A história, começou quando logo após o 25 de Abril de 1974 o Mário Soares deu uma entrevista na sua casa do Campo Pequeno sentado num sofá de orelhas com uma estante repleta de livros atrás e um candeeiro de pé alto lado, sugerindo que ali era o seu sítio preferido de leitura.
Eu já tinha muitos livros mas nada que parecesse com o ambiente que se respirava. Sossego, recolhimento, concentração. Ali mesmo prometi que quando fosse crescido teria uma coisa parecida.
Quase trinta anos depois, mais concretamente em 2002, surgiu a oportunidade e lá comprei uma casita que transformei nisto que se pode ver abaixo e em que, curiosamente, a fotografia que melhor corresponde à ideia é a de um amigo sentado à "minha" secretária lendo um dos meus livros.
Fui acrescentando algumas coisas nomeadamente uma área onde se pode "ouver" (roubado ao Zé Duarte) os meus/minhas favoritos/as, como segue:
Hoje é o meu refúgio.
Fica perto de Lísboa, suficientemente perto para se chegar depressa e suficientemente longe para se estar no campo.
Aconteceu á pouco, aquando da vista do Papa a Portugal, uma história engraçada.
A casa fica no Caminho de Fátima e os Peregrinos passam mesmo à minha porta.
Estava a "ouver" um conerto de Mozart, com a Orquestra de Viena dirigida pelo Karajan (edição do aniversário dos 111 anos da Deutche Gramophone) quando de repente olhei pela janela e vi um grupo a espreitar e a"ouver".
Um deles virou-se para mim e disse :
- não sabia que se ouvia disto por estas bandas...
- Pois fique a saber que sim e vão com cuidado porque a estrada é perigosa, respondi eu.
Ficaram mais um pouco a descansar e a alimentar a alma com a música e lá se foram serra acima.
Resta acrescentar que eu gosto de ouvir música alto e bom som e sou conhecido na terra por "ser o gajo que só ouve música esquisita, erudita, jazz, blues e quando me dá a fraqueza, que diabo um homem não é de pau, faço umas incursões violentas pelo Country.
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