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2011/10/08
Call me Alvaro
Estive hoje a assistir à prestação do Alvaro na Comissão Parlamentar (ou será para lamentar).
Só agora percebi o Principio de Peter.
PS: Felizmente que Melville não está cá para ver o enterro deste arremedo de Ishmael.
2010/09/24
QUEM TRAMOU PASSOS?
Coma a devida vénia a Eduardo Pitta a qui se transcreve o que lhe vai na alma.
A ver vamos, como diz o cego, se assim será:
Na Primavera de 1983, a crise económica e financeira obrigou o PS e o PSD a entenderem-se. Assim nasceu o IX Governo Constitucional, que tomou posse a 9 de Junho. Resultado de um acordo entre os dois partidos, Mário Soares chefiou um executivo com ministros socialistas (Almeida Santos, Jaime Gama e outros), social-democratas (Carlos Mota Pinto, Rui Machete e outros), renovadores (Francisco Sousa Tavares) e independentes (Ernâni Lopes e outros). Durou até 6 de Novembro de 1985. Nesses 29 meses, o governo do Bloco Central pôs as finanças do país em ordem. E pudemos entrar na Europa.Agora vivemos uma crise parecida. Mas, hoje mesmo, o PSD recusou conversações com o governo sobre o Orçamento de Estado para 2011. De Figueiró dos Vinhos, Cavaco já reagiu.Nada disto espanta. Os seis meses que Pedro Passos Coelho leva de líder do PSD demonstraram à saciedade que, salvo incidente de natureza imprevisível, a actual direcção laranja não formará o próximo governo. Não é difícil perceber porquê. Se o chumbo do OE 2011 mergulhar o país numa situação explosiva, Cavaco acertará com Sócrates (e não com outro) os detalhes de um governo de emergência que assegurará a legislatura. Se, com chumbo ou sem ele, a situação se aguentar, mais aperto menos aperto, Sócrates leva a legislatura ao fim com uma perna às costas. Não tenham ilusões: em nenhuma destas circunstâncias Cavaco (ou Alegre) facilitará o caminho a Passos Coelho. Entretanto, até 2013, o PSD se encarregará de trazer Rui Rio ao colo para Lisboa.
A ver vamos, como diz o cego, se assim será:
Na Primavera de 1983, a crise económica e financeira obrigou o PS e o PSD a entenderem-se. Assim nasceu o IX Governo Constitucional, que tomou posse a 9 de Junho. Resultado de um acordo entre os dois partidos, Mário Soares chefiou um executivo com ministros socialistas (Almeida Santos, Jaime Gama e outros), social-democratas (Carlos Mota Pinto, Rui Machete e outros), renovadores (Francisco Sousa Tavares) e independentes (Ernâni Lopes e outros). Durou até 6 de Novembro de 1985. Nesses 29 meses, o governo do Bloco Central pôs as finanças do país em ordem. E pudemos entrar na Europa.Agora vivemos uma crise parecida. Mas, hoje mesmo, o PSD recusou conversações com o governo sobre o Orçamento de Estado para 2011. De Figueiró dos Vinhos, Cavaco já reagiu.Nada disto espanta. Os seis meses que Pedro Passos Coelho leva de líder do PSD demonstraram à saciedade que, salvo incidente de natureza imprevisível, a actual direcção laranja não formará o próximo governo. Não é difícil perceber porquê. Se o chumbo do OE 2011 mergulhar o país numa situação explosiva, Cavaco acertará com Sócrates (e não com outro) os detalhes de um governo de emergência que assegurará a legislatura. Se, com chumbo ou sem ele, a situação se aguentar, mais aperto menos aperto, Sócrates leva a legislatura ao fim com uma perna às costas. Não tenham ilusões: em nenhuma destas circunstâncias Cavaco (ou Alegre) facilitará o caminho a Passos Coelho. Entretanto, até 2013, o PSD se encarregará de trazer Rui Rio ao colo para Lisboa.
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PSD
2010/03/16
PSD, MR. HYDE, PSD, DR. JEKYLL
«Um dia, Manuela Ferreira Leite disse, fazendo ironia (e eu aqui defendi-a, então, porque lhe soube ler a ironia), que era preciso suspender a democracia no País por seis meses. Sem ironia, agora ela defende coisa menor: suspender, no partido, as críticas ao líder nos 60 dias anteriores a eleições. Por exemplo, Pacheco Pereira não poderá, se lhe der na gana, como já deu, pôr as setas do PSD ao contrário no seu blog. No partido dos tenores contra o líder (Pacheco Pereira contra Menezes, Santana Lopes contra Marcelo, Marcelo contra quase todos...), o crime de lesa-majestade! Ao proibir essas críticas, o congresso prometeu ao próximo líder - Coelho, Rangel ou Aguiar-Branco, quem for - a honra de ser Kim-Il-sung durante 60 dias. É caso para pôr Zita Seabra a suspirar: "Posso ter saído do PCP, mas o PCP veio atrás de mim..." Tudo nesta decisão é tolo. A começar por ter sido apresentada por Santana Lopes, com o seu longo historial de morder canelas aos líderes. Mas, sobretudo, surpreende ser no PSD. Ontem, lendo dezenas de opiniões (como hoje a Internet me permite), a indignação era quase unânime entre gente simpatizante do PSD. Para um partido acossado pela necessidade urgente de resultados práticos, esse sobressalto por uma ideia, a liberdade de expressão, só o honra. » [Diário de Notícias]
Parecer:
Por Ferreira Fernandes.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»
Roubado do Jumento
Parecer:
Por Ferreira Fernandes.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»
Roubado do Jumento
Lei da Rolha

Imagem retirada do Abrupto.
Constança Cunha e Sá, Congresso da Rolha, hoje no Correio da Manhã. Elementar:
«A norma aprovada pelo PSD que institui sanções — que podem ir até à expulsão — a todos os militantes que critiquem a direcção do partido dois meses antes das eleições não é apenas um episódio absurdo que pode ser eliminado num próximo congresso de acordo com os votos piedosos expressos pelos três candidatos à liderança. Independentemente da sua hipotética revogação, a proposta aprovada pela esmagadora maioria dos delegados, perante o silêncio cúmplice dos mesmos candidatos, revela de forma cristalina o estado em que se encontra actualmente o PSD.
Que o PSD considere que a melhor forma de garantir a sua unidade e coesão é sancionar quem ouse criticar as decisões sagradas da sua direcção, transformando, pelo caminho, uma questão que devia ser política num procedimento disciplinar, é algo que o desqualifica democraticamente. A ‘lei da rolha’, como já é conhecida esta extraordinária norma, ao atentar contra os princípios básicos da liberdade de expressão, é própria de um partido totalitário que preza, acima de tudo, uma falsa unanimidade, arquitectada de acordo com os velhos princípios do estalinismo.
O caso ganha contornos ainda mais surrealistas quando se sabe que o PSD tem feito da ‘asfixia democrática’ a sua principal bandeira, presidindo, neste momento, a uma comissão parlamentar que visa saber se existe liberdade de expressão em Portugal. O facto de a dr.ª Ferreira Leite, que é o rosto desta cruzada, achar tudo isto ‘muito bem’ só agrava, ainda mais, a situação. Depois de aprovar a asfixia no interior do partido, com o apoio da sua actual presidente, o PSD perdeu, como é óbvio, qualquer autoridade política para questionar o PS sobre a liberdade de expressão no país. Um partido não pode ter dois pesos e duas medidas e condenar a asfixia dos outros quando ele próprio é o primeiro a aplicá-la aos seus militantes.
Por último, a aprovação esmagadora desta proposta mostra bem o que o partido pensa sobre o seu futuro próximo e sobre os seus actuais candidatos. Ao contrário das proclamações épicas destes últimos, o PSD têm-nos na devida conta e sabe que nenhum deles tem força e autoridade para o unir o partido no essencial: daí que seja necessária uma norma estatutária para impedir a balbúrdia que, há muitos anos, se instalou no PSD. No fundo, o partido sabe que, ganhe quem ganhar, o próximo líder é, mais uma vez, um líder a abater.
Quer se goste ou não, a verdade é que o PSD é, de facto, o único seguro de vida que o eng.º Sócrates hoje tem.»
2010/03/15
Everybody Hurts-REM
When the day is long and the night, the night is yours alone,
When you're sure you've had enough of this life, well hang on
Don't let yourself go, 'cause everybody cries and everybody hurts sometimes
Sometimes everything is wrong. Now it's time to sing along
When your day is night alone, (hold on, hold on)
If you feel like letting go, (hold on)
When you think you've had too much of this life, well hang on
'Cause everybody hurts. Take comfort in your friends
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand
If you feel like you're alone, no, no, no, you are not alone
If you're on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you've had too much of this life to hang on
Well, everybody hurts sometimes,
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone
When you're sure you've had enough of this life, well hang on
Don't let yourself go, 'cause everybody cries and everybody hurts sometimes
Sometimes everything is wrong. Now it's time to sing along
When your day is night alone, (hold on, hold on)
If you feel like letting go, (hold on)
When you think you've had too much of this life, well hang on
'Cause everybody hurts. Take comfort in your friends
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand
If you feel like you're alone, no, no, no, you are not alone
If you're on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you've had too much of this life to hang on
Well, everybody hurts sometimes,
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone
Gajos de Tomates
Comentário do João ao discursom de António Costa:
Foda-se …eu … fez chorar o menino… estou parvo e perplexo
qual menino?
Eu. Homens destes fazem-me sentir um menino…um menino pequeno, diminuído, daqueles que como tantos outros procuram homens de referência, homens modelo, homens verdadeiros que assumem beber vinho, com os seus valores, com a sua base, com as suas ideias e ideais, com solidez e com tomates para se assumirem…o menino é o Joãozinho que luta e busca não ser mais um desiludido de cabeça baixa sem capacidade, sabedoria e vontade para gritar ao bom estilo de … como numa musica chamada FMI … quantas menos souberes a quantas melhor para ti…sempre a merda do futuro…e eu hã? o que é que ando aqui a fazer…isto é que uma porra…anda aqui um gajo cheio de boas intenções… o menino é malcriado o menino é pequeno burguês… mas eu sou parvo ou quê…quero ser feliz… que se foda o futuro que se foda o progresso…deixem-me em paz mais vale só que mal acompanhado…não me emprenhem mais pelos ouvidos caralho não há paciência …deixem-me em paz caralho…deixem-me sozinho… saiam daqui, saiam daqui deixem-me sozinho só um minuto vão vender jornais governos greves sindicatos e polícias e generais…deixem-me sozinho, só para sempre tratem-se da vossa vida que eu trato da minha silêncio porra…a culpa é vossa é vossa…oh mãe oh mãe oh mãe, mãe eu quero ficar sozinho, mãe eu não quero pensar mais, mãe que eu quero morrer, mãe eu quero desnascer ir-me embora sem sequer ter que me ir embora mãe por favor…tudo menos a casa em vez de mim… digam-me lá valeu a pena a travessia?
Foda-se …eu … fez chorar o menino… estou parvo e perplexo
qual menino?
Eu. Homens destes fazem-me sentir um menino…um menino pequeno, diminuído, daqueles que como tantos outros procuram homens de referência, homens modelo, homens verdadeiros que assumem beber vinho, com os seus valores, com a sua base, com as suas ideias e ideais, com solidez e com tomates para se assumirem…o menino é o Joãozinho que luta e busca não ser mais um desiludido de cabeça baixa sem capacidade, sabedoria e vontade para gritar ao bom estilo de … como numa musica chamada FMI … quantas menos souberes a quantas melhor para ti…sempre a merda do futuro…e eu hã? o que é que ando aqui a fazer…isto é que uma porra…anda aqui um gajo cheio de boas intenções… o menino é malcriado o menino é pequeno burguês… mas eu sou parvo ou quê…quero ser feliz… que se foda o futuro que se foda o progresso…deixem-me em paz mais vale só que mal acompanhado…não me emprenhem mais pelos ouvidos caralho não há paciência …deixem-me em paz caralho…deixem-me sozinho… saiam daqui, saiam daqui deixem-me sozinho só um minuto vão vender jornais governos greves sindicatos e polícias e generais…deixem-me sozinho, só para sempre tratem-se da vossa vida que eu trato da minha silêncio porra…a culpa é vossa é vossa…oh mãe oh mãe oh mãe, mãe eu quero ficar sozinho, mãe eu não quero pensar mais, mãe que eu quero morrer, mãe eu quero desnascer ir-me embora sem sequer ter que me ir embora mãe por favor…tudo menos a casa em vez de mim… digam-me lá valeu a pena a travessia?
2010/03/14
Gajos de tomates
O discurso é um pouco longo mas vale a pena.
Um dos poucos que ainda os tem no sítio.
Antonio Costa - Presidente da Camara das Caldas da Rainha
Um dos poucos que ainda os tem no sítio.
Antonio Costa - Presidente da Camara das Caldas da Rainha
Asfixia Democrática
A asfixia democrática aterrou em Mafra.

O Convento de Mafra ficará para sempre ligado à asfixia democrática. Uma maioria qualificada de delegados ao Congresso do PSD, representando o «sentir» do partido, proibiu a liberdade de expressão aos militantes sociais-democratas: ninguém pode criticar os seus dirigentes. Agora já se percebe melhor o que se tem passado na Comissão de Ética e o que se vai passar na Comissão de Inquérito. A verdade é como o azeite...

O Convento de Mafra ficará para sempre ligado à asfixia democrática. Uma maioria qualificada de delegados ao Congresso do PSD, representando o «sentir» do partido, proibiu a liberdade de expressão aos militantes sociais-democratas: ninguém pode criticar os seus dirigentes. Agora já se percebe melhor o que se tem passado na Comissão de Ética e o que se vai passar na Comissão de Inquérito. A verdade é como o azeite...
2008/03/29
COISAS DA SÁBADO: O DESTINO MARCA A HORA NO PSD (3)
Aqueles que contam com a derrota do PSD em 2009, para afastar a actual direcção, - e não adianta estarmos a enganar-nos uns aos outros com palavrinhas de circunstância, é aquilo que todos esperam, - prestam um péssimo serviço a uma alternativa mais que necessária ao PS. Podem acordar em 2010 com um PSD que perdeu de vez a sua dimensão nacional, um partido que conta cada vez menos para a vida pública, acabrunhado por mais uma derrota que só pode gerar depressão ou escapismo entre os militantes (sim, porque deles será uma grande responsabilidade), cheio de “bodes expiatórios” e de “apontar de dedos” da culpa, e de “lutas finais” de todos contra todos, com imensa gente a defender-se à “bomba” dos restos do seu poder, e outra sossegada com os quatro anos que adquiriu no parlamento e depois daqui a quatro anos se verá, contente com a sua gestão por objectivos.
COISAS DA SÁBADO: O DESTINO MARCA A HORA NO PSD (2)
De novo, começo como comecei: quem pensar que o papel do PSD é fundamental para a democracia portuguesa não pode ser indiferente ao que possa acontecer em 2009 ao partido, porque todas as opções que vão condicionar o seu futuro nos próximos cinco anos, ou seja uma eternidade na vida política, vão ser tomadas agora. Um exemplo: a escolha de deputados vai moldar o grupo parlamentar que ficará, haja vitória ou derrota, em 2009. Ou seja, quem vier a seguir terá que herdar do passado este grupo parlamentar que, a julgar pelos sinais dados pela direcção, vai ser pouco mais do que uma emanação do aparelho do partido em nome das “bases”, ainda por cima num ambiente de grande sectarismo nas escolhas com base na fidelidade à “situação”. Alguém acredita que uma nova liderança que possa surgir depois de 2009, possa contar com o grupo parlamentar que um PSD, na oposição a um PS mais uma vez vitorioso, necessita? Um grupo parlamentar que ajude a dar mais credibilidade a um partido em crise de respeito junto dos portugueses? Já não cometo sequer a trivialidade de lembrar que qualquer liderança pós-2009, ao não estar presente no parlamento, terá sempre uma dificuldade acrescida em se afirmar. Não, um PSD com um grupo parlamentar de facção, é um obstáculo muito forte a qualquer regeneração partidária pós-2009 e mais uma garantia de permanência do PS no poder.
COISAS DA SÁBADO: O DESTINO MARCA A HORA NO PSD (1)
Quem pensar que o papel do PSD é fundamental para a democracia portuguesa não pode ser indiferente ao que possa acontecer em 2009 ao partido, porque em 2008 já pode ser tarde demais e em 2010 já será certamente tarde demais. Nesta matéria sou “jardinista” e como Jardim considero que a última oportunidade para inverter o plano inclinado é em princípios de 2009, depois é só assistir ao desastre anunciado. Mas não vai ser fácil, vai ser para homens de barba dura e o equivalente em mulheres, sendo que tradicionalmente as mulheres no PSD se portam melhor do que os homens. E não vai ser fácil porque vai mesmo ter que ser “à bomba”, dado que em 2009 há dezenas de lugares apetecidos para distribuir e para cada lugar há cinco pessoas da “situação” a quem este foi prometido e dez que acham que lá podem chegar no meio da guerra civil. Mas, quando Jardim soar as trombetas da avaliação, vamos esperar para ver quem é que vai arranjar pretextos para não ler o que está “escrito nas estrelas” ou para roer a corda porque tem estratégias (presidenciais por exemplo) que exigem um partido fraco ou complacente, ou para passar da “oposição” à “situação”. Já vi de tudo e ainda hei-de ver muito mais.
27.3.08
Abrupto
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