.Santana Lopes atravessou-se num tempo que já não era o seu e interiorizou uma candidatura impregnada de um certo fatalismo místico. Permitiu a vitória de Manuela Ferreira Leite com a contrapartida de se candidatar novamente à Câmara de Lisboa em Outubro desse ano. O acordo destes silence partners deixava claro que Passos Coelho seria o inevitável sucessor na liderança do PSD. Miguel Relvas só ainda não sabia era quando. «Se o Santana não tem avançado, tínhamos ganho à Manuela», garante agora.A primeira mulher a chegar à liderança do PSD alcançou 37,6 por cento dos votos contra os 29,8 por cento de Santana Lopes que assim falhou a primeira de várias conturbadas descidas à Terra. Miguel Relvas ficou contente: Passos Coelho obteve os desejáveis 31 por cento: menos três mil votos do que a vencedora num universo de 44 mil eleitores.O seu destino estava iluminado e ficou ainda mais claro quando Manuela Ferreira Leite o excluiu das listas de candidatos a deputados justificando que não podia meter uma raposa no seu galinheiro. Elegeu-o involuntariamente nesse instante como seu sucessor. Bastava agora a Miguel Relvas esperar pela derrota da «dama de ferro» e cumprir a promessa do Il Gattopardo.Não deixou de trabalhar para isso. Continuou a olear as estruturas junto dos líderes das maiores distritais do PSD para traçar alianças futuras, tratou da logística das iniciativas de Passos Coelho com a sociedade civil. Fez o que melhor faz, nos tempos livres como na política: cozinhar. Miguel Relvas não só gosta de cozinhar para a família e para os amigos como se convenceu de que é um cozinheiro «muito bom». «Se eu cozinhasse estratégias políticas da mesma forma que cozinho, seria imbatível.»Pressão altaQuando desafiou Passos Coelho a assumir-se candidato a líder do PSD, Relvas não se esqueceu de que já tinha tido a mesma conversa com Nuno Morais Sarmento. Quer dizer, Miguel Relvas esqueceu-se, mas esqueceu-se porque no seu íntimo nunca acreditou que o antigo e poderoso colega de governo quisesse avançar em campo aberto. «Aprecia que falem dele, mas a sua vontade não tem sido trabalhar para uma candidatura a líder. Eu sabia disso, mas primeiro conversámos, é verdade», admite. «Disse-me que pretendia continuar a ter uma intervenção política, mas noutros termos.» É preciso querer ser líder para realmente sê-lo, mas acima de tudo é preciso trabalhar muito para provocar essa oportunidade. Miguel Relvas desistiu de convencer Nuno Morais Sarmento e este reforçou o seu poder de influência como out spoken. Ficou uma certa tensão entre ambos.Relvas apostou em Pedro Passos Coelho por acreditar que tinha as condições necessárias para essa construção e mais uma: tinha vontade de ser líder numa altura em que o seu quase homónimo Alexandre Relvas contava com a simpatia velada de Cavaco Silva e Rui Rio animava os sonhos messiânicos dos barrosistas.A derrota apertada de Manuela Ferreira Leite nas legislativas de 2009 tratou de soltar as habituais divergências conjugais na São Caetano à Lapa. Mas Pedro Passos Coelho lá conquistou a liderança, apesar das rivalidades domésticas. O nervo da vitória - mais de sessenta por cento dos votos - deixava pouca margem para dúvidas.Amigos como dantes Agora, a São Caetano à Lapa é de Passos Coelho e dos seus acólitos. E, entre estes, Relvas é o que goza de mais proximidade e até intimidade com o líder. O suficiente para que, num dia difícil em que acabou de chegar de um encontro viril com José Sócrates por causa do resgate financeiro do país, Passos atire despreocupadamente ao amigo: «Tens o cabelo diferente, Miguel. O que é que fizeste?» Interrompendo a combinação do habitual almoço com Miguel Macedo, o secretário-geral do PSD ensaia uma resposta de algibeira: «Mudei de shampô, deve ser isso. Mas já se nota?» O líder sorri, com a franqueza só possível em dois amigos de longa data. «Não é isso, o cabelo está diferente», e os dedos avançam à frente das palavras na direcção da cabeça do secretário-geral. «Estás a dizer que estou melhor?» Passos concorda: «Se era para ficares melhor, ficaste.» Riem os dois.É esta cumplicidade que permite mudar de imediato a conversa para um registo sério quando desatam a acusar José Sócrates de ter entrado por uma política de terra queimada e assumem que a entrada do FMI em Portugal será acompanhada por medidas de austeridade muito severas. Alguém terá de dizer na campanha eleitoral que nem toda a gente pode continuar a ter carro próprio e que os transportes públicos serão mais caros para que as empresas sejam financeiramente saudáveis. Alguém terá de assumir que o espaço de manobra para um governo português governar Portugal é pouco. Alguém também terá depois de explicar ao povo social-democrata se não teria sido melhor manter os socialistas a assar em lume brando até ao Orçamento do Estado para 2012. «Talvez fosse melhor para o PSD, mas seria pior para Portugal e nós nunca perdemos de vista a defesa do interesse nacional», antecipa Miguel Relvas.Relvas e Passos já não são os rapazes da JSD que iam para os encontros com Cavaco Silva vestidos com calças de ganga coçadas, depois de uma noitada no Bairro Alto a cantar fados e seduzir raparigas. Conheceram-se em 1983, na JSD, e ficaram logo amigos. As noites começavam em jantares na Adega do Ribatejo e acabavam frequentemente com Passos Coelho a cantar fados. Percorriam depois o Bairro Alto pelos bares mais próximos, passando pelas Necessidades e terminavam perto da Assembleia da República a comer sanduíches de carne assada à espera do início da manhã. Foi numa dessas noites que o actual líder do PSD conheceu uma das cantoras das Doce no Happening Bar. O romance com Fátima Padinha começou no jantar do dia seguinte, quando combinaram começar a viver juntos. Relvas ainda se diverte quando recorda estes tempos e se aventura em breves descrições das voltinhas no Opel Corsa de Passos Coelho.Quando Passos Coelho ascendeu a líder nacional da JSD, Relvas acompanhou-o. Foram os anos da brasa marcados pela guerra das propinas e pela tentativa de submeter os jotas ao providencialismo histórico do homem do leme. As divergências entre Passos Coelho e Cavaco Silva datam desses tempos e nunca mais se resolveu o azedume. Foi, curiosamente, o estertor do cavaquismo que provocou uma curiosa divergência política. Miguel Relvas apostou na vitória certeira de Fernando Nogueira e Passos Coelho equivocou-se no apoio a Durão Barroso, do qual ainda hoje guarda um sabor amargo.Quando agora põe os pés em cima da secretária e liga a aparelhagem para ouvir a banda sonora do filme Mamma Mia, Relvas sabe que a sesta será breve, porque o seu amigo há-de entrar pela porta do gabinete na sede do PSD a qualquer instante, ou o telemóvel tocará por um qualquer motivo. Não se importa. Ligou o seu sistema nervoso central a um único objectivo: construir o próximo primeiro-ministro. «O Pedro sabe que estou a fazer tudo para que ele seja primeiro-ministro e também sabe que devo ser a única pessoa no PSD não quer o lugar dele. A minha carreira política terá o prazo de validade da dele.»7 cargos 1.Secretário-geral da JSD (1987-1989)2.Deputado (1985-2009)3.Líder do PSD de Santarém (1995-2002) 4.Secretário de Estado da Administração Local (2002-2004)5.Presidente da mesa da Comunidade Urbana do Médio Tejo (2004-2009) 6.Presidente da comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações (2005-2009)7.Secretário- geral do PSD (2004-2005 e 2010-...) 7 segredos1.Vai ao ginásio todos os dias. Aos fins-de-semana corre em Belém.2.Gosta de identificar as companhias áreas dos aviões quando começam a descer para aterrar em Lisboa.3. Cozinha para a família e para os amigos mais próximos. 4. Tem uma estátua de São Bento no gabinete de trabalho e duas fotografias da filha. Filipa, de 18 anos, é adepta fervorosa do Benfica para grande desgosto do pai, sportinguista. Tem um lugar no camarote de Rui Gomes da Silva. O pai acha que a filha é do Benfica «só para me chatear».5. Dorme cinco horas por noite. 6. Foi iniciado da Maçonaria através do Grande Oriente Lusitano.7. Toma o primeiro pequeno-almoço em casa às sete da manhã. Come duas maçãs a meio da manhã. Nunca almoça ou janta sozinho. Está de dieta. E come peixe cozido todos os dias. Nada de pão ou vinho. Já perdeu seis quilos em mês e meio. Deixou de fumar depois de uma «ameaça» de ataque cardíaco.7 restaurantesMiguel Relvas elaborou uma lista com mais de quinhentos restaurantes divididos por regiões e por especialidades gastronómicas.1.Bife com batatas fritas - XL (Lisboa)2.Arroz de costela de vinhas d"alhos - Horta dos Brunos (Lisboa)3.Pataniscas de bacalhau - Solar dos Presuntos (Lisboa)4.Posta à mirandesa - O Artur (Torre de Moncorvo)5.Alheira com ovo - DOP (Porto)6.Sopa de feijão - Veneza (Paderne/Algarve)7.Perdiz na púcara - A Lareira (Mogadouro)Sondagens diáriasO PSD está a monitorizar diariamente as intenções de voto dos eleitores. As sondagens são realizadas por uma empresa que todos os dias recolhe a opinião de duzentas pessoas e depois transmite os resultados para a São Caetano à Lapa para permitir uma avaliação em tempo real da eficácia da narrativa eleitoral. Resultado: Pedro Passos Coelho tem registado uma vantagem regular sobre José Sócrates, mas a diferença nunca chega aos dois dígitos. O que significa que os debates televisivos poderão ser decisivos se a isso somarmos a elevada taxa de indecisos. «Há quem use as sondagens como armas de combate eleitoral, mas para o PSD são apenas instrumentos de trabalho», adverte Miguel Relvas. O secretário-geral dos sociais-democratas tenta desvalorizar a aproximação entre os dois partidos revelada pelas empresas de sondagens que trabalham com os grandes órgãos de informação, explicando que todas coincidem com uma taxa de indecisos que ronda os quarenta por cento. «Sabemos que temos muito trabalho pela frente», conclui.

Verão de 2007. Marques Mendes e Luís Filipe Menezes preparavam-se para uma luta fratricida pela chefia do PSD e Miguel Relvas já antecipava um fim inglório para ambos. Convidou Pedro Passos Coelho a sentar-se numa mesa discreta do restaurante Il Gattopardo, em Lisboa, junto às Amoreiras, e disparou: «Isto tem todos os ingredientes para correr mal e o PSD vai fechar um ciclo. Não achas que está na hora de voltares à política para liderares um projecto novo?»Hoje, Miguel Relvas ocupa um gabinete no número 9 da Rua de São Caetano à Lapa. No gabinete existe uma aparelhagem de som. No topo de uma pilha de discos repousa Mamma Mia. É uma das bandas sonoras que utiliza antes da habitual sesta diária de 15 minutos. Coloca os pés em cima da secretária e deixa tocar em fundo a mesma canção dos ABBA que tinha na cabeça naquele encontro quando desafiou Pedro Passos Coelho para se assumir como líder do PSD. «Voulez-vous? Ain't no big decision, you know what to do, la question c'est voulez-vous, voulez-vous?» Foi, afinal, esse o desafio que lhe lançou, mas fê-lo em português. «Queres ser líder do PSD e primeiro-ministro de Portugal?»Isto era mais do que uma pergunta: era uma proposta de aliança. «O Pedro tem esta certeza sobre mim: sabe que farei tudo para que ele ganhe e sabe que nunca mais trabalharei por ninguém assim no PS», garante agora, sentado na varanda do gabinete.Passos Coelho já conhecia seguramente a letra dos ABBA antes de entrar no restaurante para o almoço com Miguel Relvas. A canção estava na moda quando os dois amigos frequentavam os bares do Bairro Alto nos velhos tempos da JSD e das borgas abrasivas. «Take it now or leave it», insistia a banda. Passos pediu um tempo para pensar melhor.O povo social-democrata trocava entretanto o estilo bem medido, mas «cinzento», de Marques Mendes pela paixão de Luís Filipe Menezes. No dia seguinte à eleição do autarca de Gaia para líder do partido já os coros sacros do PSD afinavam um requiem contra o «populismo». Passos Coelho ligava para Miguel Relvas dias depois: «Vamos a isso», disse-lhe. Os dois acordaram de imediato construir um novo modelo de liderança assente numa ideia de renovação geracional. Queriam atrair novas ideias e contributos da sociedade civil, passar uma mensagem de esperança. «O Pedro estudou e leu muito, conversou com inúmeros académicos e empresários. Depois escreveu um livro com as suas ideias [a autobiografia Mudar, baseada na história pessoal do candidato]. É um trabalho de preparação nunca feito antes por um político em Portugal», garante Miguel Relvas. O resto, sabia ele, era imagem e comunicação - a praia de Relvas. A música dos ABBA continuava a ecoar: «And here we go again».A primeira viagemMiguel Relvas, a quem já chamam o papa de Passos Coelho e seu vice-presidente, é o mais velho de três irmãos. Nasceu em Lisboa em 1961, na Clínica São Miguel, e seis meses mais tarde aterrou em Angola com os pais. O pai começara a trabalhar como gestor e a mãe abandonara a perspectiva de uma carreira de enfermeira para acompanhar o marido. Naturais de Portalegre, os Relvas tinham acordado que os filhos nasceriam em Portugal, mas depois tentariam uma vida em África. Os planos começaram por correr bem, mas uma deficiência de visão acabou por forçar Miguel Relvas a frequentes viagens para a metrópole. Os prolongados tratamentos na infância ajudaram a reduzir os problemas na vista esquerda, mas provocaram sequelas para o resto da vida na vista direita.O segundo irmão nasceu em 1969 e o terceiro em 1972, mas o 25 de Abril forçou a separação da família. Os pais mantiveram-se em Angola, mas decidiram então mandar os filhos estudar em Portugal. Os três rapazes seguiram viagem para o Colégio Nuno Álvares Pereira, em Tomar. A cidade dos Templários tornou-se na terra de afinidade de Miguel Relvas. A adolescência ficou marcada pelas festas que organizava com rapazes e raparigas do colégio interno. E também pelas lutas pelo controlo político da associação de estudantes. Acabou por se inscrever na JSD aos 19 anos, inspirado pelo carisma de Francisco Sá Carneiro, dias depois do acidente que matou o primeiro-ministro.Relvas ainda não sabia mas esse haveria de ser o começo de uma longa carreira política que mais tarde o levaria à liderança do partido. Começou por tomar as estruturas do PSD em Santarém. Tornou-se amigo de Carlos Coelho, Pedro Pinto e Passos Coelho. Uma geração de jotinhas muitas vezes excessivos, célebres por recusarem a submissão ao cavaquismo paternalista - nomeadamente na questão das propinas.A ligação a Tomar levou-o à presidência da assembleia municipal da autarquia por mais de uma década e a energia telúrica dos Templários favoreceu a sua iniciação maçónica. «Os valores com os quais nos identificamos na vida apenas são perceptíveis pelos nossos comportamentos. Sejam os valores da Opus Dei, da Maçonaria ou de uma confissão religiosa, qualquer que ela seja», defende. Esta ideia condiz com o Miguel Relvas que tem medo da morte e da solidão e que alimenta o desejo secreto de descobrir a imortalidade. «Há tanta coisa para fazer na vida que eu recuso-me a deixar de sonhar e continuo a sonhar todos os dias», confidencia. No partido, conseguiu, aos poucos, construir uma forte teia de relações que o tornou um poderoso chefe partidário. Chegou a deputado em 1985 e entrou pela primeira vez para o governo com Durão Barroso, em 2002, como secretário de Estado da Modernização Administrativa - mais um cargo que lhe haveria de aumentar a densidade das relações, dentro e fora do partido. Afastou-se conjunturalmente da intendência partidária com a ascensão de Marques Mendes à liderança. Começou por se convencer de que o sucessor de Santana Lopes no PSD seria capaz de se manter no cargo durante toda a primeira maioria absoluta do PS. Pensou que assim teria tempo para ajudar Passos Coelho a tornar-se no seu candidato a líder do PSD e a primeiro-ministro no ciclo seguinte. Mas, logo em 2007, Luís Filipe Menezes saltou dramaticamente para a liderança do partido e Relvas sentiu que o tempo acelerara. Chegava o tempo de Passos Coelho sinalizar o seu caminho. E ele assim o fez. Começou por aparecer no congresso de Torres Vedras diante dos congressistas do PSD a explicar que o partido precisava de um chefe que desejasse tomar o poder, mas para mudar alguma coisa no país. «Sim, queremos o poder, mas para fazer o quê?» Passos sabia de onde é que o PSD estava a partir e achava que conseguia antecipar onde chegaria. Tal como na canção dos ABBA.Os congressistas que fingiram ignorar esta interpelação na entronização de Luís Filipe Menezes foram os mesmos que uns meses mais tarde aplaudiram Manuela Ferreira Leite no congresso de Guimarães sem prestar atenção à repetição do repto. «Sim, queremos o poder, mas para fazer o quê?», insistiu Passos Coelho. A verdade é que estes sôfregos congressistas foram os mesmos a aplaudi-lo nervosamente no congresso de Mafra dois anos mais tarde.O Mourinho de PassosPassos Coelho estava sentado ao lado da mulher no sofá de sua casa em Massamá quando foi surpreendido pela demissão de Luís Filipe Menezes. O homem do Norte renunciou à liderança do PSD com estardalhaço numa quinta-feira de Abril de 2008. Passos não precisou de ouvir as declarações até ao fim. Virou-se para Laura Ferreira e disse-lhe, sem exagerar nas notas agudas, que iria ser candidato a líder do PSD. Não queria fossilizar-se como «o eterno discordante». Depois, pegou no telefone e ligou para Miguel Relvas: «Chegou a hora. Vamos a isto.» Apanhou-o a meio de uma viagem. «É preciso que venhas já embora», insistiu Passos Coelho.Isto dito assim parece uma bagatela, mas Miguel Relvas estava na África do Sul com a mulher e tinha uma partida marcada no dia seguinte para ver as célebres cataratas Vitória, no Zimbabwe. Três dias de puro lazer em África para ver os cem metros da maior queda de água do mundo. «Já tinha pago as passagens do avião e a estada. Desmarquei tudo, perdi o dinheiro e regressei de imediato para Portugal para o ajudar.» Ficou também com a maior factura de telemóvel da sua longa e íntima relação com o BlackBerry. «Gastei 1300 euros nas conversas com o Pedro.»Conseguiu aterrar em Lisboa à hora do almoço de sábado para combinar o arranque da estratégia de ataque. Passos Coelho comprometeu-se a dar um impulso decisivo ao movimento Construir Ideias e Miguel Relvas lançou a infantaria ligeira na conquista de posições estratégicas no aparelho do PSD, em sintonia com Marco António Costa e Carlos Carreiras.Passos Coelho acreditava nessa altura ser possível derrotar Manuela Ferreira Leite. Estávamos em Maio de 2008, faltava pouco mais de um ano para as eleições legislativas e os primeiros sintomas da grave crise financeira começavam a desmontar o mito de invencibilidade de José Sócrates. Havia uma certa ideia de que o PS poderia perder a maioria absoluta em Setembro de 2009, mas uma vitória do PSD continuava a ser improvável.Miguel Relvas sabia que, tacticamente, naquela fase só precisavam de uma derrota com futuro. Dito de outra maneira, se Passos Coelho obtivesse trinta por cento dos votos do PSD estavam criadas as condições para que o projecto vencedor se tornasse imparável na fase seguinte.Santana Lopes atravessou-se num tempo que já não era o seu e interiorizou uma candidatura impregnada de um certo fatalismo místico. Permitiu a vitória de Manuela Ferreira Leite com a contrapartida de se candidatar novamente à Câmara de Lisboa em Outubro desse ano. O acordo destes silence partners deixava claro que Passos Coelho seria o inevitável sucessor na liderança do PSD. Miguel Relvas só ainda não sabia era quando. «Se o Santana não tem avançado, tínhamos ganho à Manuela», garante agora.A primeira mulher a chegar à liderança do PSD alcançou 37,6 por cento dos votos contra os 29,8 por cento de Santana Lopes que assim falhou a primeira de várias conturbadas descidas à Terra. Miguel Relvas ficou contente: Passos Coelho obteve os desejáveis 31 por cento: menos três mil votos do que a vencedora num universo de 44 mil eleitores.O seu destino estava iluminado e ficou ainda mais claro quando Manuela Ferreira Leite o excluiu das listas de candidatos a deputados justificando que não podia meter uma raposa no seu galinheiro. Elegeu-o involuntariamente nesse instante como seu sucessor. Bastava agora a Miguel Relvas esperar pela derrota da «dama de ferro» e cumprir a promessa do Il Gattopardo.Não deixou de trabalhar para isso. Continuou a olear as estruturas junto dos líderes das maiores distritais do PSD para traçar alianças futuras, tratou da logística das iniciativas de Passos Coelho com a sociedade civil. Fez o que melhor faz, nos tempos livres como na política: cozinhar. Miguel Relvas não só gosta de cozinhar para a família e para os amigos como se convenceu de que é um cozinheiro «muito bom». «Se eu cozinhasse estratégias políticas da mesma forma que cozinho, seria imbatível.»Pressão altaQuando desafiou Passos Coelho a assumir-se candidato a líder do PSD, Relvas não se esqueceu de que já tinha tido a mesma conversa com Nuno Morais Sarmento. Quer dizer, Miguel Relvas esqueceu-se, mas esqueceu-se porque no seu íntimo nunca acreditou que o antigo e poderoso colega de governo quisesse avançar em campo aberto. «Aprecia que falem dele, mas a sua vontade não tem sido trabalhar para uma candidatura a líder. Eu sabia disso, mas primeiro conversámos, é verdade», admite. «Disse-me que pretendia continuar a ter uma intervenção política, mas noutros termos.» É preciso querer ser líder para realmente sê-lo, mas acima de tudo é preciso trabalhar muito para provocar essa oportunidade. Miguel Relvas desistiu de convencer Nuno Morais Sarmento e este reforçou o seu poder de influência como out spoken. Ficou uma certa tensão entre ambos.Relvas apostou em Pedro Passos Coelho por acreditar que tinha as condições necessárias para essa construção e mais uma: tinha vontade de ser líder numa altura em que o seu quase homónimo Alexandre Relvas contava com a simpatia velada de Cavaco Silva e Rui Rio animava os sonhos messiânicos dos barrosistas.A derrota apertada de Manuela Ferreira Leite nas legislativas de 2009 tratou de soltar as habituais divergências conjugais na São Caetano à Lapa. Mas Pedro Passos Coelho lá conquistou a liderança, apesar das rivalidades domésticas. O nervo da vitória - mais de sessenta por cento dos votos - deixava pouca margem para dúvidas.Amigos como dantes Agora, a São Caetano à Lapa é de Passos Coelho e dos seus acólitos. E, entre estes, Relvas é o que goza de mais proximidade e até intimidade com o líder. O suficiente para que, num dia difícil em que acabou de chegar de um encontro viril com José Sócrates por causa do resgate financeiro do país, Passos atire despreocupadamente ao amigo: «Tens o cabelo diferente, Miguel. O que é que fizeste?» Interrompendo a combinação do habitual almoço com Miguel Macedo, o secretário-geral do PSD ensaia uma resposta de algibeira: «Mudei de shampô, deve ser isso. Mas já se nota?» O líder sorri, com a franqueza só possível em dois amigos de longa data. «Não é isso, o cabelo está diferente», e os dedos avançam à frente das palavras na direcção da cabeça do secretário-geral. «Estás a dizer que estou melhor?» Passos concorda: «Se era para ficares melhor, ficaste.» Riem os dois.É esta cumplicidade que permite mudar de imediato a conversa para um registo sério quando desatam a acusar José Sócrates de ter entrado por uma política de terra queimada e assumem que a entrada do FMI em Portugal será acompanhada por medidas de austeridade muito severas. Alguém terá de dizer na campanha eleitoral que nem toda a gente pode continuar a ter carro próprio e que os transportes públicos serão mais caros para que as empresas sejam financeiramente saudáveis. Alguém terá de assumir que o espaço de manobra para um governo português governar Portugal é pouco. Alguém também terá depois de explicar ao povo social-democrata se não teria sido melhor manter os socialistas a assar em lume brando até ao Orçamento do Estado para 2012. «Talvez fosse melhor para o PSD, mas seria pior para Portugal e nós nunca perdemos de vista a defesa do interesse nacional», antecipa Miguel Relvas.Relvas e Passos já não são os rapazes da JSD que iam para os encontros com Cavaco Silva vestidos com calças de ganga coçadas, depois de uma noitada no Bairro Alto a cantar fados e seduzir raparigas. Conheceram-se em 1983, na JSD, e ficaram logo amigos. As noites começavam em jantares na Adega do Ribatejo e acabavam frequentemente com Passos Coelho a cantar fados. Percorriam depois o Bairro Alto pelos bares mais próximos, passando pelas Necessidades e terminavam perto da Assembleia da República a comer sanduíches de carne assada à espera do início da manhã. Foi numa dessas noites que o actual líder do PSD conheceu uma das cantoras das Doce no Happening Bar. O romance com Fátima Padinha começou no jantar do dia seguinte, quando combinaram começar a viver juntos. Relvas ainda se diverte quando recorda estes tempos e se aventura em breves descrições das voltinhas no Opel Corsa de Passos Coelho.Quando Passos Coelho ascendeu a líder nacional da JSD, Relvas acompanhou-o. Foram os anos da brasa marcados pela guerra das propinas e pela tentativa de submeter os jotas ao providencialismo histórico do homem do leme. As divergências entre Passos Coelho e Cavaco Silva datam desses tempos e nunca mais se resolveu o azedume. Foi, curiosamente, o estertor do cavaquismo que provocou uma curiosa divergência política. Miguel Relvas apostou na vitória certeira de Fernando Nogueira e Passos Coelho equivocou-se no apoio a Durão Barroso, do qual ainda hoje guarda um sabor amargo.Quando agora põe os pés em cima da secretária e liga a aparelhagem para ouvir a banda sonora do filme Mamma Mia, Relvas sabe que a sesta será breve, porque o seu amigo há-de entrar pela porta do gabinete na sede do PSD a qualquer instante, ou o telemóvel tocará por um qualquer motivo. Não se importa. Ligou o seu sistema nervoso central a um único objectivo: construir o próximo primeiro-ministro. «O Pedro sabe que estou a fazer tudo para que ele seja primeiro-ministro e também sabe que devo ser a única pessoa no PSD não quer o lugar dele. A minha carreira política terá o prazo de validade da dele.»7 cargos 1.Secretário-geral da JSD (1987-1989)2.Deputado (1985-2009)3.Líder do PSD de Santarém (1995-2002) 4.Secretário de Estado da Administração Local (2002-2004)5.Presidente da mesa da Comunidade Urbana do Médio Tejo (2004-2009) 6.Presidente da comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações (2005-2009)7.Secretário- geral do PSD (2004-2005 e 2010-...) 7 segredos1.Vai ao ginásio todos os dias. Aos fins-de-semana corre em Belém.2.Gosta de identificar as companhias áreas dos aviões quando começam a descer para aterrar em Lisboa.3. Cozinha para a família e para os amigos mais próximos. 4. Tem uma estátua de São Bento no gabinete de trabalho e duas fotografias da filha. Filipa, de 18 anos, é adepta fervorosa do Benfica para grande desgosto do pai, sportinguista. Tem um lugar no camarote de Rui Gomes da Silva. O pai acha que a filha é do Benfica «só para me chatear».5. Dorme cinco horas por noite. 6. Foi iniciado da Maçonaria através do Grande Oriente Lusitano.7. Toma o primeiro pequeno-almoço em casa às sete da manhã. Come duas maçãs a meio da manhã. Nunca almoça ou janta sozinho. Está de dieta. E come peixe cozido todos os dias. Nada de pão ou vinho. Já perdeu seis quilos em mês e meio. Deixou de fumar depois de uma «ameaça» de ataque cardíaco.7 restaurantesMiguel Relvas elaborou uma lista com mais de quinhentos restaurantes divididos por regiões e por especialidades gastronómicas.1.Bife com batatas fritas - XL (Lisboa)2.Arroz de costela de vinhas d"alhos - Horta dos Brunos (Lisboa)3.Pataniscas de bacalhau - Solar dos Presuntos (Lisboa)4.Posta à mirandesa - O Artur (Torre de Moncorvo)5.Alheira com ovo - DOP (Porto)6.Sopa de feijão - Veneza (Paderne/Algarve)7.Perdiz na púcara - A Lareira (Mogadouro)Sondagens diáriasO PSD está a monitorizar diariamente as intenções de voto dos eleitores. As sondagens são realizadas por uma empresa que todos os dias recolhe a opinião de duzentas pessoas e depois transmite os resultados para a São Caetano à Lapa para permitir uma avaliação em tempo real da eficácia da narrativa eleitoral. Resultado: Pedro Passos Coelho tem registado uma vantagem regular sobre José Sócrates, mas a diferença nunca chega aos dois dígitos. O que significa que os debates televisivos poderão ser decisivos se a isso somarmos a elevada taxa de indecisos. «Há quem use as sondagens como armas de combate eleitoral, mas para o PSD são apenas instrumentos de trabalho», adverte Miguel Relvas. O secretário-geral dos sociais-democratas tenta desvalorizar a aproximação entre os dois partidos revelada pelas empresas de sondagens que trabalham com os grandes órgãos de informação, explicando que todas coincidem com uma taxa de indecisos que ronda os quarenta por cento. «Sabemos que temos muito trabalho pela frente», conclui.
Vitorino Magalhães Rodrigues e Jornalistas(?)

Com a devida vénia a Shyznogud aqui se dá conta deste insulto inacreditável a um dos pilares da cultura portuguesa e, por tabela, a todos nós.
Como habitual a culpa permanece solteira.
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Público,
Vitorino Magalhães Godinho
Submarinos e Jornalistas(?)
O NRP Arpão segundo submarino da classe Trident comprado á Alemanha entrou no Tejo. A coisa passaría despercebida, não fosse a sempre atenta RTP1 ter feito peça jornalística no Telejornal das 20.00h.
O jornalista(?) de serviço deslocou-e à Torre de Belém e, por obra do acaso, descobriu duas turistas russas, mãe e filha, que abordou, para fazer esta magnifica pergunta, que deve perdurar nos anais da reportagem e qui çá fazer escola.
Os Russos gostam de submarinos?
Espantada, a filha balbuciou um resposta sem muito nexo, ao qual o jornalista(?), não contente com o primeiro dislate, retorquiu:
Vocês tiveram o Kurkz não foi?
A menina respondeu, agora, de forma inteligente, percebendo-se agora, que sabia do que estava a falar.
Ninguém despede este jornalista(?) com justa causa?
O jornalista(?) de serviço deslocou-e à Torre de Belém e, por obra do acaso, descobriu duas turistas russas, mãe e filha, que abordou, para fazer esta magnifica pergunta, que deve perdurar nos anais da reportagem e qui çá fazer escola.
Os Russos gostam de submarinos?
Espantada, a filha balbuciou um resposta sem muito nexo, ao qual o jornalista(?), não contente com o primeiro dislate, retorquiu:
Vocês tiveram o Kurkz não foi?
A menina respondeu, agora, de forma inteligente, percebendo-se agora, que sabia do que estava a falar.
Ninguém despede este jornalista(?) com justa causa?
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Submarinos
2011/04/23
Duarte Pio não foi convidado para casamento real
Quero lá saber dos Finlandeses.
Isto sim é uma verdadeira afronta a Portugal
O pretendente ao trono português, Duarte Pio, não foi convidado para o casamento entre o príncipe William e Kate Middleton e diz que não enviará um presente ao casal (Expresso, Hoje).
D. Duarte, que não leva desaforos para casa, já fez saber que não envia prenda.
É deste estofo que são feitos os verdadeiros Tugas.
Isto sim é uma verdadeira afronta a Portugal
O pretendente ao trono português, Duarte Pio, não foi convidado para o casamento entre o príncipe William e Kate Middleton e diz que não enviará um presente ao casal (Expresso, Hoje).
D. Duarte, que não leva desaforos para casa, já fez saber que não envia prenda.
É deste estofo que são feitos os verdadeiros Tugas.
Adversário que erra, aplaude-se
Brrilhante como habitualmente.
FF hoje no DN:
Há tantos médicos escritores (Fialho, Torga, Namora, Lobo Antunes...) talvez por eles terem informadores grátis. As pessoas procuram-nos e dedicam-lhes tempo para contar histórias. Isto serve-me de desculpa para ter tão poucos romances publicados (na verdade, nunca escrevi nenhum), mas prometo mudar agora que dou consultas e oiço muita gente: sou leitor viciado em blogues. Infelizmente, os meus "doentes" são mais do género que procura a especialidade do psiquiatra Lobo Antunes. É assim que lhes diagnostiquei um distúrbio causado pelo confronto entre o seu evidente interesse (a leitura de dois ou três textos revela a "cor" dos autores) e a indignação por os seus adversários estarem a cometer erros. Um blogue socialista dá-se conta de que o PSD tem na lista do Porto uma lisboeta que foi da SAD do Benfica de Vale de Azevedo, e esgana-se. Um blogue laranja topa um ex-Big Brother na lista do PS/Leiria, e indigna-se. Socialistas lamentam a falta de Capucho e Pacheco Pereira nas listas sociais-democratas; e sociais-democratas devolvem com as ausências de Teixeira dos Santos e Amado. Os do PS insurgem-se contra a escolha de Nobre e os do PSD contra a de Basílio Horta... Agora já tenho muitos testemunhos para o meu romance mas temo que este fique com uma tese piegas: devemos ajudar os outros. Ora, um romance de sucesso deve ser cínico e com a tese certa: nunca se deve interromper um inimigo que está a fazer asneiras.
FF hoje no DN:
Há tantos médicos escritores (Fialho, Torga, Namora, Lobo Antunes...) talvez por eles terem informadores grátis. As pessoas procuram-nos e dedicam-lhes tempo para contar histórias. Isto serve-me de desculpa para ter tão poucos romances publicados (na verdade, nunca escrevi nenhum), mas prometo mudar agora que dou consultas e oiço muita gente: sou leitor viciado em blogues. Infelizmente, os meus "doentes" são mais do género que procura a especialidade do psiquiatra Lobo Antunes. É assim que lhes diagnostiquei um distúrbio causado pelo confronto entre o seu evidente interesse (a leitura de dois ou três textos revela a "cor" dos autores) e a indignação por os seus adversários estarem a cometer erros. Um blogue socialista dá-se conta de que o PSD tem na lista do Porto uma lisboeta que foi da SAD do Benfica de Vale de Azevedo, e esgana-se. Um blogue laranja topa um ex-Big Brother na lista do PS/Leiria, e indigna-se. Socialistas lamentam a falta de Capucho e Pacheco Pereira nas listas sociais-democratas; e sociais-democratas devolvem com as ausências de Teixeira dos Santos e Amado. Os do PS insurgem-se contra a escolha de Nobre e os do PSD contra a de Basílio Horta... Agora já tenho muitos testemunhos para o meu romance mas temo que este fique com uma tese piegas: devemos ajudar os outros. Ora, um romance de sucesso deve ser cínico e com a tese certa: nunca se deve interromper um inimigo que está a fazer asneiras.
2011/04/22
Revienga pascal
Há muitos anos que um grupo de militantes informáticos, agora reforçados por um rugbista de gema, trabalhando na mesma empresa se reune para aquilo a que chamamos A Revienga Pascal.
Umas vezes em restaurantes outras em casa de um dos militantes a coisa transforma-se numa espécie de La Grand Boufe sem, obviamente, os excessos protagonizados pelos grandes Philipe Noiret, Ugo Tagnazzi, Marcelo Mastroiani e Michel Picolli, organizados pelo Marco Ferreri.
O António, grande mentor da coisa, faltou este ano e irá faltar para sempre. E a falta que ele faz.
Absolutamente lamentável. De qualquer forma "the show must go on". Nem ele quereria de outra forma.
Saudade, muita saudade.
Sempre que me lembro de ti vem-me à memória isto que, embora escrito e cantado noutro contexto, retrata bem a nossa relação:
Eu canto para ti o mês das giestas
O mês de morte e crescimento ó meu a migo
Como um cristal par indo-se plan gente
No fundo da me mória perturbada
Eu canto para ti o mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema
Porque tu me disseste quem em dera em Lisboa
Quem me dera me Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro
Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio
Porque tu me disseste quem em dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o sol, Lisboa com lágrimas
Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera...
Poema - Manuel Alegre
Música - Adriano Correia de Oliveira

De qualquer modo a reviença foi feita em casa do Vasco "Blight" Moreira organizada, por ele, do seguinte modo:
VERSÃO MELHORADA RELEASE 3.0:
BACALHAU - Já está tratado por VMM
BATATINHA - Vale a pena tratares Aninhas ou compro do normalíssimo?
PERCEBES - João Carlos Sales trata no OESTE
CAMARÕES - João Carlos Sales trata no OESTE
AMEIJOAS - João Carlos Sales trata no OESTE
TINTOL - Manuel leva uma aproximação de tinto da manhonha … LOL!
TINTOL - Ana e Fred levam vinho tinto verdadeiro?
AMPOLA - Raul trata de uma ampola de qualidade
AMPOLA - Gonçalves leva ampola genuína de medronho ou lá o caneco que seja …
MINI - João Frazão leva minis em quantidade já geladas (BOCK ou SAGRES?)
JAMESON - Carlos fernel leva um JAMESOZINHO
MOUSSE CHOC- Cris trata
SOBREMESA - Quem se candidata?
PATÊS E QUEIJOS - João Frazão
SILÍCIO - João Frazão trata (ké esta merda?)
GRÃO DE BICO - João Frazão (Isto é uma sugestão de menu duplo? Bacalhau assado com batatas e bacalhau cozido com grão?)
CHOURIÇAS - Luis arregimenta
Notas:
1 – Todos os itens são susceptíveis de discussão, incluindo o menu. Sugestões, não só são bem-vindas, como fundamentais.
2 – A ideia aprovada em assembleia geral é que antes ou depois do almoço, consoante a despesa global, se faz um encontro de contas para que os dois quilos de marisco que o Lourenço vai levar do oeste possam ser postos em consonância com os 250 litros de bebida à base de uva que o Manel traz de Monsanto …
3 – A provocação ao Manel foi só em prol do ânimo na troca de emails
De resto, está confirmada a data, a hora e o local … e a partir daí é só conviver!
Aqui fica a foto para a posteridade (falta a Cristina).
Resta acrescentar que o repasto correu de forma superior e o autor deste post chegou a casa bastante "carregado" o que lhe valeu valente bronca e uma "queda na máscara" imediata até ao dia seguinte.

PS: Esclarecimento do João Frazão em relação às dúvidas colocadas sobre o Menu:
O silício é para pores na perna e o grão de bico é para te ajoelhares nele, enquanto rezas.
Umas vezes em restaurantes outras em casa de um dos militantes a coisa transforma-se numa espécie de La Grand Boufe sem, obviamente, os excessos protagonizados pelos grandes Philipe Noiret, Ugo Tagnazzi, Marcelo Mastroiani e Michel Picolli, organizados pelo Marco Ferreri.
O António, grande mentor da coisa, faltou este ano e irá faltar para sempre. E a falta que ele faz.
Absolutamente lamentável. De qualquer forma "the show must go on". Nem ele quereria de outra forma.
Saudade, muita saudade.
Sempre que me lembro de ti vem-me à memória isto que, embora escrito e cantado noutro contexto, retrata bem a nossa relação:
Eu canto para ti o mês das giestas
O mês de morte e crescimento ó meu a migo
Como um cristal par indo-se plan gente
No fundo da me mória perturbada
Eu canto para ti o mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema
Porque tu me disseste quem em dera em Lisboa
Quem me dera me Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro
Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio
Porque tu me disseste quem em dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o sol, Lisboa com lágrimas
Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera...
Poema - Manuel Alegre
Música - Adriano Correia de Oliveira
De qualquer modo a reviença foi feita em casa do Vasco "Blight" Moreira organizada, por ele, do seguinte modo:
VERSÃO MELHORADA RELEASE 3.0:
BACALHAU - Já está tratado por VMM
BATATINHA - Vale a pena tratares Aninhas ou compro do normalíssimo?
PERCEBES - João Carlos Sales trata no OESTE
CAMARÕES - João Carlos Sales trata no OESTE
AMEIJOAS - João Carlos Sales trata no OESTE
TINTOL - Manuel leva uma aproximação de tinto da manhonha … LOL!
TINTOL - Ana e Fred levam vinho tinto verdadeiro?
AMPOLA - Raul trata de uma ampola de qualidade
AMPOLA - Gonçalves leva ampola genuína de medronho ou lá o caneco que seja …
MINI - João Frazão leva minis em quantidade já geladas (BOCK ou SAGRES?)
JAMESON - Carlos fernel leva um JAMESOZINHO
MOUSSE CHOC- Cris trata
SOBREMESA - Quem se candidata?
PATÊS E QUEIJOS - João Frazão
SILÍCIO - João Frazão trata (ké esta merda?)
GRÃO DE BICO - João Frazão (Isto é uma sugestão de menu duplo? Bacalhau assado com batatas e bacalhau cozido com grão?)
CHOURIÇAS - Luis arregimenta
Notas:
1 – Todos os itens são susceptíveis de discussão, incluindo o menu. Sugestões, não só são bem-vindas, como fundamentais.
2 – A ideia aprovada em assembleia geral é que antes ou depois do almoço, consoante a despesa global, se faz um encontro de contas para que os dois quilos de marisco que o Lourenço vai levar do oeste possam ser postos em consonância com os 250 litros de bebida à base de uva que o Manel traz de Monsanto …
3 – A provocação ao Manel foi só em prol do ânimo na troca de emails
De resto, está confirmada a data, a hora e o local … e a partir daí é só conviver!
Aqui fica a foto para a posteridade (falta a Cristina).
Resta acrescentar que o repasto correu de forma superior e o autor deste post chegou a casa bastante "carregado" o que lhe valeu valente bronca e uma "queda na máscara" imediata até ao dia seguinte.
PS: Esclarecimento do João Frazão em relação às dúvidas colocadas sobre o Menu:
O silício é para pores na perna e o grão de bico é para te ajoelhares nele, enquanto rezas.
2011/04/19
The Times They A-Changin'
Será?
Nota: Eu tenho este original em vinil. Bons tempos. Seriam?
Nota: Eu tenho este original em vinil. Bons tempos. Seriam?
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The times they a-chancin'
Serie Grandes Capas de BD-VIII

Em 1954 o Número Especial de Natal publicava a adaptação do romance de Sir Walter Scott de que se reproduz a primeira prancha

Publicava também um história, apócrifa intitulada Através do Deserto de cuja primeira prancha dou conta

Trazia ainda como anexo um Jogo da Glória em papel cartonado bem como, no mesmo material, os dados e os peões para jogar.

Ultima Ceia
2011/04/18
The Great Pretender(s)
Não gosto de blogues politícos cegamente seguidistas ou apoiantes incondicionais do governo ou da(s) oposição(ões).
O Camara Corporativa é um dos casos.
No entanto(como eu odeio as adversativas), de vez em quando, saem alguns desarricanços dignos de nota.
Apesar de não ter sido "postado" com essa intenção este é dos que merecem realçe por poder ser generalizado a muita gente porque, "pretendem que o pessoal ainda anda por perto" :
Embora a interpertação original dos The Platters seja excelente prefiro a do grande Freddie Mercury.
O Camara Corporativa é um dos casos.
No entanto(como eu odeio as adversativas), de vez em quando, saem alguns desarricanços dignos de nota.
Apesar de não ter sido "postado" com essa intenção este é dos que merecem realçe por poder ser generalizado a muita gente porque, "pretendem que o pessoal ainda anda por perto" :
Embora a interpertação original dos The Platters seja excelente prefiro a do grande Freddie Mercury.
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2011/04/12
Inside Job
A propósito da queixa apresentada na PGR por um grupo de economistas espanta-me que, até agora, a Europa não tenha feito nada, ou quase, para superar esta questão.
Desde o principio de 2010 que o Parlamento Europeu tem em cima da mesa um projeto de constituição de uma Agencia de Rating Europeia no sentido de livrar as instituições da velha europa e, se calhar do resto do mundo, das garras da Moody's, Standar&Poor's e da Fitch ou, pelo menos, tentar sair deste colete de forças.
É sabida a promiscuidade entre estas agências e o capital especulador que é o seu principal accionista.
É sabido que os seus ratings sobre países e instituições europeias, não é mais que um ataque mais profundo ao Euro e aquilo que representa ou pode representar para os EUA.
O seu envolvimenteo no despoletar da crise, em 2008, nos EUA, é facto provado ao classificar o Lehman&Brothers, o G.P.Morgan, a AIG, o CitiGroup (fusão do Citicorp com o Travelers Group), a Fannie Mae, a Freddie Mac e por aí fora, como AAA.
Se dúvidas houvesse basta ver o filme Inside Job para o confirmar.
Desde o principio de 2010 que o Parlamento Europeu tem em cima da mesa um projeto de constituição de uma Agencia de Rating Europeia no sentido de livrar as instituições da velha europa e, se calhar do resto do mundo, das garras da Moody's, Standar&Poor's e da Fitch ou, pelo menos, tentar sair deste colete de forças.
É sabida a promiscuidade entre estas agências e o capital especulador que é o seu principal accionista.
É sabido que os seus ratings sobre países e instituições europeias, não é mais que um ataque mais profundo ao Euro e aquilo que representa ou pode representar para os EUA.
O seu envolvimenteo no despoletar da crise, em 2008, nos EUA, é facto provado ao classificar o Lehman&Brothers, o G.P.Morgan, a AIG, o CitiGroup (fusão do Citicorp com o Travelers Group), a Fannie Mae, a Freddie Mac e por aí fora, como AAA.
Se dúvidas houvesse basta ver o filme Inside Job para o confirmar.
Castle
Estou curtir muito a série Castle que passa no AXN à sexta-feira.
Para além do humor e dos bonecos criados à volta dos personagens principais (Castle&Becket), sobretudo a filha e a mãe, mas também os detetives que pressentem o que se passa entre os dois, a tensão sexual que é criada entre os dois protagonistas é fantástica, sobretudo pela contenção.
Lembro-me de uma outra série que passou faz muito tempo com Bruce Willis e Cybill Shepperd chamda Moonlight (Modelo e Detective) que, embora noutro contexto, continha os mesmos ingredientes.
Para além do humor e dos bonecos criados à volta dos personagens principais (Castle&Becket), sobretudo a filha e a mãe, mas também os detetives que pressentem o que se passa entre os dois, a tensão sexual que é criada entre os dois protagonistas é fantástica, sobretudo pela contenção.
Lembro-me de uma outra série que passou faz muito tempo com Bruce Willis e Cybill Shepperd chamda Moonlight (Modelo e Detective) que, embora noutro contexto, continha os mesmos ingredientes.
2011/04/11
Allô Allô
Nos últimos tempos tenho-me divertido imenso com a reposição do Allô Allô na RTP Memória.
Desde Renée até Michele de la resistence (Listen very carfully i shall say this only once) passando pelo polícia inglês que pensa que sabe falar francês e ninguém entende, até ao impagável tenente alemão gay e aos pilotos ingleses, embora o meu "boneco" preferido seja a fabulosa Edith a excelente(?) cantora de cabaret, a serie é absolutamente genial com bonecos que vão, seguramente, resistir aos ventos da história.
Aqui vão o principio e o fim da série:
Desde Renée até Michele de la resistence (Listen very carfully i shall say this only once) passando pelo polícia inglês que pensa que sabe falar francês e ninguém entende, até ao impagável tenente alemão gay e aos pilotos ingleses, embora o meu "boneco" preferido seja a fabulosa Edith a excelente(?) cantora de cabaret, a serie é absolutamente genial com bonecos que vão, seguramente, resistir aos ventos da história.
Aqui vão o principio e o fim da série:
2011/04/10
Cidadania ou Fernando (pouco) Nobre
O amigo Mário Crespo vai seguramente convidá-lo em Maio.
Altos detentores de cargos políticos me têm contactado preocupados com o que vou fazer.
Cargos políticos? Nem pensar.
Cidadania? Cidadania é um problema meu.
Resultado? Cabeça de lista por Lisboa pelo PSD e candidato a presidente da AR.
Nada mau.
Manquem-se como diria o meu filho João ou a puta que o pariu como diria eu que sou mais velho e não estou à rasca.
Altos detentores de cargos políticos me têm contactado preocupados com o que vou fazer.
Cargos políticos? Nem pensar.
Cidadania? Cidadania é um problema meu.
Resultado? Cabeça de lista por Lisboa pelo PSD e candidato a presidente da AR.
Nada mau.
Manquem-se como diria o meu filho João ou a puta que o pariu como diria eu que sou mais velho e não estou à rasca.
2011/04/06
Bright Sun Shiny Day
Estou zangado. Diria mesmo que estou muito zangado ou em bom vernáculo estou mesmo fodido.
Estou fodido com os filhos da puta da moody's, com a s&p, com a fitch (ainda mais depois de rever o Inside Job, com o bimbo do nosso presidente, com os banqueiros, com o pm, com os líderes da oposição, todos assim com letra pequena porque não merecem mais.
Estou fodido com a geração à rasca porque são mesmo rasca, com os comentadores políticos porque sim, com os jornalistas porque não prestam, com todos aqueles que culpam o governo de todos os males mas que não contribuem com nada para a solução do problema e antes fazem parte dele, com a Merkel porque é feia e deve cheirar mal da boca ou dos pés ou de ambos, com grande parte dos bloggers porque pensam que têm mais importância do pensam que têm, com o benfica porque perdeu com o porto e, finalmente, comigo mesmo porque não consigo encontrar uma saída pessoal para a questão.
Amanhã será outro dia e espero que seja mais brilhante que o de hoje:
Guitarra - Jorge Gonçalves Bateria - João Martins Contrabaixo - Pedro Sousa Voz - Sara Schuh
Estou fodido com os filhos da puta da moody's, com a s&p, com a fitch (ainda mais depois de rever o Inside Job, com o bimbo do nosso presidente, com os banqueiros, com o pm, com os líderes da oposição, todos assim com letra pequena porque não merecem mais.
Estou fodido com a geração à rasca porque são mesmo rasca, com os comentadores políticos porque sim, com os jornalistas porque não prestam, com todos aqueles que culpam o governo de todos os males mas que não contribuem com nada para a solução do problema e antes fazem parte dele, com a Merkel porque é feia e deve cheirar mal da boca ou dos pés ou de ambos, com grande parte dos bloggers porque pensam que têm mais importância do pensam que têm, com o benfica porque perdeu com o porto e, finalmente, comigo mesmo porque não consigo encontrar uma saída pessoal para a questão.
Amanhã será outro dia e espero que seja mais brilhante que o de hoje:
Guitarra - Jorge Gonçalves Bateria - João Martins Contrabaixo - Pedro Sousa Voz - Sara Schuh
2011/04/03
O Homem
A propósito deste post do Herdeiro de Aécio
Irving Wallace foi um dos escritores da minha juventude responsável, juntamente com Leon Uris, Erich Maria Remark, Hans Hellmut Kirst, Sven Hassel e outros, pela criação de hábitos de leitura que depois me levaram a outros voos.
Não sendo grandes escritores tinham a competência de escrever histórias romanceadas enquandradas por factos veridicos que, numa altura de difícil acesso á informação, não havia net e estavamos antes do 25, nos forneciam informação preciosa (salvaguardando os excessos judaicos e patrióticos de Uris).
Quem quiser conhecer conhecer os meandros do Prémio Nobel não tem mais que ler o Prémio que mais tarde foi consagrado em filme, com Paul Newman, Elke Sommer e Edward G. Robinson ( o guionista foi o mesmo de North by Northwest de Hitchcock).
Quem quiser saber da saga dos marines no pacífico, basta ler Grito de Batalha, ou sobre o Gueto de Varsóvia leia-se Mila 18, a construção do muro e divisão de setores de Berlim, consulte-se/leia-se Armaggedon e, a cereja no topo do bolo, o sionismo e a construção do estado judaico indispensável o Exodus todos de Leon Uris.
O drama alemão na 2ª Guerra? A Oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiais de Kirst, a série 08/15 de Kirst.
No entanto o livro que por essa altura mais me impressionou foi As Três Sereias de Wallace que, à altura da sua publicação foi um escandalo nos EUA.
Um grupo de cientistas vai investigar uma tribo perdida algures numa ilha do pacífico de estrutura matriarcal...
O resto só lendo.
PS: Todos os livros citados foram editados pela Edições Europa-Amárica na colecção Século XX que deveria ser considerado verdadeiro serviço público.
O primeiro livro em 1945? A Centelha da Vida de Erich Maria Remark
Correcção ao meu comentário:
No comentário anterior atribuí a Kirst a autoria de A oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiáis, sendo que foram escritos por Remark.
Pelo lapso peço desculpa.
Correcção do A. Teixeira á minha correcção:
Permita-me corrigir-lhe a correcção:
O livro Fábrica de Oficiais é da autoria, como escreveu inicialmente, de Hans Hellmut Kirst.
A Oeste Nada de Novo é, como escreveu depois na correcção, da autoria de Erich Maria Remarque. Sempre vi escrito Remarque. E a acção deste último livro decorre durante a Primeira Guerra Mundial, não durante a Segunda como escreveu inicialmente.
Comentário meu à correcção do A. Teixeira:
Tem toda a razão quanto à sua correcção que agradeço.
Em relação ao nome também sempre vi escrito Remarque.
Fiz, no entanto, alguma pesquisa e, de acordo com a Wikipédia, parece que o homem nasceu Erich Paul Remark em Osnabruck em 1898, mudando mais tarde de Paul para Maria em homenagem à mãe.
No dizer mesmo texto os nazis fizeram correr a versão que o seu verdadeiro nome era Kramer (Remark ao contrário) e vale o que vale.
Daí a minha opção pelo Remark que me soa bem mais alemão que Remarque.
Cumprimentos.
Irving Wallace foi um dos escritores da minha juventude responsável, juntamente com Leon Uris, Erich Maria Remark, Hans Hellmut Kirst, Sven Hassel e outros, pela criação de hábitos de leitura que depois me levaram a outros voos.
Não sendo grandes escritores tinham a competência de escrever histórias romanceadas enquandradas por factos veridicos que, numa altura de difícil acesso á informação, não havia net e estavamos antes do 25, nos forneciam informação preciosa (salvaguardando os excessos judaicos e patrióticos de Uris).
Quem quiser conhecer conhecer os meandros do Prémio Nobel não tem mais que ler o Prémio que mais tarde foi consagrado em filme, com Paul Newman, Elke Sommer e Edward G. Robinson ( o guionista foi o mesmo de North by Northwest de Hitchcock).
Quem quiser saber da saga dos marines no pacífico, basta ler Grito de Batalha, ou sobre o Gueto de Varsóvia leia-se Mila 18, a construção do muro e divisão de setores de Berlim, consulte-se/leia-se Armaggedon e, a cereja no topo do bolo, o sionismo e a construção do estado judaico indispensável o Exodus todos de Leon Uris.
O drama alemão na 2ª Guerra? A Oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiais de Kirst, a série 08/15 de Kirst.
No entanto o livro que por essa altura mais me impressionou foi As Três Sereias de Wallace que, à altura da sua publicação foi um escandalo nos EUA.
Um grupo de cientistas vai investigar uma tribo perdida algures numa ilha do pacífico de estrutura matriarcal...
O resto só lendo.
PS: Todos os livros citados foram editados pela Edições Europa-Amárica na colecção Século XX que deveria ser considerado verdadeiro serviço público.
O primeiro livro em 1945? A Centelha da Vida de Erich Maria Remark
Correcção ao meu comentário:
No comentário anterior atribuí a Kirst a autoria de A oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiáis, sendo que foram escritos por Remark.
Pelo lapso peço desculpa.
Correcção do A. Teixeira á minha correcção:
Permita-me corrigir-lhe a correcção:
O livro Fábrica de Oficiais é da autoria, como escreveu inicialmente, de Hans Hellmut Kirst.
A Oeste Nada de Novo é, como escreveu depois na correcção, da autoria de Erich Maria Remarque. Sempre vi escrito Remarque. E a acção deste último livro decorre durante a Primeira Guerra Mundial, não durante a Segunda como escreveu inicialmente.
Comentário meu à correcção do A. Teixeira:
Tem toda a razão quanto à sua correcção que agradeço.
Em relação ao nome também sempre vi escrito Remarque.
Fiz, no entanto, alguma pesquisa e, de acordo com a Wikipédia, parece que o homem nasceu Erich Paul Remark em Osnabruck em 1898, mudando mais tarde de Paul para Maria em homenagem à mãe.
No dizer mesmo texto os nazis fizeram correr a versão que o seu verdadeiro nome era Kramer (Remark ao contrário) e vale o que vale.
Daí a minha opção pelo Remark que me soa bem mais alemão que Remarque.
Cumprimentos.
2011/03/31
Serie Grandes Inícios VII
I am an American, Chicago born—Chicago, that somber city and go at things as I have taught myself, free-style, and will make the record in my own way: first to knock, first admitted; sometimes an innocent knock, sometimes a not so innocent.
As Aventuras de Augie March, Saul Bellow, 1953
As Aventuras de Augie March, Saul Bellow, 1953
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Blue Moon
O Elvis que me perdoe mas a melhor intrepertação de Blue Moon é dos Cowboys Junkies.
The Trinity Session é um album de referencia e Margot Timmins é fantástica.
The Trinity Session é um album de referencia e Margot Timmins é fantástica.
Serie Grandes Inícios VI
Rachmaninoff Piano Concerto No. 3, 1º Andamento- Martha Argerich.
António. Onde quer que estejas ouve a nossa pianista e o nosso concerto.
RIP.
PS: Filho da puta, cabrão, maricas. Foste embora e deixaste-me sózinho.
António. Onde quer que estejas ouve a nossa pianista e o nosso concerto.
RIP.
PS: Filho da puta, cabrão, maricas. Foste embora e deixaste-me sózinho.
Serie Grandes Inícios V
Tchaikovsky, Piano Concerto No. 1 - Mov 1 (Martha Argerich, 1973)
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2011/03/30
2011/03/29
Sinagoga Portuguesa de Amsterdão
Tumbalalaika', cantada na Sinagoga Portuguesa Sefardita de Amsterdão.
Esta é a Sinagoga Portuguesa Sefardita de Amsterdão (Holanda) -Talvez o mais venerado santuário sefardita no mundo, construido em 1675, é ainda iluminado por candelabros com velas, nunca tendo sido "electrificado". O arco, assentos, altar, etc.foram todos feitos manualmente por construtores navais.
Durante a 2ª Grande Guerra os Nazis não a descobriram e nunca entraram nela.
Por isso está intacta e original.
Informação adicional sobre o "porquê" de uma Sinagoga Portuguesa em Amesterdão
Esta é a Sinagoga Portuguesa Sefardita de Amsterdão (Holanda) -Talvez o mais venerado santuário sefardita no mundo, construido em 1675, é ainda iluminado por candelabros com velas, nunca tendo sido "electrificado". O arco, assentos, altar, etc.foram todos feitos manualmente por construtores navais.
Durante a 2ª Grande Guerra os Nazis não a descobriram e nunca entraram nela.
Por isso está intacta e original.
Informação adicional sobre o "porquê" de uma Sinagoga Portuguesa em Amesterdão
2011/03/20
Serie Grandes Capas de BD-VII

A partir de Outubro de 1955 as Edições Cavaleiro Andante começaram a publicar uma série dnominada Obras Primas Ilustradas das quais a edição acima é o Número 5.
Abaixo podem ver-se s capas dos quatro primeiros números que infelizmente não possuo.
A edição, como era (mau) hábito na altura não refere o nome do iludtrador mem sequer a data da edição.

Depois de colocar este post fiz alguma pesquisa e encotrei est link dando conta que a serie se prolongou até 1964.
Obrigado ao Cavaleiro da Torre.
2011/03/18
Serie Jardins Improváveis VII
O cúmulo da esperança
Nos meus tempos de adolescente corria um chiste que hoje seria considerado de muito mau gosto, politicamente incorrecto, discriminador de minorias e qui ça merecedor do mais profundo desprezo que afirmava que o cúmulo da esperança consistia em dois paneleiros comprarem um berço. Ao tempo era inocente e apenas provocava sonoras e despreocupadas gargalhadas.
No centro da Parede perto do Eduardo das Conquilhas aqui está o novo paradigma.
Sinais dos tempos...
No centro da Parede perto do Eduardo das Conquilhas aqui está o novo paradigma.
Sinais dos tempos...
O Achismo
Uma das coisa que mais me encanitam é o "eu acho que".
O número de pessoas em Portugal (suspeito que noutros países também) que, embora confessando que sabem pouco do assunto, "acham que" é assombroso. A essas há ainda que somar os que "acham que" sobre um número avassalador de assuntos, desde o futebol às centrais nucleares, coisa que me deixa siderado para não dizer arrasado na minha inaudita ignorância.
Sobre este assunto meu filho João que, tal como eu só "acha" do que sabe, chamou-me a atenção para um escrito do Carlos Coelho e do Paulo Rocha intitulado o Achómetro.
Já agora, os citados cidadãos são responsáveis pela Ivity-Corp especialistas em gestão de marcas.
Ainda a propósito e nas franjas deste tema aqui vai um link para um post do nosso homem em Paris, Francisco Seixas da Costa a quem também faz muita impressão o facto de haver gente que opina sobre tudo e mais um par de botas.
Também eu não vejo o Prós e Contras.
O número de pessoas em Portugal (suspeito que noutros países também) que, embora confessando que sabem pouco do assunto, "acham que" é assombroso. A essas há ainda que somar os que "acham que" sobre um número avassalador de assuntos, desde o futebol às centrais nucleares, coisa que me deixa siderado para não dizer arrasado na minha inaudita ignorância.
Sobre este assunto meu filho João que, tal como eu só "acha" do que sabe, chamou-me a atenção para um escrito do Carlos Coelho e do Paulo Rocha intitulado o Achómetro.
Já agora, os citados cidadãos são responsáveis pela Ivity-Corp especialistas em gestão de marcas.
Ainda a propósito e nas franjas deste tema aqui vai um link para um post do nosso homem em Paris, Francisco Seixas da Costa a quem também faz muita impressão o facto de haver gente que opina sobre tudo e mais um par de botas.
Também eu não vejo o Prós e Contras.
LER - Revista número 100
Ontem recebi ajuda externa
Ferreira Fernandes no seu melhor:
Os japoneses são um problema para os portugueses perceberem o maior drama do mundo actual. Como é possível darmo-nos conta do que é um terramoto de grau 9, um tsunami de dez metros e explosões em três reactores nucleares, se quem os vive grita menos do que um repórter televisivo sobre umas pedradas de camionistas na rotunda do Carregado? No Japão, um pai agradece o telefone da SIC, emprestado para avisar o filho, na América, que está vivo. À volta é um mar de lama que pousou sobre a sua cidade e a calou (arrasou, diria eu, se não se confundisse com essa palavra a mesma que é usada em título nos jornais portugueses de cada vez que Pinto da Costa fala de um árbitro). Substâncias radioactivas tinham sido libertadas do incêndio do reactor 4 da central de Fukushima Dai-Ichi, os ventos arrastavam-nas para aquela cidade do japonês que falava com o telemóvel português (até em Tóquio o nível de radioactividade "aumentou consideravelmente", disse o primeiro-ministro Naoto Kan, com ar de quem anuncia o aumento de cinco cêntimos no gasóleo). E com esse cenário de fogo, de água e de ar apocalípticos, o japonês disse ao filho que nem tudo eram tristezas: "A lua tem raios prateados." Os leitores mais românticos dirão que eles são bons em haiku, poemas curtos. Mais prosaico, eu compreendi por que fazem eles toshibas e para o ano têm Sendai reconstruída.
Os japoneses são um problema para os portugueses perceberem o maior drama do mundo actual. Como é possível darmo-nos conta do que é um terramoto de grau 9, um tsunami de dez metros e explosões em três reactores nucleares, se quem os vive grita menos do que um repórter televisivo sobre umas pedradas de camionistas na rotunda do Carregado? No Japão, um pai agradece o telefone da SIC, emprestado para avisar o filho, na América, que está vivo. À volta é um mar de lama que pousou sobre a sua cidade e a calou (arrasou, diria eu, se não se confundisse com essa palavra a mesma que é usada em título nos jornais portugueses de cada vez que Pinto da Costa fala de um árbitro). Substâncias radioactivas tinham sido libertadas do incêndio do reactor 4 da central de Fukushima Dai-Ichi, os ventos arrastavam-nas para aquela cidade do japonês que falava com o telemóvel português (até em Tóquio o nível de radioactividade "aumentou consideravelmente", disse o primeiro-ministro Naoto Kan, com ar de quem anuncia o aumento de cinco cêntimos no gasóleo). E com esse cenário de fogo, de água e de ar apocalípticos, o japonês disse ao filho que nem tudo eram tristezas: "A lua tem raios prateados." Os leitores mais românticos dirão que eles são bons em haiku, poemas curtos. Mais prosaico, eu compreendi por que fazem eles toshibas e para o ano têm Sendai reconstruída.
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2011/02/04
Uma lição de vida ou partir pedra

O escritor francês Charles Péguy (1873-1914), conta a história de um homem que, na idade média, a caminho de Chartres, encontra um homem aplicado ao mais duro dos ofícios: partir pedra.
- Vivo como um cão – disse-lhe o homem. – Exposto à chuva, ao vento, ao granizo, ao sol, faço um trabalho penoso em troca de uns tostões. A minha vida não vale nada. Nem merece o nome de vida.
Um pouco mais longe, o nosso homem encontra outro canteiro, este com uma atitude completamente diferente.
- É verdade que é um trabalho duro – diz-lhe ele –. Mas, ao menos, é trabalho. Dá para alimentara mulher e os filhos. E depois, ando ao ar livre, vejo a gente que passa… Não me queixo. Há quem esteja pior do que eu.
Um pouco mais adiante, o homem encontra um terceiro canteiro, que lhe diz, olhando-o bem nos olhos:
- Eu, eu estou a construir uma catedral.
O Jaime continua a sua senda de excelentes posts
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2011/02/03
Manuel Maria Carrilho
Depois de muito matutar e de "ouver" a entrevista do Artur Agostinho na RTP1 onde, mais uma vez, tive o desprazer de ver a Judite de Sousa com aquele ar "aquoso" que coloca quando entrevista alguém de quem gosta, em contraponto com o ar de "megera" que assume quando detesta quem está na sua frente, sentei-me em frente ao teclado para comentar o artigo do Manuel Maria Carrilho hoje no DN.
Antes, porém ( a adversativa aqui, colhe), dei uma volta na blogoesfera e, raios o partam, deparei com um texto intitulado Descarrilhado, do Valupi na Aspirina B.
Pensei para comigo que o homem deve ser bruxo porque transmite, com raiva e impotencia o confesso, muito melhor do que eu sou capaz, o que me vai na alma.
Vou processá-lo por plágio.
É muito giro e até correto dizer que "é preciso mudar de paradigma", que "é preciso debater as ideias", mas também é preciso dizer qual o novo paradigma e que ideias é preciso debater.
Contrariamente ao artigo de Mário Soares, terça-feira no DN, que propôe novas ideias e novo paradigma este artigo de MMC é um deserto de ideias para além da ideia dele próprio.
Lembra-me um post anterior sobre as RPN (Reuniões de Porra Nenhuma).
Mutatis mutandis este é um APN (Artigo de Porra Nenhuma)
Antes, porém ( a adversativa aqui, colhe), dei uma volta na blogoesfera e, raios o partam, deparei com um texto intitulado Descarrilhado, do Valupi na Aspirina B.
Pensei para comigo que o homem deve ser bruxo porque transmite, com raiva e impotencia o confesso, muito melhor do que eu sou capaz, o que me vai na alma.
Vou processá-lo por plágio.
É muito giro e até correto dizer que "é preciso mudar de paradigma", que "é preciso debater as ideias", mas também é preciso dizer qual o novo paradigma e que ideias é preciso debater.
Contrariamente ao artigo de Mário Soares, terça-feira no DN, que propôe novas ideias e novo paradigma este artigo de MMC é um deserto de ideias para além da ideia dele próprio.
Lembra-me um post anterior sobre as RPN (Reuniões de Porra Nenhuma).
Mutatis mutandis este é um APN (Artigo de Porra Nenhuma)
E a puta que os pariu
Com a devida vénia ao Eduardo Pitta aqui se transcreve o seu post:
Em nome da saúde pública, a assembleia municipal (City Council) de Nova Iorque aprovou ontem, por 36 contra 12 votos, a proibição de fumar em jardins, parques, áreas pedonais e praias da área metropolitana. Sobram as ruas abertas ao trânsito automóvel. A partir de 1 de Maio, os fumadores terão de abster-se em Central Park, Gramercy, Bryant, Madison, Union, Washington Square, etc., no Jardim Botânico, em Times Square, na praia de Coney Island e por aí fora. Bloomberg, o mayor da cidade, congratulou-se com a medida.
Apetece-me não voltar à "Big Aple".
A sanha contra os fumadores contínua e eles não se dão conta do ridículo.
Não param para pensar?
"The land of the free"?
A puta que os pariu outra vez.
Em nome da saúde pública, a assembleia municipal (City Council) de Nova Iorque aprovou ontem, por 36 contra 12 votos, a proibição de fumar em jardins, parques, áreas pedonais e praias da área metropolitana. Sobram as ruas abertas ao trânsito automóvel. A partir de 1 de Maio, os fumadores terão de abster-se em Central Park, Gramercy, Bryant, Madison, Union, Washington Square, etc., no Jardim Botânico, em Times Square, na praia de Coney Island e por aí fora. Bloomberg, o mayor da cidade, congratulou-se com a medida.
Apetece-me não voltar à "Big Aple".
A sanha contra os fumadores contínua e eles não se dão conta do ridículo.
Não param para pensar?
"The land of the free"?
A puta que os pariu outra vez.
A Luz do Porto
2011/02/02
Reuniões
Toda a minha vida "papei" reuniões infindáveis, classificadas de RPN (Reunião de Porra Nenhuma) onde na maior dos casos o seu objectivo era reunião ela própria.
Por regra, todos os participantes incluindo o responsavel pela mesma concordavam, depois, que tinha sido uma chatice.
O método abaixo proposto é infalivel para tornar uma RPN numa coisa divertida.
O BINGO DAS REUNIÕES!
Imprime o quadro abaixo antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvires a palavra ou expressão contida numa das casas, marca a mesma com um (X).
Quando completares uma linha, coluna ou diagonal, basta gritar ' BINGO '!
Planificação|Colaboradores|Objectivos |Estudo |Disciplina
Reunião |Plano |Substituição |Formação |Estratégia
Apoio |Direcção |Hiérarquia |Competências |Recuperação
Optimização |Avaliação |Processos |Colega |Recursos
Resultados |Excelência| |Projecto |Implementação|Integração
Testemunho de jogadores satisfeitos:
a.- 'A reunião só tinha começado há 5 minutos quando ganhei!';
b. - 'A minha capacidade para ouvir melhorou imenso desde que comecei a jogar Bingo das Reuniões';
c.- 'A atmosfera da última reunião foi muito tensa porque 8 colegas estavam à espera de preencher a 5ª casa';
d.- 'O director ficou estupefacto ao ouvir oito pessoas gritar 'BINGO', pela 3ª vez numa hora';
e.- 'Agora, vou a todas as reuniões, mesmo que não me convoquem'.
Por regra, todos os participantes incluindo o responsavel pela mesma concordavam, depois, que tinha sido uma chatice.
O método abaixo proposto é infalivel para tornar uma RPN numa coisa divertida.
O BINGO DAS REUNIÕES!
Imprime o quadro abaixo antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvires a palavra ou expressão contida numa das casas, marca a mesma com um (X).
Quando completares uma linha, coluna ou diagonal, basta gritar ' BINGO '!
Planificação|Colaboradores|Objectivos |Estudo |Disciplina
Reunião |Plano |Substituição |Formação |Estratégia
Apoio |Direcção |Hiérarquia |Competências |Recuperação
Optimização |Avaliação |Processos |Colega |Recursos
Resultados |Excelência| |Projecto |Implementação|Integração
Testemunho de jogadores satisfeitos:
a.- 'A reunião só tinha começado há 5 minutos quando ganhei!';
b. - 'A minha capacidade para ouvir melhorou imenso desde que comecei a jogar Bingo das Reuniões';
c.- 'A atmosfera da última reunião foi muito tensa porque 8 colegas estavam à espera de preencher a 5ª casa';
d.- 'O director ficou estupefacto ao ouvir oito pessoas gritar 'BINGO', pela 3ª vez numa hora';
e.- 'Agora, vou a todas as reuniões, mesmo que não me convoquem'.
Eu quero uma destas, JÁ
Os nervos com que eu fico ao ver uma coisa destas, ainda por cima, com a novidade de nunca ter visto encher copos de cerveja por baixo.
Chapeau.
Mario Soares 2

A avaliar pelo artigo de hoje no DN assinado pelo jornalista João Pedro Henriques, sobre o escrito ontem por MS, os jornalistas e a classe política continuam a tomar a nuvem por Juno.
O artigo que, na minha opinião e sem muito esforço, poderia ser transfomado num programa a ser submetido ao eleitorado apenas teve impacto no que se refere aos Boys&Girls.
Tudo o resto, o mais importante, foi apagado provavelmente porque é pouco interessante.
Quem quer discutir ideias? Quem quer ver a floresta por detrás da mísera árvore?
Pobrezinhos.
Eu sei que dá trabalho, mas parafraseando o meu amigo Luís, "tudo o que é bom dá trabalho".
Engraçado que, também hoje, o coriáceo Baptista-Bastos, parecendo alinhar pelo mesmo diapasão de MS, aborda a questão PS, do congresso do PS, de modo totalmente diferente.
Transcrevo apenas uma pequena parte :
"Com rigor, deixou, há muito, de ser socialista, de alimentar e estimular a ideia socialista, incapaz de reagir ao desmoronamento da União Soviética, sem saber enfrentar e combater, ideológica e politicamente, as pressões de um capitalismo cada vez mais feroz e devastador."
O homem ensandeceu. O artigo dirige-se ao PS ou ao PCP?
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2011/02/01
Mario Soares
Mario Soares, do alto dos seus 86 anos, continua a dar lições de política a todos quantos o leiam, mesmo quando não se concorda.A capacidade de ler a realidade e a perceção da realidade, a bagagem cultural e ideológica que lhe serve de lastro, contrasta com os políticos "fast food" que por aí abundam.
Hoje, mais uma vez escreve um artigo brilhante no DN do qual destaco a seguinte passagem:
"Reparem os meus leitores apegados a velhos preconceitos: os melindres e as preocupações quanto às soberanias nacionais pertencem ao passado. Num mundo globalizado, em que a América do Norte, os colossos emergentes e os que estão para o ser são cada vez mais fortes, a União Europeia, para sobreviver, como grande potência multi-estadual na cena internacional tem de estar unida e ter mecanismos de decisão rápidos. Assim, as soberanias, no quadro da União, são - e devem ser - partilhadas, tendo princípios comuns e obrigatórios para todos: a igualdade dos Estados-membros e a unidade e a solidariedade entre todos. É o que nos exige o século xxi, e temos de o perceber. Porque o dilema é fácil: ou a União toma medidas urgentes neste sentido, ou entrará numa irremediável decadência. É por isso necessário que a Alemanha compreenda rapidamente que, por mais rica que seja, isolada não representa nada em relação aos colossos emergentes. E ainda que com uma Europa desintegrada, a Alemanha será vista como um factor de desconfiança pelos Estados europeus e perderá muito do potencial de produção de riqueza que hoje tem. Visto que as suas exportações para os outros países europeus cairão a pique..."Há por aí alguém interessado em mandar a tradução em alemão para a chanceler Merkel?
Note-se ainda os "recados" para dentro do país e do PS.
Quem disse que o homem já não existe?
Por mim, longa vida.
Ladrão de Livros

A propósito deste post do Jaime Bulhosa comentei:
A páginas tantas, no magnifico As Aventuras de Augie March, de Saul Bellow, Augie torna-se um ladrão de livros profissional aliciado pelo seu amigo Padilla.
A propósito de satisfazer um cliente díficil roubou e, passo a transcrever:
"...Dois Volumes de A Vontade do Poder de Nietzshe, que suei para conseguir roubar porque estavam num armário de vidro fechado numa livraria especializada em livros de Economia; também lhe arranjei a Filosofia do Direito de Hegel, os últimos volumes de O Capital na livraria comunista da Division Street, A Autobiografia de Herzen e alguns livros de Tocqueville....".
Se o seu Ladrão Temático é um profissional do gabarito de Augie, esqueça.
Está condenado a repôr nas estantes os volumes em falta.
Abraço de solidariedade.
PS: O abraço de solidariedade estende-se à Isabel e ao Tó Zé Castanheira e atodos os livreiros que enfrentam o problema.
PSS: Quem rouba livros merece ser mais bem tratado que os ladrões de outra coisa qualquer?
Ná, diria eu.
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2011/01/20
Escrever um livro

Se um dia chegar a ser muito velhinho, vou escrever um livro. É uma promessa que tenho feito a mim próprio. Não, não desesperem... pode ser que até lá perca a memória* ou tenha ganho juízo.**
livreiro anónimo
* Memória: Frequentemente, o envelhecimento está associado a dificuldade de memória e à lentidão de raciocínio. Nesse sentido, acredita-se que os idosos fiquem com dificuldade em lembrar e compreender as situações novas que lhes são apresentadas, mas em contrapartida, superam os jovens em raciocínios que exigem maior “sabedoria”. Evidentemente a sabedoria não surge, necessariamente, com a idade. Contudo, e com um pouco de sorte, a idade acontece por si só. E é com ela, e à custa dela, que infelizmente na maior parte das vezes, a sabedoria finalmente se manifesta.
** Juízo: é o processo que conduz ao estabelecimento das relações significativas entre conceitos, que conduzem ao pensamento lógico objectivando alcançar uma integração, que possibilite uma atitude racional frente as necessidades do momento.
Com a devida vénia ao Jaime Bulhosa
2011/01/02
A Figura do Ano - Lula da Silva - Apelo ao Futuro!
Faço minhas as palavras de Ana Paula Fitas que a seguir se transcrevem:
"O Presidente do Brasil, Lula da Silva é, incontornavelmente, a Figura do Ano. Na hora da despedida, o Presidente falou aos cidadãos brasileiros e, nas suas palavras, o mundo recolhe a Esperança... Agora, Lula da Silva faria muito falta nas Nações Unidas... Assim o queira! Feliz Ano Novo, Presidente!"
Lula para Secretário Geral da ONU, JÁ.
Concerto de Ano Novo
O Concerto de Ano Novo é um "must" imperdível nas tardes do dia 1 de janeiro.
Este ano, mais uma vez, não defraudou as expetativas.
Este maestro, que eu não conhecia, presenteou-nos com algumas peças pouco ouvidas, nomeadamente as czardas e os galopes.
Interessante a versão do Danúbio Azul, mais "pesada" e "lenta" que o habitual.
Não deixa, no entanto, de fazer esquecer a versão de Karajan em 1987 aqui apresentada por sugestão da Ana Paula Fitas
Este ano, mais uma vez, não defraudou as expetativas.
Este maestro, que eu não conhecia, presenteou-nos com algumas peças pouco ouvidas, nomeadamente as czardas e os galopes.
Interessante a versão do Danúbio Azul, mais "pesada" e "lenta" que o habitual.
Não deixa, no entanto, de fazer esquecer a versão de Karajan em 1987 aqui apresentada por sugestão da Ana Paula Fitas
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2010/12/27
On the Sunny Side of the Street
Nos tempos que correm fica bem haver calor e sol do outro lado da rua.
Grab your coat and get your hat
Leave your worries on the doorstep
Life can be so sweet
On the sunny side of the street
Can’t you hear the pitter-patter?
And that happy tune is your step
Life can be so sweet
On the sunny side of the street
I used to walk in the shade with the blues on parade
But I’m not afraid
I'm crossing over and I'm walking in clovers
If I never had a cent
I’d be rich as rockefeller
with Gold dust at my feet
On the sunny side of the street
I used to walk in the shade with them blues on parade
Now I’m not afraid
I'm crossing over and walking in clovers
Now if I never made one cent
I'll still be rich as frank sinatra
There will be goldust at my feet
On the sunny --
sunny side of the street
PS: Com a colaboração da Sofia
Grab your coat and get your hat
Leave your worries on the doorstep
Life can be so sweet
On the sunny side of the street
Can’t you hear the pitter-patter?
And that happy tune is your step
Life can be so sweet
On the sunny side of the street
I used to walk in the shade with the blues on parade
But I’m not afraid
I'm crossing over and I'm walking in clovers
If I never had a cent
I’d be rich as rockefeller
with Gold dust at my feet
On the sunny side of the street
I used to walk in the shade with them blues on parade
Now I’m not afraid
I'm crossing over and walking in clovers
Now if I never made one cent
I'll still be rich as frank sinatra
There will be goldust at my feet
On the sunny --
sunny side of the street
PS: Com a colaboração da Sofia
2010/12/10
Serie Grandes Capas de BD-VI
2010/12/08
2010/12/03
2010/12/02
Anedota do dia
Um amigo enviou-me esta que tem verdadeiramente piada:
Um grupo de anões resolve jogar futebol no domingo e alugam um campo.
Formadas as equipas, cada um pega no seu equipamento, quando reparam que o campo de futebol não tem balneário.
Resolvem então perguntar ao dono de uma tasca ao lado se podem utilizar a
casa de banho para trocar de roupa.
O dono diz que não há problema nenhum, e lá vão eles.
Entram todos na tasca, vão até à casa de banho, vestem-se e começam a sair da casa de banho.
Um bêbado, que estava sentado ao balcão, vê passar por ele a equipa azul.
Estranha, mas continua a beber.
Quando, ao fim de pouco tempo, vê passar a equipa de vermelho, vira-se para o dono do bar e diz :
- Eu não me quero meter ... mas os teus matraquilhos estão a dar à sola !...
Um grupo de anões resolve jogar futebol no domingo e alugam um campo.
Formadas as equipas, cada um pega no seu equipamento, quando reparam que o campo de futebol não tem balneário.
Resolvem então perguntar ao dono de uma tasca ao lado se podem utilizar a
casa de banho para trocar de roupa.
O dono diz que não há problema nenhum, e lá vão eles.
Entram todos na tasca, vão até à casa de banho, vestem-se e começam a sair da casa de banho.
Um bêbado, que estava sentado ao balcão, vê passar por ele a equipa azul.
Estranha, mas continua a beber.
Quando, ao fim de pouco tempo, vê passar a equipa de vermelho, vira-se para o dono do bar e diz :
- Eu não me quero meter ... mas os teus matraquilhos estão a dar à sola !...
2010/12/01
Serie Grandes Capas de BD-V

Em 1955 o Número Especial de Junho do Cavaleiro Andante publicava duas histórias fantásticas:
- Uma adaptação da "celebre obra de Fenimore Cooper «A Pradaria», que evoca a odisseia dos pioneiros da América do Norte, com os inevitáveis lutas com os índios e também com os bandidos que infestavam a pradaria".Nenhuma referencia (infelizmente) a quem ilustrou a obra;
- Uma "Aventura no mar" que narra alguns dos feitos do corsário Jean Bart
A capa faz juz à valentia de Jean Bart.
2010/11/28
Serie Grandes Inícios IV
Ainda agora comecei a ler e já estou agarrado.
Pudera, com este ínicio quem não fica:
Era uma vez na cidade de Kahani, na terra de Alifbay, um rapaz chamado Luka que possuía dois animais de estimação, um urso chamado Cão e um Cão chamdo Urso, o que queria dizer que, quando ele chamava «Cão!», o urso vinha ter afavelmente com ele, bamboleando-se nas patas traseiras e, quando chamva «Urso!», o cão pulava direito a ele abanando a cauda.
Luka e o Fogo da Vida, Salman Rushdie
Pudera, com este ínicio quem não fica:
Era uma vez na cidade de Kahani, na terra de Alifbay, um rapaz chamado Luka que possuía dois animais de estimação, um urso chamado Cão e um Cão chamdo Urso, o que queria dizer que, quando ele chamava «Cão!», o urso vinha ter afavelmente com ele, bamboleando-se nas patas traseiras e, quando chamva «Urso!», o cão pulava direito a ele abanando a cauda.
Luka e o Fogo da Vida, Salman Rushdie
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Serie Grandes Inícios
2010/11/21
Reformado
2010/11/19
A propósito de um post neste excelente blog http://duas-ou-tres.blogspot.com/foi colocado este comentário com muita graça
Every time a new Pope is elected, there are many rituals to be followed, in accordance with tradition. But there's one ritual that very few people know about.
Shortly after the new Pope is enthroned, the Chief Rabbi of Jerusalem seeks an audience with him.
He is shown into the Pope's presence, whereupon he presents him with a silver tray bearing a velvet cushion. On top of the cushion is an ancient, shrivelled parchment envelope.
The Pope symbolically stretches out his arm in a gesture of rejection.
The Chief Rabbi then retires, taking the envelope with him, and does not return until the next Pope is elected.
Pope Bendict was intrigued by this ritual, the origin of which was unknown to him. He instructed the best scholars of the Vatican to research it, but they couldn't came up with anything. So when the time came and the Chief Rabbi was shown into his presence, he faithfully enacted the ritual rejection.
But then, as the Chief Rabbi turned to leave, he beckoned to him. "My brother," he whispered, "I must confess that we Catholics are ignorant of the meaning of this ritual enacted for centuries between us and the Jewish people. I have to ask you, what is it all about?"
The Chief Rabbi scratched his head and replied, "Frankly, Your Holiness, I have no idea either. The origin of this ritual is lost to us, too."
The Pope thought for a bit and said, "My brother, let us retire to my chamber and enjoy a glass of wine together. Then, with your agreement, we shall open the envelope and discover, at last, the secret."
The Chief Rabbi agreed.
So, after a leisurely glass of wine, they reverently picked up the curling parchment envelope and opened it with fingers trembling with anticipation.
The Chief Rabbi reached inside, took out a sheet of ancient parchment, and carefully unfolded it. He looked at it, and then handed it to the Pope.
It was the bill for the Last Supper.
Every time a new Pope is elected, there are many rituals to be followed, in accordance with tradition. But there's one ritual that very few people know about.
Shortly after the new Pope is enthroned, the Chief Rabbi of Jerusalem seeks an audience with him.
He is shown into the Pope's presence, whereupon he presents him with a silver tray bearing a velvet cushion. On top of the cushion is an ancient, shrivelled parchment envelope.
The Pope symbolically stretches out his arm in a gesture of rejection.
The Chief Rabbi then retires, taking the envelope with him, and does not return until the next Pope is elected.
Pope Bendict was intrigued by this ritual, the origin of which was unknown to him. He instructed the best scholars of the Vatican to research it, but they couldn't came up with anything. So when the time came and the Chief Rabbi was shown into his presence, he faithfully enacted the ritual rejection.
But then, as the Chief Rabbi turned to leave, he beckoned to him. "My brother," he whispered, "I must confess that we Catholics are ignorant of the meaning of this ritual enacted for centuries between us and the Jewish people. I have to ask you, what is it all about?"
The Chief Rabbi scratched his head and replied, "Frankly, Your Holiness, I have no idea either. The origin of this ritual is lost to us, too."
The Pope thought for a bit and said, "My brother, let us retire to my chamber and enjoy a glass of wine together. Then, with your agreement, we shall open the envelope and discover, at last, the secret."
The Chief Rabbi agreed.
So, after a leisurely glass of wine, they reverently picked up the curling parchment envelope and opened it with fingers trembling with anticipation.
The Chief Rabbi reached inside, took out a sheet of ancient parchment, and carefully unfolded it. He looked at it, and then handed it to the Pope.
It was the bill for the Last Supper.
Pim, Pam, Pum

No seguimento deste post aqui vai um outro fantástico.
Não interessa o conteúdo.
Apenas a forma inspirado no "Fuzilamento do 3 de Mayo de Goya.
Chapeau.
2010/11/18
Um acordão do caralho
Ministério Público quis levar a julgamento cabo da GNR que usou expressão junto de superior, mas Relação de Lisboa ilibou-o.
Quando um cabo da GNR, irritado com o facto de não ter conseguido uma troca na escala de serviço, se dirige ao seu superior, dizendo "não dá pra trocar, então prò c...", está a cometer um crime de insubordinação ou apenas a desabafar? Este debate percorreu o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa e o Tribunal de Instrução Criminal, chegando, a 28 de Outubro deste ano, ao Tribunal da Relação de Lisboa, que encerrou o caso: o cabo não deve ser julgado, porque a expressão utilizada é um "um sinal de mera virilidade verbal".
Foi no dia 4 de Agosto de 2009 que, no gabinete do sargento da GNR que liderava um subdestacamento, o cabo solicitou uma troca de serviço com outro militar. Perante a recusa do seu superior hierárquico, tal como vem descrito no acórdão do Tribunal da Relação, o militar disse: "Não dá para trocar, então pró c..." E de seguida: "Se participar de mim, depois logo falamos como homens."
A situação em causa evoluiu para uma acusação pelo crime de insubordinação. Segundo uma procuradora do DIAP, "a palavra 'c...', proferida pelo arguido, na presença do seu superior hierárquico, de forma alguma, poderia constituir um mero desabafo, antes, indignado, pelo facto de o seu superior não permitir a troca de serviço, visou o arguido atingi-lo na sua honra e consideração".
"Então existe outro significado para a palavra, 'c...' em causa, dita naquele contexto, que não seja injurioso, ofensivo, de afronta, em relação à pessoa a quem é dirigida?", questiona a mesma magistrada.
Os juízes desembargadores Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes tiveram entendimento diferente, mantendo a decisão do juiz de instrução que decidiu não levar o arguido a julgamento.
E para fundamentar tal decisão, os desembargadores fazem uma extensa análise da expressão "prò c..." que, no fundo, era o que estava em causa no autos. Concluíram que há contextos em que a utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma. Um pouco de história: "Para uns a palavra 'c...' vem do latim caraculu que significava pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande. Certo é que, independentemente da etimologia da palavra, o povo começou a associar a palavra ao órgão sexual masculino, o pénis."
Porém, continuam os juízes, "é público e notório, pois tal resulta da experiência comum, que 'c...' é palavra usada por alguns (muitos) para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo. Por exemplo 'prò c...' é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas ('chove pra c...'; 'o Cristiano Ronaldo joga pra c...'; 'moras longe pra c...'; 'o ácaro é um animal pequeno pra c...'; 'esse filme é velho pra c...')".
Mas há mais jurisprudência sobre a matéria: "Para alguns, tal como no Norte de Portugal com a expressão popular de espanto, impaciência ou irritação 'carago', não há nada a que não se possa juntar um 'c...', funcionando este como verdadeira muleta oratória."Tendo presente tais considerações, mais o facto de se ter dado como assente que o cabo e o sargento - apesar da distância hierárquica - manterem uma relação de proximidade, sem muitas regras formais, a Relação de Lisboa decidiu não levar o militar a julgamento pelo crime de insubordinação.
Quando um cabo da GNR, irritado com o facto de não ter conseguido uma troca na escala de serviço, se dirige ao seu superior, dizendo "não dá pra trocar, então prò c...", está a cometer um crime de insubordinação ou apenas a desabafar? Este debate percorreu o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa e o Tribunal de Instrução Criminal, chegando, a 28 de Outubro deste ano, ao Tribunal da Relação de Lisboa, que encerrou o caso: o cabo não deve ser julgado, porque a expressão utilizada é um "um sinal de mera virilidade verbal".
Foi no dia 4 de Agosto de 2009 que, no gabinete do sargento da GNR que liderava um subdestacamento, o cabo solicitou uma troca de serviço com outro militar. Perante a recusa do seu superior hierárquico, tal como vem descrito no acórdão do Tribunal da Relação, o militar disse: "Não dá para trocar, então pró c..." E de seguida: "Se participar de mim, depois logo falamos como homens."
A situação em causa evoluiu para uma acusação pelo crime de insubordinação. Segundo uma procuradora do DIAP, "a palavra 'c...', proferida pelo arguido, na presença do seu superior hierárquico, de forma alguma, poderia constituir um mero desabafo, antes, indignado, pelo facto de o seu superior não permitir a troca de serviço, visou o arguido atingi-lo na sua honra e consideração".
"Então existe outro significado para a palavra, 'c...' em causa, dita naquele contexto, que não seja injurioso, ofensivo, de afronta, em relação à pessoa a quem é dirigida?", questiona a mesma magistrada.
Os juízes desembargadores Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes tiveram entendimento diferente, mantendo a decisão do juiz de instrução que decidiu não levar o arguido a julgamento.
E para fundamentar tal decisão, os desembargadores fazem uma extensa análise da expressão "prò c..." que, no fundo, era o que estava em causa no autos. Concluíram que há contextos em que a utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma. Um pouco de história: "Para uns a palavra 'c...' vem do latim caraculu que significava pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande. Certo é que, independentemente da etimologia da palavra, o povo começou a associar a palavra ao órgão sexual masculino, o pénis."
Porém, continuam os juízes, "é público e notório, pois tal resulta da experiência comum, que 'c...' é palavra usada por alguns (muitos) para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo. Por exemplo 'prò c...' é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas ('chove pra c...'; 'o Cristiano Ronaldo joga pra c...'; 'moras longe pra c...'; 'o ácaro é um animal pequeno pra c...'; 'esse filme é velho pra c...')".
Mas há mais jurisprudência sobre a matéria: "Para alguns, tal como no Norte de Portugal com a expressão popular de espanto, impaciência ou irritação 'carago', não há nada a que não se possa juntar um 'c...', funcionando este como verdadeira muleta oratória."Tendo presente tais considerações, mais o facto de se ter dado como assente que o cabo e o sargento - apesar da distância hierárquica - manterem uma relação de proximidade, sem muitas regras formais, a Relação de Lisboa decidiu não levar o militar a julgamento pelo crime de insubordinação.
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