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2012/03/22

Dia do Pai

Sou pouco ou nada sensível a estas datas onde se comemora a mãe, a árvore, a mulher e, um dia destes o do cão, do gato e do periquito.
Também, normalmente, não publico coisas intimas
Dito isto, este ano foi especial porque recebi, dos meus filhos, duas "cartas".

Aqui ficam para memória futura:

Do Pedro:

Bom dia Pai!

Pai. Tiveste de trabalhar tanto... Mas tentavas sempre ter um olhar para mim. A mãe também não tinha muito tempo... O teu colo era dos melhores consolos que podia ter. Sei que me dás muitos “brinquedos”, mas eu não preciso disso. Preciso de ti, tem cuidado contigo.
Pai. Fazemos muito barulho mas tu consegues ainda dar-nos abraços, rebolar no chão em brincadeiras, jogar xadrez connosco ou ler um livro devagar... É tão bom!
Pai. Sei que te esforças muito por conseguir “alimentar-nos” a todos. Trabalhas muitas horas. Nem sempre estudo, eu... Fazes-me ver que o saber é a melhor ferramenta de trabalho que posso ter na minha vida. Não acredito muito em ti, mas não queria pensar no que seria a nossa vida sem o som diário da tua chave a abrir a porta de casa... e depois dos fins-de-semana contigo.
Pai. Ofereceste-me um carro!!!! Obrigado!!!
Pai. Sei que vou sair com os meus amigos, que chego tarde e que por vezes piso o risco. E tu não deixas de mo dizer. Por vezes duramente. Tenho sempre a sensação de que me vês, mesmo não estando perto de mim. O meu irmão também sente o mesmo. Isso é bom. Afasta-nos do perigo.
Pai. À segunda consegui acabar o meu curso de veterinário!!!!
Pai. Encontrei a mulher da minha vida. Não é maravilhoso?
Pai. Vou ser pai! É agora que eu mesmo quero ter a minha família e que quero ter tantos filhos, mais que tu, mas também tenho muito mais condições do que tu tinhas…penso muito no teu esforço. Como é que conseguiste??? Começo a perceber tantas coisas que nos disseste com os teus gestos e com as tuas atitudes... O mais relevante – tendo nós dificuldades - foi ensinar-nos que muitas coisas não são assim tão importantes... viver é muito mais do que isso!
Pai. Eu também quero ser como tu para os meus filhos!
Pai. Sem saberes, foste uma das minhas melhores catequeses e um grande responsável pelo amor que tenho a Deus: Pai-Filho-e-Espírito-Santo!
Pai. Estamos aqui. O meu irmão e eu. Sempre.

Do João:

Pai,

Eu sinto uma profunda admiração por ti. Obrigado por tudo: por me deixares errar, por me deixares caminhar livremente. confiança que depositaste em mim e nas minhas escolhas. por nunca me deixares ter razão sem uma boa dose de argumentação e prova. por me teres incutido a curiosidade e admiração pelas coisas do mundo. pela transmissão de sabedoria, conhecimento e gosto pela cultura… da que se aprende depois das aulas. por todas as conversas e discussões que te ouvi com amigos mesmo sem perceber patavina. por me levares para a cerca da noite… pelas férias em tantos locais maravilhosos. Obrigado pelos belos jantares e almoços. por me ensinares a ir pela minha cabeça. por me teres levado tantas vezes e repetidas vezes aos desportos que amei. por teres pago e ajudado nos meus estudos. Obrigado por me teres ensinado a ler. Obrigado por me teres ensinado a dizer obrigado e desculpa.

2012/02/07

Família


Publicado no sítio da APFN:
Somos a família Frazão.
O pai Pedro tem 36 anos e é veterinário (funcionário público), a mãe Andreia tem 33 anos e é dentista (recibos verdes).
Temos 4 filhos: o João tem 6 anos e quer ser paleontólogo, o António tem 4 anos e quer ser futebolista, a Rosa tem 2 anos e quer ser Mãe e o Pedro que tem 1 ano.
Vivemos em S. Domingos de Rana.Não somos ricos, não somos pobres.
Queremos ser tratados com equidade e justiça.
Somos 6, queremos ser tratados como 6. Porque somos 6, por mês fazemos 93 litros de sopa e gastamos 62 pacotes de bolacha Maria. Já gastámos até hoje 288 pacotes de fraldas e vamos continuar a gastar…
Hoje, os seis, contribuímos para o crescimento económico do país, amanhã os nossos filhos vão pagar as nossas reformas e ajudar a pagar as reformas de mais pessoas.
Aqui vai uma mensagem da nossa família:
Vemos os nossos filhos como uma fonte de alegria e de amor que chega a ser viciante! Olhamos para os filhos como a natural continuidade de nós mesmos e vemos neles a presença dos nossos antepassados, que amamos e, alguns, já não temos. Olhamos para os nossos filhos como os portadores das datas futuras e tentamos educá-los para que sejam a força dos valores éticos dessa sociedade que começam a perceber!
Os nossos filhos são nossos, mas sabemos que também são de Portugal.
Portugal precisa e precisará sempre deles - devia saber reconhece-lo!
São Domingos de Rana, 4 de Fevereiro de 2012


Nota minha:
A família do meu filho mais velho é a minha família e faz parte da ASPN.

Eu, o meu filho mais velho e o meu filho mais novo não somos piegas.

Apetecia-me acabar este post com o refrão de uma música feita pelos NoNameBoys (que eu detesto) dedicado ao Pinto da Costa tendo como alvo, desta vez, o Coelho.

A moral, a decência e o bom gosto tal não me permitem, mas que apetecia, apetecia.