No dia seguinte alugámos um carro com motorista e guia.
Por mais ou menos 160€ o passeio incluía uma visita aos Túmulos da Dinastia Ming um almoço para os dois, visita a uma empresa de artesanto especializade em Jade de onde comprei uma peça lindissima e uma visita à Grande Muralha
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2010/09/23
Crónicas de Pequim - A Cidade Proíbida
Chegamos a Pequim às 09.30h depois de um voo que durou 09.30h.
Dada a diferença horária a coisa estava pelas nossas 3 da manhã a acrescer à duração do voo.
A ida para o Hotel foi tenebrosa. Nunca mais vou reclamar com os nossos engarrafamentos de trânsito porque lá são gigantescos.
Arredondando a coisa, entre esperar pelas malas, percurso até ao Hotel, Check-in, estendi-me na cama gigantesca do Marriot Old Wall pela uma da tarde. Completamente destruído.
Duas horas depois decidi ir à Praça Tianamen e à CidadeProíbida.
Começou aprimeira aventura. No hotel perguntamos como ir e disseram-nos apara apanhar o autocarro 10. Talvez por falta de comunicação percebemos o lado errado a rua e em resultado o 10 passava e não se viam paragens para o mesmo. Ao fim de uns bons 3 quilómetros lá encontrámos uma paragem do 10 para constatar que a Praça Tianmen ficava 2 quarteirôes de distância!!!! (aí começou a destruição do meu joelho direito).
A Praça é gigantesca.
De um lado o Mausoléu do Mao com a Cidade Proíbida por detrás.
Do outro não se consegue ver o fim. Fantástico.
A Cidade Proíbida é enorme mas a arquitectura é muito repetitiva, o que alías é uma constante em todos templos, palácios e jardins onde estive.
Parece haver uma arquitectura, estilo, maneira de construir que atravessou milénios sem alteração.
Suponho que isto se prende com a atitude conservadora dos povos do oriente desde a China ao Japão, passando pela Tailandia e Indonésia. Passaram incolumes durante milénios directamente para o sec. XX. Talvez também tenha a ver com o facto de ser um único país com uma hierarquia estável durante milénios e onde também não havia separação entre "Igreja" e "Estado".
Na Europa passamos durante este tempo todo pelo Românico, Gótico, Barroco, para só falar nos principais, mas lá parece que tudo ficou imutável durante todo este tempo.
De qualquer modo a sensação é esmagadora sobretudo pelo gigantismo de tudo aquilo e a opulência que pressupôe.
Resta ficar sentado e imaginar como era. O Último Imperador dá uma ajuda.
Algumas imagens dão uma pálida ideia da "coisa":
2010/09/20
Crónicas de Pequim - O A 380
O A 38o é um avião gigantesco.
Apesar das todas as explicações cientificas a que tenho assistido, são sempre um mistério as leis e as regras da física, que permitem colocar todo aquele ferro no ar e mantê-lo a voar durante horas intermináveis. No caso 10.30. É obra.
Durante o voo é um avião como outro qualquer. O tempo de descolagem é enorme, o suficiente para o viajante experimentado se perguntar "o que é que se passa, nunca mais pôem o ferro no ar?". Finalmente a coisa passa a voar num angulo suave e confortável. A tecnologia a bordo é do mais moderno e cada cidadão tem direito a um LCD com entretenimento, informações sobre o voo, trés camaras on-line na fuselagem . O suficiente para não se morrer de tédio sobretudo para alguém, como eu, que não consegue dormir (não consigo em nenhum meio de transporte). Sou conhecido pelo chato que leva sempre a luz acesa mesmo quando é de noite. Até já comprei um instrumento muito interessante no aeroporto de Roma, que se engata nas paginas do livro e permite ler sem incomodar o parceiro do lado. Este é um dos motivos pelo qual escolho sempre um lugar na coxia (o outro é que sou um gajo grande).
Uma coincidencia interessante foi o facto de o voo ser o inaugural do A 380 da Lufthansa de Frankfurt para Pequim o que deu direito a discurso do presidente da empresa e recordação do voo (porta chaves com a data da efeméride).
Resta ainda acrescentar que o serviço a bordo foi uma merda com uma das mais antipáticas tripulações com que voei.
As imagens anexas não fazem juz ao gigantismo do avião mas para se ficar com uma ideia no "rés-do-chão" tem 56 filas de 10 lugares.
2010/08/27
Crónicas de Pequim - A antecipação
Dia 1 de setembro vou para Pequim.
Como habitual, nestas coisas de grandes viagens, com o Stephan Becker grande amigo (em todos os sentidos) alemão.
É pena que a minha mulher não possa ir mas o dinheiro e o tempo não chega para tudo.
Antecipo os sentimentos quando estiver a ver a grandiosidade da Cidade Probida e da Grande Muralha.
Tenho por hábito, quando viajo, de comer o que os lugares têm para oferecer e não me tenho dado mal. Acontece que nunca estive num país onde se comem insectos, apesar de já ter estado na tailandia, Indonésia (Bali) e Japão. Estou por isso a tentar mentalizar-me para ultrapassar algumas repugnancias que a nossa cultura ocidental colocam. Eu depois conto.
Para além de tudo isto vou ter uma experiência, provavelmente a única, de voar no A380.
Já voei em quase todos os aviões comerciais, em muitos da FAP, mas este vai ser um "must".
A ver.
PS: Quando voltar prometo não ser preguiçoso e completar as Crónicas de Bali e contar tudo sobre esta viagem.
Como habitual, nestas coisas de grandes viagens, com o Stephan Becker grande amigo (em todos os sentidos) alemão.
É pena que a minha mulher não possa ir mas o dinheiro e o tempo não chega para tudo.
Antecipo os sentimentos quando estiver a ver a grandiosidade da Cidade Probida e da Grande Muralha.
Tenho por hábito, quando viajo, de comer o que os lugares têm para oferecer e não me tenho dado mal. Acontece que nunca estive num país onde se comem insectos, apesar de já ter estado na tailandia, Indonésia (Bali) e Japão. Estou por isso a tentar mentalizar-me para ultrapassar algumas repugnancias que a nossa cultura ocidental colocam. Eu depois conto.
Para além de tudo isto vou ter uma experiência, provavelmente a única, de voar no A380.
Já voei em quase todos os aviões comerciais, em muitos da FAP, mas este vai ser um "must".
A ver.
PS: Quando voltar prometo não ser preguiçoso e completar as Crónicas de Bali e contar tudo sobre esta viagem.
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