2013/11/18

Os últimos 5


Desta vez falamos dos últimos 5... metros.
O que este mês de Dezembro tem revelado é a incapacidade das equipas do Hemisfério Norte em conseguirem ultrapassar aqueles "malditos" metros entre a linha tracejada e a linha de ensaio.
Apesar de terem a bola durante muito tempo e andarem sempre lá perto, não conseguem concretizar esse domínio, umas vezes por erros próprios, outras por erros provocados pelo arreganho e classe que as equipas do Hemisfério Sul defendem, como mostra esta placagem de   Fourie de Preez a David Denton no Escócia 0 (!) vs África do Sul 28, no passado fim de semana.

Nota : Foto sacada daqui

2013/11/17

Os últimos 15


Ao ler-se o título deste poste parece que se fala dos 15 jogadores (mais os suplentes) dos All Blacks.
Na verdade a referência diz respeito aos últimos 15... minutos do jogo de tanto fala João Paulo Bessa no seu XVcontraXV, onde tudo ou quase tudo se decide.
Ontem, em Twickenam, perante uma impressionante moldura humana de 81 369 (!) expectadores, a Inglaterra "quase" ganhou o jogo.
Os homens de Rosa ao peito, recuperaram de 3-17 para 22-20, com Owen Farrell em grande forma e, sobretudo, o pack avançado com Courtney Lawes e Billy Vunipola  a fazerem um jogo soberbo e, a 15 minutos do fim, parecia que a A Inglaterra iria repetir o êxito do ano passado com os seus avançados a "destruírem" os kiwis.
E aí chegámos aos fatídicos 15 minutos onde os comandados por Richie  McCaw mostraram porque são Campeões do Mundo e primeiros do ranking.
Puxaram dos galões a acabaram por ganhar, bem, por 22-30.
Grande jogo de Rugby com uma réplica algo inesperada da Inglaterra face à diferença de experiência entre os jogadores (quase o dobro de internacionalização dos Neo Neozelandeses).  

2013/11/14

Blanc de Noir

Só agora li este excelente post no do Francisco Seixas da Costa (perdoe-se a familiaridade mas, que diabo, fomos colegas na CGD) no seu blogue pontocome  que clarifica alguns mitos que rodeiam o vinho
A propósito do ponto, 08 – O vinho branco tem que ser feito de uvas brancas, tive recentemente uma experiência notável.
No inicio de Setembro, estive em Remich na fronteira do Luxemburgo com a Alemanha, muito perto de Shengen, onde o rio Moselle /Mosel faz fronteira entre aqueles países.
Naquela região de excelentes vinhos brancos, existe um conceito denominado Weingut, tal como em muitas outras regiões produtoras de vinho da Alemanha, Austria, Luxemburgo e em França na região fronteiriça com a Alemanha quase até Estrasburgo, que pode ser traduzido por “Adega” sendo, no entanto, mais correto traduzi-lo por “sítio de degustação de vinho”.
Os pequenos produtores de vinho recebem os clientes nas suas casas, na maior parte dos casos na sua sala de estar,  para degustar o vinho que produzem, sem nenhum compromisso de compra. 
Descrevem as características do vinho, bebem connosco, conversam um bocado, com sorte trazem algo para petiscar e no fim compre-se ou não despedem-nos com um sorriso e um voltem sempre.


Muito gostaria eu de ver implantado em Portugal este conceito em que nas Rotas do Vinho apenas estão representados os grandes produtores.
Num destes Weingut foi-me dado a provar um “blanc de noir” feito de uvas da casta Pinot Noir que é um must.
Corpulento como poucos brancos, de ligeira cor rosada, 13% de grau alcoólico e algum "pico", deve acompanhar comidas fortes.
Foi uma verdadeira revelação. Com as limitações que advêm do transporte aéreo consegui trazer três garrafas das quais resta uma à espera de uma ocasião especial.

2013/11/13

Black&White


No sábado passado assisti ao ´França vs Nova Zelândia.
Bela partida com incerteza no marcador até ao fim, com os homens do "Galo" a darem excelente réplica aos All Blacks.
All Blacks? Não. Desta vez jogando de branco e preto fizeram-me lembrar aquela velha piada de mau gosto, dos tempos do Apartheid, em que um velho colono num bar pede um whisky.
O barman pergunta se quer Black&White e a resposta vem rápida.
Sim, mas em copos separados.

Há coisas que não devem mudar. Os All Blacks equipam de preto e ponto final.
Em resumo, não gostei.

2013/10/11

Goscinny e o Prémio Nobel da Economia


Muito se falou e ainda se fala sobre o genial autor de BD que criou personagens fantásticos desde Asterix até Luky Luke e Humpá-Pá.
Do que, até agora, ninguém se tinha lembrado foi ser-lhe atribuído o Prémio Nobel da Economia.
Só mesmo a espantosa capacidade de relacionar coisas e fatos que aparentemente não estão conetados do António Teixeira autor do Herdeiro de Aécio, tiraria este coelho da cartola.
Chapeau, meu caro.   

PS: A imagem não é a melhor mas foi o que consegui arranjar

2013/10/09

Objetos inúteis


Reproduz-se abaixo este texto delicioso retirado da Pó dos Livros (sublinhado meu).

Não é a primeira vez que encontrarmos dentro de livros antigos missivas e outros escritos que retratam a maneira como se vivia no século passado. Desta vez dentro do miolo de um livro dos anos sessenta encontramos um postal que convoca a comunidade da igreja católica vizinha para uma festa de caridade. 
Para os pobres tudo serve. Mas esta comunidade foi bastante mais além do que apenas oferecer os objectos inúteis do costume. A missiva dizia o seguinte:


Vamos organizar no próximo mês uma grande festa de caridade. Contamos com as senhoras para nos levarem todos os objectos inúteis que tenham em casa: livros, vestuário, bugigangas e também, naturalmente, os seus maridos.  

2013/10/08

Benvindos a Beirais


Bem vindos a Beirais é uma telenovela ou serie que corre durante os dias úteis na RTP1, pretendendo retratar o dia a dia de uma pequena aldeia no Portugal Profundo (o que é que isto queira dizer).
Os protagonistas são "urbanos" emigrados ou retornados, acompanhados das figuras típicas de uma aldeia, algumas bem esgalhadas outras verdadeiras caricaturas (aquele padre é, com certeza, obra do diabo).
Embora tenha um fio condutor cada episódio tem uma história completa. Os argumentos são fraquinhos, os atores estão no limite do aceitável mas a coisa tem um certo charme e um não sei quê, que me atrai e às vezes me comove.
Não sei se a serie tem ou não sucesso nas audiências mas o poste não vem a esse propósito.
Imagine-se que se organizam excursões de um dia à Aldeia do Carvalhal, onde as filmagens são efetuadas. Por apenas 24,90€ pode visitar a aldeia, almoçar de caminho, dar um pulinho à Aldeia típica José Franco e ainda beneficiar de uma oferta de uma garrafa de vinho AdegaMãe e uma super faca de cerâmica avaliada em 15€.
O que mais queremos da vida?   


2013/09/15

Europeus

Estive nas últimas duas semanas na Bélgica, no Luxemburgo, na Alemanha e na Austria, a convite do meu amigo Stephan Becker. No ínicio deste périplo (em Bruxelas) tive o prazer e o privilégio de conhecer o Werner e a Hèléne, casados há 49 anos, seus vizinhos que se revelaram encantadores.
Porquê o título deste post? Passo a descrever:

- O Stephan é alemão e fala Alemão e Inglês;
- A Solange, brasileira e namorada do Stephan, mora na Alemanha há muitos anos. Fala Alemão e Português;
- O Werner é alemão, da região do Saar, fala Alemão, Francês e Inglês;
-A Hèléne é filha de mãe portuguesa de Ferragudo, pai grego e nasceu em Marrocos. Só fala Francês;
- Eu sou português, falo Português, Inglês e Francês.

Durante o tempo que passámos juntos, nas margens do Mosela, na região de Remich e Shengen,onde o rio faz fronteira entre o Luxemburgo e a Alemanha as conversas eram muito divertidas, porque, afinal, não havia uma língua em comum entre os cinco. Não deixámos ,por isso, de nos entendermos.
Por mera coincidência a região (Shengen) até tem algum significado.
O meu filho João costuma dizer que um dos grandes obstáculos à construção de uma verdadeira União Europeia é a falta de uma língua comum e eu concordo com ele e, no entanto (como eu odeio as adversativas), nós entendemo-nos lindamente durante o tempo todo, para além do divertimento que consistia em constantemente estar a mudar de língua ou a traduzir algo.
No fim somos todos europeus

2013/08/26

A Última Ceia

Este poster, da autoria do designer italiano Renato Casaro, está em casa do meu amigo Stephan Becker e, sempre que lá vou, é alvo da minha admiração e alguma inveja. 
 Em substituição dos Apóstolos e de Jesus Cristo, Casaro colocou da esquerda para direita: Oliver Hardy; Stan Laurel; Elvis Presley; Clark Gable ; John Wayne; Charlie Chaplin; Marilyn Monroe; James Dean ; Humphrey Bogart; Fred Astaire ; Cary Grant; Boris Karloff (no papel de Frankenstein)e Marlon Brando. 
 Aqui fica o original com acerteza que o Leonardo subscrevia esta versão.

2013/08/25

Alianz Arena


Dia 6 de Setembro estarei aqui no A,lemanha vs Áustria.
Melhor que o jogo que se adivinha fácil para Manshaft, será a visita a esta magnfica Arena que tem a característica única de estar "vestida" de vermelho quando joga o Bayern Munchen, de azul quando joga o 1860 Munchen e de branco quando joga a Seleção Nacional



2013/08/11

Restaurante O Almourol


Seguindo as pisadas do meu "amigo" Zé Quitério fui no sábado passado degustar a este belíssimo sítio.
De caminho recomendo a estrada bordejante do Tejo a partir de Vila Nova da Barquinha até ao Castelo de Almourol.
Parabens aos autarcas da zona porque toda a zona ribeirinha, que é enorme, está um mimo
De entrada um paté com broa de milho que se apresentou com gabarito e ovos mexidos com farinheira que apesar da dita ser de qualidade, os ovos estavam demasiado passados.
Prato principal "Migas de Bacalhau com Gambas panadas".
As migas (açorda) estavam excelentes com muito, até talvez demasiado bacalhau, mas as gambas estiveram um pouco fritas demais.
Acompanhou uma sangria fresquinha e suculenta e no fim (apesar dos doces serem tentadores) café e um JB 15 anos.
Localização excelente, seviço conveniente e boa relação qualidade preço.
Recomenda-se.

2013/07/18

O Vitor 2

Em 2012/01/16 publiquei aqui um comentário sobre o Gaspar.
Pois agora aplica-se mais do que nunca.

Serie grandes Inícios IX

Caro amigo, nas horas poeirentas e intemporais da cidade, agora que as ruas jazem negras e exalam nuvens de vapor na esteira de camiões cisterna e agora que os bêbedos e os sem-abrigo desaguaram nas vielas e nos terrenos baldios, abrigados junto aos muros, e os gatos vagueiam nas soturnas cercanias, esguios e de espáduas altaneiras, agora nestas galerias empredadas ou de tijolos enegrecidos de fuligem onde as sombras dos fios elétricos, formam uma harpa espectral nas portas das caves, ninguém caminhará senão tu.

Excerto da nota do tradutor Paulo Faria, o mesmo de Meridiano de Sangue:
 
...Certa vez, Peter Josyph fez-me notar que, em todos os seus livros, Cormac McCarthy parece dizer a cada um dos seus leitores :<És um irresponsável, devias ter mais medo do mundo> e, ao mesmo tempo:<És um cobarde , devias ter mais coragem> e, ao mesmo tempo:<És demasiado humano, devias assemelhar-te a Jesus Cristo>. Em Suttree, cujo protagonista pesca peixes mas também homens, qual Cristo moderno a caminhar sobre as águas num mar de pecado, estamos sempre a oscilar entre estes três vértices do triângulo da nossa condição humana... 

Kennedy Center Honors - Paul McCartney Tribute



Apesar de não ser o meu aniversário recebi hoje esta prenda.

PS: Ressalto gozo que me deu ver o James Taylor careca como eu.

A fresh restart


Depois de muito (demasiado) tempo sem por aqui andar por razões que não faz sentido explicitar neste espaço, eis-me de volta.
Antigamente dizia-se "dar à estampa", agora poderá dizer-se "dar ao blog" o que me vai agora na alma.
Nada melhor do que "I can see clear, now the rain as gone".

2012/05/06

2012/04/28

Dilbert

Sem comentários (cliquar na imagem para ver melhor.)

2012/04/27

Contrato

Eu já assinei:
Precisam-se clientes,
com ou sem experiência.
Entrada imediata.

Nota: Como em todos os contratos aconselhamos a ler a letras pequeninas.

Condições e termos do contrato:


Habilitações necessárias: Gosto pela leitura. Dispensamos qualquer outro tipo de conhecimentos, nomeadamente informáticos.

Contrato: Sem termo, nada de recibos verdes e emprego garantido para toda a vida.

Características: Aceitamos candidatos de ambos os sexos, raça ou credo e sem limite de idade.

Horário: A tempo inteiro, a part-time ou a partir de casa.

Carreira: Não podia ser mais aliciante: quem não quer trabalhar no que gosta? Bom ambiente entre colegas, ideal para a valorização pessoal, formação profissional contínua e ascensão rápida de carreira.

Férias e folgas: Quando quiser, pode levar o trabalho para a praia.

Remuneração: Sabedoria e conhecimentos (livres de impostos).

2012/04/12

E a puta que os pariu II

aqui tinha trancrito um post do Eduardo Pitta sobre o assunto. Trancrevo agora outro sobre o mesmo assunto mas agora sobre o burgo local.

Uma das polémicas que mais galvanizaram a bloga durante o consulado Sócrates foi a da proibição do fumo em restaurantes, bares e cafés. Arbítrio, totalitarismo, intromissão intolerável na liberdade dos cidadãos, de tudo o governo foi acusado por jornalistas e bloggers que hoje são secretários de Estado, adjuntos e assessores de gabinetes ministeriais e dos grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP. Agora, o governo prepara-se para: a) acabar com as máquinas automáticas de venda de tabaco; b) estabelecer a proibição de fumar à porta de restaurantes, bares e cafés; c) acabar com o regime misto actualmente em vigor (o proprietário decide). E ninguém vai piar.

Acresce ainda que, a sanha legisladora, parece que vai proíbir que os condutores fumem quando transportam crianças.
Algumas questões:
Ficam também proíbidos os outros passageiros?;
Como é que a polícia vai fiscalizar esta lei?
Quando nos mandarem parar e se transportarmos crianças temos que mostrar se o cinzeiro tem beatas?

A legislação já contempla que não se podem atirar coisas para fora do carro incluindo beatas e também que é probido aos peôes atravessaren ruas a menos de cinquenta metros das passadeiras.
O MAI que tanto gosta de mostrar estatísticas alguma vez disse quantos cidadãos foram multados por terem violado estas leis?

A regra deveria ser só uma. O dono do espaço tem direito a decidir se nele se fuma, se se pode beber alcool, se se pode come refugados, se se pode dar um peido ou um arroto bem sonoro ou não.
Em casa do meu filho Pedro não se fuma ponto . Em minha casa fuma-se ponto,a não ser que alguns dos presentes me peça para não o fazer o que, por norma de boa educação, eu respeito ou, ainda, que os meus netos estejam presentes.
Mesmo no tempo em que era permitido fumar em todo o lado sempre perguntei aos vizinhos de circunstância se o facto de eu fumar os incomodava.
Chama-se a isso respeito e boa educação. Estes estúpidos, porque não são bem educados, querem impor aquilo que devia ser natural.
Estes legisladores da treta continuam entretidos com com merdas da treta, quando deviam estar a tratar daquilo que verdadeiramente interessa.


A puta que os pariu outra vez.

2012/04/04

Flores para Algernon

Brilhante como é habitual.

 Para Passos pôr e repor é um supor
por FERREIRA FERNANDESOntem51 comentários

Confusão!, queixavam-se os jornais online. Referiam-se ao discurso inicial de Passos Coelho, ontem no Parlamento, sobre a reposição dos salários da função pública - que seria integral em 2016, disse ele -, e que, pouco depois, o próprio primeiro-ministro modificou para uma reposição gradual de 20% a partir de 2016. Confusão coisa nenhuma! O que houve foi a preguiça habitual dos jornalistas que não souberam ouvir Passos Coelho. Felizmente estava lá eu. Aqui vos deixo as palavras límpidas do orador: "Senhores deputados, como ainda há pouco vos disse que repunha, desdigo agora porque não ponho. E dizendo-o, mais que digo, reitero, porque se ponho o que não punha nada mais faço do que dispor sobre o que antes não pusera. Ponho, pois. Isto é, não ponho. E sendo isto tão claro, não contraponham reticências onde exclamação pede ser posta: não só reponho como logo oponho! Reponho tudo, como eu disse às dez. E só ponho 20% (que é não pôr 80), como garanti ao meio-dia. Não é isto tão simples? Pôr e repor é um supor. Meu senhores, se há verbo que gosto é do pôr - no indicativo ("enquanto vós púnheis o voto na urna"), no conjuntivo ("quando eu puser as promessas mais falsas") e no imperativo ("põe tu as ilusões de molho") -, e, sobretudo, nesse maravilhoso pôr conjugado no porém. Ah, dizer pôr e, com porém, passar ao não pôr... Eis, senhores deputados, a essência do que para mim é ser porítico, perdão, político."

2012/04/02

Earl Scruggs (1924-2012)

Earl Scruggs and friends. Foggy Mountain Breakdown



Mestre do banjo inventou a técnica dos três dedos substituindo a clássica palheta.
R.I.P

2012/03/30

C.J. Chenier



O Zydeco é originário da Lousiana com forte influencia francesa e com a caracteristica especial de não acolher instrumentos de percursão e  ter como instrumento básico o acordeão.
C.J. Chenier é atualmente o seu melhor representante seguindo as pisadas do pai Clifton Chenier.
É muito engraçada a origem deste tipo de música profundamente entranhada na culura cajun.
Embora esteja descrita no link não resisto a extratar aqui o parágrafo que tal refere e, passo a citar:
..."Zydeco (French, from the phrase: "Les haricots ne sont pas salés", means "the snap beans aren't salty". This phrase is a colloquial expression that means 'I have no spicy news for you.'[citation needed] It has alternatively been referred to as meaning "I'm so poor, I can't afford any salt meat for the beans." When spoken in the regional French, it is spoken thus: "leh-zy-dee-co sohn pah salay...").
Ainda hoje se dança nas festas populares das comunidades rurais da Louisiana.

2012/03/29

Fernando Pinto


Sempre gostei deste homem. Retirou a TAP do voo rasante onde permanentemente voava e colocou os seus aviões nos, bem alto, nos céus do planeta.
Ao "ouver", como diria o jazzé,  esta entrevista fiquei  a gostar ainda mais.
Bem haja

2012/03/24

TGV? Temos a Torre de Belém


Paulo Gaião no Expresso.
Não posso estar mais de acordo. Eu também já andei de TGV.

Agora que o sonho TGV acabou, convém fazer o epitáfio. Portugal fica mais isolado do centro da Europa e vê Espanha integrada com os seus 2900 Km de comboio de alta velocidade, ligada a Paris, Berlim, Viena. É mais um exemplo do mau governo à portuguesa. Confundimos a discussão sobre a necessidade deste projecto estratégico com a incapacidade de o fazer sem negociatas e corrupção. Confundimos o problema de não termos dinheiro para o TGV com a questão de não gastarmos mal e investirmos nele. Confundimos obras públicas que nos ligam entre nós, auto-estradas, o CCB, a ponte Vasco da Gama com obras que nos abrem melhor a Europa. Confundimos a questão da falta de passageiros do TGV com a ideia que o avião nos basta para sairmos daqui. Confundimos os preços altos do TGV com a falta de jeito para fazermos promoções e sabermos vender o que é nosso. Confundimos o argumento novo-riquista e megalómano do TGV com o nosso próprio provincianismo.
O grande problema é nunca termos andado de TGV. Sentarmo-nos lá dentro, irmos até Madrid em 4 horas, entrarmos com as malas que quisermos no comboio um minuto antes, nem sentirmos a velocidade porque tudo é suave, poder almoçar ou jantar calmamente na carruagem-restaurante e dar um passeio de quase um km pelo comboio inteiro. O preço? Ainda hoje, o sítio da rede europeia de TGV tinha promoções Paris-Turim, distância de quase 1000 Km a... 25 euros. Lisboa-Madrid podia ficar por 15 euros. E o comboio cheio.
O grande problema é nunca termos tido vida fora daqui. O mundo é do Minho aos Algarves. E pára em Lisboa. Como dizia nos Maias Ega para consolar Carlos da Maia, chegado de Paris e reconhecendo no Chiado, encostados às mesmas portas quem lá deixara há dez anos, temos a Avenida da Liberdade e... Hem?... Já não é mau. Mais o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, a bruma dos viajantes que fomos.

Aeroporto na Alta do Lumiar

Agora nem TVG nem novo aeroporto. O da Portela vai continuar a ocupar a cidade, com cada vez mais voos, minuto a minuto a rasarem o Campo Grande e a Alta do Lumiar. Com mais barulho e poluição. Até nos cair um avião no prato. E, lá dentro, na Portela, uma manta de retalhos, um espaço desequilibrado, onde tanto parece que estamos no brinquinho de Munique como no Congo, cheio de cadeiras estafadas, passadeiras que não existem em corredores de cem metros, escadas rolantes que não funcionam. Também aqui, no novo aeroporto, em Alcochete, na Ota, em Figo Maduro, onde quer que fosse, confundimos tudo.

2012/03/22

Dia do Pai

Sou pouco ou nada sensível a estas datas onde se comemora a mãe, a árvore, a mulher e, um dia destes o do cão, do gato e do periquito.
Também, normalmente, não publico coisas intimas
Dito isto, este ano foi especial porque recebi, dos meus filhos, duas "cartas".

Aqui ficam para memória futura:

Do Pedro:

Bom dia Pai!

Pai. Tiveste de trabalhar tanto... Mas tentavas sempre ter um olhar para mim. A mãe também não tinha muito tempo... O teu colo era dos melhores consolos que podia ter. Sei que me dás muitos “brinquedos”, mas eu não preciso disso. Preciso de ti, tem cuidado contigo.
Pai. Fazemos muito barulho mas tu consegues ainda dar-nos abraços, rebolar no chão em brincadeiras, jogar xadrez connosco ou ler um livro devagar... É tão bom!
Pai. Sei que te esforças muito por conseguir “alimentar-nos” a todos. Trabalhas muitas horas. Nem sempre estudo, eu... Fazes-me ver que o saber é a melhor ferramenta de trabalho que posso ter na minha vida. Não acredito muito em ti, mas não queria pensar no que seria a nossa vida sem o som diário da tua chave a abrir a porta de casa... e depois dos fins-de-semana contigo.
Pai. Ofereceste-me um carro!!!! Obrigado!!!
Pai. Sei que vou sair com os meus amigos, que chego tarde e que por vezes piso o risco. E tu não deixas de mo dizer. Por vezes duramente. Tenho sempre a sensação de que me vês, mesmo não estando perto de mim. O meu irmão também sente o mesmo. Isso é bom. Afasta-nos do perigo.
Pai. À segunda consegui acabar o meu curso de veterinário!!!!
Pai. Encontrei a mulher da minha vida. Não é maravilhoso?
Pai. Vou ser pai! É agora que eu mesmo quero ter a minha família e que quero ter tantos filhos, mais que tu, mas também tenho muito mais condições do que tu tinhas…penso muito no teu esforço. Como é que conseguiste??? Começo a perceber tantas coisas que nos disseste com os teus gestos e com as tuas atitudes... O mais relevante – tendo nós dificuldades - foi ensinar-nos que muitas coisas não são assim tão importantes... viver é muito mais do que isso!
Pai. Eu também quero ser como tu para os meus filhos!
Pai. Sem saberes, foste uma das minhas melhores catequeses e um grande responsável pelo amor que tenho a Deus: Pai-Filho-e-Espírito-Santo!
Pai. Estamos aqui. O meu irmão e eu. Sempre.

Do João:

Pai,

Eu sinto uma profunda admiração por ti. Obrigado por tudo: por me deixares errar, por me deixares caminhar livremente. confiança que depositaste em mim e nas minhas escolhas. por nunca me deixares ter razão sem uma boa dose de argumentação e prova. por me teres incutido a curiosidade e admiração pelas coisas do mundo. pela transmissão de sabedoria, conhecimento e gosto pela cultura… da que se aprende depois das aulas. por todas as conversas e discussões que te ouvi com amigos mesmo sem perceber patavina. por me levares para a cerca da noite… pelas férias em tantos locais maravilhosos. Obrigado pelos belos jantares e almoços. por me ensinares a ir pela minha cabeça. por me teres levado tantas vezes e repetidas vezes aos desportos que amei. por teres pago e ajudado nos meus estudos. Obrigado por me teres ensinado a ler. Obrigado por me teres ensinado a dizer obrigado e desculpa.

Grand Slam


They did it again. Depois de 2005 e 2008 o País de Gales ganha novamente o Grand Slam.
O jogo final contra a França, que deu uma digna réplica (não esquecer que estamos a falar dos vice campeões do mundo), não foi um grande jogo.
Muita luta, uma arbitragem fora do comum (Alain Joubert apitou a tudo quanto "mexia") e apenas um ensaio.
De qualquer modo o País de Gales foi de longe a melhor equipa do torneio.
Auguro grandes exitos no próximo tour "down under".

2012/03/17

A Culpa

Um amigo enviou-me esta lenga-lenga, sem autor.
A coisa não tem grande qualidade mas nãodeixa de ter alguma graça e alguma verdade.

A CULPA


A culpa é do pólen dos pinheiros
Dos juízes, padres e mineiros
Dos turistas que vagueiam nas ruas
Das 'strippers' que nunca se põem nuas
Da encefalopatia espongiforme bovina
Do Júlio de Matos, do João e da Catarina
A culpa é dos frangos que têm HN1
E dos pobres que já não têm nenhum
A culpa é das prostitutas que não pagam impostos
Que deviam ser pagos também pelos mortos
A culpa é dos reformados e desempregados
Cambada de malandros feios, excomungados,
A culpa é dos que têm uma vida sã
E da ociosa Eva que comeu a maçã.
A culpa é do Eusébio, que já não joga a bola,
E daqueles que não batem bem da tola.
A culpa é dos putos da casa Pia
Que mentem de noite e de dia.
A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam.
A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata.
A culpa é do BE, do CDS, do PS e do PCP
E dos que não querem o TGV
A culpa até pode ser do urso que hiberna
Mas não será nunca de quem governa.

2012/03/16

Stupid answers to stupid questions



Sempre que vejo as entrevistas depois dos jogos de futebol lembro-me sempre da rubrica do Mad Magazine, da autoria de Al Jaffee, aqui reunida em livro.

Como os jogadores e treinadores de futebol, salvo raras e honrosas excecões, não têm o "drive" suficiente para responder de forma adequada ás perguntas dos jornalistas(?), o título do post foi adaptado à realidade.

2012/03/11

A Europa dos cafés

"Desenhe-se o mapa das cafetarias e obter-se-á um dos marcadores essenciais da ideia de Europa», escreve George Steiner no ensaio A ideia da Europa."
João Ventura no O Leitor sem Qualidades disserta sobre assunto aqui e aqui.
Eu, que sou, desde o Café Central em Almada, onde o meu pai me levava aos sábados de manhã, um indefétivel da "instituição", não posso estar mais de acordo.

Ainda hoje não consigo ler os jornais em casa. Ele lia o Diário de Notícias e eu lia o Condor Popular e o Cavaleiro Andante e, uma vez por mês esses dois, mais o Álbum do Cavaleiro Andante. Uma festa.

Há pouco mais de uma semana fiz umpériplo pela Bélgica, Luxemburgo, Alemanha e Austria. Os cafés continuam lá, como cá.
Steiner tem razão 

2012/03/10

Jean Giraud



O pai morreu.
Giraud, Gir, Moebius, foi em todos os seus heterónimos um excepcional narrador de histórias e vai continuar no imaginário de todos os seus orfãos.

R.I.P.

2012/03/09

Bimbo



Cada vez o presidente (assim, com letra pequena) me faz lembrar este anúncio..

Biblioteca Pública

Hoje fui inscrever-me como leitor na Biblioteca Pública de Cascais em Tires/S. Domingos de Rana.
Fiquei agradavelmente surprendido com as ótimas instalações, o acervo livreiro e multimédia, o número de PC á disposição, a sala para crianças, o auditório e um atendimento amável e profissional, servido por um bar agradável cujo único defeito é não terem uma cervejinha fresca que no dia de hoje vinha mesmo a calhar.
Todas as salas têm uma luminosidade fantástica.
O sítio recomenda-se.
Trouxe para casa dois Cormack Maccarthy que não sabia existirem. O primeiro é de 1970(?).

2012/03/08

O Provedor 2

Transcreve-se o comentário de José Pacheco Pereira no Abrupto sobre o mesmo assunto do post anterior-


Este texto de autoria do Provedor do Diário de Notícias Óscar Mascarenhas retrata bem o modo como alguns jornalistas actuam na propaganda governamental. É o retrato do puro situacionismo, antes com o governo PS, agora com o governo PSD-CDS. A "notícia" referida nesta nota era tão evidentemente um "recado" governamental que estava a preparar um comentário meu num "mau trabalho" para o Ponto Contraponto na SICN. Talvez, insisto talvez, já não valha a pena fazê-lo depois deste texto do Provedor. Mas, a seu propósito, fui reler alguns comentários antigos de 2009, ainda na era Sócrates, do "índice do situacionismo" que envolvem o mesmo jornalista. Se tiverem paciência voltem lá, está lá tudo: intenção, métodos, manipulação, "recados" e serviços. É por isso que, ao ler o Óscar Mascarenhas, tenho esta enorme sensação de déja vu.


2012/03/04

Vladimir Putin


O cidadão russo Vladimir Putin não me é nada simpático.
Colocada esta declaração de interesses, convém também dizer que eu sou cidadão português e, portanto, não participo nas eleições russas.
Segundo as últimas notícias, Putin vai ganhar as eleições com, pelo menos, 58% dos votos.
Tendo em atenção as premissas anteriores, a peça sobre o assunto organizada pelo correspondente da RTP1 em Moscovo,  o fabuloso Evgueny Mouravitch conseguiu entrevistar cinco cidadãos russos que são contra o Putin e não arranjou um único apoiante.
É obra.

PS: Somando este, a outro post anterior estamos entregues a este gang de presumíveis jornalistas(?).

O Provedor

O Diário de Notícias tem vindo a degradar a sua qualidade como jornal de referênciade forma inacreditável.

Este escrito do Óscar Mascarenhas cidadão que conheço desde os bancos de escola em Almada e cuja carreira impoluta tenho seguido com admiração, deveria, por si só, dar origem a, pelo menos, um processo disciplinar ao jornalista(???) Francisco Almeida Leite ao subdiretor(?) Nuno Saraiva por violação grave do Código Deontológico dos Jornalistas e ao Livro de Estilo do DN.
O que mais me chocou neste artigo foi, mais do que a notícia em si, a resposta arrogante do referido jornalísta(?) e do seu chefe.
Por mim despedia os dois com justa causa.

2012/03/03

Livreiros independentes


Continua a Pó dos Livros a lutar, juntamente com muitos outros, contra esta asfixia que lhe é estupidamente imposta.
A única maneira de contribuir individualmente para esta luta é ir lá e comprar. Livros, daqueles que ganham pó e nos dão gozo só de olhar para as lombadas, 

Série Negra


O Benfica vs Porto de ontem lembrou-me o album Série Negra de Michel Vaillant.
No começo tudo parecia bem mas, de repente, quatro insucessos de seguida (Zenit, Guimarães, Académica e Porto) abalam toda a estrutura de confiança anteriormente existente.
Espero que acabe bem, tal como na história.

2012/03/01

Gales - Triple Crown


Ainda sobre o Gales vs Inglaterra que decidia a atribuiçao da Triple Crown e lançava Gales, se ganhasse, para a conquista do Grand Slam aqui ficam as melhores placagens do jogo.
Destaque para a placagem do centro George North ao médio de abertura inglês Owen Farrel , que, conforme a foto abaixo demonstra, é um verdadeiro manual de instruções sobre "como bem placar" 
Cortesia do site RugbyDump

2012/02/26

Gales- Triple Crown

A Triple Crown já cá canta. Bora para o Grand Slam. Só falta a França tal como em 2008.

2012/02/21

Two doors down

Hoje apetecia-me estar, não duas, mas muitas portas longe.

2012/02/20

Mardi Gras-New Orleans

Era aqui que eu gostava de estar amanhã.

2012/02/08

Não leia, isto é velho de 75 anos

Ferreira Fernandes, hoje, brilhante como sempre


Então, recapitulemos. A agência de rating Moody's baixa a nota da Grécia; as taxas de juro explodem; o país declara falência; a população revolta-se; o exército toma o poder, declara-se o estado de urgência e um general é entronizado ditador; a Moody's, arrependida pelas consequências, pede desculpa... "Alto!", grita-me um leitor, que prossegue: "Então, você começa por dizer que vai recapitular e, depois de duas patacoadas que todos conhecemos, lança-se para um futuro de ficção científica?!" Perdão, volto a escrever: então, recapitulemos. Só estou a falar de passado e vou repetir-me, agora com pormenores. A Moody's, fundada em 1909, não viu chegar a crise bolsista de 1929. Admoestada pelo Tesouro americano por essa falta de atenção, decidiu mostrar serviço e deu nota negativa à Grécia, em 1931. A moeda nacional (dracma) desfez-se, os capitais fugiram, as taxas de juros subiram em flecha, o povo, com a corda na garganta, saiu à rua, o Governo de Elefthérios Venizelos (nada a ver com o Venizelos, atual ministro das Finanças) caiu, a República, também, o país tornou-se ingovernável e, em 1936, o general Metaxas fechou o Parlamento e declarou um Estado fascista. Perante a sua linda obra, a Moody's declarou, nesse ano, que ia deixar de dar nota às dívidas públicas. Mais tarde voltou a dar, mas eu hoje só vim aqui para dizer que nem sempre as tragédias se repetem em farsa, como dizia o outro. Às vezes, repetem-se simplesmente.

Pedro Passos Coelho

Piegas é a tua tia ó palhaço.

2012/02/07

Família


Publicado no sítio da APFN:
Somos a família Frazão.
O pai Pedro tem 36 anos e é veterinário (funcionário público), a mãe Andreia tem 33 anos e é dentista (recibos verdes).
Temos 4 filhos: o João tem 6 anos e quer ser paleontólogo, o António tem 4 anos e quer ser futebolista, a Rosa tem 2 anos e quer ser Mãe e o Pedro que tem 1 ano.
Vivemos em S. Domingos de Rana.Não somos ricos, não somos pobres.
Queremos ser tratados com equidade e justiça.
Somos 6, queremos ser tratados como 6. Porque somos 6, por mês fazemos 93 litros de sopa e gastamos 62 pacotes de bolacha Maria. Já gastámos até hoje 288 pacotes de fraldas e vamos continuar a gastar…
Hoje, os seis, contribuímos para o crescimento económico do país, amanhã os nossos filhos vão pagar as nossas reformas e ajudar a pagar as reformas de mais pessoas.
Aqui vai uma mensagem da nossa família:
Vemos os nossos filhos como uma fonte de alegria e de amor que chega a ser viciante! Olhamos para os filhos como a natural continuidade de nós mesmos e vemos neles a presença dos nossos antepassados, que amamos e, alguns, já não temos. Olhamos para os nossos filhos como os portadores das datas futuras e tentamos educá-los para que sejam a força dos valores éticos dessa sociedade que começam a perceber!
Os nossos filhos são nossos, mas sabemos que também são de Portugal.
Portugal precisa e precisará sempre deles - devia saber reconhece-lo!
São Domingos de Rana, 4 de Fevereiro de 2012


Nota minha:
A família do meu filho mais velho é a minha família e faz parte da ASPN.

Eu, o meu filho mais velho e o meu filho mais novo não somos piegas.

Apetecia-me acabar este post com o refrão de uma música feita pelos NoNameBoys (que eu detesto) dedicado ao Pinto da Costa tendo como alvo, desta vez, o Coelho.

A moral, a decência e o bom gosto tal não me permitem, mas que apetecia, apetecia.

2012/02/06

Comentários

Ontem às 21.06h coloquei o comentário que se segue no post de Francisco Seixas da Costa intitulado A Brigada do Asterisco:

Sr. Embaixador

Registo que este poste já teve até agora nada menos nada mais que 64 comentários, sendo que a esmagadora maioria dos seus postes não ultrapassa a dezena.
Vamos às estatísticas:
Catinga-5
Teresa-3
Helena Oneto-4
Julia Macias-Valet-3
Francisco Seixas da Costa-6 (que trabalheira)
Anónimos- Não vale a pena contar.
A esmagadora maioria não acrescenta nada ao post original e apenas contribui para a feira das vaidades.
O seu post intitulado Comentários de, salvo erro, 28 de janeiro também teve uma quantidade de comentários muito acima da média.
Curioso...

A Julia Macias-Valet às 21.51, mais rápida que a própria sombra ou não estivesse a lidar com um "pistoleiro", brindou-me com o seguinte comentário ao próprio comentário;

Caro Fernando Frazao,

Isso nao sera um bocadinho de "dor de cotovelo" ??? é que acabo de constatar que no seu blog e sobre o mesmo assunto o contador de comentarios esta a ZERO !

PS: Impressão minha ou o seu comentário para além de veneno nao trouxe nada de novo ?

De rajada, vários "comentadores" elaboraram sobre o meu texto.

Sintomático.

PS: Peço desculpa à Margarida por a ter deixado de fora. Imperdoavel.

PSS: O post original já vai com 84 comentários. É obra.

Epílogo: Este texto é escrito no meu blog por duas razões. A primeira é não querer inflacionar as estatísticas. A segunda é que os cotovelos não me doem e, portanto, espero não receber nenhum comentário.

2012/02/03

Acordo Ortográfico

Muito interessante esta decisão de Vasco Graça Moura de não implementar o AO no CCB.
O homem, que já há muito tempo não anda bom da cabeça, seguramente, ensandeceu de vez, impondo (peço desculpa) adotando, no CCB, o lema "No passaran".
Os cães ladram e a caravana passa.

2012/02/02

As caixas de comentários

O António Teixeira do Herdeiro de Aécio retirou, recentemente, a possibilidade de comentar seus posts, coisa que me incomodou.
Questionado o motivo, o António (acidental ou propositado), amavelmente, respondeu com o texto, que seguidamente se reproduz, não sem primeiro lhe solicitar autorização e que origem à conversa que também se transcreve:

Caro Fernando Frazão

Foi deliberado. É um estado de espírito... É verdade que os comentários são escassos mas nem é isso que afecta o espírito. É o cariz dos que iam aparecendo. Os penúltimos eram de um coleccionista russo especializado em medalhas de bombeiros. Quando lhe respondi que usara um sítio despropositado para tal actividade, respondeu-me precisando que o que ele queria eram as 6 medalhas de Liga dos Bombeiros... O poste era de Outubro de 2006 e a respeito do exercício prepotente da hegemonia australiana sobre as nações insulares do Pacífico... http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2006/10/tv-nostalgia-fora-de-srie.html

Os últimos eram de um tal José e nem sei bem como os classificar, entre o provocador ou - benignamente - uma tentativa de humor mal sucedida. E isso também talvez da minha parte. http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2012/01/aqui-e-portugal.html Mas quando se pretende discutir a data de emissão original dos anúncios televisivos dos produtos da Couto Lda., dá-me cá um peso em cima dos ombros... Não é apenas por ter escrito sobre esse assunto, a propósito da pasta medicinal Couto há pouco mais de um mês - http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2011/12/palavras-para-que.html. É sobretudo porque esse poste aparece comentado precisamente por esse mesmo José que tem agora a certeza que o anúncio do restaurador Olex só apareceu depois do 25 de Abril. Ou seja, pelo que lá escreve, o José terá percebido a ideia com os dentífricos mas agora seria preciso explicar-lhe tudo de novo para os restauradores... Enfim, creio que é só uma fase, lá mais para diante a minha disposição mudará, mas sobretudo agradeço-lhe muito por ter perguntado.

Cumprimentos

A.Teixeira

Segue a minha resposta:

Caro António

Eu percebo o seu estado de espírito que deve ser o mesmo do Ferreira Fernandes ou do nosso homem em Paris.
Mas é pena, porque a bondade da coisa não pode ser posta em causa e sempre se fica a conhecer muita gente boa.
De qualquer modo, entre nós, peço-lhe licença para, de vez quando, invadir a sua caixa de mail com um comentário ou outro.Suponho que dado o historial de comentários meus aos seus posts (e dos seus aos meus), não temerá algum despautério da minha parte.

Já agora peço-lhe licença para publicar este seu mail no meu blog.

Cumprimentos

Resposta definita do António

Caro Fernando
Ele há coisas que são tão inerentes e tão evidentes que me dispenso de as apontar - mal.
Faz muito bem em querer deixar esclarecido esse aspecto e em chamar-me a atenção para tal.
Claro que o deixo completamente à vontade para trocarmos estas impressões que tão agradáveis se têm revelado até. E concordo consigo que há trocas de impressões muito agradáveis: por exemplo, os antepenúltimos comentários do JPT do Mas-chamba - com quem já tive duas interessantes pegas - foram perfeitamente normais, a respeito das influências norte-coreanas (http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2012/01/influencia-da-asia-oriental-nos-paises.html).

Por outro lado, sempre assumi que, quando os comentários estivessem indisponíveis, quem me quisesse realmente contactar faria aquilo que o Fernando fez: usa a opção do Correio que, desde o princípio do blogue, estivessem as caixas de comentários abertas ou fechadas, sempre lá esteve disponível. Acresce ainda que, como o blogue é individual, essa caixa de correio é, por inerência, pessoal. Aliás, nesta etiqueta de blogosfera, sempre fiz uma distinção entre mensagens e comentários. Umas são privadas, os outros públicos, o que nem todos parecem entender. Não costumo, por exemplo, quando detecto algo que considero uma incorrecção evidente e significativa num blogue dos que prezo, utilizar a caixa de comentários do blogue para informar dela o autor. Sempre que possível uso o correio que é mais discreto. Não é minha intenção exibir a minha argúcia - que rapidamente se verá ultrapassada, de resto, se o autor aceitar a minha sugestão... - apenas auxiliar um colega. Também confesso que a contrapartida a essa concepção é que aceito muito mal quando se modificam postes depois de eles terem sido comentados e sem que essa alteração seja devidamente assinalada pelo autor...
Quanto à licença que me pede, esteja à vontade.
Não sei se concordará comigo, mas a única vítima da potencial indiscrição, e já que nenhum de nós terá um grande auditório russo, será o amor próprio do dito José... e muito por culpa própria!
Cumprimentos

A.Teixeira

2012/01/16

O Vitor

Durante muitos anos fiz parte de um comité de trabalho (informática) com representantes de quase todos os países da UE. Entre eles estava o Giancarlo um divertidissimo suíço (de origem italina, claro ) a quem, um dia, o colega alemão perguntou porque é que a Suiça tinha um ministro da marinha. A resposta surgiu pronta:
-Se os italianos têm um Ministro das Finanças porque carga de água é que nós não podemos ter um Ministro da Marinha?

PS: A coisa passou-se na década de 90 mas ganha foros de atualidade se subsituirmos a Itália por Portugal

2012/01/02

2012




Começa "bem" o ano.
Pode ser que este inicio aziago traga melhor sorte noutros departamentos.


Ontem, dia 1 o Honda ficou com este ar amarrotado, fruto de uma "distração" de uma senhora de 74 anos que deveria estar proibida de conduzir.


Parece o chapéu de um pobre...

2011/12/29

A Ponte sobre o Drina



Para além da maravilhosa escrita de Andric que, apesar de Prémio Nobel, é, muitas vezes esquecido, tanto que só (muito) tardiamente foi traduzido, um livro absolutamente fundamental para quem quiser perceber "Os Balcãs.Curiosamente, retenho, citando de cor (não sei se corretamente), uma frase que me marcou muito "... os Bósnios só foram felizes e prósperos quando governados por outros..."


Comentário a propósito deste post publicado por João Ventura no dia nacional da Bósnia no Leitor sem Qualidades:


(Porque hoje é dia jogo com a Bósnia, recupero um texto de um blogue pretérito sobre as minhas evocações bósnias)

Há alguns anos atravessei de comboio o território que corresponde hoje ao mosaico de novos países que resultaram da desagregação da antiga Jugoslávia e a imagem que ainda guardo dessas terras corresponde à lenda que agora leio relatada por Ali-hodza Mutevelic´no romance de Ivo Andric´, A ponte sobre o Drina [Cavalo de Ferro], um território cuja superfície foi arranhada pelas garras do demónio, formando «profundos rios e ravinas, dividindo umas terras de outras e separando os homens, impedindo-os de viajar por essa terra que Alá lhes tinha dado para seu governo e sustento». Por isso, conta-nos, ainda, o hodza, «o maior e mais abençoado bem-fazer é construir uma ponte (…) e o maior pecado é mexer nelas».E, por estes dias em que as pontes de Mitrovic que separam as secções sérvia e albanesa da cidade se encontram encerradas pelos soldados da KFOR para prevenir males maiores na sequência da proclamação unilateral da independência do Kosovo – festejada bizarramente nas ruas de Pristina com bandeiras de países estrangeiros -, vou entrando no Hotel zur Brücke, sobranceiro ao Drina, onde, no romance de Andric´, converge o universo multi-étnico de Visegrad, e pergunto-me quais os demónios que vieram arranhar com as suas garras esta terra, cavando os abismos de medo e ódio que aí estão à espera que os anjos estendam de novo as suas asas para que os homens os possam franquear, como na lenda contada pelo hodja.As histórias d´A ponte sobre o Drina passam-se na pequena cidade bósnia de Višegrad, e têm por palco a desditosa ponte fronteiriça que a partir de 1992 foi lugar de execução pública de muçulmanos que eram lançados à corrente tumultuosa do Drina por extremistas sérvios [como se retrata no filme homónimo de Xavier Lukomski que passou, creio, num DocLisboa recente], numa encenação trágica da mesma limpeza étnica que os cetnici de Milosevic e Karadzic iam multiplicando por toda a Bósnia transformada num teatro da crueldade cujo palco principal foi a cidade dilacerada de Sarajevo. Aquela Sarajevo cuja paisagem entre ruínas atravessámos no filme de Theo Angelopoulos, O olhar de Ulisses, onde Harvey Keitel empreende uma espécie de jornada épico-catártica de um Ulisses contemporâneo em busca do passado e do sentido para a própria existência desolada: «Quando eu voltar será nas vestes de outro homem. O meu regresso será inesperado…»Destes episódios não conta o romance, nem poderia contar porque Ivo Andric´ já não os testemunhou. Nesse magnífico fresco que é A ponte sobre o Drina, Andric´ conta-nos sim do bulício humano na cidade de Visegrad – sérvios ortodoxos, croatas católicos, judeus sefarditas, turcos, muçulmanos e, no último escalão social, uma chusma de ciganos utilizados como carrascos em matanças incendiadas pelos ventos dissonantes da história – cujo destino se traça em torno da «eterna ponte, eternamente igual a si mesma, [sobre] as águas verdes, espumosas e agitadas do Drina». E conta-nos, também, episódios tormentosos conduzidos, então, pelos muçulmanos contra os sérvios durante o longo período de ocupação otomana – de que a cruel cena do empalamento do hajduk sérvio relatado no romance constitui metáfora absoluta -, mas que a manipulação mediática actual tem silenciado por considerar politicamente incorrecta a divulgação dessa outra face da história.«Croata por origem e católico por fé, sérvio por adopção, bósnio por nascimento e pelos matizes da sua própria obra, jugoslavo por determinação e identidade» - como o retrata escritor croata Predag Matvejevic, em Le monde “ex” [Fayard] -, há quem critique em Andric´uma visão que tende a apresentar a época otomana retratada na sua obra, em coerência com a historiografia nacional sérvia, como um período de singular sofrimento sérvio, extigmatizando assim os muçulmanos da Bósnia como «renegados» por terem adoptado a cultura do invasor, comparando-o com Emir Kusturika cuja posição relativamente à questão bósnia sempre foi muito apreciada em Belgrado. Talvez por isso, os nacionalistas croatas o tenham acusado de ter traído a sua própria nação; e os nacionalistas sérvios dele se tenham apropriado, ignorando a sua visão comospolita; e os nacionalistas bósnios muçulmanos lhe tenham reprovado ter descrito o sofrimento da população cristã sob o domínio turco.Mas estas, sim, todas elas, visões parciais e desfocadas de um escritor que, acima de tudo, foi sempre «balcânico e integrador» como o definiu o escritor triestino Claudio Magris: «Sérvio pareceu-lhe ser a expressão que melhor equivaleria a jugoslavo e esta, por sua vez, não é mais que a ambição de bósnio, essa forja de história e vida, essa unidade captada nas diferença e construída, também, através do conflito, que ele aprendeu na sua terra natal» [Utopia y desencanto, Anagrama]. Isto é, na Bósnia, que sempre foi para ele a dolorosa metáfora da existência e da convivência atraiçoadas, para a qual se exigia, como ele dizia, «quatro vezes mais de amor e de compreensão mútua» que para o resto dos países. Porque a Bósnia era – ainda será? - um mundo baseado na fragmentação e na rejeição de qualquer programa de inclusão globalizadora, que haveria de degenerar na homogeneidade étnica agrilhoada dentro da rigidez das fronteiras cavadas após a última guerra balcânica que «apenas o ódio consegue transpor», estilhaçando a utopia cosmopolita de Sarajevo.O que verdadeiramente nos conta Andric´é a vida dos homens e mulheres que construíram a ponte de Visegrad e a vida daqueles que ao longo de cinco séculos foram protagonistas, ou apenas vítimas, dos muitos conflitos que assolaram aquela região dos Balcãs: «tais acontecimentos foram recordados e contados juntamente com as histórias sobre a construção da ponte durante muito tempo (…) por fim, passaram a lenda, como a das fadas, Stoja e Ostoja e outras maravilhas semelhantes» – que se revelam ao longo de séculos nessa desditosa ponte transformada em lugar de passagem, de encontros, de conversas, de conspirações, de suicídios, de execuções; de trânsito de exércitos em debandadas, uma vezes, de desfilada de exércitos vitoriosos, outras vezes, testemunhando o desmoronar de Impérios e o surgir de novas nações, enquanto «a ponte sacudia de si, como quem sacode o pó, todos os traços que nela deixavam os caprichos humanos ou os acontecimentos efémeros e permanecia, depois de tudo passar, inalterada e inalterável».E nesse contar Ivo Andric´ lembra o grão-vizir Mehemed-Paxá que mandou construir aquela ponte sobre o Drina. É que o vizir era ele próprio bósnio de nascença, de uma cidade da montanha; e era um menino de dez anos de idade, cristão, quando os turcos o levaram para Istambul como tributo de sangue; mais tarde tornou-se almirante e genro do sultão. Mas «aquela estranha dor que trouxera da infância na Bósnia, na barca de Višegrad, o punhal negro, lancinante, que de tempos a tempos lhe cortava o peito em dois» nunca o abandonaria. Tal como a sua identidade bósnia que de vez em quando lhe fazia sentir que nele próprio vivia também um outro, constituindo a ponte que mandara construir aquilo que ligava as duas metades de si. Ora, Andric´ foi, também ele, um construtor de pontes, como ele próprio confessa numa crónica intitulada, precisamente, As pontes: «De cada vez que evoco as pontes vêm-me à memória não aquelas que eu atravessei, mas aquelas (…) onde o homem se confronta com obstáculos. (…) Grandes pontes de pedra, testemunhos de épocas esgotadas nas quais, se nelas tivesse vivido, penso, tê-las-ia construído de outro modo» [cit. por Predag Matvejevic, op. cit.]. Talvez, por isso, por não se rever nas pontes desditosas erguidas entre o Oriente e o Ocidente que, parece, já só o ódio consegue franquear, Ivo Andric´tenha nos últimos anos da sua vida preferido dar-se como desaparecido numa terra cavada pelos abismos negros de todos os nacionalismos.






Pedro Vieira

Vai haver mais fãs de fado desde pequeninos do que "amantes" do rugby quando fomos àquele mundial.

retirado do Irmaõ Lúcia

2011/10/30

Serie Europa segundo...

Os Estados Unidos da América...

Marshall McLuhan




Através do A. Teixeira e a propósito de Miró fui ter aqui onde encontrei esta citação, do cidadão em epígrafe:



"O «interesse humano» testemunha o momento em que o público passou a ser o espectáculo. Nesse momento, foi desencadeada uma revolução política radical, a do nascimento do meio de comunicação de massas. Esse meio de comunicação caracteriza-se por a mensagem não ser dirigida para o público, mas por entre o público, qualquer que ele seja. O público é simultaneamente o espectáculo e a mensagem."



O meu filho que é especialista em comunicação, insiste que este é o guru da dita, ponto final.


Apetece-me concordar. Pena que já não esteja cá para ver até que ponto ele tinha razão.


2011/10/25

Outra vez 1 ponto

Por 1 ponto perdeu Gales com a Africa do Sul e também contra a França.
Por 1 ponto perdeu a França contra os All Blacks na final.
Merecido o título algumas considerações:
Quem apresentou o melhor rugby foi Gales incluindo os All Blacks havendo ali "pano para mangas" para o futuro;
A falencia dos chutadores foi determinante para alguns resultados e até Willkinson não escapou á mediania. Não venham dzer que a culpa é da Gilbert e da bola porque conforme ficou aqui demonstrado já deviam estar habituados;
A supermacia das defesas sobre os ataques nos jogos entre equipas do pelotão da frente ficou evidenciada pelos magros resultados dos jogos;
O número de lesões foi grande. Quer as lesões musculares quer as substituições por lesões de sangue foram inúmeras. Isto leva à conclusão que o rugby se está a tornar cada vez mais físico e a requerer a atenção do IRB. Esta questão tem também muito a ver com a condição física e porte atlético dos jogadores. O tempo em que as linhas atrasadas eram os "fraquinhos" e os avançados "gordos e pesados" já passou. A mobilidade dos avançados melhorou incrivelmente sem lhe diminuir o peso e por outra lado a estampa atlética dos "fraquinhos" aumentou imenso sem lhes tirar a velocidade. Quer isto dizer que a capacidade de combate se uniformizou dando, provavelmente, origem a este rugby de permanente confronto fisico entre "iguais";
Outra questão a rever urgentementemente pelo IRB é a forma comosão encaradas as formações ordenadas. retiram dinâmica ao jogo, o que se passa entre as primeiras linhas é coisa condidencial entre as mesmas e, o árbitro e, por isso mesmo, o espectador não consegue perceber, na maior parte dos casos, qual a diferença entre uma derrocada da formação de forma acidental e uma provocada. O IRB tem um grupo de trabalho a estudar o problema mas é urgente que chegue a conclusões;
A excelencia dos árbitros foi evidente. Há no entanto algumas "nódoas". Vi algumas placagens altas que deveriam ser de imediato sancionadas disciplinarmente e alguns adiantados barbaros que ficaram por assinalar. O grande "pequeno" de Gales que o diga;

Muito agradável foi a prestação de António Aguilar. Aliando um conhecimento enciclopédico sobre os jogadores, as regras do jogo e as suas nuances táticas com uma capacidade de comunição notável, foi a confirmação de um dos melhores comentadores desportivos da televisão.

Finalmente, após dois meses de gozo a coisa acabou. O Seis Nações e o Super 15 ainda veem longe restando as finais da Curry Cup.

Ficamos com as prestações miseráveis da maior parte dos jogos de futebol e até a NBA está em risco de este ano não nos proporcionar um espetáculo desportivo de eleição.


Serie a Europa segundo...

...Berlusconi (clicar na imagem para ver melhor)




2011/10/17

Plano de acção

Com a devida vénia ao Jaime Bulhosa aqui se transcreve um post brilhante que, já agora, pode ser transposto , para qualquer área de actividade, nomeadamente a bancária que eu conheço bem.


Uma grande empresa do grande capital e do sector editorial, que a partir de agora, por uma questão de comodidade, passaremos a chamar de Editores SA, pensa, embora contrariada, investir milhões de euros na compra e remodelação de uma grande cadeia de livrarias. Como o investimento é muito elevado, a Editores SA não pôde deixar ao acaso uma decisão destas, encomendando por isso um exaustivo estudo prévio sobre os hábitos de leitura e os factores principais de influência na decisão de compra de livros impressos e digitais, bem como o respectivo Plano de Acção, para mais tarde poder pôr em prática essa extraordinária ferramenta de gestão que é o benchmarketing.A melhor empresa alemã de consultadoria, que a partir de agora designaremos como Consultores SA, foi contratada. A Consultores SA sentiu o peso da responsabilidade e do cliente e também ela não quis deixar ao acaso um estudo desta importância. Assim, colocou ao serviço do seu cliente os melhores recursos técnicos de research. Depois de consultados os melhores especialistas na área, como, editores, autores, escritores, críticos literários, doutores, engenheiros, etc., a Consultores SA definiu o problema, desenvolveu o plano de pesquisa, recolheu os dados secundários e primários, tratou os dados, analisou e interpretou. Após largas semanas de árduo trabalho, finalmente elaborou um Plano de Acção, que de imediato foi enviado à Editores SA. O Plano de Acção consistia num relatório de 1000 longas páginas, com os mais belos e coloridos gráficos, de linha, cone, esferas e paralelepípedos, tabelas e análises desenvolvidíssimas, resultados de sondagem e inquéritos à porta de livrarias, por telefone, Internet, aos universos mais completos dos leitores, por idades, sexo, classes sociais, habilitações, gostos e passatempos, etc., etc. Nunca se havia visto melhor estudo de mercado sobre o livro. Era tão completo, que se podia saber pormenores interessantíssimos, como por exemplo: homens de meia-idade, de classe social A, que usam ceroulas, lêem apenas livros religiosos; os que não usam roupa interior lêem apenas teatro; e os que usam lingerie feminina lêem Margarida Rebelo Pinto. Na Editores SA foi uma excitação: com este Plano de Acção ninguém os poderia bater. Decidiu-se então a compra e remodelação da cadeia de livrarias e, como acção publicitária, anunciou-se a construção da maior e mais moderna livraria do País. Reunido grupo de trabalho com os melhores arquitectos, directores de marketing, informáticos e gestores, e depois de quase todos os temas e problemas terem sido debatidos, foi lançada uma nova questão:

-Pessoal, como vamos dividir o novo espaço comercial em termos percentuais das diversas secções temáticas de livros?
- Como assim?
- Sim, em que temas vamos apostar mais - ciências sociais, ficção, infantil... -, enfim, que livros vamos vender.

Primeiro fez-se um silêncio confrangedor.

Depois cada um e ao mesmo tempo, com elevados decibéis, dava um palpite. Com um murro no tampo, o Presidente do Conselho de Administração, pôs ordem na mesa.

- Silêncio, por favor! Mas, afinal de contas, para que é que encomendámos o estudo de mercado?Resposta quase em uníssono:
- É verdade! o nosso Digníssimo Presidente tem toda a razão.Mandou-se buscar o estudo. Depois de alguns meses a tentar interpretá-lo - sim, porque a produtividade das empresas portuguesas é assim, a brincar a brincar, trabalhamos mais meia hora, por dia, que os outros -, chegou-se à conclusão de que o Plano de Acção nada dizia sobre o assunto ou, se dizia, nas suas longas páginas não se conseguia descortinar.

Ficou decidido passar a batata quente para a empresa de consultadoria, com o pretexto de se ter pago os olhos da cara por um Plano de Acção que era omisso relativamente a esta questão.
Exigiu-se um resumo que pudesse ser facilmente interpretado para esta matéria e em português, porque em alemão, não dava jeito.
A Consultores SA entrou quase em pânico, boquiaberta, com a excentricidade da exigência da empresa portuguesa, sintetizar não era o forte nem a missão da empresa de consultadoria alemã.

Reunido o conselho de emergência, debateu-se largamente o busílis da questão. Finalmente elaborou-se um novo Plano de Acção, desta feita o mais sintético possível, com apenas uma página, e que era lavrado nos seguintes termos:

Exmos. Senhores,
Conforme nos foi solicitado por vossas excelências, segue o relatório sintético do Plano de Acção. Propomos a seguinte divisão temática das edições e espaços comerciais (alertamos para a importância de não inovarem demasiado, pois o mercado actual obedece a esta divisão):

Grandes livros – 2%
Bons livros - 5%
Livros medíocres – 23%
Lixo – 70%

Nota: A escolha dos títulos aconselháveis não é da nossa responsabilidade. A Consultores SA, apenas aponta caminhos, nunca soluções.
Com os nossos melhores Cumprimentos.
Consultores SA

2011/10/12

Citações

Se o Paulo Bento fosse o Passos Coelho ou o Relvas a culpa deste mau jogo era do Queiros
Anónimo


Steve Jobs

Já li muito do que publicou sobre a vida e a morte do sujeito e muito mais ficou por ler.
Suspeito que, o cidadão, se lhe fosse dada a hipotese de ter acesso a tudo o que foi escrito, morreria oura vez, mas de gozo o que, dado o seu percurso, teria mais lógica do que passar-se por causa da merda de um cranco prancreas.
Aqui fica o que de mellhor se produziu até agora

2011/10/08

Mensagem de Sua Majestade

Vim aqui parar nem sei bem porquê.
Depois de ler a Mensagem de Sua Majestade aos cidadãos dos USA fiquei cliente.

Call me Alvaro


Estive hoje a assistir à prestação do Alvaro na Comissão Parlamentar (ou será para lamentar).
Só agora percebi o Principio de Peter.

PS: Felizmente que Melville não está cá para ver o enterro deste arremedo de Ishmael. 

Allez les Bleus


Com a colaboração de Julia Macias-Valet através do duas ou três coisas aqui se transmite o ambiente em França depois de derrotarem os "bifes"

Linguagem encriptada


O conteúdo deste post foi retirado do Camara Corporativa que (quase) toda a gente sabe na globoesfera o que representa.
Eu que na vida de informática foi confrontado com  acrónimos, muitos deles interpretados como conhecimento denso das matérias a que diziam respeito. Muitas vezes fui confrontado com apresentadores ou coordenadores de reuniões onde se falava de CICS, NIBAS, OBF, ATM, siglas completamente estranhas para os cidadãos participantes que, de qualquer modo e dada a putativa sapiencia do orador, não se atreviam a perguntar o que significavam.
Sem qualquer conotação politica aqui fica a transcrição de um post com graça (embora não seja essa a intenção do autor):

"Fontes geralmente bem informadas fizeram-nos chegar - em linguagem encriptada como seria de esperar num Governo com medo de escutas - os emails trocados entre os vários ministros durante o último Conselho de Ministros sobre o Orçamento do Estado para 2012. Uma pesquisa rápida no Google ajudou o CC a decifrar os acrónimos:

Defesa: S.N.A.F.U. (situation normal: all fucked up)

Saúde: F.U.M.T.U. (Fucked up more than usual)

Mai: T.A.R.F.U. (Things are really fucked up)

Educação: F.U.B.B. (Fucked up beyond belief)

Justiça: N.F.G. (No fucking good)

Segurança Social: S.O.S. (Same old shit)

Agricultura: S.S.D.D. (Same shit different day)

Economia: S.S.N.D. (Same shit, new day)

Negócios Estrangeiros: J.A.F.O. (Just another fucking observer)

Assuntos Parlamentares: F.U.B.A.R. (Fucked up beyond all recognition)

Email de resposta das Finanças, com bcc ao PM: S.H. (Shit happens)

Segunda-feira será o Dia D.

Aguardemos...

E agora o que faremos com esta equipa


Mais um bailarico.
Gales pôs a cabeça em água aos irlandeses que nunca foram capazes, contrariamente ao acontecido com a Austrália, de impôr o seu jogo de avançados à dinâmica "sulista" dos homens de vermelho.
Será que finalmente o treinador neozelandez conseguiu entrosar o raguebi de movimento com a capacidade fisica?
A defesa sempre atenta e sempre em cima da linha de vantagem, aliada a umas linhas atrasadas que vão dar que falar, Jamie Roberts, Jonathan Davies, Geoge North (se aquilo é um centro, vou ali e já venho) e o "eterno" Shane Williams esta equipa de "putos" promete vir a dar que falar.
Mas o que mais me agradou foi a ATITUDE. Garra, pundonor, empenho, vontade de ganhar sem recorrer a jogo manhoso, fizeram deste encontro o melhor que vi, até agora, no RWC.
Muito por culpa de Gales, a Irlanda nunca teve hipótese contribuindo apenas para um espetacular jogo de Rugby.
Assim vale a pena pôr o despertador para as 6 da manhã para ver em directo, mesmo tendo a hipótese de gravação.
Não dá a mesma pica.     

PS:  Caro A. Teixeira ás 6 da manhã o Hen Wlad Fy Nhadau  é completamente esmagador.

2011/10/04

RWC 2011


Aí temos nós o Norte contra o Sul ou os quatro primeiros do ranking dum lado e os quatro a seguir do outro.
Aceitam-se apostas mas eu coloco já a minha em conjunto com A. Teixeira.

Na final Reds vs Blacks

Quartos de Final

08/10 - 18:00 Ireland - Wales
08/10 - 20:30 England - France


09/10 - 18:00 South Africa - Australia
09/10 - 20:30 New Zealand - Argentina
 
PS: Horas locais

Daniel Carter



O facto mais relevante depois do fim de semana foi termos perdido Dan Carter.
Dan não precisa de apresentações. A sua carreira fala por si e o RWC fica mais   pobre.
É pena.

2011/09/29

O MAIS ESPECTACULAR JOGADOR DE RÂGUEBI DO MUNDO




A propósito do RWC e debaixo do título em epígrafe o A.Teixeira publicou um post que recorda dois "herois" de tempos diferentes. Obelix e Jonah Lomu. A comparação colhe.

A coisa levou a uma pesquisa muito interessante estimulada pelo Abraracourcix, último resistente à globalização selvagem. Também eu, só tenho medo que o céu me caia em cima da cabeça.