2011/10/08

Allez les Bleus


Com a colaboração de Julia Macias-Valet através do duas ou três coisas aqui se transmite o ambiente em França depois de derrotarem os "bifes"

Linguagem encriptada


O conteúdo deste post foi retirado do Camara Corporativa que (quase) toda a gente sabe na globoesfera o que representa.
Eu que na vida de informática foi confrontado com  acrónimos, muitos deles interpretados como conhecimento denso das matérias a que diziam respeito. Muitas vezes fui confrontado com apresentadores ou coordenadores de reuniões onde se falava de CICS, NIBAS, OBF, ATM, siglas completamente estranhas para os cidadãos participantes que, de qualquer modo e dada a putativa sapiencia do orador, não se atreviam a perguntar o que significavam.
Sem qualquer conotação politica aqui fica a transcrição de um post com graça (embora não seja essa a intenção do autor):

"Fontes geralmente bem informadas fizeram-nos chegar - em linguagem encriptada como seria de esperar num Governo com medo de escutas - os emails trocados entre os vários ministros durante o último Conselho de Ministros sobre o Orçamento do Estado para 2012. Uma pesquisa rápida no Google ajudou o CC a decifrar os acrónimos:

Defesa: S.N.A.F.U. (situation normal: all fucked up)

Saúde: F.U.M.T.U. (Fucked up more than usual)

Mai: T.A.R.F.U. (Things are really fucked up)

Educação: F.U.B.B. (Fucked up beyond belief)

Justiça: N.F.G. (No fucking good)

Segurança Social: S.O.S. (Same old shit)

Agricultura: S.S.D.D. (Same shit different day)

Economia: S.S.N.D. (Same shit, new day)

Negócios Estrangeiros: J.A.F.O. (Just another fucking observer)

Assuntos Parlamentares: F.U.B.A.R. (Fucked up beyond all recognition)

Email de resposta das Finanças, com bcc ao PM: S.H. (Shit happens)

Segunda-feira será o Dia D.

Aguardemos...

E agora o que faremos com esta equipa


Mais um bailarico.
Gales pôs a cabeça em água aos irlandeses que nunca foram capazes, contrariamente ao acontecido com a Austrália, de impôr o seu jogo de avançados à dinâmica "sulista" dos homens de vermelho.
Será que finalmente o treinador neozelandez conseguiu entrosar o raguebi de movimento com a capacidade fisica?
A defesa sempre atenta e sempre em cima da linha de vantagem, aliada a umas linhas atrasadas que vão dar que falar, Jamie Roberts, Jonathan Davies, Geoge North (se aquilo é um centro, vou ali e já venho) e o "eterno" Shane Williams esta equipa de "putos" promete vir a dar que falar.
Mas o que mais me agradou foi a ATITUDE. Garra, pundonor, empenho, vontade de ganhar sem recorrer a jogo manhoso, fizeram deste encontro o melhor que vi, até agora, no RWC.
Muito por culpa de Gales, a Irlanda nunca teve hipótese contribuindo apenas para um espetacular jogo de Rugby.
Assim vale a pena pôr o despertador para as 6 da manhã para ver em directo, mesmo tendo a hipótese de gravação.
Não dá a mesma pica.     

PS:  Caro A. Teixeira ás 6 da manhã o Hen Wlad Fy Nhadau  é completamente esmagador.

2011/10/04

RWC 2011


Aí temos nós o Norte contra o Sul ou os quatro primeiros do ranking dum lado e os quatro a seguir do outro.
Aceitam-se apostas mas eu coloco já a minha em conjunto com A. Teixeira.

Na final Reds vs Blacks

Quartos de Final

08/10 - 18:00 Ireland - Wales
08/10 - 20:30 England - France


09/10 - 18:00 South Africa - Australia
09/10 - 20:30 New Zealand - Argentina
 
PS: Horas locais

Daniel Carter



O facto mais relevante depois do fim de semana foi termos perdido Dan Carter.
Dan não precisa de apresentações. A sua carreira fala por si e o RWC fica mais   pobre.
É pena.

2011/09/29

O MAIS ESPECTACULAR JOGADOR DE RÂGUEBI DO MUNDO




A propósito do RWC e debaixo do título em epígrafe o A.Teixeira publicou um post que recorda dois "herois" de tempos diferentes. Obelix e Jonah Lomu. A comparação colhe.

A coisa levou a uma pesquisa muito interessante estimulada pelo Abraracourcix, último resistente à globalização selvagem. Também eu, só tenho medo que o céu me caia em cima da cabeça.

2011/09/26

Pizza

Por várias razões, nas quais a perguiça tem o maior quinhão, este post já deveria ter sido feito há bastante tempo.
De qualquer modo aqui vai.
A Joana, segunda filha do Zé Manel, casou com o Matteo, jovem de origem italiana. Até aqui, não só não vem mal ao mundo, como traz para Portugal, "skills" que de outro modo não se nos atravessaria a degustação.
Quando conheci o cidadão, o Zé, que é homem de palato fino, foi-me avisando que em casa da familia Cerruti se faziam umas pizzas de lamber os beiços. Fiz-me de imediato convidado.
Uns tempos atrás a propósito do aniversário do rebento mais novo do Matteo e da Joana, lá rumamos a Sines com a prespectiva de lauto repasto.
A coisa recomenda-se (muito).
Primeiro porque os Cerruti são gente encantadora com quem, imediatamente, se estabelece uma relação, não direi intima, mas de grande cumplicidade e à vontade.
Depois porque o espaço é confortavel e convida ao relaxe e ao convivio.
Bom. Vamos ao cerne da questão. As pizzzas.
Em primeiro lugar o forno foi trazido de Itália no porta bagagens de um carro de que não me lembro a marca e revestido a cimento após várias tentativas com outros materiais. É, depois, devidamente aquecido de modo a que as pizzas não estejam lá dentro mais do que uns poucos segundos (não cronometrei mas parececeu-me francamente curto o tempo de confecção), o que permite levar a massa a uma textura leve e sem queimaduras.
Aqui vai a reportagem fotografica desde o estender da massa, aos potes com os ingredientes, até ao resultado final). Curiosamente o galardão de melhor pizza foi atribuido a uma coisa que eu nem sabia que existia. Pizza de cebola (exclusivamente)

 


No final batemo-nos com um café, uma Frenet Branca aromatizada e eu deitei abaixo um "puro" Hoyo de Monterey Nº 4 que encerrou o repasto com pompa e circunstância.
Em fim de festa cantaram-se os parabéns ao pimpolho.
 Um grande abraço ao Gio e a toda a familia Cerruti.

PS: O post original dava a Joana como a filha mais nova do Zé Manel.
O texto já foi devidamente corrigido, mas, de qualquer modo, aqui fica o meu pedido de desculpas á Catarina para quem mando um grande beijinho.  

Discursos



Sempre achei que o Sr. Silva quando sorri parece que está a fazer força para cagar. Aquele esgar não engana ninguém.

Nos últimos tempos parece-me que anda a joga demasido xadrez com o alemão e já produz, sempre com o esgar atrás citado, pérolas de altissimo coturno.
O Tomás Vasques faz uma comparação com todo o sentido.
Aqui vai:

«Comemora-se em todo o país uma promulgação do despacho número Cem da Marinha Mercante Portuguesa, a que foi dado esse número não por acaso mas porque ele vem na sequência de outros noventa e nove anteriores promulgados....»

Presidente da República Portuguesa, Américo Thomaz.

- in revista Opção, ano II, n.º30

«Hoje reparei no sorriso das vacas, que estavam satisfeitíssimas, olhando para o pasto. Fiquei surpreendidíssimo por ver que as vacas avançavam, uma atrás das outras…»

Presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva.










2011/09/25

Aniversário

Ontem o Zé fez anos.
Para além do evento que, por si só é de realçar, conta o resto.
Encontrar gente que constrói, sempre que se encontra, um espaço de liberdade, de intervenção e de diálogo, sem limites, falsos pudores e pruridos do politica ou socialmente correto (perdoa-me Zé pela falta do c, mas agora é assim que se escreve) é sempre algo que me deixa um perfume de felicidade na pele que raramente encontro.
Isto só é possivel porque o Zé e a Orlanda, cujo papel não deve ser menosprezado (antes bem pelo contrário), disponibilizam o seu sítio sem barreiras.
Não conheço nenhum outro espaço privado ou público onde a liberdade seja exercida desta maneira.
Este é o seu ADN e, obviamente, o dos que o frequentam.
Bem hajas irmão.

Beijinhos

PS: Seria injusto não realçar o repasto que, sem elogios fáceis, foi de altissimo coturno.
Orlanda, podes fazer mais vezes que já estou a salivar a pensar na próxima revienga.

O Losango ou O melhor ensaio de sempre

Aprender com quem sabe e refrescar a memória.
Sempre considerei que a melhor dupla de médios que até hoje vi, era constituida por Phill Bennet e Gareth Edwards do País de Gales, nos idos dos anos 70.
Vem isto a propósito do post colocado por João Paulo Bessa  sobre a dinamica do Losango e, o que ele considera,  O melhor ensaio de sempre.
Não sei se tem razão mas que é bonito é.

2011/09/21

Código de Honra

O post que a seguir se transcreve foi publicado no xvcontraxv pelo João Paulo Bessa e contém as regras básicas que qualquer desportista deve observar.
Empenho, pundonor, agressividade, respeito pelo adversário, observância das regras e leis do jogo.
É por si só algo que deveria figurar no cacifo de um desportista em lugar de destaque.
Aqui vai:

Há uma mania justicialista no desporto – fora e dentro do campo – que não pertence aos seus códigos.

O desporto, e portanto o rugby, exigem, para a sua existência, uma suspensão temporária do quadro legal civil estabelecido e a sua substituição por regras comuns e previamente aceites entre os participantes – as Leis do Jogo – e que terão a duração temporal da competição em causa e que se repetirão tantas vezes quantas as desportivamente necessárias.
[diga-se a-propósito que esta suspensão apenas diz respeito aos intervenientes directos e, ao contrário do que parece julgar-se, não é extensível às bancadas dos espectadores – o que inclui, naturalmente, as claques e os seus comportamentos deploráveis]
Mas a suspensão que o jogo desportivo exige não inclui a licença de justiça pelas próprias mãos – por isso ser a resposta a uma agressão também penalizada. Mas estes conceitos que parecem elementares são, bastas vezes, adulterados por jogadores, espectadores e, também, por comentadores a quem a distância deveria possibilitar a frieza da análise correctora.
Portanto, seja qual for a falta que um jogador cometa ou esteja a cometer, não é permitido ao adversário impor-lhe qualquer punição.
Mas no rugby há, muitas vezes ou em muitos, uma visão marcadamente machista e pretensiosamente ética que pretende admitir a existência e validar correcções. É o espírito do jogo, gostam de dizer. Mas não é: não há princípios ou valores do rugby que o suportem.
No recente Gales-Samoa, um jogador samoano entreteve-se olimpicamente a pisar, trepando-lhe pelas costas, um galês que, no chão, impedia a saída da bola. O árbitro marcou falta favorável a Gales e não mostrou – como deveria – o cartão amarelo ao samoano agressor. O comentário televisivo defendeu de imediato a legalidade do consciente pisotear: a lei permite pisar um jogador que esteja a impedir a saída da bola.
Não permite! Não é verdade e não há qualquer cobertura legal no gesto. Cito as leis do jogo:

Lei 16.3 – Rucking

(f) Os jogadores participando no ruck devem usar os seus pés para jogarem a bola - acção de rucking – e não para atingir os seus adversários no solo. Os jogadores efectuando o rucking com intenção de jogar a bola, devem tentar passar sobre os jogadores caídos no solo e não devem pisá-los intencionalmente. Os jogadores efectuando o rucking devem fazê-lo perto da bola. (P.P.)

PENALIDADE:

Pontapé de penalidade por Jogo Perigoso

Mais claro, não pode haver. O rugby é um jogo colectivo de combate com regulamentos que lhe garantem a lealdade e o desportivismo - e não há qualquer visão de jogo de cavalheiros que os possa transformar em justiceiros.
 
Nota Final: O João Paulo  etiquetou o post  como Código do Rugby. Eu preferi chamar-lhe, generalizando "Código de Honra"

2011/09/20

João Paulo Bessa

O percurso do João Paulo Bessa como atleta, treinador e dirigente desportivo, sobretudo na área do Rugby mas não só, não sofre contestação.
A propósito do RWC 2011 edita um blog a ter em conta.
Chama-se xvcontraxv.

Já agora apenas uma nota de saudade.
Faz exactamente 4 anos que eu, o Raúl Patrício, outro importante do rugby português, quer como jogador quer como treinador, o João Paulo e o António Catarino, infelizmente desaparecido que, embora nunca tenha jogado, era um fervoroso adepto e conhecedor da modalidade como, aliás, de quase todos os desportos, estivemos em Lyon com o fito de assistir ao confronto entre os All Blacks e Os Lobos.

A jornada incluiu muito de social do qual destaco um almoço, muito bom, de especialidades lyonesas e a visita às ruínas da mais antiga igreja católica do ocidente (àparte Roma).
Aqui se documenta a excursão.
Na primeira foto está o António à esquerda e o Raul de frente, eu de lado.
Na segunda a memória descritiva do local.
Na terceira o João Paulo está á direita.
Salut, mon vieux Antoine.




2011/09/19

Se Gales matou o cabrito, a Irlanda matou o quê?

E os "oito" da frente, particularmente aquele trio da primeira linha, cilindradaram (literalmente) o pack da Australia.
Provavelmente ainda hoje estão a perguntar se alguém tirou a matrícula do camião que os atropelou.

E Gales matou o cabrito


Finalmente Gales ganhou a Samoa, com a contribuição habitual do "baixinho", prespectivando-se um apuramento mais do que merecido.

2011/09/15

O Livro

Uma notícia roubada ao José Mário Silva e um cartaz roubado ao José Pacheco Pereira, ou ainda, tá tudo louco.

2011/09/11

Desporto, RWC 2011

Os dois primeiros dias do RWC mostraram que as equipas de topo têm tido dificuldades inesperadas para ganhar a equipas teoricamente inferiores nomeadamente os Springboks que se viram "gregos" para ganhar aos "putos" de Gales. Eu que sou adepto (no Hemisfério Norte) da rapaziada de Cardif quase me levantei (caí) da cadeira aquando das duas tentativas de drop (pricipalmente a segunda) infelizmente falhadas de Pristland.
Os Springboks estão cansados e sem motivação (velhos). Ainda por cima perderam Matfield e De Villiers. Espero que recuperem.
Bom jogo entre a Inglaterra e a Argentina mais pelo empenho do que pela técnica. Muitos handling errors(!), muitas faltas e um jogo chato e confuso. Estas duas equipas assim não vão a lado nenhum.
Falencia completa dos chutadores de serviço, nomeadamente Wilkinson que, se tivesse outro nome ia mais cedo tomar banho.
Azar dos argentinos que ficaram sem Contepomi.

O outro 11 de Setembro



Há muitas efemérides associadas ao 11 de Setembro.

De todas elas (algumas surpreendentes como esta ou esta) é impossivel esquecer o 11 de setembro de 2001 e é igualmente inesquecível, o 11 de setembro de 1973 data em que morreu o presidente eleito do Chile Salvador Allende durante o bombardeamento do Palácio de La Moneda que deu início ao golpe militar que levou ao poder o ditador Pinochet dando origem a uma das mais cruéis e sanguinárias ditaduras do sec. XX.
O 11 de setembro de 2001 tem sido profusamente lembrado e documentado nos últimos dias.
Justamente.
O 11 de setembro de 1973 não teve uma única referência (que eu tenha visto ou lido, incluindo a blogoesfera).
Indecentemente
As únicas referências de relevo (escolha minha) foram encontradas aqui e aqui. São de Cuba e do Brasil. E então? Eu sei que os tempos são outros mas convém não ter memória curta.

2011/09/09

Rugby World Cup 2011



Começou hoje o evento desportivo do ano, com uma cerimónia de abertura digna contendo os elementos que caracterizam aquela zona do globo.
O jogo inaugural não foi de grande recorte técnico, diria até que os All Blaks fizeram a sua obrigação sem brilhantismo.
Muitos erros técnicos no manuseamento da bola, pouco discernimento no ataque continuado apenas nota muita boa no contra-ataque. O Carter falhou dois pontapés faceis (atendendo o seu nível) e o Richie Maccaw não foi o jogador determinante que costuma ser.
Boa réplica de Tonga na segunda parte, mas apenas isso.
Emocionantes os 10(!) minutos de ataque a 3 metros da linha de ensaio por parte de Tonga. Não percebo porque é que árbitro não concedeu um ensaio de penalidade.
O All Blacks terão que fazer melhor se querem levar de vencida a Austrália que irão (em principio) defrontar na meia final.

2011/09/01

Ferreira Fernandes

As conferências de imprensa de Vitor Gaspar têm "sobre a sociedade portuguesa o mesmo efeito que uma consulta à próstata causa a um cinquentão"

Tirado daqui

2011/07/09

Moody's

Seguindo a corrente iniciada por José Mário Silva enviei este mail para os FDP.
Sirs,
You’re ruining my country (Portugal) out of pure prejudice and speculation.
Shame on you!
Fernando Frazão
De volta recebi esta resposta politicamente correto:
Please feel free to contact us or reply to this email if you need any further assistance.

De imediato apeteceu-me responder com o livrinho dito pelo Samuel L. Jackson, também por sugestão JMS.

2011/06/25

Fim de semana

O fim de semana passado foi passado em casa do Zé Manel e da Orlanda. Mais que amigos eu o Zé somos irmãos com um longo passado comum . Tirámos os calções juntos e desde aí temos muitas histórias para contar. Qualquer dia ponho-me a isso.
Adiante.
As meninas foram trabalhar p´ró bronze

e os homens p´rá a cozinha (Sempre tive a opinião que a comida é uma coisa demasiado importante para a deixar nas mãos das mulheres).

A propósito de uma picanha por mim comprada de origem irlandesa (não é só a Guiness o Jameson, a música e o Rugby que nos unem) o Zé elaborou o acompanhamento de que a seguir se dá conta:

Açorda de Grão
Ingredientes:

Duas latas de grão de bico já cozido;
Duas cenouras;
Duas cebolas médias;
Quatro ovos (só as gemas)
Duas cabeças de alho;
Coentros qb;
Azeite qb;
Vinagre qb.

Confeção

Cozer as cenouras e as cebolas muito bem em pouca água (utilizamos a água das latas grão;


Quando estiverem bem cozidas junta-se o grão de modo a cabar de cozer;
Escorre-se a água e reserva-se;
Esmaga-se de grosseiramente (não triturar) de modo a formar uma papa;
Num tacho ao lado faz-se um piso com os alhos e os coentros partidos finamente;

Leva-se o piso ao lume em azeite como se fosse um refogado, mistura-se a papa e embrulha-se bem;
Se estiver muito seco junta-se um pouco da água da cozedura de modo a dar a consistencia pretendida);
Depois de tudo isto misturam-se as quatro gemas de ovos e embrulha-se;
No fim regar generosamente com vinagre (a gosto).
Ao mesmo tempo assa-se a picanha.

Serve-se imediatamente acolitando as fatias fininhas e em sangue da picanha.


Muito bom.

PS: O repasto foi acompanhado com um tinto Ermelinda Bag-in-the-Box
PSS: O efeito final (açorda+Ermelinda) deu lugar a este espetáculo, como direi, um pouco degradante:

Diário de um tripulante

Por mero acaso vim parar aqui.
O Rafel Santos tripula um "amarelo" da Carris e é, claramente, um contador de histórias tendo muitas para contar. Quem diria que tem só 27 anos.
O seu blog fez-me lembrar um outro que fazia tempo não visitava e do qual já dei conta aqui. Desta feita o "fogareiro" tripula um táxi e, tal como o Rafael, tem histórias para contar.
A não perder. Ambos.

2011/05/31

A Turma da Mónica



Nunca fui fã da Turma da Mónica que sempre achei uma imitação inferior dos Peanuts ou da Mafalda
No entanto quem imaginaria que, um dia, o Cebolinha se apaixonaria pela Mónica e fosse correspondido.
Tirado daqui

Energia Nuclear


A propósito desta notícia

A Angela merkel anda a aflita com as centrais nucleares porque os alemães com a sua habitual paranoia em relação a estas questões deram vitórias esmagadoras aos Verdes que têm feito disto uma bandeira e infligido ao seu partido sérias derrotas eleitorais.
Acontece que 23% da energia produzida pela Alemanha provem de Centrais Nucleares.
Gostava de saber onde é que a sra. Merkel e, já agora, os Verdes, vão buscar esta quantidade tremenda de Megawatts através de "uma energia do futuro segura, mas também economicamente viável".
Do que é que estamos a falar?
Novas centrais a fuel? Barragens? Mais eólicas.
Tá tudo doido.

2011/05/22

Serie Jardins Improváveis IX


Pobrezinho mas honesto.
Algures em S. Domingos de Rana

Serie Jardins Improváveis VIII



Os meus (antipáticos) ex-vizinhos decidiram ornamentar a varanda.
Algures em Cacilhas (Almada).

Hill Street Blues

A novissima FOX Black está retransmitir a minha série policial favorita de sempre:
A Balada de Hill Street. Começou bem, diria até muito bem.
O "gang" do Capitão Furillo está de volta e nunca como hoje o mote do briefing matinal faz sentido (you know what I mean).

Feira do Livro


É por estas e estas e ainda algumas mais que há muitos anos não frequento a Feira do Livro
Caro Jaime, para quando a Associação de Livreiros Independentes?

2011/05/20

Groucho Marx

Outside of a dog, a book is a man’s best friend. Inside of a dog, it’s too dark to read.
Groucho Marx

2011/05/18

As Aventuras de Tintin

Realizado por Spilberg a coisa promete.
A ver.

2011/05/10

Torre de Babel

Mais um motivo para visitar a fantástica cidade que é Buenos Aires.
A noticia é retirada do JN

Uma Torre de Babel com 25 metros de altura, construída em espiral com 30 mil livros de todas as línguas, foi erigida numa praça do centro de Buenos Aires por iniciativa da artista argentina Marta Minujin.
"A ideia é unir todas as raças através do livro", explicou a artista sobre a sua obra monumental que será inaugurada, próxima na quarta-feira, e "existirá" na praça San Martin até ao final do mês.

A artista decidiu criar esta Torre de Babel, porque Buenos Aires é a Capital Mundial do Livro 2011, proclamada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

A partir de quinta-feira, os seus sete andares podem ser subidos gratuitamente por grupos de até 100 pessoas e a visita será acompanhada por uma banda sonora criada por Marta Minujin, que dá a ouvir a palavra "livro" em todas as línguas do mundo.

Perto de metade dos livros que serviram de "tijolos" para a construção da torre foi oferecida por 50 embaixadas em Buenos Aires, mas a outra metade vem de doações de milhares de pessoas mobilizadas graças a uma campanha pública para esta "obra de participação maciça", nas palavras da artista.

No último dia de exposição da peça, 28 de Maio, os visitantes podem escolher um livro na língua da sua preferência e levá-lo.

2011/05/09

Barak Obama

"Barak Obama is rhe first black man in history to have to prove he killed someone".

Via Shyznogud

2011/05/03

Serie Grandes Inícios VIII

Call me Ishmael.

Herman Melville, Moby-Dick, 1851

White House's Correspondent Dinner


Só nos USA é que um presidente consegue fazer um discurso assim.
A cereja em cima do bolo é a maneira como ele arrasa Donald Trump, presente no jantar.
Compare-se com o bimbo que temos que, quando sorri, parece que está a fazer força p´ra cagar.

Livro Digital


Um bom exemplo do que pode ser um livro digital.

2011/05/02

Otimismo/Pessimismo


Um otimista é um pessimista mal informado

2011/05/01

Miguel Relvas e Jornalistas(?)

Absolutamente fantástica esta peça da autoria do jornalista(?) Adelino Cunha no JN.




Verão de 2007. Marques Mendes e Luís Filipe Menezes preparavam-se para uma luta fratricida pela chefia do PSD e Miguel Relvas já antecipava um fim inglório para ambos. Convidou Pedro Passos Coelho a sentar-se numa mesa discreta do restaurante Il Gattopardo, em Lisboa, junto às Amoreiras, e disparou: «Isto tem todos os ingredientes para correr mal e o PSD vai fechar um ciclo. Não achas que está na hora de voltares à política para liderares um projecto novo?»Hoje, Miguel Relvas ocupa um gabinete no número 9 da Rua de São Caetano à Lapa. No gabinete existe uma aparelhagem de som. No topo de uma pilha de discos repousa Mamma Mia. É uma das bandas sonoras que utiliza antes da habitual sesta diária de 15 minutos. Coloca os pés em cima da secretária e deixa tocar em fundo a mesma canção dos ABBA que tinha na cabeça naquele encontro quando desafiou Pedro Passos Coelho para se assumir como líder do PSD. «Voulez-vous? Ain't no big decision, you know what to do, la question c'est voulez-vous, voulez-vous?» Foi, afinal, esse o desafio que lhe lançou, mas fê-lo em português. «Queres ser líder do PSD e primeiro-ministro de Portugal?»Isto era mais do que uma pergunta: era uma proposta de aliança. «O Pedro tem esta certeza sobre mim: sabe que farei tudo para que ele ganhe e sabe que nunca mais trabalharei por ninguém assim no PS», garante agora, sentado na varanda do gabinete.Passos Coelho já conhecia seguramente a letra dos ABBA antes de entrar no restaurante para o almoço com Miguel Relvas. A canção estava na moda quando os dois amigos frequentavam os bares do Bairro Alto nos velhos tempos da JSD e das borgas abrasivas. «Take it now or leave it», insistia a banda. Passos pediu um tempo para pensar melhor.O povo social-democrata trocava entretanto o estilo bem medido, mas «cinzento», de Marques Mendes pela paixão de Luís Filipe Menezes. No dia seguinte à eleição do autarca de Gaia para líder do partido já os coros sacros do PSD afinavam um requiem contra o «populismo». Passos Coelho ligava para Miguel Relvas dias depois: «Vamos a isso», disse-lhe. Os dois acordaram de imediato construir um novo modelo de liderança assente numa ideia de renovação geracional. Queriam atrair novas ideias e contributos da sociedade civil, passar uma mensagem de esperança. «O Pedro estudou e leu muito, conversou com inúmeros académicos e empresários. Depois escreveu um livro com as suas ideias [a autobiografia Mudar, baseada na história pessoal do candidato]. É um trabalho de preparação nunca feito antes por um político em Portugal», garante Miguel Relvas. O resto, sabia ele, era imagem e comunicação - a praia de Relvas. A música dos ABBA continuava a ecoar: «And here we go again».A primeira viagemMiguel Relvas, a quem já chamam o papa de Passos Coelho e seu vice-presidente, é o mais velho de três irmãos. Nasceu em Lisboa em 1961, na Clínica São Miguel, e seis meses mais tarde aterrou em Angola com os pais. O pai começara a trabalhar como gestor e a mãe abandonara a perspectiva de uma carreira de enfermeira para acompanhar o marido. Naturais de Portalegre, os Relvas tinham acordado que os filhos nasceriam em Portugal, mas depois tentariam uma vida em África. Os planos começaram por correr bem, mas uma deficiência de visão acabou por forçar Miguel Relvas a frequentes viagens para a metrópole. Os prolongados tratamentos na infância ajudaram a reduzir os problemas na vista esquerda, mas provocaram sequelas para o resto da vida na vista direita.O segundo irmão nasceu em 1969 e o terceiro em 1972, mas o 25 de Abril forçou a separação da família. Os pais mantiveram-se em Angola, mas decidiram então mandar os filhos estudar em Portugal. Os três rapazes seguiram viagem para o Colégio Nuno Álvares Pereira, em Tomar. A cidade dos Templários tornou-se na terra de afinidade de Miguel Relvas. A adolescência ficou marcada pelas festas que organizava com rapazes e raparigas do colégio interno. E também pelas lutas pelo controlo político da associação de estudantes. Acabou por se inscrever na JSD aos 19 anos, inspirado pelo carisma de Francisco Sá Carneiro, dias depois do acidente que matou o primeiro-ministro.Relvas ainda não sabia mas esse haveria de ser o começo de uma longa carreira política que mais tarde o levaria à liderança do partido. Começou por tomar as estruturas do PSD em Santarém. Tornou-se amigo de Carlos Coelho, Pedro Pinto e Passos Coelho. Uma geração de jotinhas muitas vezes excessivos, célebres por recusarem a submissão ao cavaquismo paternalista - nomeadamente na questão das propinas.A ligação a Tomar levou-o à presidência da assembleia municipal da autarquia por mais de uma década e a energia telúrica dos Templários favoreceu a sua iniciação maçónica. «Os valores com os quais nos identificamos na vida apenas são perceptíveis pelos nossos comportamentos. Sejam os valores da Opus Dei, da Maçonaria ou de uma confissão religiosa, qualquer que ela seja», defende. Esta ideia condiz com o Miguel Relvas que tem medo da morte e da solidão e que alimenta o desejo secreto de descobrir a imortalidade. «Há tanta coisa para fazer na vida que eu recuso-me a deixar de sonhar e continuo a sonhar todos os dias», confidencia. No partido, conseguiu, aos poucos, construir uma forte teia de relações que o tornou um poderoso chefe partidário. Chegou a deputado em 1985 e entrou pela primeira vez para o governo com Durão Barroso, em 2002, como secretário de Estado da Modernização Administrativa - mais um cargo que lhe haveria de aumentar a densidade das relações, dentro e fora do partido. Afastou-se conjunturalmente da intendência partidária com a ascensão de Marques Mendes à liderança. Começou por se convencer de que o sucessor de Santana Lopes no PSD seria capaz de se manter no cargo durante toda a primeira maioria absoluta do PS. Pensou que assim teria tempo para ajudar Passos Coelho a tornar-se no seu candidato a líder do PSD e a primeiro-ministro no ciclo seguinte. Mas, logo em 2007, Luís Filipe Menezes saltou dramaticamente para a liderança do partido e Relvas sentiu que o tempo acelerara. Chegava o tempo de Passos Coelho sinalizar o seu caminho. E ele assim o fez. Começou por aparecer no congresso de Torres Vedras diante dos congressistas do PSD a explicar que o partido precisava de um chefe que desejasse tomar o poder, mas para mudar alguma coisa no país. «Sim, queremos o poder, mas para fazer o quê?» Passos sabia de onde é que o PSD estava a partir e achava que conseguia antecipar onde chegaria. Tal como na canção dos ABBA.Os congressistas que fingiram ignorar esta interpelação na entronização de Luís Filipe Menezes foram os mesmos que uns meses mais tarde aplaudiram Manuela Ferreira Leite no congresso de Guimarães sem prestar atenção à repetição do repto. «Sim, queremos o poder, mas para fazer o quê?», insistiu Passos Coelho. A verdade é que estes sôfregos congressistas foram os mesmos a aplaudi-lo nervosamente no congresso de Mafra dois anos mais tarde.O Mourinho de PassosPassos Coelho estava sentado ao lado da mulher no sofá de sua casa em Massamá quando foi surpreendido pela demissão de Luís Filipe Menezes. O homem do Norte renunciou à liderança do PSD com estardalhaço numa quinta-feira de Abril de 2008. Passos não precisou de ouvir as declarações até ao fim. Virou-se para Laura Ferreira e disse-lhe, sem exagerar nas notas agudas, que iria ser candidato a líder do PSD. Não queria fossilizar-se como «o eterno discordante». Depois, pegou no telefone e ligou para Miguel Relvas: «Chegou a hora. Vamos a isto.» Apanhou-o a meio de uma viagem. «É preciso que venhas já embora», insistiu Passos Coelho.Isto dito assim parece uma bagatela, mas Miguel Relvas estava na África do Sul com a mulher e tinha uma partida marcada no dia seguinte para ver as célebres cataratas Vitória, no Zimbabwe. Três dias de puro lazer em África para ver os cem metros da maior queda de água do mundo. «Já tinha pago as passagens do avião e a estada. Desmarquei tudo, perdi o dinheiro e regressei de imediato para Portugal para o ajudar.» Ficou também com a maior factura de telemóvel da sua longa e íntima relação com o BlackBerry. «Gastei 1300 euros nas conversas com o Pedro.»Conseguiu aterrar em Lisboa à hora do almoço de sábado para combinar o arranque da estratégia de ataque. Passos Coelho comprometeu-se a dar um impulso decisivo ao movimento Construir Ideias e Miguel Relvas lançou a infantaria ligeira na conquista de posições estratégicas no aparelho do PSD, em sintonia com Marco António Costa e Carlos Carreiras.Passos Coelho acreditava nessa altura ser possível derrotar Manuela Ferreira Leite. Estávamos em Maio de 2008, faltava pouco mais de um ano para as eleições legislativas e os primeiros sintomas da grave crise financeira começavam a desmontar o mito de invencibilidade de José Sócrates. Havia uma certa ideia de que o PS poderia perder a maioria absoluta em Setembro de 2009, mas uma vitória do PSD continuava a ser improvável.Miguel Relvas sabia que, tacticamente, naquela fase só precisavam de uma derrota com futuro. Dito de outra maneira, se Passos Coelho obtivesse trinta por cento dos votos do PSD estavam criadas as condições para que o projecto vencedor se tornasse imparável na fase seguinte.Santana Lopes atravessou-se num tempo que já não era o seu e interiorizou uma candidatura impregnada de um certo fatalismo místico. Permitiu a vitória de Manuela Ferreira Leite com a contrapartida de se candidatar novamente à Câmara de Lisboa em Outubro desse ano. O acordo destes silence partners deixava claro que Passos Coelho seria o inevitável sucessor na liderança do PSD. Miguel Relvas só ainda não sabia era quando. «Se o Santana não tem avançado, tínhamos ganho à Manuela», garante agora.A primeira mulher a chegar à liderança do PSD alcançou 37,6 por cento dos votos contra os 29,8 por cento de Santana Lopes que assim falhou a primeira de várias conturbadas descidas à Terra. Miguel Relvas ficou contente: Passos Coelho obteve os desejáveis 31 por cento: menos três mil votos do que a vencedora num universo de 44 mil eleitores.O seu destino estava iluminado e ficou ainda mais claro quando Manuela Ferreira Leite o excluiu das listas de candidatos a deputados justificando que não podia meter uma raposa no seu galinheiro. Elegeu-o involuntariamente nesse instante como seu sucessor. Bastava agora a Miguel Relvas esperar pela derrota da «dama de ferro» e cumprir a promessa do Il Gattopardo.Não deixou de trabalhar para isso. Continuou a olear as estruturas junto dos líderes das maiores distritais do PSD para traçar alianças futuras, tratou da logística das iniciativas de Passos Coelho com a sociedade civil. Fez o que melhor faz, nos tempos livres como na política: cozinhar. Miguel Relvas não só gosta de cozinhar para a família e para os amigos como se convenceu de que é um cozinheiro «muito bom». «Se eu cozinhasse estratégias políticas da mesma forma que cozinho, seria imbatível.»Pressão altaQuando desafiou Passos Coelho a assumir-se candidato a líder do PSD, Relvas não se esqueceu de que já tinha tido a mesma conversa com Nuno Morais Sarmento. Quer dizer, Miguel Relvas esqueceu-se, mas esqueceu-se porque no seu íntimo nunca acreditou que o antigo e poderoso colega de governo quisesse avançar em campo aberto. «Aprecia que falem dele, mas a sua vontade não tem sido trabalhar para uma candidatura a líder. Eu sabia disso, mas primeiro conversámos, é verdade», admite. «Disse-me que pretendia continuar a ter uma intervenção política, mas noutros termos.» É preciso querer ser líder para realmente sê-lo, mas acima de tudo é preciso trabalhar muito para provocar essa oportunidade. Miguel Relvas desistiu de convencer Nuno Morais Sarmento e este reforçou o seu poder de influência como out spoken. Ficou uma certa tensão entre ambos.Relvas apostou em Pedro Passos Coelho por acreditar que tinha as condições necessárias para essa construção e mais uma: tinha vontade de ser líder numa altura em que o seu quase homónimo Alexandre Relvas contava com a simpatia velada de Cavaco Silva e Rui Rio animava os sonhos messiânicos dos barrosistas.A derrota apertada de Manuela Ferreira Leite nas legislativas de 2009 tratou de soltar as habituais divergências conjugais na São Caetano à Lapa. Mas Pedro Passos Coelho lá conquistou a liderança, apesar das rivalidades domésticas. O nervo da vitória - mais de sessenta por cento dos votos - deixava pouca margem para dúvidas.Amigos como dantes Agora, a São Caetano à Lapa é de Passos Coelho e dos seus acólitos. E, entre estes, Relvas é o que goza de mais proximidade e até intimidade com o líder. O suficiente para que, num dia difícil em que acabou de chegar de um encontro viril com José Sócrates por causa do resgate financeiro do país, Passos atire despreocupadamente ao amigo: «Tens o cabelo diferente, Miguel. O que é que fizeste?» Interrompendo a combinação do habitual almoço com Miguel Macedo, o secretário-geral do PSD ensaia uma resposta de algibeira: «Mudei de shampô, deve ser isso. Mas já se nota?» O líder sorri, com a franqueza só possível em dois amigos de longa data. «Não é isso, o cabelo está diferente», e os dedos avançam à frente das palavras na direcção da cabeça do secretário-geral. «Estás a dizer que estou melhor?» Passos concorda: «Se era para ficares melhor, ficaste.» Riem os dois.É esta cumplicidade que permite mudar de imediato a conversa para um registo sério quando desatam a acusar José Sócrates de ter entrado por uma política de terra queimada e assumem que a entrada do FMI em Portugal será acompanhada por medidas de austeridade muito severas. Alguém terá de dizer na campanha eleitoral que nem toda a gente pode continuar a ter carro próprio e que os transportes públicos serão mais caros para que as empresas sejam financeiramente saudáveis. Alguém terá de assumir que o espaço de manobra para um governo português governar Portugal é pouco. Alguém também terá depois de explicar ao povo social-democrata se não teria sido melhor manter os socialistas a assar em lume brando até ao Orçamento do Estado para 2012. «Talvez fosse melhor para o PSD, mas seria pior para Portugal e nós nunca perdemos de vista a defesa do interesse nacional», antecipa Miguel Relvas.Relvas e Passos já não são os rapazes da JSD que iam para os encontros com Cavaco Silva vestidos com calças de ganga coçadas, depois de uma noitada no Bairro Alto a cantar fados e seduzir raparigas. Conheceram-se em 1983, na JSD, e ficaram logo amigos. As noites começavam em jantares na Adega do Ribatejo e acabavam frequentemente com Passos Coelho a cantar fados. Percorriam depois o Bairro Alto pelos bares mais próximos, passando pelas Necessidades e terminavam perto da Assembleia da República a comer sanduíches de carne assada à espera do início da manhã. Foi numa dessas noites que o actual líder do PSD conheceu uma das cantoras das Doce no Happening Bar. O romance com Fátima Padinha começou no jantar do dia seguinte, quando combinaram começar a viver juntos. Relvas ainda se diverte quando recorda estes tempos e se aventura em breves descrições das voltinhas no Opel Corsa de Passos Coelho.Quando Passos Coelho ascendeu a líder nacional da JSD, Relvas acompanhou-o. Foram os anos da brasa marcados pela guerra das propinas e pela tentativa de submeter os jotas ao providencialismo histórico do homem do leme. As divergências entre Passos Coelho e Cavaco Silva datam desses tempos e nunca mais se resolveu o azedume. Foi, curiosamente, o estertor do cavaquismo que provocou uma curiosa divergência política. Miguel Relvas apostou na vitória certeira de Fernando Nogueira e Passos Coelho equivocou-se no apoio a Durão Barroso, do qual ainda hoje guarda um sabor amargo.Quando agora põe os pés em cima da secretária e liga a aparelhagem para ouvir a banda sonora do filme Mamma Mia, Relvas sabe que a sesta será breve, porque o seu amigo há-de entrar pela porta do gabinete na sede do PSD a qualquer instante, ou o telemóvel tocará por um qualquer motivo. Não se importa. Ligou o seu sistema nervoso central a um único objectivo: construir o próximo primeiro-ministro. «O Pedro sabe que estou a fazer tudo para que ele seja primeiro-ministro e também sabe que devo ser a única pessoa no PSD não quer o lugar dele. A minha carreira política terá o prazo de validade da dele.»7 cargos 1.Secretário-geral da JSD (1987-1989)2.Deputado (1985-2009)3.Líder do PSD de Santarém (1995-2002) 4.Secretário de Estado da Administração Local (2002-2004)5.Presidente da mesa da Comunidade Urbana do Médio Tejo (2004-2009) 6.Presidente da comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações (2005-2009)7.Secretário- geral do PSD (2004-2005 e 2010-...) 7 segredos1.Vai ao ginásio todos os dias. Aos fins-de-semana corre em Belém.2.Gosta de identificar as companhias áreas dos aviões quando começam a descer para aterrar em Lisboa.3. Cozinha para a família e para os amigos mais próximos. 4. Tem uma estátua de São Bento no gabinete de trabalho e duas fotografias da filha. Filipa, de 18 anos, é adepta fervorosa do Benfica para grande desgosto do pai, sportinguista. Tem um lugar no camarote de Rui Gomes da Silva. O pai acha que a filha é do Benfica «só para me chatear».5. Dorme cinco horas por noite. 6. Foi iniciado da Maçonaria através do Grande Oriente Lusitano.7. Toma o primeiro pequeno-almoço em casa às sete da manhã. Come duas maçãs a meio da manhã. Nunca almoça ou janta sozinho. Está de dieta. E come peixe cozido todos os dias. Nada de pão ou vinho. Já perdeu seis quilos em mês e meio. Deixou de fumar depois de uma «ameaça» de ataque cardíaco.7 restaurantesMiguel Relvas elaborou uma lista com mais de quinhentos restaurantes divididos por regiões e por especialidades gastronómicas.1.Bife com batatas fritas - XL (Lisboa)2.Arroz de costela de vinhas d"alhos - Horta dos Brunos (Lisboa)3.Pataniscas de bacalhau - Solar dos Presuntos (Lisboa)4.Posta à mirandesa - O Artur (Torre de Moncorvo)5.Alheira com ovo - DOP (Porto)6.Sopa de feijão - Veneza (Paderne/Algarve)7.Perdiz na púcara - A Lareira (Mogadouro)Sondagens diáriasO PSD está a monitorizar diariamente as intenções de voto dos eleitores. As sondagens são realizadas por uma empresa que todos os dias recolhe a opinião de duzentas pessoas e depois transmite os resultados para a São Caetano à Lapa para permitir uma avaliação em tempo real da eficácia da narrativa eleitoral. Resultado: Pedro Passos Coelho tem registado uma vantagem regular sobre José Sócrates, mas a diferença nunca chega aos dois dígitos. O que significa que os debates televisivos poderão ser decisivos se a isso somarmos a elevada taxa de indecisos. «Há quem use as sondagens como armas de combate eleitoral, mas para o PSD são apenas instrumentos de trabalho», adverte Miguel Relvas. O secretário-geral dos sociais-democratas tenta desvalorizar a aproximação entre os dois partidos revelada pelas empresas de sondagens que trabalham com os grandes órgãos de informação, explicando que todas coincidem com uma taxa de indecisos que ronda os quarenta por cento. «Sabemos que temos muito trabalho pela frente», conclui.

Vitorino Magalhães Rodrigues e Jornalistas(?)



Com a devida vénia a Shyznogud aqui se dá conta deste insulto inacreditável a um dos pilares da cultura portuguesa e, por tabela, a todos nós.
Como habitual a culpa permanece solteira.

Submarinos e Jornalistas(?)

O NRP Arpão segundo submarino da classe Trident comprado á Alemanha entrou no Tejo. A coisa passaría despercebida, não fosse a sempre atenta RTP1 ter feito peça jornalística no Telejornal das 20.00h.
O jornalista(?) de serviço deslocou-e à Torre de Belém e, por obra do acaso, descobriu duas turistas russas, mãe e filha, que abordou, para fazer esta magnifica pergunta, que deve perdurar nos anais da reportagem e qui çá fazer escola.
Os Russos gostam de submarinos?
Espantada, a filha balbuciou um resposta sem muito nexo, ao qual o jornalista(?), não contente com o primeiro dislate, retorquiu:
Vocês tiveram o Kurkz não foi?
A menina respondeu, agora, de forma inteligente, percebendo-se agora, que sabia do que estava a falar.
Ninguém despede este jornalista(?) com justa causa?

2011/04/23

Eu ando com uma cara

Sem comentários

Duarte Pio não foi convidado para casamento real

Quero lá saber dos Finlandeses.
Isto sim é uma verdadeira afronta a Portugal

O pretendente ao trono português, Duarte Pio, não foi convidado para o casamento entre o príncipe William e Kate Middleton e diz que não enviará um presente ao casal (Expresso, Hoje).

D. Duarte, que não leva desaforos para casa, já fez saber que não envia prenda.
É deste estofo que são feitos os verdadeiros Tugas.

Adversário que erra, aplaude-se

Brrilhante como habitualmente.
FF hoje no DN:

Há tantos médicos escritores (Fialho, Torga, Namora, Lobo Antunes...) talvez por eles terem informadores grátis. As pessoas procuram-nos e dedicam-lhes tempo para contar histórias. Isto serve-me de desculpa para ter tão poucos romances publicados (na verdade, nunca escrevi nenhum), mas prometo mudar agora que dou consultas e oiço muita gente: sou leitor viciado em blogues. Infelizmente, os meus "doentes" são mais do género que procura a especialidade do psiquiatra Lobo Antunes. É assim que lhes diagnostiquei um distúrbio causado pelo confronto entre o seu evidente interesse (a leitura de dois ou três textos revela a "cor" dos autores) e a indignação por os seus adversários estarem a cometer erros. Um blogue socialista dá-se conta de que o PSD tem na lista do Porto uma lisboeta que foi da SAD do Benfica de Vale de Azevedo, e esgana-se. Um blogue laranja topa um ex-Big Brother na lista do PS/Leiria, e indigna-se. Socialistas lamentam a falta de Capucho e Pacheco Pereira nas listas sociais-democratas; e sociais-democratas devolvem com as ausências de Teixeira dos Santos e Amado. Os do PS insurgem-se contra a escolha de Nobre e os do PSD contra a de Basílio Horta... Agora já tenho muitos testemunhos para o meu romance mas temo que este fique com uma tese piegas: devemos ajudar os outros. Ora, um romance de sucesso deve ser cínico e com a tese certa: nunca se deve interromper um inimigo que está a fazer asneiras.

2011/04/22

Revienga pascal

Há muitos anos que um grupo de militantes informáticos, agora reforçados por um rugbista de gema, trabalhando na mesma empresa se reune para aquilo a que chamamos A Revienga Pascal.
Umas vezes em restaurantes outras em casa de um dos militantes a coisa transforma-se numa espécie de La Grand Boufe sem, obviamente, os excessos protagonizados pelos grandes Philipe Noiret, Ugo Tagnazzi, Marcelo Mastroiani e Michel Picolli, organizados pelo Marco Ferreri.
O António, grande mentor da coisa, faltou este ano e irá faltar para sempre. E a falta que ele faz.
Absolutamente lamentável. De qualquer forma "the show must go on". Nem ele quereria de outra forma.
Saudade, muita saudade.
Sempre que me lembro de ti vem-me à memória isto que, embora escrito e cantado noutro contexto, retrata bem a nossa relação:





Eu canto para ti o mês das giestas
O mês de morte e crescimento ó meu a migo
Como um cristal par indo-se plan gente
No fundo da me mória perturbada

Eu canto para ti o mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema

Porque tu me disseste quem em dera em Lisboa
Quem me dera me Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro

Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio

Porque tu me disseste quem em dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o sol, Lisboa com lágrimas
Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera...

Poema - Manuel Alegre
Música - Adriano Correia de Oliveira



De qualquer modo a reviença foi feita em casa do Vasco "Blight" Moreira organizada, por ele, do seguinte modo:

VERSÃO MELHORADA RELEASE 3.0:

BACALHAU - Já está tratado por VMM
BATATINHA - Vale a pena tratares Aninhas ou compro do normalíssimo?
PERCEBES - João Carlos Sales trata no OESTE
CAMARÕES - João Carlos Sales trata no OESTE
AMEIJOAS - João Carlos Sales trata no OESTE
TINTOL - Manuel leva uma aproximação de tinto da manhonha … LOL!
TINTOL - Ana e Fred levam vinho tinto verdadeiro?
AMPOLA - Raul trata de uma ampola de qualidade
AMPOLA - Gonçalves leva ampola genuína de medronho ou lá o caneco que seja …
MINI - João Frazão leva minis em quantidade já geladas (BOCK ou SAGRES?)
JAMESON - Carlos fernel leva um JAMESOZINHO
MOUSSE CHOC- Cris trata
SOBREMESA - Quem se candidata?
PATÊS E QUEIJOS - João Frazão
SILÍCIO - João Frazão trata (ké esta merda?)
GRÃO DE BICO - João Frazão (Isto é uma sugestão de menu duplo? Bacalhau assado com batatas e bacalhau cozido com grão?)
CHOURIÇAS - Luis arregimenta
Notas:
1 – Todos os itens são susceptíveis de discussão, incluindo o menu. Sugestões, não só são bem-vindas, como fundamentais.
2 – A ideia aprovada em assembleia geral é que antes ou depois do almoço, consoante a despesa global, se faz um encontro de contas para que os dois quilos de marisco que o Lourenço vai levar do oeste possam ser postos em consonância com os 250 litros de bebida à base de uva que o Manel traz de Monsanto …
3 – A provocação ao Manel foi só em prol do ânimo na troca de emails

De resto, está confirmada a data, a hora e o local … e a partir daí é só conviver!

Aqui fica a foto para a posteridade (falta a Cristina).
Resta acrescentar que o repasto correu de forma superior e o autor deste post chegou a casa bastante "carregado" o que lhe valeu valente bronca e uma "queda na máscara" imediata até ao dia seguinte.



PS: Esclarecimento do João Frazão em relação às dúvidas colocadas sobre o Menu:

O silício é para pores na perna e o grão de bico é para te ajoelhares nele, enquanto rezas.

2011/04/19

The Times They A-Changin'

Será?


Nota: Eu tenho este original em vinil. Bons tempos. Seriam?

Serie Grandes Capas de BD-VIII


Em 1954 o Número Especial de Natal publicava a adaptação do romance de Sir Walter Scott de que se reproduz a primeira prancha


Publicava também um história, apócrifa intitulada Através do Deserto de cuja primeira prancha dou conta



Trazia ainda como anexo um Jogo da Glória em papel cartonado bem como, no mesmo material, os dados e os peões para jogar.



Ultima Ceia

Não faz concorrencia à do Leonardo mas esta seria, seguramente, mais divertida.



Faz uns anos que encontrei este poster em casa de um grande amigo na Alemanha. Desde então tenho procurado por todo o lado uma cópia.
Debalde.
Grande frustação porque acho a ideia magnífica.

2011/04/18

The Great Pretender(s)

Não gosto de blogues politícos cegamente seguidistas ou apoiantes incondicionais do governo ou da(s) oposição(ões).
O Camara Corporativa é um dos casos.
No entanto(como eu odeio as adversativas), de vez em quando, saem alguns desarricanços dignos de nota.
Apesar de não ter sido "postado" com essa intenção este é dos que merecem realçe por poder ser generalizado a muita gente porque, "pretendem que o pessoal ainda anda por perto" :
Embora a interpertação original dos The Platters seja excelente prefiro a do grande Freddie Mercury.

2011/04/12

Inside Job

A propósito da queixa apresentada na PGR por um grupo de economistas espanta-me que, até agora, a Europa não tenha feito nada, ou quase, para superar esta questão.
Desde o principio de 2010 que o Parlamento Europeu tem em cima da mesa um projeto de constituição de uma Agencia de Rating Europeia no sentido de livrar as instituições da velha europa e, se calhar do resto do mundo, das garras da Moody's, Standar&Poor's e da Fitch ou, pelo menos, tentar sair deste colete de forças.
É sabida a promiscuidade entre estas agências e o capital especulador que é o seu principal accionista.
É sabido que os seus ratings sobre países e instituições europeias, não é mais que um ataque mais profundo ao Euro e aquilo que representa ou pode representar para os EUA.
O seu envolvimenteo no despoletar da crise, em 2008, nos EUA, é facto provado ao classificar o Lehman&Brothers, o G.P.Morgan, a AIG, o CitiGroup (fusão do Citicorp com o Travelers Group), a Fannie Mae, a Freddie Mac e por aí fora, como AAA.

Se dúvidas houvesse basta ver o filme Inside Job para o confirmar.

Castle

Estou curtir muito a série Castle que passa no AXN à sexta-feira.

Para além do humor e dos bonecos criados à volta dos personagens principais (Castle&Becket), sobretudo a filha e a mãe, mas também os detetives que pressentem o que se passa entre os dois, a tensão sexual que é criada entre os dois protagonistas é fantástica, sobretudo pela contenção.
Lembro-me de uma outra série que passou faz muito tempo com Bruce Willis e Cybill Shepperd chamda Moonlight (Modelo e Detective) que, embora noutro contexto, continha os mesmos ingredientes.

2011/04/11

Allô Allô

Nos últimos tempos tenho-me divertido imenso com a reposição do Allô Allô na RTP Memória.
Desde Renée até Michele de la resistence (Listen very carfully i shall say this only once) passando pelo polícia inglês que pensa que sabe falar francês e ninguém entende, até ao impagável tenente alemão gay e aos pilotos ingleses, embora o meu "boneco" preferido seja a fabulosa Edith a excelente(?) cantora de cabaret, a serie é absolutamente genial com bonecos que vão, seguramente, resistir aos ventos da história.
Aqui vão o principio e o fim da série:


2011/04/10

Cidadania ou Fernando (pouco) Nobre

O amigo Mário Crespo vai seguramente convidá-lo em Maio.
Altos detentores de cargos políticos me têm contactado preocupados com o que vou fazer.
Cargos políticos? Nem pensar.
Cidadania? Cidadania é um problema meu.
Resultado? Cabeça de lista por Lisboa pelo PSD e candidato a presidente da AR.
Nada mau.
Manquem-se como diria o meu filho João ou a puta que o pariu como diria eu que sou mais velho e não estou à rasca.

Coisas da Vida

Coisas para dizer ao pedrinho com a colaboração do Val

2011/04/06

Bright Sun Shiny Day

Estou zangado. Diria mesmo que estou muito zangado ou em bom vernáculo estou mesmo fodido.
Estou fodido com os filhos da puta da moody's, com a s&p, com a fitch (ainda mais depois de rever o Inside Job, com o bimbo do nosso presidente, com os banqueiros, com o pm, com os líderes da oposição, todos assim com letra pequena porque não merecem mais.
Estou fodido com a geração à rasca porque são mesmo rasca, com os comentadores políticos porque sim, com os jornalistas porque não prestam, com todos aqueles que culpam o governo de todos os males mas que não contribuem com nada para a solução do problema e antes fazem parte dele, com a Merkel porque é feia e deve cheirar mal da boca ou dos pés ou de ambos, com grande parte dos bloggers porque pensam que têm mais importância do pensam que têm, com o benfica porque perdeu com o porto e, finalmente, comigo mesmo porque não consigo encontrar uma saída pessoal para a questão.
Amanhã será outro dia e espero que seja mais brilhante que o de hoje:


Guitarra - Jorge Gonçalves Bateria - João Martins Contrabaixo - Pedro Sousa Voz - Sara Schuh

2011/04/03

O Homem

A propósito deste post do Herdeiro de Aécio

Irving Wallace foi um dos escritores da minha juventude responsável, juntamente com Leon Uris, Erich Maria Remark, Hans Hellmut Kirst, Sven Hassel e outros, pela criação de hábitos de leitura que depois me levaram a outros voos.
Não sendo grandes escritores tinham a competência de escrever histórias romanceadas enquandradas por factos veridicos que, numa altura de difícil acesso á informação, não havia net e estavamos antes do 25, nos forneciam informação preciosa (salvaguardando os excessos judaicos e patrióticos de Uris).
Quem quiser conhecer conhecer os meandros do Prémio Nobel não tem mais que ler o Prémio que mais tarde foi consagrado em filme, com Paul Newman, Elke Sommer e Edward G. Robinson ( o guionista foi o mesmo de North by Northwest de Hitchcock).
Quem quiser saber da saga dos marines no pacífico, basta ler Grito de Batalha, ou sobre o Gueto de Varsóvia leia-se Mila 18, a construção do muro e divisão de setores de Berlim, consulte-se/leia-se Armaggedon e, a cereja no topo do bolo, o sionismo e a construção do estado judaico indispensável o Exodus todos de Leon Uris.
O drama alemão na 2ª Guerra? A Oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiais de Kirst, a série 08/15 de Kirst.
No entanto o livro que por essa altura mais me impressionou foi As Três Sereias de Wallace que, à altura da sua publicação foi um escandalo nos EUA.
Um grupo de cientistas vai investigar uma tribo perdida algures numa ilha do pacífico de estrutura matriarcal...
O resto só lendo.

PS: Todos os livros citados foram editados pela Edições Europa-Amárica na colecção Século XX que deveria ser considerado verdadeiro serviço público.
O primeiro livro em 1945? A Centelha da Vida de Erich Maria Remark

Correcção ao meu comentário:

No comentário anterior atribuí a Kirst a autoria de A oeste Nada de Novo e Fábrica de Oficiáis, sendo que foram escritos por Remark.
Pelo lapso peço desculpa.

Correcção do A. Teixeira á minha correcção:

Permita-me corrigir-lhe a correcção:
O livro Fábrica de Oficiais é da autoria, como escreveu inicialmente, de Hans Hellmut Kirst.

A Oeste Nada de Novo é, como escreveu depois na correcção, da autoria de Erich Maria Remarque. Sempre vi escrito Remarque. E a acção deste último livro decorre durante a Primeira Guerra Mundial, não durante a Segunda como escreveu inicialmente.

Comentário meu à correcção do A. Teixeira:

Tem toda a razão quanto à sua correcção que agradeço.

Em relação ao nome também sempre vi escrito Remarque.
Fiz, no entanto, alguma pesquisa e, de acordo com a Wikipédia, parece que o homem nasceu Erich Paul Remark em Osnabruck em 1898, mudando mais tarde de Paul para Maria em homenagem à mãe.
No dizer mesmo texto os nazis fizeram correr a versão que o seu verdadeiro nome era Kramer (Remark ao contrário) e vale o que vale.
Daí a minha opção pelo Remark que me soa bem mais alemão que Remarque.
Cumprimentos.