Ouvir e cantar o Hino Nacional de qualquer país é sempre um momento de emoção, particularmente nos eventos desportivos e especialmente no rugby.
Na verdade é por demais conhecido o empenho que os jogadores de rugby colocam ao, antes dos jogos, cantarem o "seu" hino. Sendo um jogo de equipa ou antes, para mim, "o jogo de equipa" funciona como um apelo à união e um ganhar de forças que é muito superior ao somatório dos valores individuais.
Ficou aliás conhecido e reconhecido em Portugal, o arreganho com que os Lobos o cantavam, aquando da campanha para o Mundial de 2007 em França.
Já aqui escrevi sobre o que um hino pode pode fazer para unir uma nação.
Vem isto a propósito do Irlanda vs Africa do Sul (29 - 15) e do momento que a seleção Irlandesa canta o seu Hino "Ireland Calls".
Facto curioso é que também este hino serve para unir qualquer coisa.
No rugby a Irlanda e a Irlanda do Norte têm a mesma seleção. Sendo o sul católico e republicano e o norte protestante e "loialista" (para simplificar).
Ireland Calls foi escrito com a intenção de limar todas as diferenças entre estes dois "países. Nos jogos em casa (Dublin) também é cantado o Soldier's Song hino da Republica da Irlanda.
Não tenho as imagens de ontem, mas aqui fica a gravação no jogo contra a Inglaterra no Croke Park em 2007 com Flannery a chorar e onde são cantados de seguida os dois hinos.
Junta-se ainda o link para as letras dos dois hinos.
A letra de Ireland Calls pode ser lida aqui e a letra de Soldiers's Song pode lida aqui.
Quanto ao jogo a Irlanda confirmou aquilo que vem mostrando desde a janela de inverno de 2013, jogando com o fithing spirit que o seu hino invoca e é bem explicito nesta atitude determinada de Jonathan Sexton considerado "homem do jogo"
Perdeu com os All Blacks de uma maneira incrível, sobre a qual dei nota aqui, porque não vi o jogo mas tenho absoluta confiança naquilo que João Paulo Bessa escreveu aqui.
Este ano ganhou o Torneio das Seis Nações e agora depois do que vi, será que vai apresentar a sua candidatura ao Mundial?
Veremos se a confirma a 22 de Novembro contra a Austrália.
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2014/11/14
2014/10/08
Carta de un rugbier a Cristiano
Através XV CONTRA XV do João Paulo Bessa cheguei à carta que dá o título ao post e a seguir se transcreve.
Publicada no site espanhol do Eurosport é uma chapada de luva branca a quem, sendo um grande desportista é, também, um grande ignorante.
Estimado Cristiano:
Te escribo esta carta en calidad de jugador de rugby. El pasado miércoles realizaste, a mi parecer, unas desafortunadas declaraciones al advertir tras la conclusión de un partido, "que en lugar de fútbol parecía rugby" porque un rival te dio una patada por detrás sin posibilidad de jugar al balón. Quería aclararte queen el rugby está terminantemente prohibido patear a un rival y que cualquier tipo de agresión está sancionada con la expulsión directa.También te diría que el jugador expulsado, además de ser sancionado por su club y por el comité reglamentario, pide disculpas en el vestuario a sus compañeros al finalizar el encuentro por dejarlos en inferioridad e hipotecar el trabajo de toda la semana. Para nosotros los partidos se juegan entre semana (en los entrenamientos) y el fin de semana se posan los ensayos.
El rugby es un deporte de contacto, duro y agresivo, pero nunca violento.En el rugby existen unos códigos de conducta honorable que todos respetamos escrupulosamente, por lo que nunca verás a un jugador de rugby simular una falta o una agresión. Se suele decir que la única mentira que está permitida a un jugador de rugby es la que se dice al médico para seguir en el campo. Este fin de semana un jugador recibió un golpe en la cara, le partieron el pómulo y siguió jugando durante una hora para que su equipo no quedase en inferioridad.
Habrás visto que nuestras camisetas llevan dorsales, que indican la posición en el campo, pero no el nombre, porque no es importante quien vista esa camiseta. Lo importante es que quien la vista "haga su trabajo, sólo su trabajo, pero todo su trabajo". Por eso cuando anotamos un ensayo nadie lo celebra señalando su nombre, lo festejamos con los compañeros, los culpables de que el balón nos llegue siempre en las mejores condiciones. Por eso no entregamos Balones de Oro ni tenemos pichichis. Además nos dirigimos al árbitro llamándole «señor», sólo hablan con él los capitanes y nunca le culpamos de la derrota porque somos conscientes de que nos equivocamos más veces que ellos.
Te diré que en el rugby impera la continuidad, que la filosofía de juego incide en que la pelota siempre esté viva. Por eso cuando ves un placaje, el placador suelta al placado al caer y el placado deja la pelota en el suelo para liberarla. En el rugby la pelota siempre tiene que estar en juego para que al final del partido se cumpla el primer mandamiento de nuestro deporte: siempre gana el mejor. Se persigue severamente el anti-juego y se castiga con ejemplaridad, por lo quenunca verás jugadores de rugby perdiendo tiempo o simulando lesiones. De hecho, existe la figura del cambio de sangre, porque el lesionado, una vez atendido, vuelve al campo por muy aparatosa que sea la herida, para seguir ayudando a sus compañeros.
En el rugby el rival es adversario en el campo y compañero fuera de él. Nunca enemigo porque tenemos en común una pasión y un código de conducta que respetamos más allá del campo. De ahí que en el rugby hagamos pasillo al rival, ganemos o perdamos, y compartamos unas cervezas en el tercer tiempo después de dejarnos la piel en el campo. Por todo esto, Cristiano creo que tu declaración fue desafortunada, entiendo que por desconocimiento de nuestro deporte. Desde aquí te invito a acudir a un partido de rugby dónde y cuándo quieras. Serás siempre bienvenido, tú y cualquiera. Y, por supuesto, estás invitado a disfrutar con nosotros de unas cervezas en el tercer tiempo. Sin más, salud y rugby.
Fermín de la Calle
Chapeau
2013/12/08
Free Nelson Mandela
Tudo já foi dito e escrito nos telejornais, nos jornais e nos blogues sobre o Homem (assim, com H grande) e, portanto não vou acrescentar nada.
Há, no entanto algo que até agora não vi/ouvi referido.
Algo que é muito querido pelos amantes de Rugby que são simultâneamente amantes da liberdade.
O Campeonato do Mundo de Rugby de 1995 foi disputado na África do Sul , num país que tinha acabado de eleger Presidente Nelson Mandela e à beira da guerra civil.
Mandela percebeu, como grande político (que saudade dos grandes políticos) qual era, a importância de um jogo que, até ao momento, era apenas jogado por brancos.
Os Sul Africanos não eram favoritos.
Os Sul Africanos não eram favoritos.
Os All Blacks, que tinham como grande estrela Jonah Lomu (essa força da natureza), eram considerados mais do que favoritos.
Com alguma sorte e muito empenho conseguiram chegar à final, que foi disputada no Soweto no Ellis Park Stadium
Morné du Plessis, capitão da equipa*, depois de um encontro com Madiba, conseguiu convencer os restantes elementos (brancos claro) a cantar o já então oficial Hino Sul Africano. E não foi fácil.
Madiba conseguiu convencer os pretos que a seleção era da África do Sul e não, apenas dos brancos.
Tudo isto está excelentemente dramatizado em Invictus de Clint Eastwood, com o também grande Morgan Freeman no papel de Mandela e Matt Demon no papel de Morné du Plessis.
Madiba conseguiu convencer os pretos que a seleção era da África do Sul e não, apenas dos brancos.
Tudo isto está excelentemente dramatizado em Invictus de Clint Eastwood, com o também grande Morgan Freeman no papel de Mandela e Matt Demon no papel de Morné du Plessis.
A final foi disputada sobre grande tensão.
A mescla de brancos e pretos foi grande, unidos não só pelo sentimento nacional mas também com o sentimento de estarem a dar um grande passo na União nacional.
Tanto quanto sei, foi a primeira vez que os Springboks, inspirados pelo seu capitão, cantaram o “já seu” Nkosi sikelel’ iAfrika (God Bless Africa).
Como todas as histórias esta acaba também acaba bem.
Os Springbocks ganharam à Nova Zelândia, de forma dramática, por 15-12 e sagraram-se Campeões do Mundo graças a um pontapé de ressalto que ficou na história executado por Joel Stransky, no prolongamento.
Diz-se que o desporto (não só) une os povos. Se fosse preciso prova esta é concludente.
Como todas as histórias esta acaba também acaba bem.
Os Springbocks ganharam à Nova Zelândia, de forma dramática, por 15-12 e sagraram-se Campeões do Mundo graças a um pontapé de ressalto que ficou na história executado por Joel Stransky, no prolongamento.
Diz-se que o desporto (não só) une os povos. Se fosse preciso prova esta é concludente.
Nelson Mandela morreu. Está final e verdadeiramente livre.
R.I.P.
R.I.P.
Aqui fica a letra com referência a cada um dos idiomas e, na falta da gravação de 1995, deixo, para memória futura, uma gravação no Campeonato do Mundo de 2007 em França**.
Xhosa
Nkosi sikelel’ iAfrika
Maluphakanyisw’ uphondo Iwayo
Zulu
Yizwa imithandazo yethu
Nkosi sikelela thina lusapho Iwayo
Sesotho
Morena boloka setjhaba sa heso
O fedise dintwa le matshwenyeho
O se boloke, o se boloke setjhaba sa heso
Setjhaba sa South Africa
South Africa
Afrikaans
Uit die blou van onse hemel
Uit die diepte van ons see
Oor ons ewige gebergtes
Waar die kranse antwoord gee
English
Sounds the call to come together
And united we shall stand
Let us live and strive for freedom
In South Africa our land
* A influência de um Capitão numa equipa de Rugby não tem comparação com mais nenhum desporto coletivo.
** Neste Mundial tive o privilégio de assistir ao Jogo Lobos vs All Blacks em Lyon.
Levámos uma tareia mas valeu a pena
Adenda:
Não sei como fui confundir Francois Piennar com Morné du Plessis.
Coisas da PDI ou, mais grave, de alguma falta de rigor que deve ser apanágio deste tipo de comunicação (das outras também).
Morné du Plessis foi capitão dos Springbocks entre 1975 e 1980.
Em 1995 era manager da equipa e não seu capitão como acima foi referido.
Peço desculpa a quem me ler pelo lapso.
2013/11/24
Irlanda vs All Blacks
A avaliar pelo que é dito aqui e que é da mais absoluta confiança, perdi o melhor jogo da "janela" de Outono.
Damned.
2013/11/22
O Rugby e a Televisão Pública(?)
Com a devida vénia ao João Paulo Bessa e ao seu XVcontraXV aqui se transcreve o seu post de hoje.
O texto é tanto mais importante porque desempenha um cargo de relevância (Vice-Presidente do Instituto do Desporto Português).
Do rugby nem hipótese. Nem taças disto, nem daquilo. Nem participações nos apuramentos para o Mundial, jogos da Cup no Sevens World Series ou jogos da Amlin. E por acaso [ :-) ] o rugby é a segunda modalidade portuguesa de desportos colectivos em posicionamento dos rankings mundiais, hóquei em patins excluído.
O texto é tanto mais importante porque desempenha um cargo de relevância (Vice-Presidente do Instituto do Desporto Português).
MAIS DO QUE PARECE
Do gabinete do ministro Maduro saiu um Despacho sobre a obrigatoriedade de transmissões em sinal aberto para diversas áreas desportiva: o futebol com a parte de leão, andebol, atletismo, basquetebol, hóquei em patins, voleibol. Com algum optimismo fala-se nas taças europeias, campeonatos do mundo, finais, fases finais, etc. etc."Entusiasmo sem conhecimento é o amigo íntimo da tolice." Sir John Davies, Procurador-Geral da Irlanda de 1603 a 1617
Do rugby nem hipótese. Nem taças disto, nem daquilo. Nem participações nos apuramentos para o Mundial, jogos da Cup no Sevens World Series ou jogos da Amlin. E por acaso [ :-) ] o rugby é a segunda modalidade portuguesa de desportos colectivos em posicionamento dos rankings mundiais, hóquei em patins excluído.
E se as vitórias sobre a Suécia irão melhorar o posicionamento do futebol - terá conquistado 136 pts podendo atingir o 5º lugar do ranking mundial com 1172 pts - as restantes modalidades ficarão onde estão e o rugby português só pode subir - ganhando - e não descerá da actual posição se perder este sábado com o Canadá.
O rugby português deve muito à televisão pública portuguesa que, com o esforço e vontade do Cordeiro do Vale, fez-nos atravessar fronteiras e ver os jogos do 5 Nações para nos deixar então perceber como se jogava ao melhor nível. Sem a televisão pública portuguesa o rugby português nunca teria atingido a capacidade de resultados internacionais que hoje tem. A televisão pública portuguesa podia - pela sua quota-parte nos resultados conseguidos - voltar a colocar-nos mais próximos do centro do rugby mundial e permitir assim que o rugby seja melhor conhecido em todo o país e proporcionando à miudagem uma oportunidade de entusiasmo desportivo fora do esquema habitual. Mas essa preocupação ficou pela privada Sport TV que az importante divulgação com a dificuldade de ser para assinantes e a óbvia restrição de acesso.
A televisão pública pode, hoje em dia, não passar qualquer jogo de rugby mas a realidade é esta: o rugby está em 2º lugar entre as modalidades colectivas portuguesas de expressão mundial.
E há quem não faça do facto a mínima ideia.
Não desmerecendo o escrito mas antes, apoiando-o com toda a veemência, achei estranho o posicionamento do Hóquei pelo que fui tentar descobrir algo mais.
No site da FPP não encontrei qualquer referência ao assunto.
Pesquisando no Google encontrei este site onde Portugal se encontra em 3º lugar atrás da Espanha e da Argentina numa classificação a 15/10/2011e, por clubes o Porto e o Benfica respetivamente em 2º e 3º lugares numa classificação a 31/12/2012.
Oh João Paulo não estará enganado?
2013/11/18
Os últimos 5
Desta vez falamos dos últimos 5... metros.
O que este mês de Dezembro tem revelado é a incapacidade das equipas do Hemisfério Norte em conseguirem ultrapassar aqueles "malditos" metros entre a linha tracejada e a linha de ensaio.
Apesar de terem a bola durante muito tempo e andarem sempre lá perto, não conseguem concretizar esse domínio, umas vezes por erros próprios, outras por erros provocados pelo arreganho e classe que as equipas do Hemisfério Sul defendem, como mostra esta placagem de Fourie de Preez a David Denton no Escócia 0 (!) vs África do Sul 28, no passado fim de semana.
Nota : Foto sacada daqui
2013/11/17
Os últimos 15
Ao ler-se o título deste poste parece que se fala dos 15 jogadores (mais os suplentes) dos All Blacks.
Na verdade a referência diz respeito aos últimos 15... minutos do jogo de tanto fala João Paulo Bessa no seu XVcontraXV, onde tudo ou quase tudo se decide.
Ontem, em Twickenam, perante uma impressionante moldura humana de 81 369 (!) expectadores, a Inglaterra "quase" ganhou o jogo.
Os homens de Rosa ao peito, recuperaram de 3-17 para 22-20, com Owen Farrell em grande forma e, sobretudo, o pack avançado com Courtney Lawes e Billy Vunipola a fazerem um jogo soberbo e, a 15 minutos do fim, parecia que a A Inglaterra iria repetir o êxito do ano passado com os seus avançados a "destruírem" os kiwis.
E aí chegámos aos fatídicos 15 minutos onde os comandados por Richie McCaw mostraram porque são Campeões do Mundo e primeiros do ranking.
Puxaram dos galões a acabaram por ganhar, bem, por 22-30.
Grande jogo de Rugby com uma réplica algo inesperada da Inglaterra face à diferença de experiência entre os jogadores (quase o dobro de internacionalização dos Neo Neozelandeses).
2013/11/13
Black&White
No sábado passado assisti ao ´França vs Nova Zelândia.
Bela partida com incerteza no marcador até ao fim, com os homens do "Galo" a darem excelente réplica aos All Blacks.
All Blacks? Não. Desta vez jogando de branco e preto fizeram-me lembrar aquela velha piada de mau gosto, dos tempos do Apartheid, em que um velho colono num bar pede um whisky.
O barman pergunta se quer Black&White e a resposta vem rápida.
Sim, mas em copos separados.
Há coisas que não devem mudar. Os All Blacks equipam de preto e ponto final.
Em resumo, não gostei.
2012/03/22
Grand Slam
They did it again. Depois de 2005 e 2008 o País de Gales ganha novamente o Grand Slam.
O jogo final contra a França, que deu uma digna réplica (não esquecer que estamos a falar dos vice campeões do mundo), não foi um grande jogo.
Muita luta, uma arbitragem fora do comum (Alain Joubert apitou a tudo quanto "mexia") e apenas um ensaio.
De qualquer modo o País de Gales foi de longe a melhor equipa do torneio.
Auguro grandes exitos no próximo tour "down under".
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2012/03/01
Gales - Triple Crown
Ainda sobre o Gales vs Inglaterra que decidia a atribuiçao da Triple Crown e lançava Gales, se ganhasse, para a conquista do Grand Slam aqui ficam as melhores placagens do jogo.
Destaque para a placagem do centro George North ao médio de abertura inglês Owen Farrel , que, conforme a foto abaixo demonstra, é um verdadeiro manual de instruções sobre "como bem placar"
Cortesia do site RugbyDump
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2012/02/26
Gales- Triple Crown
A Triple Crown já cá canta.
Bora para o Grand Slam. Só falta a França tal como em 2008.
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2011/12/29
Pedro Vieira
Vai haver mais fãs de fado desde pequeninos do que "amantes" do rugby quando fomos àquele mundial.
retirado do Irmaõ Lúcia
retirado do Irmaõ Lúcia
2011/10/08
Allez les Bleus
Com a colaboração de Julia Macias-Valet através do duas ou três coisas aqui se transmite o ambiente em França depois de derrotarem os "bifes"
E agora o que faremos com esta equipa
Mais um bailarico.
Gales pôs a cabeça em água aos irlandeses que nunca foram capazes, contrariamente ao acontecido com a Austrália, de impôr o seu jogo de avançados à dinâmica "sulista" dos homens de vermelho.
Será que finalmente o treinador neozelandez conseguiu entrosar o raguebi de movimento com a capacidade fisica?
A defesa sempre atenta e sempre em cima da linha de vantagem, aliada a umas linhas atrasadas que vão dar que falar, Jamie Roberts, Jonathan Davies, Geoge North (se aquilo é um centro, vou ali e já venho) e o "eterno" Shane Williams esta equipa de "putos" promete vir a dar que falar.
Mas o que mais me agradou foi a ATITUDE. Garra, pundonor, empenho, vontade de ganhar sem recorrer a jogo manhoso, fizeram deste encontro o melhor que vi, até agora, no RWC.
Muito por culpa de Gales, a Irlanda nunca teve hipótese contribuindo apenas para um espetacular jogo de Rugby.
Assim vale a pena pôr o despertador para as 6 da manhã para ver em directo, mesmo tendo a hipótese de gravação.
Não dá a mesma pica.
PS: Caro A. Teixeira ás 6 da manhã o Hen Wlad Fy Nhadau é completamente esmagador.
2011/10/04
RWC 2011
Aí temos nós o Norte contra o Sul ou os quatro primeiros do ranking dum lado e os quatro a seguir do outro.
Aceitam-se apostas mas eu coloco já a minha em conjunto com A. Teixeira.
Na final Reds vs Blacks
Quartos de Final
08/10 - 18:00 Ireland - Wales
08/10 - 20:30 England - France
09/10 - 18:00 South Africa - Australia
09/10 - 20:30 New Zealand - Argentina
PS: Horas locais
2011/09/29
O MAIS ESPECTACULAR JOGADOR DE RÂGUEBI DO MUNDO
A propósito do RWC e debaixo do título em epígrafe o A.Teixeira publicou um post que recorda dois "herois" de tempos diferentes. Obelix e Jonah Lomu. A comparação colhe.
A coisa levou a uma pesquisa muito interessante estimulada pelo Abraracourcix, último resistente à globalização selvagem. Também eu, só tenho medo que o céu me caia em cima da cabeça.
2011/09/25
O Losango ou O melhor ensaio de sempre
Aprender com quem sabe e refrescar a memória.
Sempre considerei que a melhor dupla de médios que até hoje vi, era constituida por Phill Bennet e Gareth Edwards do País de Gales, nos idos dos anos 70.
Vem isto a propósito do post colocado por João Paulo Bessa sobre a dinamica do Losango e, o que ele considera, O melhor ensaio de sempre.
Não sei se tem razão mas que é bonito é.
Sempre considerei que a melhor dupla de médios que até hoje vi, era constituida por Phill Bennet e Gareth Edwards do País de Gales, nos idos dos anos 70.
Vem isto a propósito do post colocado por João Paulo Bessa sobre a dinamica do Losango e, o que ele considera, O melhor ensaio de sempre.
Não sei se tem razão mas que é bonito é.
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2011/09/21
Código de Honra
O post que a seguir se transcreve foi publicado no xvcontraxv pelo João Paulo Bessa e contém as regras básicas que qualquer desportista deve observar.
Empenho, pundonor, agressividade, respeito pelo adversário, observância das regras e leis do jogo.
É por si só algo que deveria figurar no cacifo de um desportista em lugar de destaque.
Aqui vai:
Há uma mania justicialista no desporto – fora e dentro do campo – que não pertence aos seus códigos.
O desporto, e portanto o rugby, exigem, para a sua existência, uma suspensão temporária do quadro legal civil estabelecido e a sua substituição por regras comuns e previamente aceites entre os participantes – as Leis do Jogo – e que terão a duração temporal da competição em causa e que se repetirão tantas vezes quantas as desportivamente necessárias.
[diga-se a-propósito que esta suspensão apenas diz respeito aos intervenientes directos e, ao contrário do que parece julgar-se, não é extensível às bancadas dos espectadores – o que inclui, naturalmente, as claques e os seus comportamentos deploráveis]
Mas a suspensão que o jogo desportivo exige não inclui a licença de justiça pelas próprias mãos – por isso ser a resposta a uma agressão também penalizada. Mas estes conceitos que parecem elementares são, bastas vezes, adulterados por jogadores, espectadores e, também, por comentadores a quem a distância deveria possibilitar a frieza da análise correctora.
Portanto, seja qual for a falta que um jogador cometa ou esteja a cometer, não é permitido ao adversário impor-lhe qualquer punição.
Mas no rugby há, muitas vezes ou em muitos, uma visão marcadamente machista e pretensiosamente ética que pretende admitir a existência e validar correcções. É o espírito do jogo, gostam de dizer. Mas não é: não há princípios ou valores do rugby que o suportem.
No recente Gales-Samoa, um jogador samoano entreteve-se olimpicamente a pisar, trepando-lhe pelas costas, um galês que, no chão, impedia a saída da bola. O árbitro marcou falta favorável a Gales e não mostrou – como deveria – o cartão amarelo ao samoano agressor. O comentário televisivo defendeu de imediato a legalidade do consciente pisotear: a lei permite pisar um jogador que esteja a impedir a saída da bola.
Não permite! Não é verdade e não há qualquer cobertura legal no gesto. Cito as leis do jogo:
Lei 16.3 – Rucking
(f) Os jogadores participando no ruck devem usar os seus pés para jogarem a bola - acção de rucking – e não para atingir os seus adversários no solo. Os jogadores efectuando o rucking com intenção de jogar a bola, devem tentar passar sobre os jogadores caídos no solo e não devem pisá-los intencionalmente. Os jogadores efectuando o rucking devem fazê-lo perto da bola. (P.P.)
PENALIDADE:
Pontapé de penalidade por Jogo Perigoso
Mais claro, não pode haver. O rugby é um jogo colectivo de combate com regulamentos que lhe garantem a lealdade e o desportivismo - e não há qualquer visão de jogo de cavalheiros que os possa transformar em justiceiros.
Nota Final: O João Paulo etiquetou o post como Código do Rugby. Eu preferi chamar-lhe, generalizando "Código de Honra"
Empenho, pundonor, agressividade, respeito pelo adversário, observância das regras e leis do jogo.
É por si só algo que deveria figurar no cacifo de um desportista em lugar de destaque.
Aqui vai:
Há uma mania justicialista no desporto – fora e dentro do campo – que não pertence aos seus códigos.
O desporto, e portanto o rugby, exigem, para a sua existência, uma suspensão temporária do quadro legal civil estabelecido e a sua substituição por regras comuns e previamente aceites entre os participantes – as Leis do Jogo – e que terão a duração temporal da competição em causa e que se repetirão tantas vezes quantas as desportivamente necessárias.
[diga-se a-propósito que esta suspensão apenas diz respeito aos intervenientes directos e, ao contrário do que parece julgar-se, não é extensível às bancadas dos espectadores – o que inclui, naturalmente, as claques e os seus comportamentos deploráveis]
Mas a suspensão que o jogo desportivo exige não inclui a licença de justiça pelas próprias mãos – por isso ser a resposta a uma agressão também penalizada. Mas estes conceitos que parecem elementares são, bastas vezes, adulterados por jogadores, espectadores e, também, por comentadores a quem a distância deveria possibilitar a frieza da análise correctora.
Portanto, seja qual for a falta que um jogador cometa ou esteja a cometer, não é permitido ao adversário impor-lhe qualquer punição.
Mas no rugby há, muitas vezes ou em muitos, uma visão marcadamente machista e pretensiosamente ética que pretende admitir a existência e validar correcções. É o espírito do jogo, gostam de dizer. Mas não é: não há princípios ou valores do rugby que o suportem.
No recente Gales-Samoa, um jogador samoano entreteve-se olimpicamente a pisar, trepando-lhe pelas costas, um galês que, no chão, impedia a saída da bola. O árbitro marcou falta favorável a Gales e não mostrou – como deveria – o cartão amarelo ao samoano agressor. O comentário televisivo defendeu de imediato a legalidade do consciente pisotear: a lei permite pisar um jogador que esteja a impedir a saída da bola.
Não permite! Não é verdade e não há qualquer cobertura legal no gesto. Cito as leis do jogo:
Lei 16.3 – Rucking
(f) Os jogadores participando no ruck devem usar os seus pés para jogarem a bola - acção de rucking – e não para atingir os seus adversários no solo. Os jogadores efectuando o rucking com intenção de jogar a bola, devem tentar passar sobre os jogadores caídos no solo e não devem pisá-los intencionalmente. Os jogadores efectuando o rucking devem fazê-lo perto da bola. (P.P.)
PENALIDADE:
Pontapé de penalidade por Jogo Perigoso
Mais claro, não pode haver. O rugby é um jogo colectivo de combate com regulamentos que lhe garantem a lealdade e o desportivismo - e não há qualquer visão de jogo de cavalheiros que os possa transformar em justiceiros.
Nota Final: O João Paulo etiquetou o post como Código do Rugby. Eu preferi chamar-lhe, generalizando "Código de Honra"
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2011/09/20
João Paulo Bessa
O percurso do João Paulo Bessa como atleta, treinador e dirigente desportivo, sobretudo na área do Rugby mas não só, não sofre contestação.
A propósito do RWC 2011 edita um blog a ter em conta.
Chama-se xvcontraxv.
Já agora apenas uma nota de saudade.
Faz exactamente 4 anos que eu, o Raúl Patrício, outro importante do rugby português, quer como jogador quer como treinador, o João Paulo e o António Catarino, infelizmente desaparecido que, embora nunca tenha jogado, era um fervoroso adepto e conhecedor da modalidade como, aliás, de quase todos os desportos, estivemos em Lyon com o fito de assistir ao confronto entre os All Blacks e Os Lobos.
A jornada incluiu muito de social do qual destaco um almoço, muito bom, de especialidades lyonesas e a visita às ruínas da mais antiga igreja católica do ocidente (àparte Roma).
Aqui se documenta a excursão.
Na primeira foto está o António à esquerda e o Raul de frente, eu de lado.
Na segunda a memória descritiva do local.
Na terceira o João Paulo está á direita.
Salut, mon vieux Antoine.
A propósito do RWC 2011 edita um blog a ter em conta.
Chama-se xvcontraxv.
Já agora apenas uma nota de saudade.
Faz exactamente 4 anos que eu, o Raúl Patrício, outro importante do rugby português, quer como jogador quer como treinador, o João Paulo e o António Catarino, infelizmente desaparecido que, embora nunca tenha jogado, era um fervoroso adepto e conhecedor da modalidade como, aliás, de quase todos os desportos, estivemos em Lyon com o fito de assistir ao confronto entre os All Blacks e Os Lobos.
A jornada incluiu muito de social do qual destaco um almoço, muito bom, de especialidades lyonesas e a visita às ruínas da mais antiga igreja católica do ocidente (àparte Roma).
Aqui se documenta a excursão.
Na primeira foto está o António à esquerda e o Raul de frente, eu de lado.
Na segunda a memória descritiva do local.
Na terceira o João Paulo está á direita.
Salut, mon vieux Antoine.
2011/09/19
Se Gales matou o cabrito, a Irlanda matou o quê?
E os "oito" da frente, particularmente aquele trio da primeira linha, cilindradaram (literalmente) o pack da Australia.
Provavelmente ainda hoje estão a perguntar se alguém tirou a matrícula do camião que os atropelou.
Provavelmente ainda hoje estão a perguntar se alguém tirou a matrícula do camião que os atropelou.
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