2013/11/18

Os últimos 5


Desta vez falamos dos últimos 5... metros.
O que este mês de Dezembro tem revelado é a incapacidade das equipas do Hemisfério Norte em conseguirem ultrapassar aqueles "malditos" metros entre a linha tracejada e a linha de ensaio.
Apesar de terem a bola durante muito tempo e andarem sempre lá perto, não conseguem concretizar esse domínio, umas vezes por erros próprios, outras por erros provocados pelo arreganho e classe que as equipas do Hemisfério Sul defendem, como mostra esta placagem de   Fourie de Preez a David Denton no Escócia 0 (!) vs África do Sul 28, no passado fim de semana.

Nota : Foto sacada daqui

2013/11/17

Os últimos 15


Ao ler-se o título deste poste parece que se fala dos 15 jogadores (mais os suplentes) dos All Blacks.
Na verdade a referência diz respeito aos últimos 15... minutos do jogo de tanto fala João Paulo Bessa no seu XVcontraXV, onde tudo ou quase tudo se decide.
Ontem, em Twickenam, perante uma impressionante moldura humana de 81 369 (!) expectadores, a Inglaterra "quase" ganhou o jogo.
Os homens de Rosa ao peito, recuperaram de 3-17 para 22-20, com Owen Farrell em grande forma e, sobretudo, o pack avançado com Courtney Lawes e Billy Vunipola  a fazerem um jogo soberbo e, a 15 minutos do fim, parecia que a A Inglaterra iria repetir o êxito do ano passado com os seus avançados a "destruírem" os kiwis.
E aí chegámos aos fatídicos 15 minutos onde os comandados por Richie  McCaw mostraram porque são Campeões do Mundo e primeiros do ranking.
Puxaram dos galões a acabaram por ganhar, bem, por 22-30.
Grande jogo de Rugby com uma réplica algo inesperada da Inglaterra face à diferença de experiência entre os jogadores (quase o dobro de internacionalização dos Neo Neozelandeses).  

2013/11/14

Blanc de Noir

Só agora li este excelente post no do Francisco Seixas da Costa (perdoe-se a familiaridade mas, que diabo, fomos colegas na CGD) no seu blogue pontocome  que clarifica alguns mitos que rodeiam o vinho
A propósito do ponto, 08 – O vinho branco tem que ser feito de uvas brancas, tive recentemente uma experiência notável.
No inicio de Setembro, estive em Remich na fronteira do Luxemburgo com a Alemanha, muito perto de Shengen, onde o rio Moselle /Mosel faz fronteira entre aqueles países.
Naquela região de excelentes vinhos brancos, existe um conceito denominado Weingut, tal como em muitas outras regiões produtoras de vinho da Alemanha, Austria, Luxemburgo e em França na região fronteiriça com a Alemanha quase até Estrasburgo, que pode ser traduzido por “Adega” sendo, no entanto, mais correto traduzi-lo por “sítio de degustação de vinho”.
Os pequenos produtores de vinho recebem os clientes nas suas casas, na maior parte dos casos na sua sala de estar,  para degustar o vinho que produzem, sem nenhum compromisso de compra. 
Descrevem as características do vinho, bebem connosco, conversam um bocado, com sorte trazem algo para petiscar e no fim compre-se ou não despedem-nos com um sorriso e um voltem sempre.


Muito gostaria eu de ver implantado em Portugal este conceito em que nas Rotas do Vinho apenas estão representados os grandes produtores.
Num destes Weingut foi-me dado a provar um “blanc de noir” feito de uvas da casta Pinot Noir que é um must.
Corpulento como poucos brancos, de ligeira cor rosada, 13% de grau alcoólico e algum "pico", deve acompanhar comidas fortes.
Foi uma verdadeira revelação. Com as limitações que advêm do transporte aéreo consegui trazer três garrafas das quais resta uma à espera de uma ocasião especial.

2013/11/13

Black&White


No sábado passado assisti ao ´França vs Nova Zelândia.
Bela partida com incerteza no marcador até ao fim, com os homens do "Galo" a darem excelente réplica aos All Blacks.
All Blacks? Não. Desta vez jogando de branco e preto fizeram-me lembrar aquela velha piada de mau gosto, dos tempos do Apartheid, em que um velho colono num bar pede um whisky.
O barman pergunta se quer Black&White e a resposta vem rápida.
Sim, mas em copos separados.

Há coisas que não devem mudar. Os All Blacks equipam de preto e ponto final.
Em resumo, não gostei.

2013/10/11

Goscinny e o Prémio Nobel da Economia


Muito se falou e ainda se fala sobre o genial autor de BD que criou personagens fantásticos desde Asterix até Luky Luke e Humpá-Pá.
Do que, até agora, ninguém se tinha lembrado foi ser-lhe atribuído o Prémio Nobel da Economia.
Só mesmo a espantosa capacidade de relacionar coisas e fatos que aparentemente não estão conetados do António Teixeira autor do Herdeiro de Aécio, tiraria este coelho da cartola.
Chapeau, meu caro.   

PS: A imagem não é a melhor mas foi o que consegui arranjar

2013/10/09

Objetos inúteis


Reproduz-se abaixo este texto delicioso retirado da Pó dos Livros (sublinhado meu).

Não é a primeira vez que encontrarmos dentro de livros antigos missivas e outros escritos que retratam a maneira como se vivia no século passado. Desta vez dentro do miolo de um livro dos anos sessenta encontramos um postal que convoca a comunidade da igreja católica vizinha para uma festa de caridade. 
Para os pobres tudo serve. Mas esta comunidade foi bastante mais além do que apenas oferecer os objectos inúteis do costume. A missiva dizia o seguinte:


Vamos organizar no próximo mês uma grande festa de caridade. Contamos com as senhoras para nos levarem todos os objectos inúteis que tenham em casa: livros, vestuário, bugigangas e também, naturalmente, os seus maridos.  

2013/10/08

Benvindos a Beirais


Bem vindos a Beirais é uma telenovela ou serie que corre durante os dias úteis na RTP1, pretendendo retratar o dia a dia de uma pequena aldeia no Portugal Profundo (o que é que isto queira dizer).
Os protagonistas são "urbanos" emigrados ou retornados, acompanhados das figuras típicas de uma aldeia, algumas bem esgalhadas outras verdadeiras caricaturas (aquele padre é, com certeza, obra do diabo).
Embora tenha um fio condutor cada episódio tem uma história completa. Os argumentos são fraquinhos, os atores estão no limite do aceitável mas a coisa tem um certo charme e um não sei quê, que me atrai e às vezes me comove.
Não sei se a serie tem ou não sucesso nas audiências mas o poste não vem a esse propósito.
Imagine-se que se organizam excursões de um dia à Aldeia do Carvalhal, onde as filmagens são efetuadas. Por apenas 24,90€ pode visitar a aldeia, almoçar de caminho, dar um pulinho à Aldeia típica José Franco e ainda beneficiar de uma oferta de uma garrafa de vinho AdegaMãe e uma super faca de cerâmica avaliada em 15€.
O que mais queremos da vida?   


2013/09/15

Europeus

Estive nas últimas duas semanas na Bélgica, no Luxemburgo, na Alemanha e na Austria, a convite do meu amigo Stephan Becker. No ínicio deste périplo (em Bruxelas) tive o prazer e o privilégio de conhecer o Werner e a Hèléne, casados há 49 anos, seus vizinhos que se revelaram encantadores.
Porquê o título deste post? Passo a descrever:

- O Stephan é alemão e fala Alemão e Inglês;
- A Solange, brasileira e namorada do Stephan, mora na Alemanha há muitos anos. Fala Alemão e Português;
- O Werner é alemão, da região do Saar, fala Alemão, Francês e Inglês;
-A Hèléne é filha de mãe portuguesa de Ferragudo, pai grego e nasceu em Marrocos. Só fala Francês;
- Eu sou português, falo Português, Inglês e Francês.

Durante o tempo que passámos juntos, nas margens do Mosela, na região de Remich e Shengen,onde o rio faz fronteira entre o Luxemburgo e a Alemanha as conversas eram muito divertidas, porque, afinal, não havia uma língua em comum entre os cinco. Não deixámos ,por isso, de nos entendermos.
Por mera coincidência a região (Shengen) até tem algum significado.
O meu filho João costuma dizer que um dos grandes obstáculos à construção de uma verdadeira União Europeia é a falta de uma língua comum e eu concordo com ele e, no entanto (como eu odeio as adversativas), nós entendemo-nos lindamente durante o tempo todo, para além do divertimento que consistia em constantemente estar a mudar de língua ou a traduzir algo.
No fim somos todos europeus

2013/08/26

A Última Ceia

Este poster, da autoria do designer italiano Renato Casaro, está em casa do meu amigo Stephan Becker e, sempre que lá vou, é alvo da minha admiração e alguma inveja. 
 Em substituição dos Apóstolos e de Jesus Cristo, Casaro colocou da esquerda para direita: Oliver Hardy; Stan Laurel; Elvis Presley; Clark Gable ; John Wayne; Charlie Chaplin; Marilyn Monroe; James Dean ; Humphrey Bogart; Fred Astaire ; Cary Grant; Boris Karloff (no papel de Frankenstein)e Marlon Brando. 
 Aqui fica o original com acerteza que o Leonardo subscrevia esta versão.

2013/08/25

Alianz Arena


Dia 6 de Setembro estarei aqui no A,lemanha vs Áustria.
Melhor que o jogo que se adivinha fácil para Manshaft, será a visita a esta magnfica Arena que tem a característica única de estar "vestida" de vermelho quando joga o Bayern Munchen, de azul quando joga o 1860 Munchen e de branco quando joga a Seleção Nacional



2013/08/11

Restaurante O Almourol


Seguindo as pisadas do meu "amigo" Zé Quitério fui no sábado passado degustar a este belíssimo sítio.
De caminho recomendo a estrada bordejante do Tejo a partir de Vila Nova da Barquinha até ao Castelo de Almourol.
Parabens aos autarcas da zona porque toda a zona ribeirinha, que é enorme, está um mimo
De entrada um paté com broa de milho que se apresentou com gabarito e ovos mexidos com farinheira que apesar da dita ser de qualidade, os ovos estavam demasiado passados.
Prato principal "Migas de Bacalhau com Gambas panadas".
As migas (açorda) estavam excelentes com muito, até talvez demasiado bacalhau, mas as gambas estiveram um pouco fritas demais.
Acompanhou uma sangria fresquinha e suculenta e no fim (apesar dos doces serem tentadores) café e um JB 15 anos.
Localização excelente, seviço conveniente e boa relação qualidade preço.
Recomenda-se.

2013/07/18

O Vitor 2

Em 2012/01/16 publiquei aqui um comentário sobre o Gaspar.
Pois agora aplica-se mais do que nunca.

Serie grandes Inícios IX

Caro amigo, nas horas poeirentas e intemporais da cidade, agora que as ruas jazem negras e exalam nuvens de vapor na esteira de camiões cisterna e agora que os bêbedos e os sem-abrigo desaguaram nas vielas e nos terrenos baldios, abrigados junto aos muros, e os gatos vagueiam nas soturnas cercanias, esguios e de espáduas altaneiras, agora nestas galerias empredadas ou de tijolos enegrecidos de fuligem onde as sombras dos fios elétricos, formam uma harpa espectral nas portas das caves, ninguém caminhará senão tu.

Excerto da nota do tradutor Paulo Faria, o mesmo de Meridiano de Sangue:
 
...Certa vez, Peter Josyph fez-me notar que, em todos os seus livros, Cormac McCarthy parece dizer a cada um dos seus leitores :<És um irresponsável, devias ter mais medo do mundo> e, ao mesmo tempo:<És um cobarde , devias ter mais coragem> e, ao mesmo tempo:<És demasiado humano, devias assemelhar-te a Jesus Cristo>. Em Suttree, cujo protagonista pesca peixes mas também homens, qual Cristo moderno a caminhar sobre as águas num mar de pecado, estamos sempre a oscilar entre estes três vértices do triângulo da nossa condição humana... 

Kennedy Center Honors - Paul McCartney Tribute



Apesar de não ser o meu aniversário recebi hoje esta prenda.

PS: Ressalto gozo que me deu ver o James Taylor careca como eu.

A fresh restart


Depois de muito (demasiado) tempo sem por aqui andar por razões que não faz sentido explicitar neste espaço, eis-me de volta.
Antigamente dizia-se "dar à estampa", agora poderá dizer-se "dar ao blog" o que me vai agora na alma.
Nada melhor do que "I can see clear, now the rain as gone".

2012/05/06

2012/04/28

Dilbert

Sem comentários (cliquar na imagem para ver melhor.)

2012/04/27

Contrato

Eu já assinei:
Precisam-se clientes,
com ou sem experiência.
Entrada imediata.

Nota: Como em todos os contratos aconselhamos a ler a letras pequeninas.

Condições e termos do contrato:


Habilitações necessárias: Gosto pela leitura. Dispensamos qualquer outro tipo de conhecimentos, nomeadamente informáticos.

Contrato: Sem termo, nada de recibos verdes e emprego garantido para toda a vida.

Características: Aceitamos candidatos de ambos os sexos, raça ou credo e sem limite de idade.

Horário: A tempo inteiro, a part-time ou a partir de casa.

Carreira: Não podia ser mais aliciante: quem não quer trabalhar no que gosta? Bom ambiente entre colegas, ideal para a valorização pessoal, formação profissional contínua e ascensão rápida de carreira.

Férias e folgas: Quando quiser, pode levar o trabalho para a praia.

Remuneração: Sabedoria e conhecimentos (livres de impostos).

2012/04/12

E a puta que os pariu II

aqui tinha trancrito um post do Eduardo Pitta sobre o assunto. Trancrevo agora outro sobre o mesmo assunto mas agora sobre o burgo local.

Uma das polémicas que mais galvanizaram a bloga durante o consulado Sócrates foi a da proibição do fumo em restaurantes, bares e cafés. Arbítrio, totalitarismo, intromissão intolerável na liberdade dos cidadãos, de tudo o governo foi acusado por jornalistas e bloggers que hoje são secretários de Estado, adjuntos e assessores de gabinetes ministeriais e dos grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP. Agora, o governo prepara-se para: a) acabar com as máquinas automáticas de venda de tabaco; b) estabelecer a proibição de fumar à porta de restaurantes, bares e cafés; c) acabar com o regime misto actualmente em vigor (o proprietário decide). E ninguém vai piar.

Acresce ainda que, a sanha legisladora, parece que vai proíbir que os condutores fumem quando transportam crianças.
Algumas questões:
Ficam também proíbidos os outros passageiros?;
Como é que a polícia vai fiscalizar esta lei?
Quando nos mandarem parar e se transportarmos crianças temos que mostrar se o cinzeiro tem beatas?

A legislação já contempla que não se podem atirar coisas para fora do carro incluindo beatas e também que é probido aos peôes atravessaren ruas a menos de cinquenta metros das passadeiras.
O MAI que tanto gosta de mostrar estatísticas alguma vez disse quantos cidadãos foram multados por terem violado estas leis?

A regra deveria ser só uma. O dono do espaço tem direito a decidir se nele se fuma, se se pode beber alcool, se se pode come refugados, se se pode dar um peido ou um arroto bem sonoro ou não.
Em casa do meu filho Pedro não se fuma ponto . Em minha casa fuma-se ponto,a não ser que alguns dos presentes me peça para não o fazer o que, por norma de boa educação, eu respeito ou, ainda, que os meus netos estejam presentes.
Mesmo no tempo em que era permitido fumar em todo o lado sempre perguntei aos vizinhos de circunstância se o facto de eu fumar os incomodava.
Chama-se a isso respeito e boa educação. Estes estúpidos, porque não são bem educados, querem impor aquilo que devia ser natural.
Estes legisladores da treta continuam entretidos com com merdas da treta, quando deviam estar a tratar daquilo que verdadeiramente interessa.


A puta que os pariu outra vez.

2012/04/04

Flores para Algernon

Brilhante como é habitual.

 Para Passos pôr e repor é um supor
por FERREIRA FERNANDESOntem51 comentários

Confusão!, queixavam-se os jornais online. Referiam-se ao discurso inicial de Passos Coelho, ontem no Parlamento, sobre a reposição dos salários da função pública - que seria integral em 2016, disse ele -, e que, pouco depois, o próprio primeiro-ministro modificou para uma reposição gradual de 20% a partir de 2016. Confusão coisa nenhuma! O que houve foi a preguiça habitual dos jornalistas que não souberam ouvir Passos Coelho. Felizmente estava lá eu. Aqui vos deixo as palavras límpidas do orador: "Senhores deputados, como ainda há pouco vos disse que repunha, desdigo agora porque não ponho. E dizendo-o, mais que digo, reitero, porque se ponho o que não punha nada mais faço do que dispor sobre o que antes não pusera. Ponho, pois. Isto é, não ponho. E sendo isto tão claro, não contraponham reticências onde exclamação pede ser posta: não só reponho como logo oponho! Reponho tudo, como eu disse às dez. E só ponho 20% (que é não pôr 80), como garanti ao meio-dia. Não é isto tão simples? Pôr e repor é um supor. Meu senhores, se há verbo que gosto é do pôr - no indicativo ("enquanto vós púnheis o voto na urna"), no conjuntivo ("quando eu puser as promessas mais falsas") e no imperativo ("põe tu as ilusões de molho") -, e, sobretudo, nesse maravilhoso pôr conjugado no porém. Ah, dizer pôr e, com porém, passar ao não pôr... Eis, senhores deputados, a essência do que para mim é ser porítico, perdão, político."