2014/06/09
You'll never walk alone
O meu filho Pedro enviou-me este vídeo produzido pelos alunos e professores do 9º ano do colégio onde dá aulas.
Só é pena que não tenham feito uma montagem ou fazendo no fim uma referência à Bill Shankly's Gate em Anfield Road.
Muito bem. Continuem a sonhar
2014/03/24
2014/02/09
Dragão Miam
Já me tinha referido num post anterior às potenciais qualidades artísticas do meu neto João que, mais uma vez, ficam demonstradas no desenho abaixo, não só pelo rigor do traço, mas também pela imaginação.
Espero que se confirmem.
Espero que se confirmem.
2014/01/16
Sitting in my front porch...
Sentado no meu alpendre vejo e ouço a chuva cair.
O dia é cinzento, escorre pelas paredes, pegajoso, esverdeado, triste, apelando à melancolia e, no entanto, tem um encanto que me escapa e me faz passar muito tempo (demasiado?), imóvel, aguardando um não sei quê que nunca acontece.
Talvez seja o que sentia o prematuramente malogrado Otis Reding, sentado no cais, vendo os barcos entrar no porto.
Talvez seja o que sentia o prematuramente malogrado Otis Reding, sentado no cais, vendo os barcos entrar no porto.
2014/01/09
Ilustração Centífica
"A ilustração científica é uma técnica e uma arte velha de cinco séculos. É uma técnica especializada, que serve naturalistas, médicos, biólogos e outros cientistas. E é uma arte que tem produzido gravuras de incomparável beleza - gravuras que espantam, pelo pormenor e pela composição, tanto o cientista como o leigo."
A definição atrás foi retirada da página dedicada ao assunto pelo Instituto Camões.
A definição atrás foi retirada da página dedicada ao assunto pelo Instituto Camões.
Esta arte tem sido impulsionada recentemente por Pedro Salgado, biólogo e ilustrador que nesta entrevista revela o seu percurso e ambições de construir em Portugal uma escola de Ilustração Científica.
Vem isto a propósito do desenho abaixo, produto de uma Workshop frequentada pelo meu neto João, de oito anos, na escola de Belas Artes de Pedro Serrenho.
As aptidões são evidentes de comparamos com o desenho abaixo da autoria de Pedro Salgado.
Parabéns ao artista
Etiquetas:
Ilustração Científica,
João Nicolau Frazão
2014/01/07
Paisagens
Agora que estamos no pino do Inverno e com saudades do Verão (que diabo já chega de chuva) Lembrei-me de comparar as mesmas paisagens em diferentes países e as suas semelhanças e diferenças nas referidas estações.
As duas primeiras são de dois plátanos gigantescos que emolduram a Fonte do Pião em Monsanto-Alcanena.
A fonte é lugar de amena cavaqueira nas tardes de verão, protegida da canícula, pelas copas frondosas que quase ameaçam tapar a estrada nacional que por ali passa.
Entre o Verão e o Inverno a diferença salta à vista, sendo que se reconhece o mesmo lugar sem sombra de dúvida.
As duas primeiras são de dois plátanos gigantescos que emolduram a Fonte do Pião em Monsanto-Alcanena.
A fonte é lugar de amena cavaqueira nas tardes de verão, protegida da canícula, pelas copas frondosas que quase ameaçam tapar a estrada nacional que por ali passa.
Entre o Verão e o Inverno a diferença salta à vista, sendo que se reconhece o mesmo lugar sem sombra de dúvida.
O mesmo não se poderá dizer das seguintes que, sendo também tiradas no mesmo local e quase com o mesmo enquadramento nos mostram paisagens bem diferentes.
As fotos foram obtidas da varanda de um amigo que vive no Tirol numa aldeia que dá pelo nome de Fiberbrunn no município da famosa estância de ski kitzbuel.
Se não soubesse que o local é exatamente o mesmo (fui eu que tirei as fotos) hesitaria bastante em o reconhecer.
Na verdade, o manto de neve retira quase todos os pontos de referencia reconhecidos durante o verão, transformando uma paisagem rica em cores para a "pobreza" do preto e branco.
2013/12/08
Free Nelson Mandela
Tudo já foi dito e escrito nos telejornais, nos jornais e nos blogues sobre o Homem (assim, com H grande) e, portanto não vou acrescentar nada.
Há, no entanto algo que até agora não vi/ouvi referido.
Algo que é muito querido pelos amantes de Rugby que são simultâneamente amantes da liberdade.
O Campeonato do Mundo de Rugby de 1995 foi disputado na África do Sul , num país que tinha acabado de eleger Presidente Nelson Mandela e à beira da guerra civil.
Mandela percebeu, como grande político (que saudade dos grandes políticos) qual era, a importância de um jogo que, até ao momento, era apenas jogado por brancos.
Os Sul Africanos não eram favoritos.
Os Sul Africanos não eram favoritos.
Os All Blacks, que tinham como grande estrela Jonah Lomu (essa força da natureza), eram considerados mais do que favoritos.
Com alguma sorte e muito empenho conseguiram chegar à final, que foi disputada no Soweto no Ellis Park Stadium
Morné du Plessis, capitão da equipa*, depois de um encontro com Madiba, conseguiu convencer os restantes elementos (brancos claro) a cantar o já então oficial Hino Sul Africano. E não foi fácil.
Madiba conseguiu convencer os pretos que a seleção era da África do Sul e não, apenas dos brancos.
Tudo isto está excelentemente dramatizado em Invictus de Clint Eastwood, com o também grande Morgan Freeman no papel de Mandela e Matt Demon no papel de Morné du Plessis.
Madiba conseguiu convencer os pretos que a seleção era da África do Sul e não, apenas dos brancos.
Tudo isto está excelentemente dramatizado em Invictus de Clint Eastwood, com o também grande Morgan Freeman no papel de Mandela e Matt Demon no papel de Morné du Plessis.
A final foi disputada sobre grande tensão.
A mescla de brancos e pretos foi grande, unidos não só pelo sentimento nacional mas também com o sentimento de estarem a dar um grande passo na União nacional.
Tanto quanto sei, foi a primeira vez que os Springboks, inspirados pelo seu capitão, cantaram o “já seu” Nkosi sikelel’ iAfrika (God Bless Africa).
Como todas as histórias esta acaba também acaba bem.
Os Springbocks ganharam à Nova Zelândia, de forma dramática, por 15-12 e sagraram-se Campeões do Mundo graças a um pontapé de ressalto que ficou na história executado por Joel Stransky, no prolongamento.
Diz-se que o desporto (não só) une os povos. Se fosse preciso prova esta é concludente.
Como todas as histórias esta acaba também acaba bem.
Os Springbocks ganharam à Nova Zelândia, de forma dramática, por 15-12 e sagraram-se Campeões do Mundo graças a um pontapé de ressalto que ficou na história executado por Joel Stransky, no prolongamento.
Diz-se que o desporto (não só) une os povos. Se fosse preciso prova esta é concludente.
Nelson Mandela morreu. Está final e verdadeiramente livre.
R.I.P.
R.I.P.
Aqui fica a letra com referência a cada um dos idiomas e, na falta da gravação de 1995, deixo, para memória futura, uma gravação no Campeonato do Mundo de 2007 em França**.
Xhosa
Nkosi sikelel’ iAfrika
Maluphakanyisw’ uphondo Iwayo
Zulu
Yizwa imithandazo yethu
Nkosi sikelela thina lusapho Iwayo
Sesotho
Morena boloka setjhaba sa heso
O fedise dintwa le matshwenyeho
O se boloke, o se boloke setjhaba sa heso
Setjhaba sa South Africa
South Africa
Afrikaans
Uit die blou van onse hemel
Uit die diepte van ons see
Oor ons ewige gebergtes
Waar die kranse antwoord gee
English
Sounds the call to come together
And united we shall stand
Let us live and strive for freedom
In South Africa our land
* A influência de um Capitão numa equipa de Rugby não tem comparação com mais nenhum desporto coletivo.
** Neste Mundial tive o privilégio de assistir ao Jogo Lobos vs All Blacks em Lyon.
Levámos uma tareia mas valeu a pena
Adenda:
Não sei como fui confundir Francois Piennar com Morné du Plessis.
Coisas da PDI ou, mais grave, de alguma falta de rigor que deve ser apanágio deste tipo de comunicação (das outras também).
Morné du Plessis foi capitão dos Springbocks entre 1975 e 1980.
Em 1995 era manager da equipa e não seu capitão como acima foi referido.
Peço desculpa a quem me ler pelo lapso.
2013/11/28
Festival Gastronómico da Cachola e da Morcela em Alcanena
Está a decorrer em Alcanena o festival que acima se anuncia.
Os Restaurantes aderentes estão descritos no cartaz do evento sendo que, quase todos, são dirigidos por pessoas bem conhecidas no Concelho, alguns deles meus vizinhos ou amigos.
Já fui a alguns, cujos nomes não revelo para, no caso de algum deles ler este escrito (parece-me a coisa francamente improvável, mas nunca se sabe))não ferir suscetibilidades.
A deslocação tem-se revelado, em média, bastante proveitosa, sobretudo as morcelas, que se têm revelado de grande qualidade, tendo ainda que ter em conta a relação qualidade/preço que é imbatível. Estas morcelas são típicas de Leiria e da região da Serra de Aires e dos Candeeiros, por incorporarem arroz, bem diferentes, por exemplo, das morcelas da Guarda.
A deslocação tem-se revelado, em média, bastante proveitosa, sobretudo as morcelas, que se têm revelado de grande qualidade, tendo ainda que ter em conta a relação qualidade/preço que é imbatível. Estas morcelas são típicas de Leiria e da região da Serra de Aires e dos Candeeiros, por incorporarem arroz, bem diferentes, por exemplo, das morcelas da Guarda.
Confesso não ser grande apreciador de Cachola mais por ser um prato pesado, com "sustância" a requerer um "casqueiro" (ai o molho) e uma "vinhaça" que faça crescer pelos no peito e portanto, de difícil digestão, sendo de evitar comê-lo com frequência e mais ainda se tivermos de, a seguir, ir trabalhar (já não é o meu caso, felizmente).
Acrescento-se que uma (ou mais) morcela pode ser comida como entrada ou como petisco a meio da tarde. O mesmo não se pode dizer da Cachola.
De qualquer modo recomenda-se.
Etiquetas:
Alcanena,
Cachola,
Morcelas de Arroz
2013/11/25
That´s what friens are for
Hoje recebi um mail de uma amigo, cujo conteúdo não faz sentido transcrever aqui.
O único comentário que me apetece fazer tem o título acima.
Bem hajas.
2013/11/24
Irlanda vs All Blacks
A avaliar pelo que é dito aqui e que é da mais absoluta confiança, perdi o melhor jogo da "janela" de Outono.
Damned.
2013/11/22
Ronaldo vs Messi
A polémica que envolve Cristiano Ronaldo e Lionel Messi
faz-me sempre lembrar esta “anedota”.
Um homem conduzia pela arreata duas vacas, uma branca e
outra preta.
Lindas vacas que o amigo leva aí, interpelou-o um passante.
A branca é, respondeu o pastor.
E a preta?
A preta também.
Devem dar muito leite observou o cidadão olhando para os úberos
inchados das vacas.
É, a branca dá.
E a preta?
A preta também, respondeu já com algum enfado o produtor de
leite.
Seguramente quando as matar darão muito leite?
A branca dará.
Então e a preta, perguntou o homem especado na beira da
estrada, já com ar de poucos amigos.
A preta também.
Chateado com a conversa o perguntador avançou, olhe lá ó
amigo porque é que você fala sempre primeiro na branca e só depois da preta?
Sabe, a branca é minha.
Então e a preta?
A preta... também.
Mutatis mutandis:
O Ronaldo é excecional?
É.
E o Messi?
Também.
O empolamento que os média dão a este assunto é
verdadeiramente asqueroso.
Eu queria ver a reação, das virgens ofendidas se o Blatter (que ou é uma besta ou estava bêbado ou talvez as duas coisas juntas) denegrisse o Messi.
A prova disso é que ontem, as televisões correram a dar
relevo às declarações de Mariano Rajoy, que, claro, como bom Madrilista disse
ue o Ronaldo é melhor. Gostava de saber se mantinha a mesma opinião se ele
jogasse no Barcelona.
A declaração mais sensata que li até agora foi a de Manuel
Machado:
Nos desportos motorizados Ronaldo seria Campeão Mundial de
Formula 1 e o Messi Campeão Mundial de Rallys.
Chapeau.
Etiquetas:
Cristiano Ronaldo,
Futebol,
Lionel Messi
O Rugby e a Televisão Pública(?)
Com a devida vénia ao João Paulo Bessa e ao seu XVcontraXV aqui se transcreve o seu post de hoje.
O texto é tanto mais importante porque desempenha um cargo de relevância (Vice-Presidente do Instituto do Desporto Português).
Do rugby nem hipótese. Nem taças disto, nem daquilo. Nem participações nos apuramentos para o Mundial, jogos da Cup no Sevens World Series ou jogos da Amlin. E por acaso [ :-) ] o rugby é a segunda modalidade portuguesa de desportos colectivos em posicionamento dos rankings mundiais, hóquei em patins excluído.
O texto é tanto mais importante porque desempenha um cargo de relevância (Vice-Presidente do Instituto do Desporto Português).
MAIS DO QUE PARECE
Do gabinete do ministro Maduro saiu um Despacho sobre a obrigatoriedade de transmissões em sinal aberto para diversas áreas desportiva: o futebol com a parte de leão, andebol, atletismo, basquetebol, hóquei em patins, voleibol. Com algum optimismo fala-se nas taças europeias, campeonatos do mundo, finais, fases finais, etc. etc."Entusiasmo sem conhecimento é o amigo íntimo da tolice." Sir John Davies, Procurador-Geral da Irlanda de 1603 a 1617
Do rugby nem hipótese. Nem taças disto, nem daquilo. Nem participações nos apuramentos para o Mundial, jogos da Cup no Sevens World Series ou jogos da Amlin. E por acaso [ :-) ] o rugby é a segunda modalidade portuguesa de desportos colectivos em posicionamento dos rankings mundiais, hóquei em patins excluído.
E se as vitórias sobre a Suécia irão melhorar o posicionamento do futebol - terá conquistado 136 pts podendo atingir o 5º lugar do ranking mundial com 1172 pts - as restantes modalidades ficarão onde estão e o rugby português só pode subir - ganhando - e não descerá da actual posição se perder este sábado com o Canadá.
O rugby português deve muito à televisão pública portuguesa que, com o esforço e vontade do Cordeiro do Vale, fez-nos atravessar fronteiras e ver os jogos do 5 Nações para nos deixar então perceber como se jogava ao melhor nível. Sem a televisão pública portuguesa o rugby português nunca teria atingido a capacidade de resultados internacionais que hoje tem. A televisão pública portuguesa podia - pela sua quota-parte nos resultados conseguidos - voltar a colocar-nos mais próximos do centro do rugby mundial e permitir assim que o rugby seja melhor conhecido em todo o país e proporcionando à miudagem uma oportunidade de entusiasmo desportivo fora do esquema habitual. Mas essa preocupação ficou pela privada Sport TV que az importante divulgação com a dificuldade de ser para assinantes e a óbvia restrição de acesso.
A televisão pública pode, hoje em dia, não passar qualquer jogo de rugby mas a realidade é esta: o rugby está em 2º lugar entre as modalidades colectivas portuguesas de expressão mundial.
E há quem não faça do facto a mínima ideia.
Não desmerecendo o escrito mas antes, apoiando-o com toda a veemência, achei estranho o posicionamento do Hóquei pelo que fui tentar descobrir algo mais.
No site da FPP não encontrei qualquer referência ao assunto.
Pesquisando no Google encontrei este site onde Portugal se encontra em 3º lugar atrás da Espanha e da Argentina numa classificação a 15/10/2011e, por clubes o Porto e o Benfica respetivamente em 2º e 3º lugares numa classificação a 31/12/2012.
Oh João Paulo não estará enganado?
2013/11/20
2013/11/18
Os últimos 5
Desta vez falamos dos últimos 5... metros.
O que este mês de Dezembro tem revelado é a incapacidade das equipas do Hemisfério Norte em conseguirem ultrapassar aqueles "malditos" metros entre a linha tracejada e a linha de ensaio.
Apesar de terem a bola durante muito tempo e andarem sempre lá perto, não conseguem concretizar esse domínio, umas vezes por erros próprios, outras por erros provocados pelo arreganho e classe que as equipas do Hemisfério Sul defendem, como mostra esta placagem de Fourie de Preez a David Denton no Escócia 0 (!) vs África do Sul 28, no passado fim de semana.
Nota : Foto sacada daqui
2013/11/17
Os últimos 15
Ao ler-se o título deste poste parece que se fala dos 15 jogadores (mais os suplentes) dos All Blacks.
Na verdade a referência diz respeito aos últimos 15... minutos do jogo de tanto fala João Paulo Bessa no seu XVcontraXV, onde tudo ou quase tudo se decide.
Ontem, em Twickenam, perante uma impressionante moldura humana de 81 369 (!) expectadores, a Inglaterra "quase" ganhou o jogo.
Os homens de Rosa ao peito, recuperaram de 3-17 para 22-20, com Owen Farrell em grande forma e, sobretudo, o pack avançado com Courtney Lawes e Billy Vunipola a fazerem um jogo soberbo e, a 15 minutos do fim, parecia que a A Inglaterra iria repetir o êxito do ano passado com os seus avançados a "destruírem" os kiwis.
E aí chegámos aos fatídicos 15 minutos onde os comandados por Richie McCaw mostraram porque são Campeões do Mundo e primeiros do ranking.
Puxaram dos galões a acabaram por ganhar, bem, por 22-30.
Grande jogo de Rugby com uma réplica algo inesperada da Inglaterra face à diferença de experiência entre os jogadores (quase o dobro de internacionalização dos Neo Neozelandeses).
2013/11/14
Blanc de Noir
Só agora li este excelente post no do Francisco Seixas da Costa (perdoe-se a familiaridade mas,
que diabo, fomos colegas na CGD) no seu blogue pontocome que clarifica alguns mitos
que rodeiam o vinho
A propósito do ponto, 08 – O vinho branco tem que ser feito
de uvas brancas, tive recentemente uma experiência notável.
No inicio de Setembro, estive em Remich na fronteira do
Luxemburgo com a Alemanha, muito perto de Shengen, onde o rio Moselle /Mosel faz fronteira entre aqueles países.
Naquela região de excelentes vinhos brancos, existe um conceito denominado Weingut, tal como em muitas outras regiões produtoras de vinho da Alemanha, Austria, Luxemburgo e em França na região fronteiriça com a Alemanha quase até Estrasburgo, que pode
ser traduzido por “Adega” sendo, no entanto, mais correto traduzi-lo por “sítio de degustação
de vinho”.
Os pequenos produtores de vinho recebem os clientes nas suas casas, na
maior parte dos casos na sua sala de estar, para degustar o vinho
que produzem, sem nenhum compromisso de compra.
Descrevem as características do
vinho, bebem connosco, conversam um bocado, com sorte trazem algo para petiscar
e no fim compre-se ou não despedem-nos com um sorriso e um voltem sempre.
Muito gostaria eu de ver implantado em Portugal este conceito em que nas Rotas do Vinho apenas estão representados os grandes produtores.
Num destes Weingut foi-me dado a provar um “blanc de noir”
feito de uvas da casta Pinot Noir que é um must.
Corpulento como poucos brancos, de ligeira cor rosada, 13%
de grau alcoólico e algum "pico", deve acompanhar comidas fortes.
Foi uma verdadeira revelação.
Com as limitações que advêm do transporte aéreo consegui trazer três garrafas das quais resta uma à espera de uma ocasião especial.
Etiquetas:
Blanc de Noir,
Mosela,
Pinot Noir,
Vinho
2013/11/13
Black&White
No sábado passado assisti ao ´França vs Nova Zelândia.
Bela partida com incerteza no marcador até ao fim, com os homens do "Galo" a darem excelente réplica aos All Blacks.
All Blacks? Não. Desta vez jogando de branco e preto fizeram-me lembrar aquela velha piada de mau gosto, dos tempos do Apartheid, em que um velho colono num bar pede um whisky.
O barman pergunta se quer Black&White e a resposta vem rápida.
Sim, mas em copos separados.
Há coisas que não devem mudar. Os All Blacks equipam de preto e ponto final.
Em resumo, não gostei.
2013/10/11
Goscinny e o Prémio Nobel da Economia
Muito se falou e ainda se fala sobre o genial autor de BD que criou personagens fantásticos desde Asterix até Luky Luke e Humpá-Pá.
Do que, até agora, ninguém se tinha lembrado foi ser-lhe atribuído o Prémio Nobel da Economia.
Só mesmo a espantosa capacidade de relacionar coisas e fatos que aparentemente não estão conetados do António Teixeira autor do Herdeiro de Aécio, tiraria este coelho da cartola.
Chapeau, meu caro.
PS: A imagem não é a melhor mas foi o que consegui arranjar
2013/10/09
Objetos inúteis
Reproduz-se abaixo este texto delicioso retirado da Pó dos Livros (sublinhado meu).
Não é a primeira vez que encontrarmos dentro de livros antigos missivas e outros escritos que retratam a maneira como se vivia no século passado. Desta vez dentro do miolo de um livro dos anos sessenta encontramos um postal que convoca a comunidade da igreja católica vizinha para uma festa de caridade.
Para os pobres tudo serve. Mas esta comunidade foi bastante mais além do que apenas oferecer os objectos inúteis do costume. A missiva dizia o seguinte:
Vamos organizar no próximo mês uma grande festa de caridade. Contamos com as senhoras para nos levarem todos os objectos inúteis que tenham em casa: livros, vestuário, bugigangas e também, naturalmente, os seus maridos.
2013/10/08
Benvindos a Beirais
Bem vindos a Beirais é uma telenovela ou serie que corre durante os dias úteis na RTP1, pretendendo retratar o dia a dia de uma pequena aldeia no Portugal Profundo (o que é que isto queira dizer).
Os protagonistas são "urbanos" emigrados ou retornados, acompanhados das figuras típicas de uma aldeia, algumas bem esgalhadas outras verdadeiras caricaturas (aquele padre é, com certeza, obra do diabo).
Embora tenha um fio condutor cada episódio tem uma história completa. Os argumentos são fraquinhos, os atores estão no limite do aceitável mas a coisa tem um certo charme e um não sei quê, que me atrai e às vezes me comove.
Não sei se a serie tem ou não sucesso nas audiências mas o poste não vem a esse propósito.
Imagine-se que se organizam excursões de um dia à Aldeia do Carvalhal, onde as filmagens são efetuadas. Por apenas 24,90€ pode visitar a aldeia, almoçar de caminho, dar um pulinho à Aldeia típica José Franco e ainda beneficiar de uma oferta de uma garrafa de vinho AdegaMãe e uma super faca de cerâmica avaliada em 15€.
O que mais queremos da vida?
Subscrever:
Mensagens (Atom)














