Ontem às 21.06h coloquei o comentário que se segue no post de Francisco Seixas da Costa intitulado A Brigada do Asterisco:
Sr. Embaixador
Registo que este poste já teve até agora nada menos nada mais que 64 comentários, sendo que a esmagadora maioria dos seus postes não ultrapassa a dezena.
Vamos às estatísticas:
Catinga-5
Teresa-3
Helena Oneto-4
Julia Macias-Valet-3
Francisco Seixas da Costa-6 (que trabalheira)
Anónimos- Não vale a pena contar.
A esmagadora maioria não acrescenta nada ao post original e apenas contribui para a feira das vaidades.
O seu post intitulado Comentários de, salvo erro, 28 de janeiro também teve uma quantidade de comentários muito acima da média.
Curioso...
A Julia Macias-Valet às 21.51, mais rápida que a própria sombra ou não estivesse a lidar com um "pistoleiro", brindou-me com o seguinte comentário ao próprio comentário;
Caro Fernando Frazao,
Isso nao sera um bocadinho de "dor de cotovelo" ??? é que acabo de constatar que no seu blog e sobre o mesmo assunto o contador de comentarios esta a ZERO !
PS: Impressão minha ou o seu comentário para além de veneno nao trouxe nada de novo ?
De rajada, vários "comentadores" elaboraram sobre o meu texto.
Sintomático.
PS: Peço desculpa à Margarida por a ter deixado de fora. Imperdoavel.
PSS: O post original já vai com 84 comentários. É obra.
Epílogo: Este texto é escrito no meu blog por duas razões. A primeira é não querer inflacionar as estatísticas. A segunda é que os cotovelos não me doem e, portanto, espero não receber nenhum comentário.
Mostrar mensagens com a etiqueta Acordo Ortográfico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Acordo Ortográfico. Mostrar todas as mensagens
2012/02/06
2012/02/03
Acordo Ortográfico
Muito interessante esta decisão de Vasco Graça Moura de não implementar o AO no CCB.
O homem, que já há muito tempo não anda bom da cabeça, seguramente, ensandeceu de vez, impondo (peço desculpa) adotando, no CCB, o lema "No passaran".
Os cães ladram e a caravana passa.
O homem, que já há muito tempo não anda bom da cabeça, seguramente, ensandeceu de vez, impondo (peço desculpa) adotando, no CCB, o lema "No passaran".
Os cães ladram e a caravana passa.
Etiquetas:
Acordo Ortográfico,
Vasco Graça Moura
2010/01/16
De facto, o fato é a última coisa que me incomoda no acordo ortográfico
De facto, o fato é a última coisa que me incomoda no acordo ortográfico
É um facto: os anti-acordo vivem no terror de confundirem fato com fato. Devo relembrá-los que palavras homónimas e palavras homógrafas são uma constante da língua portuguesa, qualquer que seja o seu sabor, e nenhum acordo ou desacordo “resolverá” esse “problema” só para vos tranquilizar.
Tipo:
Eu molho no molho sem sujar o molho de chaves.
Viver na sede do meu concelho não me mata a sede de conselho.
Mesmo com uma luva rota, lá vou mantendo a rota.
O Rei optou por um corte de cabelo em plena corte.
Vou colher um ramo de salsa, antes de comer uma colher de sopa.
Todos os dias canto no canto do chuveiro.
Nem sempre me rio quando cruzo o rio Tejo.
E também:
Ainda que tenha o lápis roído, não me faz confusão o ruído dos carros na rua.
Uso uma faca de aço para cortar a carne que depois asso.
Agora: todos os portugueses e brasileiros entenderam lindamente cada frase acima, pois não é verdade?
ACTUALIZAÇÃO: leitores alertaram para o facto de o “c” cair quando é mudo, o que não se aplica ao facto. De facto. Rectificação feita no artigo.
É um facto: os anti-acordo vivem no terror de confundirem fato com fato. Devo relembrá-los que palavras homónimas e palavras homógrafas são uma constante da língua portuguesa, qualquer que seja o seu sabor, e nenhum acordo ou desacordo “resolverá” esse “problema” só para vos tranquilizar.
Tipo:
Eu molho no molho sem sujar o molho de chaves.
Viver na sede do meu concelho não me mata a sede de conselho.
Mesmo com uma luva rota, lá vou mantendo a rota.
O Rei optou por um corte de cabelo em plena corte.
Vou colher um ramo de salsa, antes de comer uma colher de sopa.
Todos os dias canto no canto do chuveiro.
Nem sempre me rio quando cruzo o rio Tejo.
E também:
Ainda que tenha o lápis roído, não me faz confusão o ruído dos carros na rua.
Uso uma faca de aço para cortar a carne que depois asso.
Agora: todos os portugueses e brasileiros entenderam lindamente cada frase acima, pois não é verdade?
ACTUALIZAÇÃO: leitores alertaram para o facto de o “c” cair quando é mudo, o que não se aplica ao facto. De facto. Rectificação feita no artigo.
2008/05/08
O Acordo Ortográfico
UM POEMA INÉDITO DE VASCO GRAÇA MOURA
glosa para josé pacheco pereira
são sentimentos humanos,
eu na alma hei-de pôr luto:
o abrupto hoje faz anos,
não pode ficar "abruto"!
não deve viver-se à míngua,
neste nosso dia-a-dia,
de prezar a ortografia
que bem calha à nossa língua.
se lhe dão facadas, vingo-a,
passo logo a fazer planos,
eriçado por tais danos,
de lavrar o meu protesto,
e se assim me manifesto
são sentimentos humanos.
chamo então especialistas,
eminentes professores,
os colegas escritores
e também vários linguistas,
leio livros e revistas,
questiono, leio, escuto,
e aprendendo assim refuto
coisa que é tão aberrante
que se acaso for àvante
eu na alma hei-de pôr luto.
grafias facultativas
em matérias tão sisudas
como as consoantes mudas
levam ao caos, às derivas,
às asneiras permissivas
e aos babélicos enganos.
porém fiquemos ufanos
pela data que hoje passa.
pois não sabiam? tem graça...
o abrupto hoje faz anos...
se lhe tirassem o p,
vigorosa consoante
do seu título, bastante
mal faziam, já se vê.
e percebe-se porquê
sem se gastar um minuto:
se do p ficar enxuto,
vão-se a força e a coragem
abruptamente da imagem:
não pode ficar "abruto"!
(Vasco Graça Moura)
glosa para josé pacheco pereira
são sentimentos humanos,
eu na alma hei-de pôr luto:
o abrupto hoje faz anos,
não pode ficar "abruto"!
não deve viver-se à míngua,
neste nosso dia-a-dia,
de prezar a ortografia
que bem calha à nossa língua.
se lhe dão facadas, vingo-a,
passo logo a fazer planos,
eriçado por tais danos,
de lavrar o meu protesto,
e se assim me manifesto
são sentimentos humanos.
chamo então especialistas,
eminentes professores,
os colegas escritores
e também vários linguistas,
leio livros e revistas,
questiono, leio, escuto,
e aprendendo assim refuto
coisa que é tão aberrante
que se acaso for àvante
eu na alma hei-de pôr luto.
grafias facultativas
em matérias tão sisudas
como as consoantes mudas
levam ao caos, às derivas,
às asneiras permissivas
e aos babélicos enganos.
porém fiquemos ufanos
pela data que hoje passa.
pois não sabiam? tem graça...
o abrupto hoje faz anos...
se lhe tirassem o p,
vigorosa consoante
do seu título, bastante
mal faziam, já se vê.
e percebe-se porquê
sem se gastar um minuto:
se do p ficar enxuto,
vão-se a força e a coragem
abruptamente da imagem:
não pode ficar "abruto"!
(Vasco Graça Moura)
Subscrever:
Mensagens (Atom)